Oracle - The Beginning escrita por


Capítulo 8
Capítulo 4 - Diversão entre amigos : Parte 1


Notas iniciais do capítulo

Ola ola =) Estou de volta. Finalmente mais um cap né?
Desculpem a demora, eu estou andando meio ocupado no momento, espero que entendam. Perdi um documento e to tentando tirar segunda via e tals.
TA ai cap 4.1 ... surpresinha pra voces... parte 2 sai a noite. :o isso mesmo pessoitas.. HOJE a noite. =)
E não é mentira, ele ta escrito e editado ja. Na verdade falta umas 4 paginas... mas eu escrevo rápido porque tenho tudo na mente já. Mas a principio é hoje sim.
Então é isso. Ia deixar uma nota especial mas deixarei para o cap 5. Leiam as notas finais. =) Boa leitura



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Acordei na manhã seguinte com os passos de minha mãe lá em cima. Olhei o relógio que marcava seis horas. Percebi que minha audição tinha melhorado ainda mais. Seria possível eu desenvolver mais de um dom? Bom, eu teria que conversar com meu pai depois sobre isso. Mas, por enquanto, eu já tinha algo para fazer. Eu sabia que o primeiro lugar que minha mãe iria seria meu quarto.

Saí da casa sem fazer barulho enquanto acompanhava os passos dela rumo a minha porta. Parei no jardim a beira do telhado, olhei para a rua para verificar se tinha alguém olhando,e nada. Não é de impressionar que a rua estivesse deserta as seis da manha de sábado. Meu olho ardia, afinal eu havia dormido menos de uma hora. Voltei minha atenção ao que ia fazer.

— Filho? – ouvi minha mãe lá dentro batendo na porta do meu quarto.

Era bom eu me apressar. Dobrei um pouco os joelhos e saltei no telhado. A aterrissagem foi suave e equilibrada, eu estava ficando cada vez melhor como caçador. Andei devagar pelo telhado e entrei no meu quarto pela janela que eu havia deixado aberta já pensando neste plano.

— Oi, mãe – eu disse forçando voz de sono, o que não foi bem forçar já que eu estava morrendo de sono.

— Abre, preciso falar com você – pediu.

Droga, como eu vou poder abrir com Anna dormindo na minha cama? Ela deixou claro que não podíamos trazer ninguém para dormir aqui.

— Preciso mesmo abrir, mãe? – minha voz de sono era engraçada, mas continuei. – Eu to com muito sono, estou deitado.

— Você não costuma trancar a porta – ela tinha razão, eu nunca a trancava de chave.

— É que eu cheguei tão cansado mãe... Você nem imagina o quanto. Ai eu tomei um bom banho e vim direto dormir, não vesti nada – soltei a pior desculpa do mundo.

— Tá bom, se você diz.

Mal acreditei que ela aceitou uma mentira mal feita. Eu me senti mal por mentir para ela, mas era preciso.

— Preciso sair agora. Fui aceita para gerenciar um restaurante aqui mesmo em Phenite. Vou chegar cedo para formalizar a contratação e começo hoje mesmo, ia contar ontem, mas acabei esquecendo. Tem comida na geladeira, esquente no micro-ondas para você e seu irmão. Eu volto tarde hoje, tudo bem para você?

— Tudo bem mãe. Parabéns pelo trabalho. Eu me viro com a comida, não se preocupe. Se cuida, ok?

— Você também. Até mais tarde – finalmente se despediu.

— Até. – eu disse.

Não demorou muito e escutei o carro dela ligando. Logo ela saiu da garagem e se foi. 

Ufa, foi por pouco. Na minha cama Anna dormia como um anjo, sempre linda e perfeita. Fiquei alguns segundos olhando-a dormir. Não vou mentir, deu vontade de deitar ali e dormir abraçadinho com ela. Saí do quarto antes que a vontade tomasse conta de mim.

Eu estava exausto. Fui até o quarto da minha mãe e deitei na cama dela. Puxei a coberta para cima de mim e deitei a cabeça no travesseiro, minhas pálpebras estavam pesadas, bem pesadas...

