New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 24
A horrível erupção de lama!


Notas iniciais do capítulo

Mais um capítulo - o primeiro de 2014!!!!


Os cavaleiros de Bronze são apresentados a novos cavaleiros de Aço, seguidores dos Líderes de Aço que os abordaram no porto de Tóquio, e se veem em claras dificuldades diante de uma poderosa técnica efetuada por um deles.

Rina e Gustavo precisam deixar as diferenças de lado, e combinar suas habilidades para alcançar a vitória em seu primeiro embate contra os Cavaleiros de Aço rebeldes.



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Não longe dali, na floresta próxima ao litoral, Gustavo e Rina penetravam mais e mais na floresta, buscando algum sinal dos Cavaleiros de Aço. Como não se davam bem, separam-se logo que iniciaram o trajeto. Gustavo saltava entre os galhos das árvores, enquanto Rina corria agilmente pela floresta densa. Chegaram a uma clareira, onde se reencontraram e não escutavam nenhum som à sua volta.

— Olá, Cavaleiros de Bronze – disseram duas vozes.

Gustavo e Rina se viraram e se depararam com Lírcia de Pedra e Ilana de Raio, duas das Amazonas de Aço que haviam surgido das águas do rio em Tóquio no dia anterior.

Lírcia tinha traços de ex-gordinha. Era uma afrodescendente de estatura média, corpo um tanto largo, olhos escuros e cabelos longos marrons que lhe caíam pelos ombros. Ilana era magra, alta, bronzeada, de cabelos negros ondulados e olhos castanhos.

— Vieram brigar? – disse Gustavo, posicionando-se para o combate.

— Não viemos sujar nossas mãos com vocês – debochou Lírcia. – Meninos, apareçam!

Então as árvores estremeceram, e dois vultos altos saíram detrás das árvores onde Lírcia e Ilana estavam.

— Sou Carlos, da Armadura de Aço terrestre de Gorila! – disse o primeiro, de armadura azul-safira e verde. Carlos era alto, negro, bem musculoso, de olhos cintilantes escuros e cabelo negro em corte militar. Usava óculos de leitura, que contrastavam com sua armadura de combate. Seus músculos das pernas e dos braços eram bem trabalhados.

— Sou Edmilson, da Armadura de Aço terrestre de Cachorro! – disse o outro cavaleiro, de armadura marrom. Edmilson era ainda mais alto que Carlos, de pele morena escura, olhos castanhos claros e cabelo liso e negro, com braços fortes. – Vamos Carlos, um pra cada! Eu pego a garota...

— E eu cuido desse Dragão! – disse Carlos. – PUNHO DE GORILA!

As armaduras de Aço contavam com mecanismos de sucção e absorção dos elementos, que permitiam que os Cavaleiros de Aço fizessem uso dos elementos da natureza, tal qual os Cavaleiros tradicionais. Assim, os punhos das armaduras de Aço contavam com disparadores (era assim que Fernanda havia conseguido produzir chamas em sua luta contra Matt, apesar de ela já estar despertando aos poucos seu próprio cosmo, à frente de seus colegas da Patente de Aço, e suas chamas pouco a pouco começavam a surgir sozinhas, por meio do cosmo dela, sem necessitar dos disparadores), para que eles pudessem efetuar suas técnicas e enfrentar os Cavaleiros de Bronze de igual para igual. Contudo, a carga dos disparadores era limitada, e os Cavaleiros de Aço precisavam recarregá-los após suas batalhas, caso houvessem utilizado toda a energia contida neles.

O rapaz avançou com seu punho erguido, projetando uma massa de ar, e Gustavo e Rina saltaram para longe do golpe de Carlos; após isso, Gustavo lançou seu golpe:

— CHUTE DO DRAGÃO!

Gustavo voou em direção ao Cavaleiro de Aço com a perna estendida, e acertou o oponente. O golpe fez Carlos se afastar ao atingi-lo no ventre; enquanto isso, Edmilson tentava atacar Rina, mas a Defesa Circular mostrava-se impenetrável.

— Desista Cavaleiro de Cachorro! – disse Rina. – Se tentar entrar em minha corrente, receberá uma descarga de 10.000 volts!

— Então, farei com que saia da defesa de sua corrente. – Disse Edmilson, preparando-se para atacar. – ODOR HORRÍVEL!

Um cheiro terrível encheu o ar; Lírcia e Ilana taparam os narizes, mas Carlos e Edmilson pareciam aguentar o cheiro, como se já tivessem praticado aquele golpe juntos. Gustavo e Rina ficaram paralisados pelo cheiro.

— Que cheiro horrível! – ofegou Rina.

— Eu vou afastá-lo! – exclamou o Dragão. – CÓLERA DO DRAGÃO!

Um gigantesco Dragão de água foi conjurado do solo e pareceu ter aspirado todo o cheiro do Odor Horrível, e o ar ficou puro novamente. Então Gustavo e Rina usaram ao mesmo tempo seus golpes:

— CÓLERA DO DRAGÃO!

— ONDA RELÂMPAGO!

A combinação dos golpes (corrente circular e jato gigante de água) derrubou Carlos e Edmilson, que ficaram inconscientes. Lírcia e Ilana observavam tudo com desprezo.

— E então, Lírcia, Ilana? – indagou Rina. – Perderam seus cães de guarda, agora vão partir pra briga?

