New Legends escrita por Matt Wagner 27


Capítulo 101
A Força da Natureza! O poder secreto do Dragão


Notas iniciais do capítulo

Gustavo revela o nome de sua (nem tão) nova técnica. Ele surge para enfrentar o Guerreiro Alberich, que já superou Thiago, Betinho e Isabella. O cavaleiro de Dragão revela que essa técnica lhe foi confiada por seus mestres , Shiryu e Dohko, para se opor ao uso equivocado que Alberich faz dos poderes da natureza.



— Seus amigos me fizeram mostrar a Couraça Ametista e a Espada de Fogo – disse Alberich. – Como um Guerreiro Deus, também posso exercer minha influência sobre a neve. Agora você, Cisne, acho que vai me fazer me divertir um pouco mais.

Thiago olhou para Betinho e Isabella caídos na neve. Algo lhe dizia que enfrentar Alberich não seria nada divertido.

— Enfrente a morte, Cisne! – bradou Alberich, erguendo a espada de Fogo. – Será a primeira oferenda que farei a Hades!

Com a espada erguida, Alberich saltou com a neve pra cima de Thiago. O cavaleiro não foi afetado pela neve e conseguiu segurar a espada de Alberich, impedindo-o de cortá-lo em dois.

Porém, aquela espada não era chamada de Espada de Fogo à toa. As mãos de Thiago queimaram ao entrar em contato com a lâmina ardente, e ele largou a espada, afastando-se de Alberich; o Guerreiro Deus se impulsionou novamente na neve e tentou golpear o Cisne outra vez, mas Thiago desviou da espada em tempo, e resolveu esfriar as mãos.

PÓ DE DIAMANTE!! – disse Thiago; o gelo desaqueceu as mãos do cavaleiro e voltou-se contra Alberich, mas este brandiu a espada e desviou o golpe.

— Não é sensato usar o gelo contra um guerreiro nórdico, rapaz! – debochou o Guerreiro Deus. – Vou lhe mostrar como se faz!

Alberich pulou outra vez, a espada erguida, pronto para fatiar Thiago. Mas a lâmina encontrou um obstáculo.

O escudo verde de Dragão deteve a lâmina de fogo; Gustavo empurrou Alberich para o lado e ajudou Thiago a se erguer. Levou o amigo para junto de Betinho e Isabella; a garota se levantou, e ela e Thiago ajudaram Betinho a ficar de pé. Gustavo voltou-se contra Alberich.

— Talvez não tenham lhe avisado – disse o cavaleiro -, mas se você levanta a mão contra um cavaleiro de Bronze, está levantando a mão contra todos os cavaleiros de Bronze.

— Sua determinação é impressionante – retrucou Alberich -, mas, caso não tenha reparado, seus amigos não foram capazes de me conter. O que te faz achar que é capaz de me vencer?

— Não sei – admitiu Gustavo. – Mas estou com uma boa intuição hoje.

— Já que está aí, rapaz – continuou Alberich -, vou mostrar minha força máxima, já que não tive essa oportunidade hoje.

E Alberich embainhou a espada de Fogo. Abriu os braços e ficou suspenso no ar com ajuda da neve.

Imediatamente o ar endureceu ao redor da floresta. Os espíritos do local pareciam agitados. Alberich brilhava, mas era um brilho diferente da Ametista. Era cheio de cores, como se todas as cores da natureza o envolvessem. As árvores se agitavam. A neve tremulava. O Mar do Norte ao longe batia suas ondas com mais força.

— Contemplem! – exclamou Alberich. – A UNIDADE DA NATUREZA!! Irei acabar com você, Dragão, e seus amigos irão junto!

Se o Guerreiro Deus imaginava a reação de Gustavo ao contemplar a forma máxima de seu poder cósmico, certamente não esperava o que veio a seguir. Gustavo soltou uma gargalhada alegre.

— Ah! Então esse é o seu poder? – indagou Gustavo, sorrindo. – Deixe-me contar uma coisa, Alberich de Megrez!

O Guerreiro Deus pareceu intrigado ao ver que Gustavo sabia seu nome.

— Uma vez, o cavaleiro Dohko de Libra derrotou um guerreiro nórdico chamado Alberich – contou Gustavo. – Ele também evocava as forças da natureza com seu cosmo para se unirem a ele. Mas Dohko descobriu como derrotá-lo, e ensinou a técnica ao aprendiz Shiryu. O meu mestre, sabe? Que me ensinou a mesma coisa...!

O rosto de Alberich perdeu toda a cor, como se a natureza e as palavras de Gustavo a tivessem sugado.

