New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 11
Rina vs Matt: O roubo das armaduras de ouro


Notas iniciais do capítulo

Uma reviravolta na competição!!!!
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Em meio ao emocionante duelo entre Matt de Fênix e Rina de Andrômeda, um grupo de invasores interrompe a luta e provoca tumulto na arena de duelos, roubando as armaduras de Ouro e ameaçando a vida de todos os presentes, mostrando-se dispostos a eliminar os Cavaleiros de Bronze.



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Só restavam quatro cavaleiros na competição.

Bore Sutto estava mais uma vez apresentando um convidado de honra. Quantos contatos ao redor do mundo aquele homem possuía?

— Estimado público, tenho o prazer de lhes apresentar nosso novo convidado, que vai cobrir conosco as semifinais e as finais deste grande evento! Com vocês, Pierre Bey!

Pierre era um sujeito baixinho, de pele bronzeada, cabelo curto e moreno, e olhos negros. Era um escocês de ascendência francesa que costumava narrar jogos de rúgbi e torneios de golfe.

— Obrigado pelo convite, Bore – disse ele. – Tenho certeza de que a fase decisiva do torneio será a mais emocionante.

O camarote VIP contava com Tatsumi e os demais convidados de Bore sentados, além de Isabella verificando os conformes da competição pela internet. Betinho do Pégaso veio se acomodar ali a convite de Tatsumi, mas preferiu ficar em pé e ter uma visão panorâmica dos combates.

Seriam dois confrontos, Cisne contra Dragão e Fênix contra Andrômeda. Restava saber a ordem dos confrontos.

Os quatro cavaleiros estavam ali, na arena, a alguma distância uns dos outros.

Tatsumi se levantou e foi ao quadro que representava a tabela do torneio.

— E agora, nosso organizador e diretor presidente da Fundação Graad, Sr. Tokumaru Tatsumi, se dirige ao quadro de confrontos para nos mostrar quem subirá ao ringue primeiro.

E Tatsumi, com sua caneta, exibiu os nomes Fênix vs. Andrômeda.

Não! Isabella olhou para o quadro, horrorizada. Tatsumi fitou-a com um meio sorriso e um olhar de quem pede desculpas, mas não parece realmente arrependido. Que velho sacana!, pensou ela tristemente.

— Temos os confrontos! – anunciou Bore. – No primeiro teremos Matt de Fênix versus Rina de Andrômeda! E no segundo, Thiago de Cisne versus Gustavo de Dragão...! Boa sorte aos competidores, e vamos ao espetáculo!

Betinho observou Matt e Rina subirem no ringue. Ele já não mostrava a frieza do primeiro duelo; ela já não parecia tão inocente quanto na luta anterior. Não parecia haver um favorito.

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— O árbitro ergue os braços... E aponta para o ringue! Que comece a luta!

Matt de Fênix avançou para a oponente, sem hesitar. Rina de imediato adotou a mesma tática que lhe fizera vencer Lauro: brandiu sua longa corrente, que se espalhou pelo chão ao seu redor, impedindo qualquer um de se aproximar dela sem tocar nas correntes.

Mas ela não contava com o fato de que Matt saltasse sobre as correntes, deixando-a perplexa.

— Ave Fênix!! – Ele atacou sem medo, sem tocar no solo, e sua fagulha de chamas teria atingido Rina em cheio, mas ela conseguiu concentrar-se novamente.

— Defesa Circular!! – Ordenou Rina, e as chamas foram barradas pela corrente, embora em alguns pontos a mesma estivesse levemente queimada devido ao choque do golpe de Matt.

Como se tivesse calculado, ele aterrissou do outro lado do ringue, como se tivesse voado, de costas para Rina. Ela se virou para encará-lo.

Ele foi muito rápido, como uma ave, ela refletiu. Preciso pensar mais rápido do que ele!

Sem dar a Matt uma chance de respirar, ela tomou a ofensiva.

— Tome isso: Corrente de Andrômeda! – As correntes se ergueram e se voltaram contra o cavaleiro de Fênix, mas ele saltou sobre elas, mais alto do que da primeira vez, e pousou novamente no ringue, voltando ao seu ponto de origem.

— Não vou brincar de pular corda com você – disse Matt, o que pegou Rina desprevenida. Pelo visto o cavaleiro de Fênix tinha uma boca muito grande.

— Você é o primeiro adversário que consegue escapar da minha corrente duas vezes – retrucou ela, mostrando que não estava abatida. – Não me deixa escolha a não ser atacá-lo seriamente.

Ela brandiu novamente a corrente, que desfez a formação defensiva e voltou aos braços de Rina, deixando somente as pontas suspensas.

— Onda Relâmpago!! – a corrente de ataque disparou contra Matt. O garoto saltou para se esquivar do golpe, mas a corrente de defesa segurou-o pelo braço, enquanto a outra corrente raspou seu braço.

Ele grunhiu levemente de dor enquanto era puxado para o solo pela corrente. Rina sorria, radiante por tê-lo acertado, mas de repente começou a sentir uma fisgada no braço esquerdo, de onde lançava a corrente pontiaguda.

