New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 107
A ameaça do mar


Notas iniciais do capítulo

De volta ao Santuário, os cavaleiros de Bronze se recuperam das batalhas travadas no norte da Europa. Nesse meio tempo, a disputa pelo coração de Matt vai se intensificando devido à presença e ao papel prestado por Isabella nas batalhas contra os Cavaleiros de Prata, os Cavaleiros de Ouro e os Guerreiros Deuses.

Mas antes que todos pudessem respirar e sossegar após o fim da crise em Asgard, eis que surge o general marina Sorento de Sirene, do exército de Poseidon, para avisar que Hades corrompeu e reviveu os demais generais marinas do passado para usa-los contra os Cavaleiros. Agora os Cavaleiros de Bronze terão que ir até o Santuário Submarino para enfrentar os generais e libertar o hospedeiro de Poseidon de um cárcere fatal.



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Fernanda de Fogo pisava impaciente pelo chão do Santuário enquanto os presentes esperavam pelos cavaleiros de bronze enviados à Asgard. A frustração refletida no rosto da garota não era explicada por outra coisa que não fosse o envio de Isabella às terras do norte para auxiliar os cavaleiros de Bronze. Os cavaleiros de Ouro, que em sua maioria já se encontravam recuperados depois da Guerra do Santuário, davam pouca importância à atitude da garota, mas Shaina e Marin não a perdiam de vista, receando que ela se revoltasse de repente.

Em seu pensamento, Fernanda não se conformava em ficar de braços cruzados no Santuário, enquanto “a outra” podia ir lutar ao lado de Matt, só porque utilizava uma armadura de prata.

Já no dia seguinte à vitória definitiva em Asgard, os cavaleiros de bronze entraram no Santuário, esgotados, mas satisfeitos. Levados à presença de mestre Shion, foram parabenizados.

— Seu desempenho no norte foi esplêndido – afirmou Shion. – Já é hora de descansarem, assim poderão se recuperar com os cavaleiros de ouro.

Na enfermaria da escola do Santuário, para onde os cavaleiros de Bronze foram levados após retornarem, Rina comentou com seus amigos.

— Vocês sabem que aquela terra em que nós estivemos não é a Asgard verdadeira, né? É apenas um local sagrado construído como uma representação do verdadeiro reino de Asgard, que está localizado em um dos nove reinos da árvore de Yggdrasil, que controla e sustenta o universo e...

— Deixe-me adivinhar – interrompeu Gustavo. – Seu mestre lhe contou tudo isso.

Rina fechou a cara para ele.

— Sim, Einstein. Precisou de muito esforço mental para chegar a essa conclusão?

— Ei, gênios – disse Matt, antes que Gustavo pudesse retrucar. – Parem de brigar.

— Eu também já sabia disso – afirmou Thiago. – Meu mestre e eu descobrimos isso quando passamos por lá durante o meu treinamento. Mas não achei que houvesse necessidade de dizer isso. Afinal, a Asgard terrestre é um local muito bonito, e esse fato não diminui a extraordinariedade do local.

— Claro que não, Thiago – concordou Rina. – Não foi isso que eu quis dizer.

— Sem problemas, Rina.

— É, Rina – disse Betinho. – Você se preocupa demais. Tem que parar de levar as coisas tão a sério.

— A menos que esteja falando com Gustavo – avisou Matt. – Aí pode levar as coisas a sério, principalmente se quiser bater nele.

— Enfim, alguém me compreende! – exclamou Rina.

— Haha – ironizou Gustavo. – Muito engraçado... Vocês dois - ele apontou para Rina e Matt -, vocês já pensaram em fazer "stand-up comedy"? Acho que levam jeito! E estou sendo irônico, sacam?

— Calma, guri! Nosso raciocínio não é lento igual ao seu - provocou Rina.

— Pega leve, Rina. Não gaste seu estoque de piadas sobre Gustavo todo de uma vez! - alertou Matt, entrando na onda.

— Ei, vocês! Isso é um complô contra mim?? Pode isso, produção?? - ralhou Gustavo.

Os outros quatro caíram na gargalhada.

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Depois que os cavaleiros foram dispensados e levados para a ala hospitalar do Santuário, Fernanda foi até a entrada do Salão do Mestre, onde Shaina e Marin estavam postadas.

