New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 129
A esperança dos cavaleiros


Notas iniciais do capítulo

Primeiro , me deem licença que vou ali soltar uns fogos de artifício para comemorar o fato de que consegui voltar a escrever nesta fanfic. kkkkk É nós, tmj!

Dois anos! tempo demais. tive alguns assuntos pessoais para tratar nesse período, pessoal, mas agora estou ok. pude enfim voltar a me dedicar às fanfics e espero que essa situação continue pelos próximos meses.

Vamos à história:

Gustavo de Dragão remexe nas lembranças de seu aniversário para se recordar do quão importante é ter os amigos por perto para apoia-lo nas horas difíceis. Enquanto isso, no Santuário Submarino, o aprendiz de Shiryu se reencontra com Thiago e Betinho, e eles começam a dar combate ao último grupo de soldados que protege o Palácio de Poseidon e o Pilar Principal.
Matt de Fênix volta a cena novamente, e se prepara para, enfim, desbancar o general Dragão Marinho.
Betinho de Pégaso, ao mesmo tempo em que está compenetrado em enfrentar os soldados corrompidos e abrir caminho até o último pilar, faz votos para que Rina e Matt tenham sucesso para conseguir se reunir a eles e superar os obstáculos pelo caminho, para que, juntos, possam enfim descobrir como libertar o deus dos mares de seu cárcere.

Sei que as notas irão acabar, mas aqui vai mais um aviso enquanto ainda podemos usá-las.
Como só poderão ser marcadas 3 categorias, vou logo adiantar quais delas integrarão o universo crossover com esta aqui. Já temos os dois principais, Cavaleiros do Zodíaco e Harry Potter. Falta decidir o terceiro. Vou abrir uma mini enquete com vocês. As opções principais para a terceira opção, até o momento, são:
1. Percy Jackson e os Olimpianos
2. Yu-Gi-Oh!

Na opinião de vocês, qual delas deve ser escolhida como a terceira categoria? Diga nos comentários.



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Flashback. Santuário, dormitório dos Cavaleiros de Bronze, um mês atrás.

Gustavo olhou para o enorme bolo em sua frente, e soprou alegremente as velas com os números 1 e 4 postas sobre o doce.

— FELIZ ANIVERSÁRIO, BOBÃO!! – gritaram efusivamente todos os seus amigos.

            Todos o abraçaram e deram-lhe tapinhas nas costas. O dormitório dos Cavaleiros de Bronze (que eles ainda ocupavam, enquanto os dormitórios da Ordem de Atena não ficavam prontos) estava lotado: Matt de Fênix, Rina de Andrômeda, Thiago de Cisne, Marília de Grou, Diandra de Caçadora, Isabella de Taça, Betinho de Pégaso, Fernanda de Fogo, Paulo de Órion, Lauro de Unicórnio, Elias de Lobo, Jonathan de Lionet, Cícero de Urso, John de Hidra, Mello de Salamandra, Bianca de Jaguar, Karinne de Plástico, Fael de Leopardo, Beatriz de Urso Polar, Inácia de Jubarte, Jadiel de Verme, Pedro de Tigre e Marcolino de Lama compunham os presentes.

            Haviam afastado algumas das camas e colocado uma mesa com o bolo, feito por Isabella, Marília e Diandra; pipocas, salgados e alguns docinhos, no centro do dormitório. Havia também vários copos descartáveis com sucos e refrigerantes ao lado. Após várias batalhas, os Cavaleiros de Bronze e seus amigos estavam se permitindo um momento de confraternização em um raro tempo sem missões, aproveitando a ocasião do aniversário de um deles. Poucos dias antes, haviam enfrentado os Cavaleiros de Ouro renascidos manipulados por Hades, mas ainda não haviam partido para enfrentar os Guerreiros Deuses de Asgard.

            Depois que todos lhe cumprimentaram, Gustavo sentou-se em sua cama, um pouco longe dos demais, enquanto os convidados se serviam dos comes e bebes. Em seu íntimo, desejou que seu mestre Shiryu estivesse ali, já que eles haviam comemorado o aniversário de Gustavo juntos pelos últimos seis anos. Já fazia cerca de um mês desde que ele e os demais Cavaleiros de Ouro atuais (incluindo os outros antigos Cavaleiros de Bronze da geração de Seiya) haviam partido do Santuário para percorrer o mundo em busca de recrutar novos cavaleiros e convocar cavaleiros antigos para engrossar as fileiras do Santuário contra a ameaça do novo e inesperado despertar de Hades. Os doze haviam decidido iniciar a busca nas regiões de seus antigos locais de treinamento, portanto Shiryu naquele momento devia estar em alguma região da China.

            Em meio a esses pensamentos, Gustavo agradeceu em silêncio por seus amigos estarem ali celebrando com ele, mas ainda desejava a companhia do mestre. De súbito, ele se viu acompanhando por uma presença familiar.

— Preocupado com algo, irmãozinho?

            Matt havia se sentado defronte a ele, sorrindo astutamente, como se estivesse preparando uma brincadeira.

