Oracle - The Beginning escrita por


Capítulo 16
Capítulo 9 - Festa de Halloween : Parte 2


Notas iniciais do capítulo

Aeeeeeeeeeee voltei voltei e voltei.
Ai está a bela continuação do capítulo 9... :o.
Annaje's preparem seus coraçõezinhos. Me deu muito trabalho escrever este capítulo, mas saiu e vamos ler né...!
Grazi, vlw pela betagem.
obs - alguns links podem não ir direto. Nas noras finais tem os links de todas fantasias, basta copiar e colar no seu navegador. Grato ^^



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Meu outubro se resumiu a dormir três horas por noite, fazer ronda noturna e ir para escola. O vampiro que era amigo da Anna, “O indetectável” como o chamávamos, ficou tentando romper nossa barreira. Podia dizer que estava de saco cheio desse cara. Ele chegava pela floresta, que era a maneira mais fácil de entrar sem ser detectado, por isso nos concentramos mais lá, para impedir isso.

Seguidas noites de perseguição, e ele sempre escapava. Era como tentar pegar ar com as mãos. Minha rotina de três horas de sono era tranquila, já que nós caçadores nos adaptamos com facilidade. Meu corpo só precisava de três horas para ficar totalmente descansado.

A escola resolveu promover uma festa de Halloween beneficente, seria bom. O ingresso custava vinte pratas e todo dinheiro iria para uma fundação de crianças órfãs de alguma cidade por perto. A causa era boa. À medida que ia se aproximando o final de outubro não dava outro assunto ao não ser a escolha de fantasia, eu particularmente não estava ligando muito pra aquilo, contanto que eu ia.

Admito que precisava me distrair, ter uma dia normal onde eu possa me divertir. Papai vai fazer a ronda sozinho no dia, nos deu uma folguinha. As meninas estavam fazendo segredo sobre a fantasia, mas pelo que parece iriam caprichar para deixar os meninos loucos, pelo menos foi isso que ouvi da boca de Claire.

Minha situação com a Anna estava normal, conversamos um pouco. Não como antes já que ela estava com Lorran, mas éramos bons amigos. Aproximei-me muito de Claire, ela virou uma espécie de confidente. Eu tinha Anna também, mas com ela era diferente. Eu podia conversar, falar o que sinto sobre Anna, e ela conseguia me entender com uma facilidade incrível.

Como a festa era no ginásio da escola alguns professores marcariam presença como monitores para impedir o uso de bebidas alcoólicas. Merda. Mas se achavam que iriam me impedir estavam muito enganados. Não sou muito de beber, mas festa sem bebida não é festa. Comprei vários e vários litros de energético de garrafa preta e tirei todo liquido guardando-o em um galão de vinte litros. Por sorte coube tudo. No lugar do energético enchi as vinte garrafinhas com vodka, tequila, whisky e red label, cinco litros de cada no total. Simplesmente perfeito, ninguém veria a coloração do líquido, além de ser super normal jovens tomarem energéticos em festas. O plano não tinha furos, o único cuidado era para quem eu fosse dividir. A informação não podia vazar, caso contrário chegaria aos ouvidos de um professor com facilidade e eu entraria numa grande furada.

O dia da festa chegou muito rápido ao meu ver. Não sei se minha rotina super ocupada ajudou, só sei que num piscar de olhos chegamos ao final de outubro. Estava na casa de meu pai fazendo absolutamente nada. Me arrumei em vinte minutos, minha fantasia era de guerreiro romano daqueles que usavam saias. Tinha mais nada a comentar sobre isso. Tinha esquecido do rei do baile, droga. O infeliz do meu irmão colocou meu nome para rei do baile de Halloween, miserável. O pior que o imundo fez uma campanha para eu ser eleito. O maluco mandou fazer botons, adesivos, e outras coisas com minha foto. Por isso que eu odiava Bryan.

Peguei meu carro e dirigi até a casa de mamãe para dar um beijo nela e pegar Bryan, que estava legal em sua fantasia de presidiário. Era para combinar com Claire, que tinha dito que ia de policial.

— De saia Jean, mudou de time é? – brincou assim que me viu.

— Você vai ver na festa – eu disse enquanto sorria maliciosamente.

— E a carga está ai? – ele se referia à bebida.

— No porta-malas, dentro de um cooler.

— Você é foda! – Ele deu um soquinho em meu braço.

— Eu sei disso.

Deixei o carro na mesma vaga de sempre e coloquei o cooler nos ombros.

— Não quer ajuda? – Bryan perguntou rindo.

Nunca tinha visto Bryan tão alegre. Quer dizer, depois que começou a namorar a Claire ele sempre estava assim.

— Com isso não, mas se você quiser dar uma balançadinha no menino depois que eu urinar, aí sim preciso – gargalhei.

— Você é o pior, mano – ele gargalhou junto.

— Vamos logo.

Entramos juntos no ginásio depois de entregar os bilhetes à menina da recepção, claro que ela fiscalizou nosso cooler, mas como viu só embalagens de energético entramos normalmente. É, sou mesmo um gênio. O ginásio estava muito lindo, todo enfeitado com aranhas, caveiras, abóboras que piscavam, morcegos e outras coisas assustadoras. Projetores lançavam imagens assustadoras no teto. A pista me deixou de boca aberta, toda coberta com iluminação de balada, estava tudo magnífico.

