New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 139
Um chamado urgente, parte 4


Notas iniciais do capítulo

PARTE 4 DE 5



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Nesse meio tempo, no teletransporte a caminho de Asgard...

...

...     

       Como se só tivesse passado apenas um momento, o turbilhão desapareceu, e os três se viram cercados pela neve. Olhando em volta, os três contemplavam diversas árvores imensas, tingidas de branco.

— Então... É aqui? – questionou Diandra.

— Nem parece que é agosto – notou Paulo, esquadrinhando o cenário invernoso, apesar da época do ano.

— É aqui sim – confirmou Marília. – Isabella me falou sobre este lugar, ela teve que vir aqui ajudar os Cavaleiros de Bronze no mês passado. Tem uma trilha, meio escondida sob a neve, que conduz até o palácio real.

            Ela apontou para o solo. De fato, era possível divisar algumas marcações, que se estendiam pelo caminho, adentrando na floresta.

— Então podemos segui-la, que chegaremos em Valhalla? – perguntou Diandra.

— Sim – confirmou Marília.

            A outra garota assentiu, e ambas estavam prestes a dar um passo em direção à trilha, quando Paulo as deteve.

— Seria melhor avaliarmos o perímetro primeiro – aconselhou ele. – Marília, você poderia se teletransportar para mais perto do palácio e averiguar exatamente quem ou o que iremos enfrentar?

            A garota lemuriana hesitou.

— Você está me pedindo para teleportar até um lugar onde nunca estive, Paulo. É perigoso. Não tenho como saber de antemão o que irei encontrar lá, nem se conseguirei me mover para tão perto de Valhalla sem ser vista.

— Já pensei nisso – interpôs o garoto. – Você pode se teleportar diversas vezes em um curto espaço de tempo, desde que seja entre locações próximas, não é? Assim, você poderia passar despercebida por quem quer que esteja atacando o palácio. Em tese.

— “Em tese” – repetiu Marília. – Isso é um baita alívio.

            Paulo, encabulado, fitou brevemente os próprios pés antes de responder.

— É a melhor ideia que consigo ter por enquanto.

            Resignada, Marília bufou, mas acabou dando de ombros.

— Se é o jeito... Verei o que posso fazer. Mas irei correndo pela trilha primeiro. Assim saberemos melhor a que distância estamos de lá, e melhor ainda, a que distância estamos dos invasores.

— Tudo bem – concordou Diandra.

— Vocês dois esperem aqui – e ela apontou para uma árvore próxima. Paulo pegou um graveto do chão, e marcou um X na superfície dela. – Caso surja alguém para enfrenta-los e vocês acabem se afastando dessa árvore, pelo menos eu saberei voltar até o ponto onde chegamos, e depois tentarei localizar vocês mentalmente e pelo cosmo para o caso de precisarmos fugir ou nos reorganizar. Mas não sinto nenhum cosmo nas redondezas... O que quer tenhamos visto enfrentar, já deve estar nas portas do palácio agora.

— Sim, mas é bom nos prevenirmos – assentiu Paulo. – Vamos evitar nos afastar daqui.

            A amazona de Grou assentiu, e em seguida desatou a correr pela trilha, em direção à floresta. Diandra e Paulo assumiram guarda diante da árvore, olhando para direções opostas para o caso de haver alguém na espreita os observando e tencionando atacar.

— Olha, eu cresci na região do Báltico – Diandra começou a falar, algum tempo depois, quando os passos de Marília já haviam deixado de ser ouvidos à distância. – Então estou um tanto acostumada com invernos rigorosos... Mas este é um caso bastante particular. Estou começando a sentir realmente frio, de forma incômoda mesmo, praticamente pela primeira vez na vida! Como é que nossas armaduras estão aguentando tão bem até agora...

— Nossas armaduras, principalmente a sua e a da Marília, conseguem suportar sensações e temperaturas entre -150º e -200º C tranquilamente – respondeu Paulo, de forma quase professoral, ainda esquadrinhando a área à procura de possíveis ameaças. – Por isso estão resistindo bem até agora. Além disso, Marília tem aquele cachecol, que certamente também a ajuda nisso. Mas, se continuarmos muito tempo nesta área, sem nos mover muito, e principalmente se a temperatura cair mais, aí vamos ter problemas. Nossos corpos não conseguirão aguentar por mais tempo, e isso levando em conta que nem encontramos adversários ainda.

