New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 17
Ataque Surpresa! Surge Ritahoa


Notas iniciais do capítulo

Oi gente, esperam que tenham tido um bom feriado, vou presenteá-los com mais um capitulo.
Ainda estamos na luta contra os Cavaleiros Negros, pelo menos nos próximos 3 capítulos.


Betinho de Pégaso e Thiago de Cisne são surpreendidos por um novo oponente que demonstra estar num nível de batalha bem superior ao deles.



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Matt, Gustavo e Rina saíram da floresta e se depararam com a base da montanha. Para onde quer que olhassem só se viam rochas erguendo-se até formar o vulcão do Monte Fuji, àquela altura, adormecido.

A trilha seguia em meio às rochas. Era preciso andar com cuidado para não despencarem nos precipícios ao longo do caminho.

Chegaram a uma bifurcação na trilha. À esquerda o caminho levava a um penhasco. À direita, a trilha seguia entre as pedras. Estavam prestes a seguir pela direita quando pedras enormes começaram a cair da montanha.

Os três conseguiram saltar sobre as pedras com seus reflexos. Quando voltaram ao chão, dois cavaleiros negros haviam surgido à sua frente, no topo de duas pedras.

Um deles era alto, com olhos azuis-escuros intensos, cabelo negro e pele albina. Sua armadura era semelhante à de Dragão. O outro era de estatura mediana, pele bronzeada, cabelos verdes e olhos azuis claros. Esse usava uma versão negra da armadura de Andrômeda.

— Eu sou Shinadekuro de Dragão Negro – disse o alto.

— Eu sou Arak de Andrômeda Negro – disse o outro.

— Temos ordens expressas para detê-los aqui – disse Shinadekuro. – E somos parte dos Quatro Veteranos, a elite dos Cavaleiros Negros, treinados para não pararmos de lutar enquanto o adversário não for morto.

— Que interessante – disse Rina. – Nós também fomos treinados com esse intuito.

— Quanta prepotência! – exclamou Arak. – Essa menina tem uma língua ácida. Vou adorar dar cabo à sua vida e levar sua cabeça a nosso mestre.

— Sim – concordou Shinadekuro. – Vamos medir forças. Vão se arrepender de cruzar o caminho de Marte e dos cavaleiros das trevas com tanta confiança.

— Ah, claro, mas não sei se reparou que somos três contra dois – disse Matt. – O que nos dá alguma...

— Não, Matt. – Gustavo ergueu o braço na direção dele. – Devem ser dois contra dois. Um cavaleiro de bronze contra o cavaleiro negro oposto a ele. Andrômeda contra Andrômeda, Dragão contra Dragão. Você segue em frente, e encontra as armaduras.

— O garoto tem razão – admitiu Shinadekuro. – Vamos deixá-lo passar por ora, Fênix. Até mesmo os Cavaleiros Negros reconhecem a justiça de vez em quando. No entanto, você não vai viver o suficiente para encontrar as armaduras de Ouro.

Matt correu para a trilha da direita, esperando que eles o detivessem, mas os Cavaleiros Negros deixaram-no passar.

Shinadekuro estudou os cavaleiros de Bronze.

— Sabem, sou o mais ágil dos Cavaleiros Negros. Receio que, a menos que contem com a velocidade da luz em seu arsenal, não tenham chance contra mim.

— Veremos!

Gustavo desferiu um golpe contra a pedra em que o cavaleiro negro estava. A pedra se partiu em pedacinhos, mas o cavaleiro saltou para longe antes de Gustavo acertar o alvo. Eles se encararam por um instante, então começaram a trocar golpes rápidos e a se afastar para perto do penhasco.

Arak soltou uma gargalhada.

— Exatamente como o mestre queria. Os cinco cavaleiros separados. E então, garota? Sou o cavaleiro do terror. Meus inimigos sempre provam de seus piores temores contra mim antes de perecerem. Veremos qual corrente se arrebentará primeiro, a sua ou a minha.

— Não insulte a corrente de Andrômeda – alertou Rina, erguendo suas correntes. – Você está me subestimando. Não conhece minha força.

— Oh! Como estou com medo – provocou Arak. – Pois bem, garota, você já me tirou a paciência. Prepare-se para o seu fim!

Ele investiu contra ela com a corrente, e logo a montanha ficou tomada pelo barulho das duas correntes ressoando ao se chocarem.

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Matt já estava longe, quase sem conseguir ouvir os ruídos da batalha que se desenrolava lá atrás. Mas não conseguia tirar da cabeça: por que os Quatro Veteranos eram tão parecidos com os mestres dos outros quatro cavaleiros de bronze? Os outros haviam mostrado fotos de seus mestres uns aos outros nos dias anteriores, e agora, aquela estranha semelhança com os Cavaleiros Negros principais deixava o garoto de Fênix bem alarmado. Ele se perguntava como acabaria reagindo se se deparasse com alguém com feições semelhantes às de Ikki...

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Uma cosmo-energia violenta surgiu de repente em volta de Thiago. Ele havia observado o Cisne Negro pronunciar suas últimas palavras e desfalecer no solo agora coberto de neve devido à batalha recente, e sentia que mais um inimigo se aproximava.