 

***

 

Acordei eram três da tarde. Dormi muito bem por sinal, a cama da minha mãe era ótima. Pulei da cama e dei uma boa espreguiçada, em seguida até o banheiro lavar o rosto e escovar os dentes. Depois saí no corredor passando pelo meu quarto, Anna não estava mais lá. Será que já tinha ido embora enquanto eu dormia? Desci as escadas devagar, passei pela sala e andei até a cozinha.

— Bom dia, dorminhoco – Anna disse sorrindo.

— Bom dia – eu sorri instantaneamente. – Achei que tinha ido embora.

— Nossa!  Obrigada por me expulsar da sua casa assim – ela fez bico.

— Não to expulsando, você entendeu errado – tentei explicar. – É que passei no meu quarto e vi que não estava lá...

— Se acalma menino. Respira – ela deu uma boa gargalhada. – Era brincadeira.

— Chata! – suspirei aliviado.

— Você é que leva tudo a sério.

O microondas apitou. Ela andou até ele e abriu, tirou uma bandeja de dentro e depois fechou.

— Desculpa – ela disse olhando para mim envergonhada.

— Pelo o que? – perguntei curioso, ela não fez nada de errado.

— Eu mexendo assim nas coisas de sua casa – ela disse sem graça.

— Tudo bem – eu ri. – Estou faminto também. Quer ajuda?

— Quero sim – disse sorrindo para mim. – Arruma algo para beber que eu sirvo a comida.

— Sim, senhora – brinquei.

Depois que preparei a mesa, Bryan acordou e apareceu para comer com a gente. Para minha surpresa ele parecia muito bem, depois da bebedeira dele de ontem eu pensei que nem fosse acordar tão cedo.

— Boa tarde, boa tarde – ele disse para nós dois.

— Oi Bryan, boa tarde – ela respondeu.

— Boa – eu disse.

— Que noite hein... – ele disse se sentando a mesa com a gente.

— Está servido? – perguntou Anna educadamente.

— Com certeza, acordei por causa desse cheirinho de comida maravilhoso – falou.

Ele pegou uma concha e encheu o prato dele de comida, depois pegou metade do frango assado e colocou por cima da comida.

— Vai comer tudo isso? – Anna perguntou surpresa.

— E mais um pouco se sobrar – falei, ele me encarou.

Eu ri da cara dele.

— Tenha calma, irmão. Eu já comi – ele riu.

Enquanto comia ele perguntava varias coisas.

— O que te trás até meu humilde lar, Anna? – ele indagou.

— Dormi na casa da Claire e quando estava saindo para ir embora topo com seu irmão e ele me chama para almoçar, não recusei. – Ela mentiu e piscou para mim.

— Hum...

— Bryan você está bem? – eu perguntei.

— Estou ótimo. A noite foi maravilhosa, só não lembro como cheguei em casa. Na verdade eu só me lembro de ter sonhado com a Claire.

— Ela te trouxe até aqui ontem, na verdade foi hoje de madrugada, tanto faz – explicou Anna.

— Sério? – ele disse surpreso.

— Foi sim – confirmei. – Ela te trouxe de carro.

— Tenho que agradecer a ela depois, agora eu vou comer. E Chega de papo – ele começou a encher a boca de comida.

— Com licença meninos, Jean eu vou indo, não quero deixar minha mãe preocupada – disse se levantando da cadeira.

— Eu te acompanho.

Acompanhei ela até a porta.

— Obrigada por tudo, de verdade – ela disse me olhando nos olhos.

— Não foi nada, para isso que servem os amigos, não?

— Nossa, já ia me esquecendo da louça...

— Não, eu lavo. Já ajudou bastante pondo a mesa, a louça é minha – eu disse.

— Certeza?

— Absoluta – eu sorri.

— Se você diz – ela retribuiu o sorriso.

Ficamos sem falar nada alguns segundo se olhando.

— Obrigada – ela me abraçou rápido e saiu, mal deu tempo de eu corresponder o abraço.

Fiquei ali na porta olhando ela se afastar.

— Não quer uma carona de carro? – gritei.