Baixou o olhar para o ferimento e viu que uma pena avermelhada, da mesma cor das que pendiam das costas da armadura de Fênix, estava fincada no ponto onde ela fora ferida. Rina puxou-a, mas isso serviu somente para aumentar a dor no local. Tão logo a pena foi removida, se desfez no ar.

Como...? Ela olhou aturdida para o oponente, que levava a mão para o braço ferido, mas sem demonstrar que sentia dor. Matt havia conseguido lançar uma de suas penas de fênix no mesmo instante em que ela disparou furtivamente sua corrente circular para prendê-lo.

— Agora, ambos já nos ferimos – ele disse. – Já posso ver que você não é uma adversária qualquer.

— O duelo começa quente! – bradou Bore para o público. – Fênix parecia totalmente seguro de si, desviando-se da corrente de Andrômeda, mas a amazona conseguiu neutralizar, enfim, a tática de seu oponente! Mas Fênix conseguiu disparar algo contra a adversária no instante em que foi preso pela corrente, e Andrômeda agora é afligida pelas dores do ferimento.

Matt sacudiu a corrente que o segurava e ela se soltou.

— Já vi que neste confronto um de nós tem que queimar seu cosmo com muita intensidade para vencer.

— Eu não vou deixar você vencer, garoto! Você já debochou demais da minha corrente com esses seus saltos olímpicos.

— Que seja, garotinha – retrucou Matt. – Pode vir!

E os dois atacaram ao mesmo tempo.

— Ave Fênix!!

— Corrente de Andrômeda!!

O ar da arena se encheu de colisões entre faíscas soltas das correntes e fagulhas dispersas das chamas; contudo, nenhum dos dois cavaleiros conseguiu atingir o oponente. Estavam muito iguais.

Então Matt atirou-se contra Rina; ele tentava golpeá-la, chutá-la, socá-la, atingi-la de todas as maneiras possíveis; mas ela conseguia, calmamente, desviar-se de todos os movimentos dele sem recorrer às correntes. Quando ele errou uma tentativa de soco que deixou seu ventre indefeso, ela não perdeu a chance. Chutou-o com tamanha força que ele não conseguiu esconder que havia doído. Matt foi jogado para as redes do ringue enquanto deixava escapar um gemido bastante audível de dor.

— Uau! Pela primeira vez Andrômeda atacou sem usar as correntes! – exclamou Bore. – Ela deve ter muita força no chute porque Fênix está demorando a se levantar!

Tão logo Matt se ergueu do solo, Rina não perdeu tempo. Antes que o cavaleiro conseguisse respirar, ela brandiu novamente a corrente contra o oponente.

— Onda Relâmpago!!

Matt não teve tempo de pensar em se esquivar. As correntes o atingiram de todos os lados, arrancando pedaços de sua roupa e atirando-o ao ar, como haviam feito com Lauro.

— Agora, as correntes pegaram o Fênix de jeito, Bore – disse Pierre Bey. – Acho que depois dessa ele não se levanta mais.

— Nossa... – Thiago contemplava a cena, parecendo desapontado, como se não acreditasse no andamento da luta. – Acho que temos uma vencedora.

— Não tão rápido! Andrômeda está ferrada! – retrucou Gustavo. – Ninguém consegue ferir tanto o Matt e ficar por isso mesmo!

E parecia que Gustavo estava certo. Matt foi aos poucos se erguendo, bastante ferido e com o rosto bem arranhado, mas sorridente. Rina não compreendia.

— Qual é a graça? Esse golpe foi o suficiente para acabar com o Unicórnio...!

— E eu não sou o Unicórnio – disse Matt. – É preciso mais do que isso para acabar comigo. Mas você até que é boa! Chegou bem perto.

De repente, o cosmo de Matt começou a se elevar.

— Minha vez! – exclamou ele. – Ave Fênix!!

Ele disparou mais chamas. Rina ergueu sua corrente para se defender, mas o fogo de Matt traspassou a corrente defensiva e queimou-a em alguns pontos, e atingiu a própria Rina, que se viu atirada contra as redes do ringue.

— Mas como...? – indagou ela. – Eu consegui bloquear seu golpe antes!

— Meu cosmo não estava elevado o suficiente para atingi-la com meu golpe mais forte – afirmou ele. – Foi tudo uma questão de concentração.

Por que ela tinha a ligeira impressão de que aquilo foi uma provocação?

Bore dizia ao público que talvez aquele fosse o duelo mais longo da competição, dado que nenhum dos dois cavaleiros conseguia dar um golpe final um no outro. Mas Rina não estava prestando atenção; ergueu-se para encarar mais uma vez aquele duro adversário que testava seus limites.

— Vamos acabar com isso – disse ela. – Estou pronta para dar um golpe final.

— Assim como eu – retrucou Matt. – Que vença o melhor, então!

— Onda Trovão!! – disse Rina.

— Punho da Fênix!! – disse Matt.