— Já disse para não me chamar de irmãozinho – retrucou Gustavo, mas retribuiu o sorriso do primo. – Mas obrigado pela festa. Tá na cara que foi você quem incentivou eles a montar tudo isso.

— Em minha defesa, Isabella me incentivou em primeiro lugar – admitiu Matt, ficando um pouco ruborizado ante a menção do nome de sua amada, com quem ainda tentava se reconciliar (o que não era segredo para nenhum dos amigos deles). – Ela disse que eu devia me esforçar mais para que vocês relaxassem nesses poucos dias que teremos antes de, provavelmente, sermos mandados em alguma outra missão. Aquela mensagem dos espíritos dos cavaleiros... Ainda tenho um pouco de calafrios só de lembrar.

— É, eu também sinto – admitiu Gustavo. – Mas, por ora, vamos deixar isso de lado. Você estava falando de Isabella te dando um empurrãozinho para levantar essa festa. Ela acha que você é o responsável pela gente ou o quê? Você nem é o mais velho...

— Modos, irmãozinho – rebateu o cavaleiro de Fênix, enquanto seu primo caía na risada. – Acontece que minha Bella me vê como o membro mais maduro da equipe. Não importa se sou o mais velho ou não. Apenas ocorre que ela me vê como o líder natural.

— Sei, sei – disse Gustavo, ainda com tom risonho. – E foi ela quem te disse isso?

            Matt hesitou, de repente parecendo muito interessado em observar os próprios pés.

— Bom, não... Mas eu presumo que seja isso que ela pense.

— Você presume – retrucou Gustavo, sem tentar mais disfarçar o riso. – Hahaha... Cara, você é melhor de acompanhar do que uma novela mexicana.

            Agora Matt estava ainda mais ruborizado.

— N-não vamos exagerar. Eu disse que presumo isso porque já a conheço bem. Depois de tantos meses...

— Tantos meses no vai-e-vem – observou Gustavo, ainda rindo como se estivesse acompanhando o melhor show de humor de sua vida. – Ora juntos, ora separados. Realmente, é o melhor jeito de se conhecer alguém.

— Chega, irmãozinho – insistiu Matt, cada vez mais vermelho. – Eu presumo isso porque ela insistiu para que eu levasse a festa pra frente. Afinal, você é minha família. E ela se lembrou disso com mais afinco até do que eu. Ela se mostrou preocupada comigo, mas também com todos vocês, depois de tantas batalhas seguidas, para que todos tivéssemos a chance de confraternizar e relaxar. E principalmente, depois das batalhas que tivemos semana passada...

            Recuperado de seu pequeno surto de euforia, Gustavo assentiu levemente. Era difícil acreditar que as lutas contra os Cavaleiros de Ouro e a aparição de Leandro de Escultor tivessem ocorrido na semana anterior.

— É verdade. Foi uma semana louca. Quase não parece real.

— Desde então, Isabella e eu temos conversado bastante – continuou Matt. – Como não fazíamos há tempos. Claro que, na maioria das vezes, só falamos dos assuntos sérios: qual será o próximo passo de Hades, o que teremos que enfrentar em seguida, coisas do tipo. Nas poucas vezes em que eu consigo fazê-la falar de nós...

— Como vocês estão? – indagou Gustavo, de forma repentina. A curiosidade havia finalmente superado a tentativa do cavaleiro de Dragão de parecer educado enquanto seu primo falava dos sentimentos. – Vocês, ah... vocês estão... vocês...

            Ele não sabia como completar a frase. Voltaram? Reataram? Declararam seu amor eterno um pelo outro? Ficaram noivos? Vão se casar? Quando o bebê nasce?

— É difícil dizer – admitiu Matt, pesaroso. – Tem horas que parece que nós finalmente nos entendemos. Tem horas que parece que estamos ainda mais distantes um do outro. E tem a Fernanda no meio disso tudo. Ela continua no meu pé, mesmo depois do que houve entre a Isabella e eu na Casa de Aquário. Só sei, Guga, que é difícil ficar tão perto da Isabella e ao mesmo tempo, me sentir como se estivéssemos a um oceano de distância um do outro.

            Ele olhou de esguelha para a amazona de Taça, que estava do outro lado do dormitório, entretida em uma conversa com as amigas.

— Só quero que você me prometa que não vai falar nada para ninguém até que eu consiga finalmente me entender com ela – pediu o aprendiz de Ikki. – Tenho esperança de que essas missões vão nos deixar mais próximos ainda. Eu me odiaria para sempre se acordasse um dia e me desse conta de que deixei a mulher da minha vida escapar.

— Fica tranquilo – assegurou Gustavo. – Pode confiar em mim para tudo. E, cara, não fique assim tão pra baixo. Você tem algo, alguém, pelo que lutar. Um amor tão intenso assim... Apesar dessas dificuldades, eu invejo você por isso. Gostaria de ter alguém assim, por quem valesse a pena enfrentar qualquer coisa.

— Você não tem? – questionou o primo. – E aquela menina, a amazona de bronze dos rios?