— Não posso. Se minha mãe me ver chegando com um garoto ela vai saber que não dormi na casa da Claire – ela explicou, já estava na calçada.

— Tome a chave – meti a mão no bolso, tirei a chave do carro e lancei para ela.

— Como assim? – ela pegou a chave confusa.

— Depois me devolve ele, à noite, quando formos sair – disse contendo o sorriso.

— Quem disse que vamos sair? – ela sorriu e ficou vermelha.

— Eu disse. Eu preciso conhecer a cidade, pode chamar Claire e Evelyn, eu chamo Bryan – eu sabia que ela não ia querer sair só comigo, por vergonha ou algo do tipo.

— Ótimo, às sete então? – ela perguntou entrando no carro e ligando.

— Perfeito. E vê se não se atrasa – eu não conseguia para de sorrir perto dela, meu astral era muito bom.

— Pode deixar.

E ela se foi no meu carro. Eu estava feliz por tudo ter dado certo e por ter algo para fazer a noite e pelas novas amizades. Minha vida estava perfeita. Assim que eu ia fechando a porta, o carro do meu pai parou na frente da casa. Finalmente ele deu as caras! Assim que desceu do carro ele atravessou o jardim e parou na minha frente.

— Oi pai – dei um rápido abraço nele.

— Boa tarde, filho! – ele parecia feliz.

— Bryan disse que você tinha saído para uma caçada com Hector e Lorran.

— Está certo, vamos conversar lá dentro?

— Claro, entre – dei passagem a ele e depois fechei a porta.

Atravessamos a sala e fomos até a sala de jantar, onde Bryan estava comendo. Depois de cumprimentar Bryan meu pai sentou-se a mesa junto com ele.

— Quer comer algo? – ofereci um pouco de comida que restava, já que Bryan comeu quase tudo.

— Não precisa, estou sem fome.

— Tudo bem. Então, como foi lá? – ele sabia que eu estava perguntando da caçada, ou seja lá o que ele foi fazer.

— Objetiva.

— Como assim? – perguntou Bryan. – Pode dar algum detalhe?

— Bom, um amigo meu me chamou para ajudar com um clã de vampiros que estavam dando um certo trabalho para ele.

— De quantos vampiros se tratavam? – perguntei.

— Oito vampiros. Tivemos que agir a noite para não correr risco de nos mostrar, temos que ser discretos sempre – ele disse firme. – Chegamos, colhemos informações e agimos à noite. Eliminamos todos.

— Todos? – fiquei de boca aberta.

— Sim. Não é bom quando escapam, vampiros são criaturas vingativas.

— Você parece feliz – eu disse a ele.

— Porque eu consegui uma informação valiosa, muito valiosa – dava para ver o brilho em seus olhos.

— E que informação é essa? – Bryan perguntou.

— Não é total certeza... Mas ouvi boate tem um livro antigo enterrado aqui em Phenite, ele diz muito sobre nós e sobre as outras raças. Precisamos achar – ele olhou para mim e Bryan. – Conto com vocês?

Eu e Bryan assentimos. Um livro antigo... Deve ter muita informação rara neste livro caso contrario John não estaria tão feliz em saber da existência dele.

— Tem alguma pista de onde é o paradeiro do tal livro? – Perguntei, sem pista não tínhamos muita chance de achar.

— Eu tenho uma página supostamente dele – ele disse.

— Como conseguiu uma página dele, se está enterrado? – Bryan indagou.

— Eu ganhei essa página do meu avô, mas o resto do livro nem ele mesmo tinha. O livro pertencia a uma linhagem de bruxas.

— Mas você não disse que bruxas eram apenas uma forma de insulto dos vampiros para as valquírias? – perguntei, afinal, ele mesmo tinha dito isso.

— Sim, porque os vampiros são ignorantes e burros. Bruxas existiam, Jean. A fonte desse boato do livro também disse que existe ligação entre bruxas e valquírias – Fiquei boquiaberto.

Ele sorriu.

— Bruxas tipo Harry Potter? – Perguntou Bryan sorrindo de leve.

Meu pai sorriu.