Deixei o cooler em baixo da mesa do ponche. Claro que botei um cadeado com senha, não queria correr o risco de um enxerido pegar alguma coisa. Muita gente estava chegando, era uma fantasia melhor que a outra. Peguei alguns copos, fui até o cooler e peguei uma tequila, antes de sentar numa mesa junto com Bryan. Começamos e beber juntos enquanto jogava papo fora.

Passei o olho pelas pessoas que chegavam e nada das meninas. Hector deixou o carro dele com Jess, assim elas viriam todas juntas. Não demorou e ele chegou junto com Lorran. Assim que nos viram caminharam em nossa direção, sentando-se na mesa com a gente. Servi tequila para eles. Quer dizer, para Hector, como eu já esperava Lorran não aceitou. Cada um com suas escolhas. Aliás a fantasias de Hector era de mágico, ficou bacana nele. A do Lorran era de conde, era o que parecia.

Nós quatro ficamos conversando como bons amigos que éramos. Apesar de tudo considerava Lorran meu amigo, e independente de gostarmos da mesma garota o respeitarei sempre. Claro que há desentendimentos, mas vou tentar conviver com ele normalmente.

O DJ começou a tocar umas músicas leves enquanto o pessoal ia chegando e se acomodando nas mesas em grupo. Outros conversam em grupinhos em pé, ninguém estava na pista ainda. O relógio marcava sete horas em ponto quando as meninas chegaram, e que chegada. Entraram as quatro juntas no momento em que eu bebia um gole de tequila, quase engasguei. Hector, Bryan e Lorran ficaram sem reação nenhuma, apenas as fitou com os olhos brilhando. Não era de se estranhar, elas estavam com fantasias digamos que um pouco curtas. Jessie estava de enfermeira super sexy, aquela era minha prima? Claire estava arrasando de policial, tinha até algemas. Evelyn estava de chapeuzinho vermelho para adultos. Ri baixo, sozinho. Uma lobinha vestida de chapeuzinho, um tanto quanto incomum. Já Anna, meu Deus do céu me dê uma luz, por favor. Ela estava espetacular numa fantasia de anjo negro, e que anjo.

Todas as meninas olhavam para elas indignadas de inveja, realmente me surpreenderam. Elas chegaram e sentaram juntos a nós na mesa. Os casais sentaram um do lado do outro, e como eu e Evelyn somos solteiros sentamos próximos para nos sentirmos melhor. Se caso começasse uma agarração em conjunto teríamos com quem conversar.

Depois da série de elogios dos meninos sobre suas namoradas todos começamos a conversar em aberto.

— É Bryan, hoje tu vai em cana – brinquei, todos riram.

— Vai cumprir regime semiaberto lá em meu quarto – Claire mordeu o lábio e girou as algemas no dedo.

— Morena assim você me mata – Bryan disse rindo. Todos o acompanharam.

O clima estava perfeito, leve e descontraído, como tinha que ser.

— Já Hector anda reclamando de umas dores no corpo, não é cara? – Bryan virou-se pra ele.

— Dores por todo corpo – Hector falou fazendo cara de dor. Gargalhei.

— Eu tenho seu remédio querido, vai ficar internado aos meus cuidados hoje à noite – Jessie disse com voz sexy.

Essa turma não prestava mesmo. Por isso que eu fazia parte dela.

— Nem pensem em fazer piadinha de minha roupa, ok? – Anna pediu rindo.

— Você sabe que de anjo não tem nada – Claire provocou.

— Quem disse que sou anjo? – Anna piscou para ela.

Essas meninas...

— Será que Jean vai ser o lobo mal hoje? – Bryan comentou enquanto bebia um gole de tequila.

Não aguentei e ri.

— Há, muito engraçado Sr. Konery segundo – ela fez careta.

— Já disse que não tenho culpa de ter nascido depois – Bryan fingiu falar sério.

— Irmão, todos sabem que sou o número um – brinquei.

Todos da mesa riram. Ficamos conversando neste clima descontraído por um bom tempo até o DJ começar a esquentar a festa. Tal que veio a minha música preferida, “Glad you came”.

— Bryan, Hector – Chamei a atenção deles e coloquei o dedo indicador no ouvido.

Eles riram, compreenderam o recado. A imagem da Stacy veio por um leve momento em minha cabeça, que vampira. Aquela caçada me mudou, eu aprendi a me divertir e essa música vai marcar uma mudança em mim.

— Vamos dançar pessoal! – Eu disse um pouco alto, já me levantando.

Todos levantaram, menos Lorran.

— Vão indo, daqui a pouco eu vou – ele disse.

— Então ficarei um pouco fazendo companhia a ele – Anna se sentou, sua expressão era de chateação, ela podia tentar esconder isso de todos enquanto sorria, menos de mim.

— Não demorem! – Claire disse enquanto puxava Bryan pelo pulso. Hector e Jessie os acompanharam.