            Gustavo estremeceu. Ele não contara sobre sua atração por Maílla de Erídano a praticamente ninguém da turma deles, mas é claro que, por Matt ser seu parente mais próximo e amigo mais antigo, o aprendiz de Shiryu não havia conseguido manter isso escondido do garoto de Fênix. Quase sempre que fechava os olhos a noite, Maílla era a última imagem que se formava em sua mente antes de adormecer.

— Isso é diferente – disse ele, tentando manter a voz firme. – Ela nem sabe que eu existo.

            Matt balançou a cabeça.

— Gustavo, Gustavo, não estou te reconhecendo com esse baixo astral... – Ele pôs a mão na perna do primo, como se o consolasse. – “Cara, não fique assim tão pra baixo”. Não foi você quem disse isso agora há pouco?

— Hahaha – Gustavo, dessa vez, riu sem prazer. – Tão perspicaz...

— Não seja tão duro consigo mesmo – continuou Matt. – E quanto a isso de ela não saber que você existe... Você venceu os Cavaleiros Negros. Venceu os Cavaleiros de Aço. Você derrotou os Cavaleiros de Prata e os Cavaleiros de Ouro da geração passada. Com certeza ela sabe que você existe. Só é preciso saber dar o primeiro passo. Você já sabe que ela passa muito tempo perto dos rios. Agora é só...

— Pra você é fácil falar – cortou Gustavo. – As garotas fazem fila pra você.

— Pode ser – ponderou Matt. – Mas agora estou focado só em uma. Você também está, só precisa se esforçar um pouco. Enquanto isso, vamos tentar curtir sua festa.

            Ele se levantou e fez sinal para que Gustavo o seguisse. Antes de se erguer, Gustavo abriu um leve sorriso e encarou o primo.

— Obrigado, Matt. Você realmente consegue levantar o ânimo de alguém. É uma festa incrível, e seus conselhos até que são aceitáveis.

            Matt bateu de leve no braço do primo.

— Guga, vou te mostrar o que é aceitável se continuar a zoar os meus valorosos conselhos – advertiu ele em tom descontraído. – Anda, vamos logo antes que a comida e o refrigerante acabem.

— E obrigado por me chamar de irmãozinho – acrescentou Gustavo, ficando de pé. – Significa muito.

            Matt o fitou.

— Pensei que você não gostasse.

— No começo, não gostava mesmo – admitiu ele. – Mas agora, depois de tantas batalhas que tivemos... Esse laço de família que temos parece que ficou mais forte. Encontramos a Inácia, e você tem a sua irmã pequena na creche dos aspirantes. Temos que nos apegar a esses laços se quisermos nos fortalecer como cavaleiros.

            Matt se permitiu sorrir. Há algumas semanas, o Santuário e a Fundação Graad haviam localizado sua meia-irmã caçula, Malu, e ela havia sido registrada na Academia dos Cavaleiros como aspirante mirim, para receber o treinamento adequado e, um dia, se tornar uma amazona.

— Sim, tem razão. É ótimo que estejamos conseguindo reunir nossa família, aqui no Santuário... Ou, pelo menos, parte dela.

— Fala dos seus outros irmãos, não é? – adivinhou Gustavo. – Teve alguma notícia deles?

— Ainda não, mas o mestre Gomes disse que as buscas estão sendo intensificadas. Estão seguindo os registros da Fundação Graad e devem encontrar alguma pista do paradeiro deles em breve, acerca do que aconteceu com eles depois que iniciaram o treinamento para se tornar Cavaleiros.

            O garoto de Fênix parecia genuinamente otimista. Gustavo ficou feliz por ele, mas havia outro assunto que queria tratar com o primo antes de voltarem à festa.

— Sabe... Isso me fez pensar. Naquilo que te falei outro dia, sobre os meus irmãos – ele disse, por fim.

            Matt o encarou, ficando com o semblante ligeiramente preocupado.

— Sim? Você disse que não tinha notícia deles desde... Bom, desde a nossa infância. Alguma novidade? – perguntou o aprendiz de Ikki.

— Não – admitiu Guga. – Mas, estive pensando... Você contou ao mestre Gomes da questão com seus irmãos, até teve ajuda da Inácia para monitorar a situação da busca enquanto nós estávamos cumprindo missões... Se eu contar ao mestre Gomes, talvez ele possa empregar os recursos do Santuário e mesmo da Fundação Graad para tentar localizar meus irmãos.

            Os olhos de Matt brilharam, esperançosos.

— Gustavo, isso é ótimo! Tenho certeza de que o mestre Gomes estará disposto a ajudar. Mas por que você não falou isso ant...

— Eu não falei antes porque não queria compartilhar com mais ninguém, ainda. Era pessoal demais. Mas agora acho que já não dá mais pra esconder nada dos outros, depois de tudo pelo que passamos juntos nos últimos meses. Meus irmãos, o que sinto pela Maílla... Eu preciso encarar tudo isso. Todos vocês encaram suas dificuldades, não é mesmo?

— É claro – afirmou Matt. – Veja o Thiago: chegou com fama de pegador ao Santuário, mas agora está focado naquela monitora das aulas de História, Mary da constelação de Lebre. Parece que a Rina está trocando mensagens com algum garoto, que só as meninas sabem quem é. E o Betinho... Ele passa a maior parte do tempo observando uma das garotas no treinamento, parece que é a nova aprendiz da Marin. Qualquer dia desses, vai acabar convidando a garota pra sair. E, como você disse, eu tenho minha própria novela mexicana para me ocupar. Então, sim, você pode aprender um pouco conosco, irmãozinho.