— Não, acho que não. Eu não tenho nenhuma informação sobre elas já que foram extintas há mais de cem anos. Se é que foram, são tantos boatos que não se sabe mais o que é real ou não.

— Como será que seu avô conseguiu a folha? – perguntei sério.

— Não sei. É a folha que tem o ritual do oráculo para os caçadores – ele explicou. – Esse ritual não é exclusivo, todos caçadores compartilham ele.

O oráculo... Hector falou comigo sobre, mas não me explicou nada. Ele disse que depois me explicava tudo, porém como ele saiu não tivemos contato ainda. Já que meu pai estava aqui decidi perguntar direto na fonte.

— E você vai nos explicar o que é oráculo? – indaguei. Depois fiquei quieto esperando ele se pronunciar, o que não demorou.

— Oráculo é uma ligação direta entre caçadores, podemos entrar um na mente do outro, ver o que o outro ver, conversar mentalmente. Acredite, isso numa caçada é muito útil, vai deixar vocês mais fortes.

Eu e Bryan nos olhamos e depois encaramos nosso pai.

— Não obrigado, minha cabeça já está pequena demais pro meu fluxo de pensamentos, não quero mais ninguém dentro dela xeretando minha vida – eu falei sério.

— Digo o mesmo – concordou Bryan.

— Não é assim que funciona. Você vai poder controlar tudo – tentou me convencer.

— Sério? Então quer dizer que se eu não quiser eles entrem na minha mente eles não vão poder ler meus pensamentos, nem ver nada que vejo, nem nada de anormal?

— E isso aí

— Então tudo bem.

Ufa! Eu não ia aceitar isso, mesmo que fosse para um bem maior. Perder minha liberdade de pensamento já era demais. Que bom que era controlável.

— Como é este ritual e que dia vai ser? – perguntou Bryan, tirou as palavras da minha boca.

— Ainda não. Primeiro o livro, é mais importante no momento. Preciso mais informação sobre ele, e onde realmente está.

— Tudo bem – falei. – Por onde começamos?

— Ainda não, Jean. É sábado, saiam e se divirtam – ele se levantou. – Eu vou pesquisar mais.

— Espera. Você disse que ia nos ensinar como matar um vampiro – disse a palavra “matar” com esforço.

— Tem que ser mesmo hoje? – ele disse sério.

— O que custa? – Bryan falou.

— Melhor dizer logo, to curioso desde aquele dia – supliquei.

— Certo. Direi as duas formas em caso de emergência, nunca se sabe.

— Chega de suspense, pai – disse Bryan.

Finalmente ele ia dizer. Bom, era apenas uma informação básica. Uma coisa eu já sabia, que estacas de madeira apenas paralisam eles por um certo tempo, não serve para eliminar por definitivo.

— Como sabem, madeira nos dá um tempo e os deixam sem movimento por um tempo.

Eu e Bryan assentimos.

— Fogo. Apenas fogo. Depois que paralisar um deles basta queimar os corpos.

Eu o encarei descrente.

— É sério? Queimar? – Bryan disse de boca aberta.

Eu também achei cruel queimar uma pessoa, mesmo que seja um vampiro.

— Eu sei que pode parecer errado, e é mesmo, mas é um método. Pensem meninos, eles matam inocentes. Eu sei que algumas pessoas não têm culpa de ser um deles, mas depois da transformação a morte é a única solução para essas pessoas. A vontade de matar e de se alimentar é maior que qualquer sentimento que a pessoa já teve.

Eu já discuti com ele uma vez sobre isso, não abri a boca para não discutir de novo. E ele já tem tempo nisso, eu sou apenas um novato. Que argumento seria forte o bastante contra a experiência dele?

— Mas tem outro modo – ele cruzou os braços e sentou no braço do sofá.

— E qual é? – Eu e Bryan perguntamos juntos.

Dessa vez esperava um modo mais fácil e menos cruel.

— Nosso sangue – disse firme.

Opa! Não gostei.

— Como assim nosso sangue? – Bryan indagou.

— Nosso sangue é veneno pra eles.