Não estou crendo que Lorran vai fazer isso com Anna, ela merece se divertir. Mas como são namorados fiquei quieto e acompanhei Evelyn. A pista estava lotando, ainda estava tocando minha música. Comecei a me mover no ritmo animado dela tentando esquecer tudo, tentando ser apenas um adolescente.

Dançávamos em grupo tipo uma rodinha e Claire e Bryan dançavam sensualmente colados. Ela havia preso as algemas neles, era engraçado. Hector e Jessie também dançavam juntos, parecia que haviam ensaiado antes tal sincronismo sensual. Evelyn chegou perto de mim.

— Sobramos hein? – ela disse alto ao pé do meu ouvido.

— É isso aí! – Eu disse rindo.

— Acha que eles vão vir para cá depois?

— Pouco provável. Lorran é gente boa, mas ele é meio complicado – olhei pros dois juntos, nem conversavam. Anna estava quieta olhando para o vazio de braços cruzados.

— Vai ficar com ninguém não? – perguntou.

— Só se você quiser me beijar – brinquei.

— Engraçadinho – ela riu. – Não quero estragar nossa amizade.

— Eu sei, nem eu quero. Foi brincadeira – beijei sua bochecha.

Nem percebi que dançávamos juntos em meio à conversa. Essa menina me distraia facilmente.

— Jean, eu te dou cinquenta pratas se tu pegar a nova professora – Bryan disse alto. Ele sabia que não precisava berrar afinal somos caçadores, mas ele fazia questão de que todos ouvissem, era um desafio.

— Logo professora? – fiz uma careta.

— Cinquenta pratas, mano – ele sorriu maldosamente.

Eles ficaram me olhando na expectativa. Logo a professora nova? Tudo bem que ela é linda e jovem, mas sei lá, acho meio difícil. A professora Cintia entrou no lugar da de artes, problemas de família que precisou resolver em outro estado, desde então a bela nos dá aula. Que mulher linda. Pele clara, cabelos vermelhos intensos, lábios carnudos e vermelhos e corpo bem desenhado, uma beldade.

— Eu vou tentar – falei em voz alta fazendo a galera urrar.

— Vai lá Jean! – Claire incentivou enquanto ria.

— Boa sorte, lindão – Jessie piscou para mim.

— Vai lá pegador – Evelyn entrou no meio.

— Essa eu quero ver! – Bryan disse em tom de desafio.

Saí do grupinho e fui andando até onde a professora estava. Ela dançava mais moderadamente, o que não era coeso com sua fantasia, e que fantasia, meu Deus! A linda estava vestida de Zorra, melhor dizendo, a mulher do Zorro.

— Oi Cint – cumprimentei em tom de intimidade.

— Oi Jean – ela sorriu. Achei que me chamaria de Sr. Konery.

— Milagre não me chamou de Sr. Konery – falei.

— Não estou como sua professora, estou aqui para me divertir também – ela expandiu seu sorriso lindo.

— Não está de monitora?

Ela balançou a cabeça negativamente.

— Posso perguntar algo? – pedi.

— Depende.

— Uma moça linda de vinte e dois anos vira professora por quê?

— É o que eu gosto de fazer, sempre gostei de dar aula – ela era estranha. – Mais alguma pergunta?

— Eu teria alguma chance de ganhar um beijo seu? – eu disse sem pensar.

Fui direto ao ponto.

— Você é meu aluno, Jean – ela disse me olhando meio surpresa.

— Acabou de dizer que não estava trabalhando – me aproximei dela.

— Mesmo assim – ela deu um passo para trás insegura.

— Não vou te agarrar, calma – pedi. – Só um beijo, somos jovens, é uma festa – ela deixou que meu corpo encostasse no dela, dançávamos devagar meio sem perceber.

— Não posso perder o respeito de meus alunos – justificou. Ela não deu aquele corte ainda, então pra mim ela também estava querendo, uma hora ela cederia.

— Ninguém vai ver, estão distraídos na festa. E eu sei que você quer – mordi o lábio, a isca estava lançada.

— Meu deus – ela passou a mão em seu pescoço.

Baixei a cabeça devagar chegando bem próximo a sua orelha. Seu cheiro era bom demais, um cheiro suave de flor do campo.

— Você quer? – sussurrei.

Não escutei resposta dela, apenas um suspiro.

— Não me respondeu – falei enquanto fazia meus lábios encostar-se à orelha dela fazendo-a liberar um pequeno tremor em seu corpo.

— Não tente, por favor – ela pediu.

— Por quê?

— A carne é fraca – dizendo isso ela deu um passo para trás e se atirou em meus braços, me beijando com muito anseio. Que lábios essa mulher tinha. Sua língua adentrava minha boca a procura da minha, que logo foi ao encontro da dela. Suas mãos se prenderam em meu pescoço como garras de uma leoa faminta. Já minha mão ocupava sua cintura, e a outra na sua coxa direita.

Ficamos uns cinco minutos nos amassando, sem exagero. Quando nos largamos ela sorriu e balançava a cabeça negativamente.

— Foi tão ruim assim? – perguntei.

— Foi muito bom, mas não pense que não senti o gostinho de tequila em sua boca. A casa caiu pro meu lado.

— Estou encrencado? – perguntei cabisbaixo.