            Gustavo sorriu, satisfeito com a disposição do primo em ajudar. Pareceu que ele já havia chegado ao seu limite naquela conversa, mas se obrigou a continuar. O primo era um ótimo ouvinte, e saberia entender seu pedido.

— Bom, há outro motivo para eu estar te contando isso agora – confidenciou ele. – Quero que prometa uma coisa também. Quando toda essa confusão com Hades acabar... Presumindo que vá acabar...

— Com a nossa sorte? – quis saber Matt, dando uma leve risada. – É pouco provável.

Se acabar... Quero que você venha comigo para procurarmos meus irmãos juntos. Eles estão em algum lugar por aí, eu posso sentir. Vou dar a volta ao mundo atrás deles, se for preciso. E me sentirei mais confiante em encontra-los se você estiver comigo. Você também é meu irmão, Matt de Fênix. Não posso partir para o que talvez seja a missão mais importante da minha vida sem você ao meu lado.

            Matt pôs a mão no ombro do garoto de Dragão.

— Será uma honra, primo.

— Sei que existem normas no Santuário – ponderou Gustavo. – Estou disposto a pleitear junto ao senhor Gomes, ao Mestre Shion, até a Atena se precisar. Mas irei solicitar permissão para procura-los o mais cedo possível em uma missão designada. E, bom... Acho que seria bom termos Betinho, Rina e Thiago conosco também. Afinal, desde que tudo isso começou, lá atrás, na Guerra Galáctica, eles sempre têm estado conosco nas horas difíceis.

— Sim, somos uma equipe e tanto – concordou Matt. – Vai ser ótimo.

— Você pode contar a eles essa parte – prosseguiu Gustavo. – Você é melhor na questão diplomática do que eu. Principalmente com a Rina... Nós dois sabemos que ela não vai muito com a minha cara até hoje. A forma como você e ela conseguem se entender... Eu acho que nunca vou conseguir compreender.

            Matt se pôs a rir, abraçando a própria barriga.

— Rina, Rina, sempre um doce! Mas não se preocupe, primo, eu falo com ela e os meninos por você. – Matt se recompôs e apontou com a cabeça para a mesa de comes e bebes. – Então, vamos aproveitar sua festa? Tenho certeza de que o pessoal não vai deixar sobras para nós se continuarmos aqui de bobeira.

            Gustavo hesitou. Estavam tendo uma ótima conversa, e parte dele queria mesmo voltar para a festa. Mas ele viu que compartilhar seus pensamentos e preocupações com o primo era algo positivo e produtivo. Sua timidez tentou segurá-lo, mas ele estava disposto a supera-la de vez e expor mais um de seus pensamentos com Matt.

— Sinto falta do meu mestre – confessou, por fim. – Queria que Shiryu estivesse aqui. Nós sempre comemoramos meu aniversário juntos, desde que eu fui pra China.

            Matt fitou curiosamente o primo, então assentiu de forma solene, como se pensasse a mesma coisa. O cavaleiro de Fênix pousou o braço nas costas de Gustavo, e deu tapinhas leves no primo.

— Eu entendo, chefe. Sinto falta do Ikki também. E tenho certeza de que Rina e os meninos também se sentem assim sobre seus mestres. Onde quer que estejam, espero que estejam se saindo bem nessa missão de recrutamento e de combate aos monstros de Hades.

— O Santuário não é o mesmo sem eles por perto – murmurou o cavaleiro de Dragão.

— Não, não é mesmo. É claro que tem sido ímpar termos a chance de conviver com os Cavaleiros de Ouro da geração passada por aqui e aprender com eles, mas...

— Não é a mesma coisa – concluiu Gustavo. – Nossos mestres são as figuras paternas mais próximas que possuímos. É como se fossem parte de nós.

            Matt assentiu levemente, e sorriu, olhando satisfeito para o primo.

— Parece que sua nova idade está trazendo também uma nova onda de sabedoria para você, irmãozinho. Essa festa e essa conversa estão sendo bem propícias. Mas quero dizer que concordo contigo: fico preocupado com nossos mestres e com a demora que eles têm tido para percorrer o mundo atrás de novos cavaleiros. Espero sinceramente que eles consigam voltar em segurança, com a benção de Atena. Com eles aqui, sinto que nossa força e dos demais cavaleiros sobe exponencialmente. E quem sabe...? Acho que, antes do fim desta guerra, teremos que lutar lado a lado com eles se quisermos ter sucesso contra nossos oponentes.

            Gustavo assentiu, impressionado com o pequeno discurso do primo, e sorrindo como se tivesse acabado de tirar um enorme peso das costas. Havia muitos obstáculos pela frente, tanto na guerra contra as forças de Hades quanto na perspectiva de encontrar seus irmãos perdidos. No entanto, saber que contava com o apoio de Matt e de seus amigos era o suficiente para dar a ele ânimo e confiança de que saberiam superar as provações que encontrassem pelo caminho.