— Inverno “eterno” – citou Diandra. – O pessoal descreveu essa região bem até demais. Bom, já que temos que nos mexer, vou dar uma olhada ali pelas outras árvores... Tem uns rastros por aqui me chamando a atenção. Tudo bem? Você segura as pontas aí, Paulo?

            O garoto assentiu vagamente, pois sua mente, entrando em modo multitarefa, estava a mil. Conseguia ouvir Diandra falando ainda ocasionalmente, enquanto analisava os tais rastros que encontrara, mas seus pensamentos estavam voltados para longe.

            Apesar da resposta que dera a Marília antes, Paulo estava prestes a concluir a formação de um plano em sua mente, e que potencialmente seria, essa sim, a melhor ideia que teria naquele dia. Se seu raciocínio estivesse correto, haveria uma forma de eles conseguirem suportar o clima árduo de Asgard e, ao mesmo tempo, dar combate aos eventuais invasores com primazia e completar o trabalho.

— Paulo, isso é muito estranho... Nós estávamos tentando achar marcas de passos de pessoas que estivessem vindo em direção a nós, mas isto... Parecem passos de pessoas saindo daqui do ponto em que estamos e indo se embrenhar na floresta, mas em uma direção diferente da trilha que leva ao palácio – ia dizendo a garota estoniana, sua voz ficando mais distante enquanto ela se afastava em meio ao momento de reflexão do garoto. – Eu poderia jurar que, pelo estado dessas marcas, essas passadas foram feitas várias horas atrás. Como se alguém tivesse feito esse mesmo trajeto, ou quase, que nós estamos fazendo agora... Está muito estranho... O que você acha disso, hein? Paulo?

            Mas o garoto de Órion ainda estava envolvido por seus próprios devaneios. A ausência temporária de Marília havia ajudado o plano a se formar apropriadamente em sua mente, mas precisariam do retorno seguro e o mais cedo possível da Amazona de Grou para poder colocá-lo em prática.

— Paulo? – chamou Diandra com mais insistência, ao ver que o amigo não respondia. – Você tá me ouvindo ou n...

            Paulo se virou antes que a menina completasse a frase, mas não devido ao chamado insistente da amazona de Caçadora: naquele mesmo instante, ouviram um leve estampido perto deles, e Marília se teleportou de volta para onde estavam; ela cambaleou brevemente, se apoiando na árvore que Paulo havia marcado.

            O garoto ajudou-lhe a se firmar em pé. Ela parecia um tanto assustada.

— S-São muitos – afirmou a amazona de Grou. – Mais do que eu imaginava. Por pouco não me viram. Estão concentrados em frente ao palácio, todos com lanças, espadas... E alguns até as estão atirando contra o palácio. Não vi ninguém defendendo o palácio propriamente.

— Você sabe dizer se eles estão sentindo o frio assim como nós? – questionou Paulo.

— Hã... Não, acho que não. A maioria deles nem usava tanta roupa ou proteção contra o frio.

— Vai ver é porque eles são daqui – sugeriu Diandra. – Mas, sobre esses rastros...

— Pessoas locais atacando o palácio assim, gratuitamente? Não faz sentido – rebateu Paulo. – Mas isso me deu uma ideia. Claramente esse pessoal não é afetado pelo frio... Podem ser oriundos de outra região polar. Por que estão atacando Valhalla não consigo precisar, mas quero apostar que eles têm parte com Hades. O caso é que precisaremos trazer a situação para o nosso favor... Combater fogo com fogo. Ou, mais precisamente, combater gelo com gelo.

            Marília, de sobressalto, se virou para ele, como se ambos tivessem chegado à mesma realização.

— Você quer dizer... Temos que ter o...

— Sim – disse o garoto. – Temos que ter algum elementalista do gelo ao nosso lado. Thiago seria a primeira opção... Ou mesmo Matt. Mas não podemos esperar que nenhum dos dois retorne do Templo Submarino tão cedo. O que significa...

— Suryudan – completou Marília. – Apesar do excesso de ânimo e da inexperiência, ele demonstrou um ótimo controle do gelo quando estávamos lutando no Santuário. Temos que busca-lo para ele nos ajudar!


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