— Onde estão os cavaleiros de Bronze? Onde está Matt? – quis saber ela.

— Vá com calma – alertou Marin. – Ele e os outros acabaram de chegar e precisam ser atendidos. Ademais, ele está bem assistido.

— O que quer dizer com...

— Isabella está com ele – disparou Shaina. Marin olhou-a com reprovação, como se quisesse manter aquela informação em sigilo. – Ela o acompanhou até a enfermaria e vai ficar ao lado dele.

— O quê?? – Fernanda estava exasperada. – Que arrumação é essa? Eu é que tinha de fazer companhia a ele... Vocês não podiam ter deixado aquelazinha se oferecer para tomar conta dele!

— Nada me pareceu mais justo – interveio Shaina. – Afinal, foi ela quem auxiliou a ele e aos demais cavaleiros de Bronze em Asgard. Afinal, foi ela que foi enviada para lá, até porque é uma amazona de Prata.

— Ora...! – começou Fernanda, avançando como se fosse atacar Shaina, mas Marin se meteu entre as duas.

— Chega, Shaina e Fernanda – disse a Águia. – Não cabe a você, minha jovem, decidir quem acompanha o Matt enquanto ele está ferido. E Shaina, não fique incitando ela assim, só está piorando a situação.

Shaina deu de ombros.

Fernanda continuava impassível.

— Eu não saio daqui enquanto não me deixarem ir ver o Matt e tirarem aquela ali do lado dele...

— Fernanda – começou Marin. – Eu receio que não haja nada que possamos...

— Fazer – completou uma voz atrás delas. As três amazonas se viraram; Isabella de Taça vinha andando, firme e decidida, em direção a elas.

— Você – disse Fernanda, olhando a outra acusadoramente. – O que faz aqui? Veio anunciar que desistiu do Matt, é isso?

— Querida – começou Isabella. – Não é da sua conta se estou acompanhando o Matt ou não. Eu já avisei pessoalmente o mestre Shion de que farei companhia ao Matt todos os dias enquanto ele estiver em tratamento. E só é permitida uma acompanhante por paciente. O próprio Matt me pediu que ficasse ao lado dele. Além do mais, eu fui ajudá-lo quando ele estava em Asgard. E você? Onde estava quando ele estava desfalecido na neve? Onde estava quando ele estava enfrentando os Guerreiros Deuses?

— CALE A BOCA! – Fernanda avançou novamente, Isabella também; mas Shaina e Marin se aproximaram delas e as seguraram, impedindo-as de se atacarem. – Solte-me! – pediu Fernanda a Marin. – Deixe-me acabar com ela!

— As duas, se controlem – disse Shaina em tom autoritário, enquanto prendia Isabella com uma chave de braço, embora a amazona de Taça não estivesse resistindo. – Fernanda, volte para seu dormitório em silêncio. Se mudar de direção no caminho, vamos saber, avisar ao Grande Mestre e colocá-la em detenção. Isabella, embora tenha carta branca para visitar o Matt, se eu a vir perto da ala hospitalar de agora até amanhã de manhã, vou colocá-la em detenção também. E nem pensem em se encontrar por aí, ou nós mesmas vamos acabar com vocês.

Isabella olhou para Shaina como se a desafiasse. Então se soltou bruscamente da chave da outra amazona e disse friamente:

— Como queira. – E saiu pisando forte em direção à área comum do Santuário. Só depois que ela já estava bem longe foi que Marin soltou Fernanda.

— O recado está dado, Fernanda – reforçou a Águia. – Nem um pio e nem uma batalha sequer enquanto se encaminha de volta ao seu dormitório.

A menina de Fogo olhou ferozmente para as duas amazonas, mas assentiu silenciosamente e também tomou seu caminho, indo por um rumo diferente daquele que Isabella tinha tomado.

...

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Os cavaleiros de bronze passaram vários dias recebendo tratamentos devido aos ferimentos das muitas lutas recentes. Os cavaleiros de Ouro, tanto os antigos quanto os novos, também haviam se recuperado por completo.