— Claro que não. Como disse antes, não estou como professora ou monitora. E também sou jovem esqueceu? – ela fez biquinho. – Traz um pouco para mim depois.

— Você é demais – arranquei um rápido beijo dela.

— Não faz isso – ela pediu, mas depois liberou aquele sorriso que eu gamava. – Lembre-se, foi só um beijo, nada mais.

— As aulas de artes nunca mais serão as mesmas – brinquei.

— Ainda bem que saio semana que vem, sua professora oficial já está voltando. – ela disse. Que pena, gostei dela.

— O que vai fazer depois disso? – indaguei, apenas curiosidade.

— Vou abrir minha oficina de artes por aqui mesmo, dar aulas particulares.

— Interessante, faça isso mesmo, quem sabe eu não seja seu aluno também – passei o polegar em sua bochecha.

— Quem sabe. Agora vá curtir a festa – ela disse.

— Obrigado pela conversa e pelo beijo – pisquei.

Antes de voltar para galera ainda roubei um beijinho dela. Certamente eu ganhei as cinquenta pratas, mas eu não estava interessado no dinheiro, fiz isso por mim.

— E ai Bryan? – cheguei com um sorriso no rosto.

— O que podemos fazer, não é? Você venceu, não sei como, mas venceu – ele colocou a mão no bolso e pegou a carteira, puxou uma nota de cinquenta e me deu. – Toda sua.

— Guarde e compre algo para Claire. Estão fazendo um mês hoje de namoro, não?

— Como sabe? – Bryan indagou.

— Claire me disse há alguns dias. Sou bom com datas – olhei para ela e recebi uma piscadela gentil. – E de Hector e Jessie também, parabéns.

— Valeu primo – Agradeceu Jessie. – Sabe primo, parece que você e Bryan trocaram de personalidade, ele se aquietou e você se assanhou – ela arrancou risinhos de todo grupo.

— Tenho que concordar – Hector disse.

— Gente, isso que estive pensando.

— Até você Lyn? – olhei para ela fingindo estar surpreso.

— Ah Jean, sabe... – Ela disse olhando para baixo. – É que...

— Relaxa to brincando. Eu só quero ser feliz pessoal, aprendi que não precisa ser certinho para fazer a coisa certa, entenderam?

Eles me conhecem e concordaram comigo, meus amigos de verdade estão do meu lado. Se eu mudei é porque tive motivos, além do mais não estava fazendo mal a ninguém.

— Vai ter comemoração? – perguntei a eles.

— Meus pais foram visitar uma tia minha, a casa vai estar vazia – Claire sorria enquanto falava, já até sei onde isso vai parar.

— Nem precisa explicar – eu dei uma gargalhada. – E você prima, vai comemorar também?

— Na casa da Claire tem um quarto de hóspedes, vai ser lá. Já disse à mamãe que vou dormir na casa de uma amiga, ela concordou – ela mordeu o lábio e olhou para Hector.

— Eita, a casa vai pegar fogo então – todos riram. – Bom divertimento para vocês lá.

— É hoje que aquela cela incendeia! – Bryan, o detento, berrou.

— Já eu vou tirar o coelho da cartola – Disse Hector tirando muitas risadas nossas.

Parece estranho eles estarem fazendo um mês de namoro juntos. Mas foi mais engraçado mesmo no dia que Claire e Jessie obrigaram Bryan e Hector a pedirem de joelhos oficializando o namoro, teve até anel de compromisso. Tudo isso na escola na hora do recreio.

— Vamos dançar! – Gritei.

Voltamos a dançar em grupo, começou a tocar “Chasing the Sun”, a música fez todo mundo pular e eu no meio da bagunça. De repente eles começaram a dançar em volta de mim, meio que um abraço coletivo, só que pulando.

Até ai normal para mim, eu continuei dançando feito louco enquanto eles me rodavam pulando. Até que chegou ao refrão.

— O Jean está com tesão! – Eles gritaram juntos ao invés de “You'll find us chasing the Sun”. Puta que pariu, eles estavam me zoando, mas foi tão engraçado que eu comecei a rir.

E vinha mais...

— O Jean está com tesão! – Repetiram.

E foi assim até a música acabar. Eu ri demais. Quando acabou a música, eles desfizeram o circulo que me prendia, ficamos apenas em roda mesmo.

— Vocês são demais – eu falei alto.

—Também te amamos Spartacus – Claire disse.

Certamente essa estava sendo a melhor festa de minha vida, até melhor que a boate. Começou a tocar “Gangnam style”, advinha o que fizeram? Me cercaram de novo. Quando chegou no refrão onde diz “Oppan Gangnam style” eles trocaram por “ Jean vai te pegar”, isso foi sério. Quase morri de tanto rir, sei que é bobo, mas foi muito engraçado.

— Chega gente! – pedi exausto quando a música acabou. – Uma trégua para bebida.

Todos concordaram. Saí e fui pegar uma bebida para nós.

 

***

“p.o.v Claire”

— Preparado para hoje, meu detento? – eu disse a Bryan, ao pé do ouvido.

Um mês junto com ele, o mês mais feliz da minha vida. Posso afirmar com toda certeza.

— Passou rápido não é? – ele me abraçou e me deu um beijo rápido, sua testa ficou colada a minha.