— Sim – falou ele, por fim. – Vai ser difícil, mas, ao mesmo tempo, acho que será uma ótima aventura.

— Sem dúvida que será! – exclamou Matt, passando o braço pelas costas do primo e conduzindo-o até onde seus amigos estavam. – Agora vamos, Dragãozinho Verde. Vamos tentar curtir o que restou da sua épica festa, que eu preparei com tanto esmero e que você não fará a desfeita de não aproveitar.

            Os dois foram até a mesa dos comes e bebes, onde todos ainda conversavam, riam, comiam, bebiam, trocavam histórias de missões, contavam piadas, e aproveitavam aquele raro momento de paz em sua rotina de cavaleiros. Quando Matt e Gustavo se juntaram a eles, Betinho ofereceu copos de refri a ambos e propôs a todos um brinde, ao aniversário de Gustavo, ao momento de confraternização da turma e à amizade de todos eles.

            Em seguida, o cavaleiro de Pégaso começou a discursar, dizendo o quanto era importante aquele momento para eles, e agradecendo a Matt e Isabella por terem organizado tudo (Fernanda torceu o nariz ao ouvir isso), e a Gustavo por ter permitido que seu aniversário fosse comemorado com todos os amigos próximos da turma dos Cavaleiros de Bronze presentes. Betinho, então, começou a relembrar as aventuras que eles haviam vivido desde a Guerra Galáctica, a batalha contra os Cavaleiros Negros e a revolta dos Cavaleiros de Aço. Alguns dos outros, como Thiago e Matt, fizeram menção de que também queriam dizer “algumas palavras” em prol daquele momento de união e de todos os eventos que haviam fortalecido a amizade do grupo, uma vez que todos sabiam que a ameaça de Hades ainda pairava sobre todos e que era uma questão de tempo até que o regente do submundo lançasse mão de sua próxima ofensiva contra o Santuário. Todos aplaudiam a fala dos meninos quando eles as encerravam e clamavam por mais, de modo que a festa se estendeu pela noite adentro.

            Gustavo, inebriado com sua própria festa de aniversário, apreciou a bondade e a beleza dos discursos proferidos pelos amigos. Mas, em seu íntimo, chegou à conclusão de que, mesmo sem ter Shiryu por perto, aquele fora o melhor aniversário de sua vida, estando num ambiente cercado de amigos em quem podia confiar para qualquer situação, fosse algo simples como pedir conselhos a respeito de sua crush, a amazona de Erídano, fosse algo mais complexo como pedir ajuda para sair em uma missão para encontrar seus irmãos. Ele se deu conta do quão sortudo era por ter encontrado uma nova família, ali, na forma de seus amigos cavaleiros.

...

...

...

...

            Enquanto se esforçava para apressar seu passo no Templo Submarino, rumando em direção ao Grande Suporte Principal, Gustavo recordava-se daquele momento em seu aniversário, bem como de outros momentos de paz que havia vivenciado com seus amigos. A lembrança pareceu impulsionar-lhe para frente, deixando-o cada vez mais próximo de seu objetivo.

            O último pilar, o maior de todos e que sustentava todo o Santuário Submarino e a bolha que o cercava no fundo do mar, ficava mais próximo a cada passo do Cavaleiro do Dragão. Ele ansiava chegar enfim àquele pilar, e, se possível, reencontrar seus amigos.

            A lembrança de seu primo mencionando Maílla de Erídano fez com que seu cosmo se agitasse mais ainda, concedendo-lhe um pouco mais de força para que continuasse sua jornada. Enquanto corria, perdido em pensamentos, a imagem da garota por quem se afeiçoava se formou, nitidamente, como se ele a estivesse vendo na margem de um dos rios que cortavam o Santuário. Ele sabia que era uma amazona do elemento Água, e que ficava sempre próxima de um braço de água para fortalecer a própria energia. Era sabido que sua armadura, representando a constelação de Erídano, representava um rio da mitologia grega que era supostamente rico em metais preciosos.

            Maílla era uma garota alta, quase da mesma altura que Gustavo. Seus longos cabelos negros caíam até a altura dos braços. Tinha uma pele branca, levemente bronzeada devido ao tempo que ela passava nas margens dos rios no período da manhã. Sua armadura era azul-esverdeada, com detalhes amarelos e brancos, e cobria-lhe quase o corpo todo, mais do que a maioria das armaduras de Bronze que, em geral, eram vestimentas simples. Para Gustavo, ela era uma visão do próprio paraíso.

            Se conseguisse terminar aquela missão, Gustavo engoliria sua timidez e conversaria com ela. Quem sabe até a convidasse para sair. Depois de enfrentar o exército de Poseidon, não podia ficar com medo de falar com uma garota tão bonita.

            Dois ruídos o tiraram de seus devaneios, quase ao mesmo tempo. À sua frente, o Palácio de Poseidon se erguia, com o Grande Suporte Principal assomando atrás dele. Gustavo havia alcançado as centenas de metros finais da trilha que conduzia ao centro do Templo Submarino.