Não tardou muito para que os cinco jovens cavaleiros estivessem inteiros novamente, e prontos para uma eventual próxima missão – mas nenhum deles recusaria algum tempo de paz como bônus. Infelizmente, era do conhecimento deles e de todos no Santuário que Hades buscaria uma nova forma de atacá-los, mais cedo ou mais tarde.

Numa bela tarde, Matt estava conduzindo Isabella pelo Santuário, segurando suas mãos.

— Obrigado por ir me salvar – disse Matt, olhando-a de frente, após pararem momentaneamente de caminhar.

— Sabe, quando fui enviada, não foi para ajudar você especificamente. – Ela sorriu docemente, olhando-o nos olhos.

— Você mente mal – disse Matt, dando um leve sorriso e piscando marotamente. – É claro que não iria para Asgard se eu não estivesse lá.

— Você se acha demais, não é Matt de Fênix? – Ela respondeu rindo suavemente, mas não parecia querer desmenti-lo.

— Não importa... Já passou, e estamos aqui no Santuário, juntos. – Ele a abraçou, acariciando a parte de trás da cabeça dela. Como a armadura de Taça dela possuía um pequeno salto nos pés, ela ficava praticamente da mesma altura que ele quando estava usando-a.

Sem aviso, ele a ergueu pelos braços e começou a girar com Isabella suspensa no ar. Em seguida, ela abraçou-o pelo pescoço e segurou-se na cintura dele, prendendo-o com as pernas, enquanto ele a segurava pelo quadril. Os dois riam gostosamente – há tempos que não tinham um momento só para eles.

Que estava prestes a ser estragado.

— Posso perguntar o que significa isso? – disse uma voz aguda às costas deles.

Matt colocou Isabella no chão e se virou. Fernanda de Fogo estava de pé sobre algumas rochas, olhando de forma fria para o casal. Seus olhos pareciam estar em chamas, tamanha a impressão de raiva que passavam.

— Hm... oi, Fernanda – começou Matt, sem jeito.

— Não me venha com “oi Fernanda” – disparou ela. – Explique o que significa essa cena, agora.

— Não temos que te dar satisfações – interrompeu Isabella, colocando-se à frente de Matt e segurando firmemente a mão do rapaz.

— Como não?? Eu passo dias preocupada com a ida dele para Asgard, e quando ele volta, seriamente ferido, não posso sequer fazer companhia a ele, tudo porque OUTRA PESSOA resolveu ser espaçosa e ocupar o meu lugar! – exclamou Fernanda, lívida.

— Primeiro, ninguém está sendo “espaçosa” – rebateu Isabella. – E segundo, não existe “seu lugar”. Você não é a dona do Matt.

— E você acha que é? – disparou a garota de Fogo.

— Prefiro ser a parceira dele do que ser “dona” – esclareceu Isabella. – Talvez você gostasse de achar que era a dona.

— Meninas, chega – interpôs Matt, sentindo que a situação podia piorar. – Fernanda, por favor, seja razoável... Eu nunca disse que tínhamos algo sério. E também, eu conheço Isabella a mais tempo e...

— Então é assim?? – esbravejou Fernanda. – Vai me deixar por essa daí?? O que houve com aquele papo de “ain, não posso ficar com ela, ela é uma amazona de Prata e as pessoas vão ficar comentando”? O que houve com todos aqueles momentos? Vai deixar tudo isso para trás, assim, do nada...?

— Mais respeito com o Matt!! – exclamou Isabella. – E veja como fala comigo! Garota, se enxerga, sou uma amazona de Prata!

— E daí? – retrucou Fernanda. – Acha que só porque está numa patente superior à minha é mais forte que eu? O Matt é de Bronze e me enfrentou três vezes; pergunte a ele se algum dos nossos duelos foi fácil!!!

— Que eu saiba o Matt te venceu nas três vezes... – alfinetou Isabella.

Foi a gota d’água. Fernanda avançou sobre Isabella, e a amazona de Prata também, largando a mão de Matt para dar combate à rival. As duas se golpearam e se seguraram pelas mãos, uma tentando empurrar a outra.

— É isso? Vai me enfrentar? – desafiou Isabella.

— Eu adoraria poder acabar com esse seu rostinho bonitinho e esse seu sorriso arrogante de superioridade!! – afirmou Fernanda, sem tirar os olhos da rival.