— Muito rápido – disse baixinho.

— Morena, eu te amo tá? – ele disse me olhando nos olhos.

Senti meu coração acelerar, ele já tinha me dito antes, mas dessa vez foi intenso. Meu Bryan é um homem.

— Eu te amo, menino – eu disse sorrindo feito boba, parecia uma criança.

Depois de um longo beijo ele foi ajudar o irmão com as bebidas. Aproveitei e rumei para o banheiro, arrastei as meninas junto, claro. Normalmente seria Anna, mas ela está diferente, mais distante de mim. Sinto falta da minha antiga irmãzinha, parece que ela está deixando de ser moleca. Ela não pode fazer isso, vai deixar de ser a menina que conheci.

Depois de usar o banheiro e depois de por as fofocas em dia lá mesmo eu saí junto com as meninas. Justo nessa hora Anna me aparece na porta. Trocamos olhares e ela entrou.

— Claire, espere ela – Jess pediu.

— Ela não quer ficar com a gente – eu disse.

— Jess está certa – Evelyn falou. – Só converse com ela, chame para ficar conosco.

— Tudo bem – suspirei e fiquei esperando Anna.

Esperava mesmo que ela me escutasse. Aquele maldito do Lorran já estava me irritando, qualquer hora vou pedir a Jean para descer mais umas pancadas nele. Suas atitudes eram idiotas demais. Não quer se divertir ótimo, agora impedir que ela de divirta? Calma Claire, calma.

— Oi – Anna disse.

— Finalmente – falei para ela. – Que cara é essa? – Perguntei.

— Não, nada – disse sem jeito, acha que me engana.

— Você chorou não foi? – perguntei mesmo sabendo a resposta. Conheço Anna com a palma da minha mão, quer dizer, a parte humana dela.

— Vá se divertir com eles. Vou ficar bem.

Mentirosa.

— Ele não deixa você se divertir? – perguntei já ficando furiosa.

— Não, ele deixa sim. Mas eu não consigo, parece que eu sinto o que ele sente às vezes. Como agora, e ficarei com sentimento de culpa se ir, mesmo ele aprovando, no fundo sei que vai ficar chateado de ter deixado ele sozinho – desabafou.

— Mas ele não quer, oras. Anna isso é uma festa, se não vai se divertir nem deveria estar aqui – falei sem pensar.

— Acho que vou embora – seus olhos encheram de lágrimas.

— Se você chorar eu te bato! – Ameacei. – Por favor, vamos dançar um pouco. Onde está minha irmãzinha? Essa que está aí definitivamente não é ela.

— Não dá, Claire – ela disse. – Eu me viro. Mas e o Jean? Está diferente.

— Como? – indaguei.

— Ele beijou a professora, e está bebendo. É errado!

Essa não parecia a Anna.

— Por que está dizendo isso? – Queria ouvir sua justificativa.

— Fala com ele, acho que ele está extrapolando – não acredito que ela pediu isso.

— Olha Anna, você é minha melhor amiga, mas preste atenção no que eu vou dizer agora. O Jean é meu melhor amigo. Ele me ajuda quando brigo com Bryan, a por a cabeça no lugar. Esse mês nos aproximamos muito, e sabe o que percebi? Ele é só um menino por dentro de uma armadura de caçador. – Agora eu estava desabafando.

— Como assim?

— Esse mês foi puxado demais para ele, tem dormido pouco, tudo bem que ele se adapta a poucas horas de sono, mas e as preocupações? Isso não tem adaptação, ele zela muito por sua segurança, não só a sua como da mãe dele e de todos os amigos. Ele está com a cabeça cheia, ele precisa disso, beber, dançar, beijar garotas. Por que não? Ele precisa de um pouco de normalidade. – Falei demais, mas era preciso.

— Entendi – ela parecia estagnada.

— Veja – Apontei para ele, estava sentando junto com Bryan e Hector dando risada e bebendo. – Ele está feliz. Não posso estragar a felicidade de um amigo, é demais para mim.

— Retiro o que disse. Apenas eu sendo egoísta.

Abracei-a forte.

— Sabe que se precisar de mim estarei a sua disposição, sempre – falei enquanto apertava ela.

— Eu sei, maninha mais velha.

— Alguns meses – ri baixo junto com ela.

Queria que ela fosse comigo, mas não aconteceu. Anna voltou para mesa com Lorran e ficaram conversando. Queria ser uma caçadora para saber o que estavam dizendo. Voltei e puxei Jean pelo braço levando-o até o estacionamento.

— Para que tudo isso? – ele perguntou fazendo uma careta.

— Anna.

— O que tem ela? – sua expressão mudou, parecia preocupado.

— Relaxa, nada demais. Posso te pedir algo?

— Claro. Qualquer coisa – por isso que amo esse garoto, como amigo claro. Já tenho meu Konery segundo, não seria tão gulosa.

— Anna está triste, consegue tirar ela de lá um pouco? – pedi.

— Ela quer?

— Tente. Por ela, por mim e até por você. Sei que não gosta de vê-la triste.

— Claro, vou tentar – imagino que meus olhos brilharam quando ele disse isso.

— Obrigada – abracei-o.