O choque dos dois golpes fez o ar da arena explodir; Matt e Rina foram lançados contra as redes da arena, mas logo estavam de pé, ofegando e se encarando.

Para Rina já era o suficiente. Havia um último golpe que ela podia desferir contra Matt e que ele não conseguiria defender. Ela fez seu cosmo se acender, preparando-se para o ataque.

O que ela não sabia é que Matt estava pensando a mesma coisa: um golpe final tão poderoso que nenhuma defesa da corrente iria salvar Rina. Ele também elevava seu cosmo aos poucos, concentrando-se nesse golpe.

Ambos pareciam saber que o outro provavelmente não sairia vivo daquele confronto.

Porém, nenhum dos dois chegou a atacar.

Antes que ambos pudessem liberar seus cosmos concentrados, um pedaço do teto do Coliseu que ficava acima das armaduras de Ouro caiu na arena que cercava o ringue. Pelo buraco recém-aberto, doze vultos desceram e cercaram as armaduras de Ouro, com quatro deles agarrando a armadura que estava no topo, e os demais se apoderaram das duas urnas de armadura restantes.

Todos observaram os vultos. Todos eram adultos, e vestiam armaduras semelhantes às dos Cavaleiros de Atena, só que completamente negras.

Matt cerrou os punhos. Sabia muito bem quem eram aqueles vultos.

Um deles, que estava entre os que seguravam as armaduras de baixo, separou-se do grupo e deu um salto impossível para um ser humano normal e se agarrou ao vidro do camarote.

Os vultos que seguravam as três armaduras fugiram pelo buraco no teto, ao mesmo tempo em que o sujeito que ficou para trás dizimava o vidro do camarote com apenas o toque de uma das mãos, entrando na cabine. Ele era alto, com a pele quase escura de tão queimada, e seu rosto estava escondido atrás do elmo que cobria toda a sua cabeça. Sua armadura cobria praticamente todo o corpo.

— Que está acontecendo? – exclamou Bore, enquanto a torcida acompanhava, horrorizada, a movimentação. – Isso deve ser alguma fase surpresa da competição, não é, Sr. Tatsumi?

— Posso garantir que a Fundação Graad não tem nada a ver com essa invasão, Bore! – bradou Tatsumi, olhando lívido para o intruso de armadura negra.

— Ah, mortais ingênuos – disse o intruso, com uma voz aguda e fria que saía do elmo. – Deixem que nos apresentemos. Somos os Cavaleiros Negros, e estamos roubando suas preciosas armaduras de ouro.

As câmeras presentes na cabine estavam totalmente voltadas para o intruso, que olhava para Tatsumi. Isabella olhava de seu patrão para o invasor, paralisada pelo choque surpreendente que a súbita invasão causara. Betinho estava de pé, observando a cena, mas o invasor pareceu não notá-lo.

— E por que estão fazendo isso? – indagou Tatsumi. – Vocês nem sequer deviam estar aqui. São desertores do Santuário. Quando isso chegar aos ouvidos da senhorita Atena...

— Não é da sua conta o porquê de estarmos aqui, mas acho que não faz mal contar a vocês. Estamos seguindo as ordens de nosso novo mestre.

— Quem? – indagou Tatsumi.

— Marte, o deus da guerra! – exclamou o Cavaleiro Negro. – Vamos terminar o que ele começou na última guerra. Ele trouxe de volta nossos melhores soldados que os Cavaleiros de Atena derrotaram anos atrás, pois todos os mortos em combate tem uma dívida com o deus da guerra. E os demais Cavaleiros Negros reuniram-se em torno dele para declarar guerra ao Santuário, portanto, todos nós agora somos servos de Marte!

Todas as palavras dele estavam sendo transmitidas nos telões maiores ao redor da arena, de modo que todos que estavam na plateia o escutavam. Thiago, Gustavo, Matt e Rina também prestavam atenção, tensos, ao discurso do invasor.

— Não pensem que vão sair impunes... – começou Tatsumi.

— Não se preocupe, Atena vai saber do nosso retorno o mais cedo possível, até que vamos deixar marcas bem visíveis de que passamos por aqui. – Ele estalou os dedos, e outras partes do teto começaram a ruir.

— Meu Deus...! – exclamou Bore, enquanto o público se dispersava, em pânico, para não ser atingido pelos destroços que caíam do teto.

— O mestre Marte ainda ordenou que entregássemos este aviso para sua Fundação – disse ele, e retirou de sua armadura um envelope, e jogou-o para Tatsumi. – Mas acho que Atena terá que ler isso pessoalmente... No seu funeral!

Ele avançou para Tatsumi.

— Não! – Betinho jogou-se contra o Cavaleiro Negro, impedindo-o de atingir Tatsumi. Bore e Pierre Bey se atiraram no chão, apavorados, enquanto os comentaristas convidados por Bore fugiam da cabine de transmissão. Betinho ergueu o Cavaleiro Negro pelos braços e se jogou com ele pelo vidro estilhaçado, caindo em direção ao ringue.


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Notas finais do capítulo

obrigado por ler!



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