Uma coluna de fogo negro queimou boa parte das árvores que cercavam o local onde Thiago havia enfrentado Jido. A coluna se materializou alguns metros à frente do rapaz, e todo o cosmo violento que Thiago sentira antes convergiu para ela.

Um cavaleiro negro surgiu em meio às chamas. Era alto, moreno e de cabelos negros. Seus olhos estavam escondidos por um visor em seu elmo, semelhante ao do Cavaleiro Negro que eles haviam derrotado no Coliseu. Três fileiras de penas pendiam das costas de sua armadura. Era uma versão negra do cavaleiro de Fênix.

— Vejo que derrotou um de nossos melhores soldados – disse ele. – Isso vai lhe custar muito caro, garoto. Sou Ritahoa, o Fênix Negro, líder dos Quatro Veteranos.

Thiago se levantou.

— Se você é o líder, não devia estar aguardando a gente no fim da trilha, guardando as armaduras, para nos abater quando estivéssemos exaustos?

— Ideia tentadora – admitiu Ritahoa. – Mas participar da ação é mais emocionante. Além do mais, por ser o líder, tenho mais habilidades do que meus subordinados. Logo, vocês não terão chance de chegar à nossa base. E embora você tenha derrotado Jido, é provável que os outros três deem cabo de seus amigos. Mas agora chega de conversa! Seu fim chegou.

Ritahoa avançou, mas Thiago estava preparado, devido à adrenalina que tomara conta dele na última batalha. Ele fez uma coluna de neve se erguer do solo, e o Fênix Negro se chocou contra ela. Ele pareceu levemente atordoado com o golpe surpresa, mas logo estava atento novamente.

O Fênix Negro riu de leve e atacou com uma massa de chamas negras. Thiago se esquivou do primeiro golpe, mas Ritahoa era muito rápido. Ele girou e acertou o Cisne com um chute no tórax, suas chamas soltando-se da sola do pé e causando queimaduras na armadura de bronze.

Com o impacto do golpe somado às queimaduras, Thiago grunhiu e se desequilibrou, caindo na neve. O Fênix Negro olhava-o como uma fera estudando sua presa.

— Você já está no chão com poucos minutos de combate? Parece que acertei em vir pessoalmente detê-los. Vocês não estão preparados para a força de Marte. Sozinho, você não tem chance.

— Ele não está sozinho! – bradou uma voz.

Betinho saiu da floresta. Parecia ter corrido uma maratona para chegar até a clareira no fim do bosque, mas não tinha muitos ferimentos de batalha.

— Mais um? – Ritahoa parecia surpreso. – Vocês têm mais fibra do que eu pensei. Veremos se você é um pouco melhor do que este aqui.

— Está tudo bem, Thiago? – perguntou Betinho.

— Ah, claro, a não ser pelo fato de eu ter sido atingido no estômago e ter recebido algumas queimaduras de primeiro grau.

Ritahoa estudava friamente os dois irmãos.

— Então, vocês são os pirralhinhos que enfrentaram o John Doe - comentou ele.

— Quem? - indagou Betinho.

— O cavaleiro negro portador da Galáxia, aquele que ficou para trás para enfrentá-los na arena enquanto tomávamos as armaduras de Ouro, é claro - explicou Ritahoa. - Achei que ele seria capaz de dar cabo dos cinco de uma só vez. Não sei se subestimei a capacidade de vocês, ou se superestimei a dele. De qualquer forma... Estou suspeitando de que tenha sido a segunda opção.

— Não tenha certeza disso - avisou Betinho. - É um erro nos subestimar!

— Que seja. Está pronto, Pégaso? – Ritahoa avançou contra ele, mas Betinho estava preparado e segurou os punhos do oponente, forçando-o para trás, o que era uma proeza levando em conta que as mãos do Fênix Negro estavam em chamas. Betinho acertou-o no peito com a cabeça; pego de surpresa, o cavaleiro negro afrouxou sem querer as mãos e Betinho o lançou longe.

O Pégaso correu para junto do irmão e ajudou-o a se levantar. Ritahoa não parecia ferido. Levantou-se rapidamente e sorriu para os irmãos.

— Vocês me deram um pouco de trabalho, mas é hora do gran finale.

Chamas negras surgiram em torno dos braços dele, e o Fênix Negro as disparou na direção dos cavaleiros de bronze.

Os dois pensaram juntos. Revidar para defender.

Meteoro de Pégaso!!

Pó de Diamante!!

Os dois golpes atravessavam a cortina de fogo negro, mas Ritahoa não dava sinais de que estava sendo atingido. Além disso, as chamas avançavam e aumentavam de tamanho, mesmo com os golpes deles atravessando-as, até que os envolveram.

Eles sentiram a cortina de fogo erguendo-os do chão e carregando-os para longe. Sua visão escureceu e seus gritos de dor foram sufocados pela fumaça.


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Notas finais do capítulo

Obrigado pela leitura.

Muitas batalhas ocorrendo, e agora, o que Bore estará fazendo? Quanto tempo ficará no resort em Cingapura? Será que tardaremos a ve-lo novamente?



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