 

***

“p.o.v Jean”

Voltei pra festa junto com Claire disposto a fazer Anna à menina mais feliz dessa festa, Lorran que vá pra merda.

Andei até onde ela estava, sentada numa cadeira quieta na mesa com Lorran, que coisa mais chata. Enquanto isso o som tocava loucamente levando a galera ao delírio. Parei apoiando as mãos na mesa e olhando para eles.

— Lorran, posso roubar Anna por cinco minutos? – perguntei a ele. Se dependesse dele ficariam ali parados até o fim da festa. – Se não quer se divertir problema é seu, mas pode ter o bom senso de deixá-la ser feliz, não pode?

Ele ficou quieto, pensativo.

— Não vou atacar ela – brinquei, talvez sim talvez não, quem sabe?

— Você quer? – ele perguntou a ela que respondeu com um aceno de cabeça positivo.

Ótimo, um pouco de bom senso dele. E eu só fui educado, dizendo sim ou não eu ia levar a Anna dele, estamos numa festa e não em um velório.

— Pode ir – ele disse sério.

— Não vai ficar chateado, vai? – ela perguntou preocupada.

— Que nada – sorriu falsamente. Pelo menos isso...

— Venha, Srta. MacUillis. Agora você me pertence – estendi a mão para ela.

Ela segurou minha mão e se levantou.

— Vou cuidar bem dela – disse a Lorran. – Seria legal se você fosse também, tente se divertir um pouco.

— Daqui a pouco – Sei...

— Espero que sim – afirmei.

Levei Anna até a pista.

— Um segundo ­­– pedi pra ela.

Sem entender nada ela sorriu e assentiu positivamente. Saí rápido passando entre as pessoas até chegar à mesa. Coloquei a senha no cadeado e abri o cooler, pegando uma bebida. Já na pista ofereci a Anna.

— Vai fazer desfeita? – abri a tampa e estiquei para ela cheirar.

— Tequila? – ela indagou enquanto cheirava a boca da garrafa.

Afirmei com a cabeça.

— Eu quero – ela pegou a garrafa e começou a beber sem parar, acho que tomou metade de uma vez, louca.

— Ei! Vai com calma! – tirei a garrafa da boca dela.

Foi engraçada a careta dela por causa da bebida forte.

— E ai? – indaguei.

— Muito bom – ela sorriu e começou a dançar.

— Essa é a Anna que eu conheço – comecei a dançar junto com ela.

A música acabou, mas logo veio outra. Uma música que ela adorava.

— Feel so close! – Ela gritou feliz.

Quando começou a batida da música a doidinha começou a pular mexendo a cabeça para um lado e para o outro, seu cabelo balançando magnificente. É muito princesa mesmo. Não perdendo a batida fui logo levantando os braços mexendo-os no ritmo enquanto saltitava feito pipoca na panela.

— I feel so close to you right now! – Ela cantava alto enquanto dançava.

Tinha que concordar que a música era muito boa. Chegando à parte mais lenta Anna passou a mão sobre meu pescoço e me puxou para mais perto fazendo nossos corpos se encostarem enquanto dançávamos, e que dança. Podia sentir o calor do seu corpo em contato com o meu enquanto mexia sensualmente sua cintura. Como resistir a esse anjo? Não dava, era muita tentação. Mas infelizmente a música acabou e nos separamos um pouco, o DJ deu uma pausa para beber água e fazer a próxima seleção.

— Se divertindo? – perguntei com um sorriso estampado em minha cara.

— Muito – ela sorriu e me abraçou. – Obrigada.

— Não por isso.

Anna tomou o resto da tequila, eu ajudei. De onde estávamos não dava para ver a mesa onde Lorran estava. Fui até um ângulo onde conseguia só para ver se estava lá ainda, estava, porém dessa vez ele ria. Evelyn estava fazendo companhia a ele. Seja qual for à piada ela merece um prêmio fazendo-o rir.

— Jean, você é o melhor – Claire disse surgindo do nada ao meu lado.

— Que nada.

— Obrigada – ela apertou minha bochecha e sumiu de novo.

Essa Claire...

Encontrei Anna de novo na pista. O DJ já estava em seu devido lugar.

— Agora eu quero que cada um ache um par, hora do romantismo galera! – O DJ anunciou fazendo a galera aplaudir e começar a formar par na pista.

— Me concede a honra? – reverenciei-a com a mão esticada.

— Claro – ela segurou a barra do vestido, entrelaçou as pernas e fez uma breve reverência antes de pegar minha mão.

A música começou a tocar, era “You and me - Lifehouse”. Anna passou seus braços por meu pescoço, envolvendo-o, enquanto minhas mãos repousavam um pouco acima de sua cintura.

Sabe aquele momento que tinha que ser eterno? Dançávamos lentamente enquanto um olhava nos olhos do outro. O guerreiro e a anja caída, que par. A música avançou muito rápido, eu não queria que acabasse.

— Amo essa música – ela comentou.

— Eu também, a partir de hoje, claro.

— Por que? – ela perguntou.

— Por que vou lembrar-me dessa dança – expliquei.

— Bobo – ela riu.

A música estava quase no fim.