            O primeiro ruído veio da sua direita. Passos ao longe, que se aproximavam rapidamente. O cavaleiro de Dragão arriscou uma olhada.

            Thiago de Cisne vinha disparado em direção à trilha onde estava Gustavo, convergindo por um caminho adjacente. Ele acenava velozmente com um dos braços erguidos para chamar a atenção do aprendiz de Shiryu. Aparentemente, Thiago o havia notado há poucos segundos. Ele chamava pelo nome de Gustavo, que conseguia ouvi-lo mesmo àquela razoável distância.

            O segundo ruído foi menos animador. À frente deles, armas de metal tilintavam. Gustavo voltou seu olhar para frente, avistando a entrada do palácio. Um grupo de soldados marinas estava de guarda no fim da trilha, de costas para os garotos – mas não iria demorar para que eles ouvissem os dois cavaleiros de Bronze se aproximando.

            O grupo ainda estava postado de modo a observar a entrada do palácio, em posições de guarda, sem se mover. O tilintar metálico não havia vindo das armas deles. Gustavo deduziu que havia muitos outros soldados à frente, fora do campo de visão deles naquele momento, guardando a entrada do palácio.

— Você conseguiu! – exclamou Thiago, tendo conseguido percorrer a distância final da trilha adjacente de forma excepcionalmente rápida, chegando por fim à trilha principal onde Gustavo se achava. – Nós ficamos tanto tempo no Oceano Antártico que ficamos preocupados contigo. As meninas haviam dito que você estava desmaiado no Oceano Índico ainda!

            Enquanto corriam juntos, Gustavo se permitiu sorrir, aliviado por finalmente ter se reunido com algum de seus amigos.

— Foi difícil me recuperar da luta – admitiu ele. Notou que Thiago exibia alguns cortes e arranhões, sem dúvida cortesia dos Generais Marinas que encontrou pelo caminho. Pelo que Gustavo havia conseguido sentir através do cosmo, ele havia passado pelo Oceano Antártico e Oceano Ártico antes de chegar até o fim da trilha. – A Força da Natureza consumiu muita energia. Tive que enfrentar alguns soldados pelo caminho, mas foi tranquilo. A caminhada até ajudou que minha energia se restabelecesse quase totalmente. E acho que o sangue dos Cavaleiros de Ouro também está ajudando. A sua armadura também ficou...?

— Sim, ficou – respondeu Thiago, aparentemente entendendo o questionamento do amigo. – Foi impressionante. Nunca havia me sentido forte daquele jeito, nem quando usamos as armaduras de Ouro emprestadas contra o Saga e os outros.

— Comigo foi assim também – afirmou Gustavo. – E acho que veio a calhar. Parece que vamos precisar mais dessa força dourada em breve. Sinto que há uma legião de soldados na nossa frente – e indicou o caminho até a entrada do palácio com a cabeça.

— Caraca, é mesmo!! – exclamou Thiago, esticando o pescoço para tentar enxergar adiante do grupo inicial de soldados. Pelo jeito, ele não gostou do que viu. – É mesmo do tamanho de uma legião. Espero que os outros cheguem logo. Rina ainda está no Atlântico Sul e Matt no Atlântico Norte, mas não sei do Betinho...

— Por que a Rina ainda estaria no Atlântico Sul? Já senti o pilar de lá ruir faz algum tempo – comentou Gustavo. – Talvez ela tenha encontrado um pouco mais de resistência... Enfim, não importa. Temos que prosseguir e torcer para que os outros nos alcancem logo. Por enquanto, somos só nós, então não há tempo a perder. Vamos!

— Falou! – disse Thiago em concordância. – Vamos acabar logo com isso. Já temos mesmo que anunciar para esses infelizes que estamos na área.

            Eles apressaram o passo, até estarem a poucos metros do grupo de guarda inicial.

— Ei, otários! – bradou Thiago. – Os cavaleiros de Bronze chegaram!

            Os soldados, pouco mais de dez, se voltaram para eles, e começaram a bradar de fúria enquanto se lançavam ao encontro dos dois garotos.

— Por Hades! – gritou um deles.

— Por Atena! – gritaram Thiago e Gustavo em resposta, avançando para a batalha com os punhos erguidos em direção aos oponentes.

...

...

...

...

            Fitando o horizonte acima, com a bolha em forma de abóbada marcando o limite entre a área de proteção do Santuário Submarino e o resto do oceano, o Dragão Marinho observava a paisagem que o rodeava, satisfeito. Agora estava certo de que havia liquidado seu oponente. Mesmo que Fênix pudesse retornar dos mortos, sobreviver a uma viagem interdimensional estaria fora de sua alçada.

            Enquanto admirava o oceano, o General Marina do Atlântico Norte ponderou sobre quais seriam suas opções acerca do que fazer em seguida. Hades não se comunicava com o cosmo dele havia muito tempo, o que o Dragão Marinho interpretou como sendo uma deixa do Senhor dos Mortos para que o guerreiro julgasse à sua maneira qual era a melhor opção acerca de repelir os Cavaleiros de Bronze invasores.