— Meninas...! – exclamou Matt, se adiantando para tentar apartá-las, mas assim que tocou de leve nos braços de ambas, suas armaduras emitiram um choque que lançou o cavaleiro de Fênix longe, caindo sobre algumas pedras.

As duas pareciam prestes a partir para as vias de fato, e seus cosmos estavam ficando mais agressivos. Então...

— Círculo de Gelo!!

— Corrente de Andrômeda!!

Fernanda foi puxada e envolvida pela corrente, enquanto Isabella foi suspensa alguns centímetros no ar e cercada por flocos de neve.

Thiago, Gustavo, Betinho e Rina surgiram sobre as pedras, observando a cena, enquanto Thiago, com o dedo erguido, controlava a camada de gelo que envolvia a amazona de Taça, e Rina segurava firmemente sua corrente, para não deixar que Fernanda escapasse.

— Aleluia – disse Matt com suspiro, se levantando e massageando o braço, que havia machucado na queda. – Vocês chegam para salvar o dia.

— Olá, Matt – disse Gustavo. – Achamos que você podia estar com problemas.

— Pelo visto, estávamos certos – declarou Betinho, analisando a cena.

— Soltem-me!! – exigiu Fernanda. – Isso não é da conta de vocês! Deixem-me acertar as contas com essa albina!!

— Você está se metendo com dois amigos nossos, então, receio dizer que, sim, Fernanda, isso é da nossa conta – disse Rina, apertando um pouco mais sua corrente contra a amazona de Aço, fazendo com que a menina de fogo ficasse com uma careta um pouco mais evidente. – Mexer com um cavaleiro de Bronze é mexer com todos eles. Mexer com uma amiga dos cavaleiros de Bronze tem o mesmo efeito.

— Solte-a, Rina – pediu Thiago. – Ela vai perceber, logo, logo, que é a intrometida nessa história.

— Ora seu...! – começou Fernanda, mas nesse momento, Matt, ainda segurando o braço machucado, disse:

— Por favor, Fernanda, pare. Não me faça ter que enfrentá-la, de novo.

As palavras do garoto tiveram um efeito de baque na amazona de Fogo, que no mesmo momento, silenciou e parou de se debater contra a corrente, mas continuou com o olhar vidrado em Matt.

Thiago soltou Isabella de seu Círculo de Gelo. A garota se dirigiu para Matt, e colocou suas mãos sobre o braço do rapaz, usando sua habilidade de cura para remover o leve ferimento do rapaz.

Fernanda parecia em estado de choque, ainda mais observando a cena de cura. Rina soltou-a da corrente, mas ela não esboçou nenhuma reação.

Matt olhou para Fernanda, como se quisesse dizer alguma coisa, mas nesse momento, Marília de Grou, Diandra de Caçadora e Paulo de Órion surgiram no local, ofegantes.

— Gente, todo mundo para o Salão do Mestre – disse Marília. – Nosso querido mestre está convocando todos vocês, TODOS, para lá, AGORA. – Ela fez um gesto englobando todos os presentes, inclusive Fernanda e Isabella.

— Por quê? – indagou Gustavo.

— Ele não disse, gênio – disparou Paulo. – Apenas venham!

E todos eles se dirigiram ao Salão do Mestre.

...

...

...

...

O mestre Shion, Shaina, Marin, Mu de Áries, Aldebaran de Touro, Aiolia de Leão, Shaka de Virgem, Dohko de Libra, Milo de Escorpião e Aiolos de Sagitário estavam na entrada do Salão do Mestre, olhando na direção do mar, quando os cavaleiros de Bronze chegaram, acompanhados de Isabella, Marília, Diandra, Fernanda e Paulo. Não demorou muito para que os cavaleiros jovens descobrissem o que havia prendido a atenção dos demais cavaleiros.

Um tufão de água estava se erguendo do Mar Mediterrâneo em direção as 12 Casas. Parecia que ia pousar bem em cima do Salão do Mestre.

Então o tufão se dissipou e soltou sobre eles um guerreiro de armadura. Sua vestimenta tinha um tom dourado, semelhante às armaduras de Ouro, mas também tinha um aspecto escamoso, como se fosse uma pele de peixe.

— Tenso – disse Betinho.