— Sabia que anjos caídos também voam? – falei. Estava prestes a fazer algo.

— Como?

Então a levantei pela cintura, como um bailarino faz. Era muito levinha, parecia uma pena. Já estava pronto para ouvir seu berro me pedindo para descê-la, mas ela não fez. Pelo contrário, ela sorria com os olhinhos fechados. Deixei-a suspensa um pouco, depois fui descendo devagar a envolvendo num abraço, seus pés nem chegaram a tocar o chão.

— Você é muito bobo – ela sussurrou em meu ouvido. Nossas testas se tocaram.

— Por quê? – perguntei também por sussurro. – Não gostou?

— Adorei – ela aproximou sua boca da minha, digamos que uns três centímetros.

— O que você está fazendo? – Perguntei.

— Nada – me respondeu.

Mas esse nada foi algo. Ela aproximou sua boca mais ainda da minha. Não sei que ela pensava que estava fazendo, apenas fechei meus olhos e contive minha respiração. Seus lábios quentes tocaram o meus, fiquei imóvel. Talvez fosse mais uma alucinação. Antes de eu me entregar ao seu beijo senti uma mão tocar meu ombro e me puxar para trás, me fazendo soltar Anna. No mesmo segundo. De repente uma mão me acerta bem na bochecha, um belo soco. Bateu uma leve tonteira, mas logo me levantei a cabeça. Não precisa nem olhar para saber de quem foi.

— Oi Lorran – sorri para ele.

A cara dele era de muito ódio, não é por mais. Quase beijei a namorada dele, ou fui beijado. Olhei para Anna e vi a cara dela de agoniada. Alguns casais pararam de dançar e ficaram olhando para nós.

— Não acredito que fez isso comigo Anna! – Ele disse furioso, com uma dor sentimental. – Não esperava.

— Desculpa – seus olhos encheram de lágrimas.

— Que foi gente? – Claire chegou assustada.

— Eu tentei beijar Anna – menti. – Ela não queria, fui impulsivo. Me desculpe Lorran, mas se tem algum culpado aqui esse alguém sou eu e não ela.

Fui até Anna e dei um beijo em sua bochecha, talvez não fosse o momento para isso, mas quem ligava?

— Desculpe Anna, não vou fazer mais isso.

Ela assentiu, sabia que estava se sentindo muito culpada. Talvez só fez aquilo por conta da bebida. Certamente era à bebida. Lorran saiu da pista, estava andando rumo à porta.

— Me desculpa Jean – Anna pediu. – Eu não deveria ter feito...

— Vai atrás dele, sei que quer isso – dei um sorriso verdadeiro. Talvez eu tenha chance, remotas, mas não deixa de ser.

— Obrigada por entender – ela beijou minha bochecha e saiu atrás dele.

Anna, Anna, como consegue mexer tanto com meus sentimentos, o que você tem garota?

— Alô? – Claire chamou minha atenção.

— Hein? Ah Claire, o que foi? – perguntei voltando minha mente para a festa.

— Vai me explicar o que aconteceu? – essa pergunta dela na verdade foi uma exigência.

Contei tudo que houve, com detalhes. A danada soltou um gritinho quando eu terminei. Apesar de ela respeitar o namoro de Anna, não quer dizer que ela aprove. Ela sente que Anna deu uma mudada, mas quando está comigo volta a ser a Anna que conhecemos.

Tomei um gole de red label e me juntei à turma, nada de Lorran e Anna ainda. Voltei a dançar enquanto bebia, a noite valeu à pena. Espero sinceramente que eles se acertem, não quero ver Anna infeliz. Sei que a escolha dela ainda é ele, não sei até quando, mas é.

— Bryan, Hector preciso de vocês – meu pai disse aparecendo do meu lado.

Mas o que ele estava fazendo aqui? Na certa notícia boa que não é, a cara dele era de preocupado.

— O que foi pai? – perguntei preocupado.

— Aqui não. – Ele disse sério.

Ele foi até saída, todos acompanharam. Ficamos no estacionamento, distante da festa e de qualquer xereta que tentasse escutar nossa conversa. Pude avistar Anna e Lorran sentados no chão, encostados no pneu de uma caminhonete, estavam abraçados. Mas meu foco agora era outro.

— Então meninos – ele nos fitou. – E meninas – olhou para Jessie e Claire com uma careta. – Uma família desapareceu, eles foram acampar e simplesmente sumiram.

— Acha que podem ter sido pegos pelo indetectável? – perguntei.

— Talvez. É um casal e uma menininha de dois anos. Precisamos achá-los, de preferência com vida – agora entendo o motivo do nervosismo de meu pai.

— Então vamos logo. Não podemos perder tempo – eu disse.

— Jean, pode ficar. Você já fez muito essa semana, merece se divertir um pouco. Pensei em Hector e Bryan porque eles tiveram mais tempo livre para descansar essa semana. Então, vamos meninos?

— Tudo bem – Bryan disse meio frustrado.

— Por mim está ok – Hector mentiu.

Como assim? Bryan tem um encontro hoje, é especial para ele, e Hector também. Deu até peninha de ver a cara das meninas de frustração, mas elas entendiam. Essa era a vida de um caçador.