            O Dragão Marinho cogitou se dirigir ao Palácio de Poseidon pessoalmente, visto que sentia parte dos cavaleiros já se dirigindo para lá. Mesmo tendo orientado os soldados para que ficassem de guarda, ele sabia que mesmo o mais miserável dos Cavaleiros de Bronze seria superior aos soldados.

            No entanto, o general também sabia que seria frustrante para os Cavaleiros de Bronze, ao chegar ao Grande Suporte Principal e não conseguir danificar sua estrutura darem-se conta de que um dos pilares ainda estava de pé e, com isso, serem obrigados a retornar até o pilar do Atlântico Norte e enfrentar o general na tentativa de replicar o sucesso obtido nos pilares anteriores. Assim, extenuados e frustrados, os Cavaleiros de Bronze estariam rumando para suas próprias mortes naquele pilar.

            Poseidon tinha somente pouco menos de duas horas até que seu cosmo se esgotasse, se as contas do Dragão Marinho estivessem corretas, baseadas no que Hades havia lhe informado antes dos Cavaleiros de Bronze chegarem ao Templo Submarino. Tempo mais do que suficiente para os Cavaleiros de Bronze se darem conta de seu infortúnio e partirem em desespero para o pilar do Atlântico Norte. O general podia se dar ao luxo de esperar.

            Ele voltou-se então para contemplar o oceano lá no alto, como se fosse o céu do Santuário Submarino, extremamente cheio de confiança. Aquela guerra santa iria terminar, e com o término dela, os Cavaleiros de Atena seriam aniquilados. O Dragão Marinho talvez pudesse até recuperar as glórias de sua antiga vida...

            Então, de súbito, foi tomado por uma sensação de alerta, que era horrivelmente familiar. Praguejando consigo mesmo, o Dragão Marinho se deu conta de que havia ficado envolto em seus devaneios por tempo demais. Havia perdido a chance de se esconder nas sombras próximas ao seu pilar, que providenciariam um local perfeito para se abrigar da vista dos oponentes que pudessem chegar ao local, para que depois pudesse se revelar de forma triunfal para intimidar os invasores e afugentar deles qualquer esperança de sobreviver a um confronto com ele.

            Mas aquilo não mais importava no momento. Sobressaltando-se e espreitando a área em torno do pilar, o Dragão Marinho percebeu que uma cosmo-energia intensa se aproximava do pilar.

            Porém, algo o incomodava naquele cosmo. Ele o analisou, tentando discernir o que havia de angustiante naquela energia que ele sentia estar cada vez mais próxima do local onde ele se encontrava. Então, um calafrio perturbante percorreu sua espinha. O Dragão Marinho sentiu-se como se estivesse vivendo um déja-vu.

            Não!, ele quis gritar, mas sua voz falhou. Aquilo que ele estava pressentindo não podia ser possível. A perplexidade tomou conta dele. Não pode ser!!!

            Acima dele, no ar, uma coluna de chamas tomou a forma de uma ave gigante. A forma parecia estar sendo expelida justamente para um ponto acima do Pilar do Atlântico Norte, da mesma forma como o cavaleiro de Fênix havia sido sugado para outra dimensão pouco antes, pelas mãos do Dragão Marinho.

            Ainda perplexo, o general se deu conta do que via quase em cima da hora. A coluna de chamas se condensou numa forma menor, com os contornos de um adolescente, e desceu em direção ao solo, defronte ao ponto onde se achava o Dragão Marinho, que observava tudo com um misto de temor e fúria.

            No segundo seguinte, Matt de Fênix surgiu da forma em chamas, aterrissando com uma das pernas ajoelhada, e em seguida, ergueu a cabeça para encarar o general do Atlântico Norte, a poucas dezenas de metros de distância.

Seu miserável! – o Dragão Marinho finalmente recuperou a voz, que saiu carregada de ódio para com o garoto. – Agora, já chega! Sua magia negra, ou seja lá o que isso for, já me incomodou muito além do limite.

            Matt ficou de pé, e olhou diretamente para seu adversário, bem no fundo dos olhos. Seu rosto exibia uma pontada de raiva recíproca, mas também exibia uma intensa determinação, como se seu foco estivesse inteiramente canalizado em direção ao General Marina. Parecia que não existia mais nada em torno deles; enxergavam apenas um ao outro, um oponente que não podia continuar de pé depois daquele confronto.

— É, meu caro general, em uma coisa você está certo: já chega. – A voz do garoto brasileiro estava carregada de um intenso tom de desprezo. – Acho que ambos podemos concluir que você e toda essa sua pose exacerbada já passaram muito do prazo de validade. Você morrerá aqui mesmo, e eu não descansarei enquanto isso não acontecer.

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            Parecia que havia passado uma eternidade desde que Betinho deixara para trás o Pilar do Oceano Antártico. O caminho pelas trilhas estava estranhamento quieto, como se os soldados estivessem todos concentrados nas demais rotas que conduziam ao Pilar Principal.

            O ferimento que sofrera de Kasa de Lymnades já havia desaparecido por completo. Até mesmo a batalha contra Bian de Cavalo Marinho parecia ter ocorrido em outra vida. Completamente reestabelecido, Betinho de Pégaso corria a toda velocidade, na esperança de alcançar seu objetivo o mais cedo possível.