Veio-me na cabeça o dia que estávamos voltando para Phenite, o dia que os vampiros nos atacaram. Quando eu estava à mercê do tal de um deles, ele tinha falado algo sobre meu sangue não ter um cheiro tão bom para ele.

— Pai – pedi a atenção dele.

— Sim?

— Naquele dia do ataque, se o vampiro que me segurava me mordesse ele morreria?

— Sim, demora um pouquinho para fazer efeito, pouco tempo... Uns cinco minutos e era uma vez um vampiro – ele riu. – Posso ir fazer minha pesquisa?

— Sim, claro.

Dei um abraço rápido nele e sentei no sofá pensando em tudo que ele disse. Bryan o acompanhou até a porta e depois voltou.

— Cada coisa, não é Jean? – ele perguntou, desabando no sofá.

— Nem me fale.

— Nossa vida mudou muito, não é? Tipo, quando você ia imaginar tudo isso?

— Jamais... E, de certa maneira, isso é bom, pelo menos para mim.

— Fora a parte em que nossas vidas estão por um fio, sim, é bom.

Ele riu.

— Verdade.

— É.

Ficamos quietos por um tempo. Eu e Bryan não conversamos muito, não éramos os tipos de irmãos que contava tudo um para o outro. Eu sempre fui mais fechado. Já ele falava mais, mas nunca expressava seus sentimentos. Mas de uma coisa eu sei, eu morreria por ele, pelo valor que ele é e sempre foi para mim.

Agora nós dois estávamos esparramados nos sofás. Alugamos os dois sofás da sala. Era tão confortável. Bocejei. Eu precisava de um descanso, minhas pálpebras pesavam. Acho que Bryan também, ele estava quase apagando.

— Bryan! – chamei.

— Hum... – acertei, ele estava quase dormindo.

— Chamei Anna para sair.

— Bom garoto. Esse é meu irmão – ele disse sonolento.

— É, mas ai eu vi que ela ainda tem receio de sair comigo sozinha, então eu disse a ela que podia chamar as amigas – minha voz também era de sono.

— Claire vai?

— Acho que sim – respondi.

— E eu vou também. né? Preciso agradecer a ela.

— Deve.

— Que horas devemos acordar? – ele perguntou rindo fraquinho.

— As sete.

— Tá ótimo, você me acorda.

— Sempre eu – eu ri.

Esse era meu irmão, único.

Cai no sono ali mesmo.

Poderia dizer que eu dormi, mas na verdade foram vários cochilos. Toda hora eu acordava para ver que horas eram, tudo isso para não me atrasar já que Anna passaria às sete.

Quando deu seis e meia eu levantei. Dei uma boa espreguiçada, pelo menos deu para matar meu sono. Bryan estava apagado no sofá. Eu poderia deixar para acordar ele na última hora, ou fazer alguma palhaçada, mas eu tive pena dele. Cheguei perto do sofá e cutuquei-o na costela.

— Já deu a hora.

— Só mais dez minutos – ele retrucou.

— Você quem sabe, não vai querer deixar a Claire sozinha, vai? – eu disse sorrindo maleficamente.

Ele se sentou no sofá.

— Acha que eu estou gostando da Claire? – perguntou sério, ou tentando ser sério.

— Sinceramente? Sim. - Ele se levantou e se espreguiçou enquanto eu continuava falando – Bryan, eu te conheço cara, crescemos juntos. Você gosta dela, mas você ainda não está pronto para investir fundo. Ai para não magoar ela você vai tentar se afastar um pouco, porém não consegue – eu ri.

Ele me encarou sério.

— Acertei? – sorri.

— Você não existe – ele deu as costas.

— Espera ai, eu estou certo? – insisti.

Bryan sempre foi aquele estilo pegador, mas ele sempre deixava isso claro para a menina que estava com ele. Eu admirava isso nele. Mas deste que conheceu Claire ele anda meio mudado. Amor à primeira vista? Bryan? Talvez.

Eu sei que ele não quer me contar isso, mas ele sabe que eu sei.

— Banho. Fui.

Após dizer ele sumiu da minha frente, subiu as escadas super rápido.