O recém-chegado segurava uma flauta. Tinha olhos de cor lilás e cabelo cinzento. Sua armadura tinha asas finas. Ele encarou os cavaleiros. Tinha um cosmo poderoso, mas não era hostil.

— Sorento de Sirene – disse Shaina.

— Cavaleiros de Atena – retrucou o homem. – Perdoem-me pela invasão. Venho em paz.

— O que o trás ao Santuário, general do deus Poseidon? – indagou Shion.

Os cavaleiros de Bronze se entreolharam ao ouvir a palavra “Poseidon”.

— Venho requisitar vossa ajuda, em nome do senhor Poseidon.

— Seu senhor é um inimigo antigo e declarado de Atena – disse Mu. – Porque deveríamos ajudá-lo?

— Porque estão em guerra contra Hades, e é ele o responsável por capturar Julian Solo, o último hospedeiro do senhor Poseidon, e aprisioná-lo em seu reino submarino – disse Sorento.

Nesse momento, um outro cosmo se juntou à eles. Atena havia chegado ao encontro dos cavaleiros. Ela olhava fixamente para Sorento.

— Sorento de Sirene, conte-nos, como sabe que Hades é o responsável pela captura de Julian?

— Porque ele também trouxe de volta à vida os Generais Marinas anteriores. Agora são servos de Hades. Somente eu, que permaneci vivo desde a última guerra, permaneço ao lado de Poseidon.

Sorento se curvou perante a deusa. Ele havia adquirido um grande respeito pela figura dela depois do último grande confrontamento entre Poseidon e Atena.

— Conte-nos exatamente quais os planos de Hades, general Sorento – pediu Saori.

— Hades aprisionou o mestre Julian no grande Pilar do Templo Submarino. Ele utilizou o nosso outro templo, visto que o primeiro ficou destruído após a última batalha entre nossas forças. O pilar principal está recebendo água para afogar o mestre Julian e encerrar de vez o cosmo de Poseidon, deixando-o inativo por dois ou três séculos... ou mesmo por mais tempo. Além disso, enquanto o pilar estiver recebendo água, as chuvas irão fazer o nível dos oceanos aumentar e inundar a Terra. Hades pensou em tudo. E é por isso que venho pedir vosso auxílio, Atena.

— Muito bem – disse Atena. – Esta é uma missão para os Cavaleiros de Bronze.

— Atena – interviu Mu. – Os cavaleiros de Bronze já enfrentaram muitas batalhas recentemente, e ainda são jovens. Não seria mais apropriado que os Cavaleiros de Ouro assumissem esta luta?

— Não, Mu – respondeu Atena, firmemente. – Precisamos dos Cavaleiros de Ouro aqui, no Santuário, enquanto Seiya e os outros não retornam.

— Ah, Seiya, Shun e os outros cavaleiros não se encontram? – Sorento se levantou de repente. – Então quem são os cavaleiros de Bronze dos quais estão falando?

— Estes – disse Shion, indicando os recém-chegados cavaleiros. – Sorento, estes são Betinho de Pégaso, Rina de Andrômeda, Gustavo de Dragão, Matt de Fênix e Thiago de Cisne.

— Conduza os cavaleiros de Bronze, por favor, Sorento – indicou Atena.

— Pois bem... – Sorento observou os cinco jovens cavaleiros de Bronze. – Eu consigo levá-los pelo mesmo portal que usei para vir do templo submarino para cá. Espero que não tenham problema em se molhar...

Os cinco balançaram as cabeças.

— Nem um pouco, senhor – garantiu Thiago.

—... E que não tenham problema se eu lembra-los de que seus antecessores eram grandes cavaleiros. Espero que consigam sucedê-los a altura, especialmente enfrentando os Generais Marinas.

— Não se preocupe – disse Betinho. – Está falando de nossos mestres. Aprendemos bastante com eles, senhor.

— É mesmo? – Sorento observou-os com curiosidade. – Bom, então vamos tirar a prova dos nove... Veremos o que vocês conseguem fazer contra os generais.

Sorento ergueu sua flauta. O mesmo turbilhão de água que o havia transportado do mar até o Santuário levantou-se novamente, e sugou a ele e aos cinco cavaleiros.


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Notas finais do capítulo

Revisão concluída em 29.05.2020



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