            Parte dele queria ter enfrentado pelo menos mais alguns soldados pelo caminho, talvez para se aquecer antes do grande desafio que ele e seus amigos teriam pela frente para tentar resgatar Poseidon. Mas, pelo menos, com o caminho pelo qual percorria estando deserto, estaria descansado quando chegasse ao fim da trilha, e preparado para quaisquer confrontos que surgissem à sua frente.

            Diferentemente de quando estava na trilha para o Oceano Antártico, a qual ele tomara acreditando antes ser a trilha para o Atlântico Norte, a trilha para o Pilar Principal parecia decorrer sem nenhuma ilusão ou sensação de correr em círculos. Enquanto estava perdido em pensamentos, divagando sobre como seus amigos estariam naquele momento, a trilha foi se afunilando, até que, ao longe, Betinho pôde, enfim, divisar os contornos do Pilar Principal e, à frente dele, o Palácio de Poseidon.

            Animando-se, ele apressou o passo e superou as centenas de metros finais do caminho. Quando a fachada do palácio do deus dos mares se tornou visível diante dele, ele conseguiu perceber a batalha que se desenrolava defronte à entrada da edificação.

            Betinho parou no fim da trilha. Ele percebeu diversos soldados marinas sendo forçados a recuar na direção do palácio, enquanto duas figuras se impunham contra a massa dos guerreiros corrompidos por Hades. Gustavo e Thiago haviam alcançado o fim da trilha antes dele, e agora davam combate aos oponentes, ambos parecendo renovados e incansáveis, após terem defrontado os Generais Marinas. Betinho ponderou se aquilo seria um efeito da força concedida pelo sangue dos Cavaleiros de Ouro em suas armaduras de Bronze.

            Assim que pensou em se juntar a eles, sentiu duas movimentações cósmicas ao longe. Uma delas parecia vir do Atlântico Sul, e vinha em direção ao ponto onde Betinho se encontrava. Sem dúvida, Rina havia enfim eliminado a resistência que estava presente no antepenúltimo pilar e se dirigia também para o palácio.

            A outra força cósmica em movimento devia estar na área do Pilar do Atlântico Norte. Aparentemente, Matt estava elevando seu cosmo para defrontar o general daquele pilar, o único cuja identidade ainda não era conhecida pelos Cavaleiros de Bronze.

            Betinho, enfim, saiu de seu torpor, e saltou para o campo de batalha. Seus amigos logo chegariam para ajudar Gustavo e seu irmão. A última coisa que o cavaleiro de Pégaso podia se dar ao luxo de fazer era de ficar parado, contemplando o embate que se desenrolava em frente ao palácio.

— Amigos, cheguei! – bradou ele, e sem esperar a resposta deles, ergueu o braço em direção à turba dos soldados. – Meteoro de Pégaso!!

            Diversos feixes de luz, grandes como meteoros, irromperam de seu braço e atingiram dezenas de soldados. O susto pela chegada de mais um cavaleiro fez a massa de soldados recuar um pouco mais.

            Gustavo e Thiago voltaram sua atenção para ele por um breve momento.

— Legal! – exclamou o cavaleiro de Dragão, e em seguida voltou-se novamente para os soldados, invocando a água do subsolo e utilizando-a para afastar o grupo oponente deles.

— Irmão, vamos! – falou Thiago, e se lançou mais uma vez contra os soldados, disparando rajadas congelantes contra eles.

            Betinho se colocou num ponto entre os dois. Então, os três Cavaleiros de Bronze, atuando como uma máquina organizada, partiram ao mesmo tempo pra cima do grupo de soldados, colocando sua energia concentrada em seus golpes especiais.

Pó de Diamante!!— Thiago fez com que as escamas de diversos soldados congelassem, e as vestimentas dos soldados racharam em diversos pontos, fazendo os guerreiros perderem o equilíbrio e caírem de cara no chão.

Cólera do Dragão!!— Gustavo ergueu seu punho, e uma torrente gigante de água lançou para o alto dezenas de soldados, que, em sua maioria, caíram desacordados no solo com um intenso baque.

Cometa de Pégaso!!— Betinho se lançou contra uma dúzia de soldados, com seu punho erguido e envolvido por um feixe de luz potente; os soldados foram atingidos em cheio pelo feixe de luz e caíram inconscientes, espalhados pelo rol de entrada do palácio.

            Os três cavaleiros de Bronze continuaram se lançando contra a massa de soldados, buscando enfraquecer por completo seus oponentes, e coordenando seus movimentos como se houvessem lutado juntos a vida inteira (ei, mesmo que fossem uma equipe apenas há poucos meses, Betinho estava certo de que seus amigos compartilhavam do mesmo sentimento: de que todos sempre sabiam o que outro ia fazer num combate, mesmo antes de acontecer). Com isso, esperavam que, quando Rina e Matt se juntassem a eles, pudessem, enfim, se dirigir sem obstáculos ao Grande Suporte Principal e começar a orquestrar o resgate do deus dos mares, de forma a concluir com sucesso aquela missão.


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Notas finais do capítulo

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