— Já usei esta habilidade contra vários oponentes – continuou Gustavo. - Inclusive contra seu amigo Fenrir! Ele e os lobos dele não tiveram chance. Sua Unidade da Natureza não irá funcionar contra mim!

Thiago, Betinho e Isabella observavam, apreensivos, o diálogo de Gustavo e Alberich, tentando entender como o cavaleiro poderia vencer o oponente, com toda a Natureza contra ele.

— Nunca tive a chance de usar minha habilidade na frente dos meus amigos – declarou Gustavo. – Escondi isso deles por tempo demais. Agora vou te ensinar uma lição, Alberich.

— Você falou muito! – disse Alberich. – Mas vamos tirar essa história a limpo, rapaz!! Experimente a Unidade da Natureza!!

O vento endurecido rugiu, as árvores se inclinaram para frente, a neve se agitou na direção do vento; Alberich comandava o movimento da natureza. Gustavo fechou os olhos.

Seus cinco sentidos se esvaíram; num instante, não sentia, não via, não escutava, não falava e não sentia cheiros. Mais uma vez, o cavaleiro de Dragão se unia à natureza. Seu cosmo recorria mais uma vez à técnica da Força da Natureza.

Isabella, Betinho e Thiago se afastaram, ficando atrás das árvores, afastados de Gustavo e Alberich. O vento passava por Gustavo sem tirá-lo de sua posição, e a neve desviava dele.

FORÇA DA NATUREZA!!— Gustavo falou mesmo sem mover os lábios.

Quando Alberich percebeu o que estava para ocorrer, já era tarde. Gustavo abriu os olhos; o vento se acalmou, a neve caiu ao chão, e as árvores fincaram-se no solo.

CÓLERA DO DRAGÃO!!

A neve se orientou pelo golpe de Gustavo e avançou para Alberich. O Guerreiro Deus foi atingido por toneladas de neve que passaram velozmente e ferozmente por ele. A nevasca cessou, e Alberich caiu de cara no solo congelado.

Então, um líquido negro, a influência maligna de Hades, escorreu do corpo de Alberich. Gustavo se ajoelhou ao lado do adversário derrotado e recolheu a safira de Odin da robe divina. Percebeu, ao fazer isso, que os batimentos cardíacos do guerreiro haviam cessado.

Os outros cavaleiros acudiram Gustavo.

— Cara! – disse Thiago. – Demais isso que você fez.

— Assombroso – disse Isabella.

— Putz, eu me sinto um zumbi – disse Gustavo. – Esse troço me deixou exausto. Fazer isso duas vezes no mesmo dia é realmente muito desgastante. Quando tive que usar essa técnica contra o Algol, fiquei do mesmo jeito, porque tinha usado ela antes contra o Spartan. Quando vi o Cara de Corvo atacando a gente logo em seguida, pensei: “Agora já era.” Que sorte que Betinho e Matt conseguiram acabar com ele naquele dia.

— Eu achei que ele fosse nos matar – disse Betinho, apoiado em Thiago. – Queria poder dar um jeito nas minhas pernas.

— Calma, meninos – disse Isabella. – Eu não me machuquei muito, e tenho aprendido algumas coisas com a Marin.

Ela passou as mãos na cabeça de Gustavo, e o garoto sentiu um calor descer-lhe da cabeça aos pés. Gustavo sentiu-se novamente cheio de energia, e seu cosmo estava novamente aceso. Isabella fez o mesmo com Betinho e Thiago.

— Uau! – disse Thiago, quando Isabella o soltou, e ele passou as mãos pela cabeça e pela armadura, também aparentemente recuperada. – Quando aprendeu a fazer isso, Bella?

— Com o tempo – disse ela, sorrindo sem jeito. – Só espero que isso tenha algo a ver com o verdadeiro poder da minha armadura.

Ela baixou os olhos, tristemente, para a armadura de Taça. Em seguida, ergueu os olhos para os garotos.

— Betinho, o seu ferimento talvez demore um pouco mais para sarar. Esperem um pouco até estarem totalmente recuperados, os três. Preciso ir.

— Ei, espera – disse Gustavo. – Qual é o problema?

— Eu espero que não haja nenhum – respondeu Isabella. – Mas se o que me disseram no Santuário for verdade, ou Rina, ou Matt, ou ambos, podem estar correndo perigo. A essa altura, um deles já deve ter chegado ao palácio.

Ela se virou e deixou a clareira e os amigos para trás.



Notas finais do capítulo

Quantos inimigos Gustavo já derrotou com essa técnica?
1. Spartan
2. Algol
3. Fenrir
4. Alberich
E a lista promete crescer.



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