— Talvez você esteja certo! – ele gritou lá de cima e depois ouvi a porta bater.

Um ponto para mim.

Eu gosto da Claire. Ela é uma menina inteligente, amiga para todas as horas. Quem mais traria Bryan caindo de bêbado para casa em plena madrugada? Ela é engraçada também e muito gente boa; meu irmão teve bom gosto dessa vez. Na Califórnia ele só ficava com garotas arrogantes e chatas. Acho que é uma tática dele para não se apaixonar, ficar com meninas que não oferecem outro atributo além da beleza. Mas dessa vez ele se deu mal, pois Claire era linda e carregada de boas qualidades.

Depois que Bryan saiu do banheiro eu tomei meu banho. Não demorei a me arrumar e logo estava pronto, no sofá vendo TV enquanto esperava Anna com meu carro.

A campainha tocou. Devia ser ela.

Levantei e fui até a porta. Antes de abrir eu usei meu olfato para tentar descobrir quem era, usava um perfume suave, misturando-se ao cheiro do perfume consegui destacar um cheiro leve de morango, provavelmente era algum creme para pele. O shampoo tinha um aroma suave, mas que eu não consegui distinguir o que era, pois nunca tinha sentindo cheiro parecido. Não era Anna, eu saberia se fosse. Era Claire. Foi sorte ela consegui convencer os pais a sair, e esquecer o castigo.

Assim como minha visão e audição haviam melhorado ainda mais, percebi que o olfato também. E mais uma vez eu me esqueci de falar com meu pai sobre isso. De uma coisa eu sei... Diferente de Lorran e Hector, eu consegui desenvolver três dons, ou melhorar.

A campainha soou de novo.

— Boa noite, senhorita – eu disse após abrir a porta.

— Boa noite, Sr. Konery Primeiro – ela disse sorrindo.

Eu ri.

Se Bryan ouvisse isso ele iria pirar. Na escola os professores estão o chamando de Sr. Konery Segundo e eu o Primeiro para não confundir. A ideia não o agradou. A partir daí alguns alunos ficam tirando sarro dele. Bryan era muito bobo.

— Na boa, eu tenho culpa de ter nascido depois? Não! – ele disse vindo até a porta.

— Olha ele aí – eu ri.

— Oi, Bryan – o rosto de Claire se iluminou e surgiu um lindo sorriso radiante.

— Ei, Claire – Bryan passou pela porta. Agora ele estava do lado de Claire.

— Vamos? – ela disse a ele.

— Vamos, estou pronto. Aliás eu tenho que te agradecer por me trazer – ele coçou a cabeça.

— No carro a gente conversa, vamos – ela o puxou pelo braço.

— Espera, cadê ela? – me referi a Anna.

Claire deu uma gargalhada.

— Desculpe, esqueci de te falar. Anna já está chegando. Meu pai me emprestou o carro depois que eu implorei milhões de vezes... Enfim, eu vou levar Bryan, Evelyn e Lorran no meu carro. E ela te leva no seu carro – Claire piscou.

— Certo.

Claire se sentou no banco do motorista, Bryan sentou do lado dela. Evelyn e Lorran seriam os próximos da caravana.

Não importava. Tentei espantar os pensamentos ruins. Vai ser uma noite divertida com meus amigos, Lorran era meu amigo e eu não podia ficar de má fé com ele. Ponto. Além do mais, Anna era apenas minha amiga e não minha propriedade. Lorran tinha todo direito de gostar dela, ele a conheceu primeiro. Respirei fundo.


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Notas finais do capítulo

Queria agradecer muito a minha editora A.S (minha Ana Salvatore) ela está comigo desde o começo e ela me inspirou a escrever Oraculo, sem ela eu fico perdidinho. Por isso as notas do proximo cap vai ser em homenagem a ela. - eu te amo, amor.
Obrigado a todas leitoras (Ana, Jacih e Grazi). Pra quem tem vocês não precisa de mais ninguém rs.
Até a próxima. =)
Deixa uma review e me faça feliz.
Obs - A parte dois da sentindo ao titulo do cap. Obg



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