— Não pensem que a luta acabou só porque se desfizeram desses dois, Andrômeda... – disse Ilana misteriosamente. – Apareça, Marcolino!

Um vulto encapuzado surgiu de trás de uma árvore; tinha uma armadura preta e suja, e segurava um mangá. O cavaleiro Marcolino tirou os olhos momentaneamente de sua leitura, abaixou seu capuz e olhou para os Cavaleiros de Bronze. Não era alto como Carlos e Edmilson; tinha praticamente a mesma estatura que Matt, Betinho e Thiago tinham. Seu cabelo revolto era levemente repicado e quase chegava aos ombros. Tinha belos olhos negros, que irradiavam o mesmo grau de ameaça que demonstravam ter de beleza. Sua pele era levemente bronzeada, e tinha um aspecto de quem não tomava banho há dias.

— Marcolino, pare de ler esses mangás eróticos! – esbravejou Lírcia.

— Mas são tão legais! – ralhou o Cavaleiro de Aço, voltando sua atenção para suas líderes depois de estudar minuciosamente os Cavaleiros de Bronze. – E sempre me ajudam a me concentrar para as batalhas!

— Chega, Marcolino! – disse Ilana. – Acabe com esses dois!

— MUAHAHAHAHAHAHA! VOCÊS VÃO SENTIR A FÚRIA DE... MARCOLINO, DA ARMADURA DE AÇO TERRESTRE DA LAMA! – gargalhou Marcolino. – HORRÍVEL ERUPÇÃO DE LAMA!

Começou a sair lama do chão da floresta, projetada e amplificada pelos disparadores de Marcolino, e Gustavo e Rina ficaram presos pelos pés.

— Vocês vão ficar presos aí para sempre! – exclamou Marcolino, enquanto Lírcia e Ilana riam gostosamente da situação dos Cavaleiros de Bronze.

— Como vamos sair daqui?!! – gritou Rina.

Gustavo observou a lama e a clareira por alguns segundos. Então, viu o modo de como poderiam sair da lama.

— Rina, ative a Defesa Circular! – concluiu ele.

— Hein? A Defesa Circular? Por quê?

— Não questione, faça agora! Rápido ou ficamos presos aqui para sempre!

— Está bem... Corrente Circular, proteja-nos! – ordenou Rina, e a corrente formou uma espiral ao redor deles.

— O que pensam em fazer? – debochou Lírcia.

— Não há chance de escapar da Horrível Erupção de Lama do Marcolino! – disse Ilana.

— É o que veremos! – exclamou Gustavo. – Rina, segure meu braço!

Ela obedeceu, mesmo duvidando do plano do menino e pela ligeira aversão que sentia em relação a ele, e Gustavo começou a explodir o cosmo, fazendo a lama borbulhar.

— DRAGÃO VOADOR! – exclamou Gustavo.

Protegidos pela Corrente Circular, o golpe de Gustavo levantou os dois da lama, impulsionados pela água evocada pelo garoto, como se o cavaleiro de Dragão tivesse criado asas. Do alto, Gustavo atacou Marcolino:

— CÓLERA DO DRAGÃO!

Marcolino foi atingido com força pela torrente de água que Gustavo havia evocado, e caiu no chão, desacordado; Lírcia e Ilana não podiam acreditar no que viam.

— E então, vocês duas? – indagou Rina. – Sem todos os seus cães de guarda agora, vão finalmente nos atacar?

— Vocês vão pagar por isso, Cavaleiros de Bronze! – esbravejou Lírcia.

— Da próxima vez não teremos piedade! – disse Ilana. – Carlos, Edmilson, Marcolino! Vamos embora!

Carlos e Edmilson se ergueram e carregaram o inconsciente Marcolino. Então, os cinco Cavaleiros de Aço sumiram numa cortina de fumaça. Os dois Cavaleiros de Bronze ficaram se perguntando quando e onde eles voltariam.

— Vamos atrás do Matt e dos outros – disse Gustavo.

Rina concordou e os dois fizeram o caminho de volta até saírem da floresta. Porém, uma dúvida havia acabado de surgir na cabeça de Rina.

— Você acha que Marcolino usou realmente toda sua força naquele golpe? – perguntou ela.

— Não sei... Por quê? – questionou Gustavo.

— Acho que aquela lama era meio ácida... – calculou Rina. – Parecia estar derretendo lentamente os protetores de perna da minha armadura. Mas acho que alguma coisa estava impedindo-a de fazer isso.

— E por que Marcolino faria com que a lama não derretesse a gente? – indagou o Dragão. - Por que motivo ele estaria se "segurando"?

— Quanto a isso, não sei – disse a amazona. – É muito estranho... esses Cavaleiros de Aço ainda devem guardar outros segredos. A próxima batalha contra eles deverá ser mais dura para nós... Espero que, dessa vez, com menos desse ar de mistério ou suspense. Já temos problemas suficientes para ocuparmos nossas mentes.

Logo os dois estavam saindo da floresta. Rina observava Gustavo de esguelha; embora ainda o achasse lerdo e empavonado, tinha que admitir que, nas situações necessárias, ele daria um ótimo aliado.


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Notas finais do capítulo

Por que será que Marcolino "pegou leve" com os Bronze Saints?? kkkk podem deixar suas opiniões nos reviews!!!! abraços e bom começo de ano a todos!!!! A luta de Bronze contra Aço está ainda longe de terminar!!!!



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