— Pai eu quero ir, Lorran vai comigo. Os meninos têm um encontro hoje , sabe como é – dei um sorriso maldoso.

— É verdade? – meu pai perguntou.

— É sim – Hector e Bryan falaram juntos com um sorriso imenso no rosto.

— Parabéns meu filho – ele deu um abraço em Bryan. – E você também meu terceiro filho – abraçou Hector.

Meu pai considera Hector e Lorran como filhos, esse cara é um exemplo a ser seguido.

— Juízo vocês hein, usem camisinha – meu pai disse.

As meninas coraram.

— Pai, vamos – eu disse rindo enquanto empurrava ele. – Vai indo falar com Lorran, ele está ali com Anna. – Apontei para onde eles estavam, ele foi até lá.

Voltei para me despedir.

— É isso aí pessoal, são onze horas da noite, mas minha festa vai ser prolongada na floresta – eu ri.

— Irmão, muito obrigado. Te devo essa – Bryan disse.

— Jean, muito obrigada, sacrificar sua diversão por nós – Claire agradeceu.

— Vem cá os dois e me dêem um abraço logo – pedi. Eles atenderam e me abraçaram.

— Cuide bem dela Bryan – eu disse baixo.

— Pode deixar – ele respondeu mais baixo ainda.

— Eu escutei isso! – Claire falou. Eu ri.

Minha noite não ia levar a nada demais, então achei melhor deixar que os meninos desfrutem de seus relacionamentos. Além do mais já saí ganhando, foi um amasso com a professora e um quase beijo da Anna, só de pensar ficava arrepiado. Nos separamos do abraço triplo.

— Agora minha priminha e meu segundo irmão – pedi.

Abracei os dois ao mesmo tempo.

— Cuide bem dela Hector, e se cuidem – eu disse.

— Cuidarei sim – ele afirmou.

— Te adoro primo – Jessie disse.

— Agora tenho que ir caçar um vampiro, ou seja lá o que for. Quero salvar essa família – falei saindo do abraço.

Fui até onde meu pai estava, dentro da caminhonete dele ao lado de Lorran. Anna estava caminhando até onde o pessoal estava. Desviei-me do caminho e fui até ela. Mas antes de chegar nela falei com Lorran.

— Posso me despedir dela, Lorran? – sussurrei, comunicação de caçadores.

— Se contenha – ele bufou.

— Valeu — e ele tem que deixar? Novamente pedi por educação e respeito a ele. E apesar de tudo eu ainda queria ser seu amigo.

Cheguei até ela.

— Oi – ela disse.

— Oi Anna. Só vim me despedir.

— Eu sei. Se cuida, tá?

— Eu vou.

— Me desculpa por hoje, não sei o que deu em mim. Não quero que confunda tudo.

— Mas foi eu quem te agarrou – brinquei.

— Bobo – ela deu um sorriso.

Pronto, noite perfeita.Dei um longo abraço nela.

— Divirta-se mais um pouco, Claire sente sua falta. Vá dançar ok? – pedi.

— Vou tentar.

— Promete?

— Prometo.

— Ótimo. Já ia esquecendo. Se eu ganhar como rei do baile peça a Bryan para me representar

— Claro, eu falo com ele.

Soltei-a e fui até a caminhonete. Dei tchau para todos por um aceno e eles retribuíram. Hora de caçar uns vampiros e salvar uma família, mas claro que ia passar em casa e trocar de roupa. Essa era minha vida, cheia de incertezas e adrenalina, eu sou um caçador.

Sentei ao lado de Lorran na caminhonete. A caminhonete do meu pai tinha apenas uma cabine e a carroceria, na cabine tinha o banco dele e o do carona era alongado onde cabia dois.

— Sem rancor? – pedi a Lorran e estiquei minha mão esperando uma resposta.

— Vai passar – ele apertou. – Na próxima você morre.

Dei um sorriso e confirmei.

Meu pai ligou a caminhonete e partimos.


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Notas finais do capítulo

Ta ai galera. Então, curtiu?
Hoje não tem " Pergunte ao tio J" porque gastei minha inspiração no capítulo, mas qualquer pergunta responderei nas reviews, ok?
Bjo ♥
OBS- Caso os links não abrirem aqui está ele manualmente, copie e cole na barra de endereço.
[Jean - guerreiro] http://portaltudoaqui.com.br/uploads/38287df38bebef36d6bc372adcdf4a5b.jpg
[Bryan - Presidiário] http://www.expofest.com.br/imagens_arquivos/19082007_144815.jpg
[ Lorran - conde] http://www.bbel.com.br/upload_2009/galeria_fotos/117/1_109112143328450.jpg
[Hector - magico] http://portaltudoaqui.com.br/uploads/1610201219274577804283ea88e95179aaf72b35e9e68b.jpg
[ Jess - enfermeira]
http://ak2.polyvoreimg.com/cgi/img-set/cid/68342571/id/RIuPiXfJT_CrnnDWmGWGxA/size/y.jpg
[Claire - policial]
http://ak2.polyvoreimg.com/cgi/img-set/cid/68340043/id/ywxh9hLyQomOdatoXC6h-w/size/y.jpg
[ Evelyn - chapeuzinho]
http://ak2.polyvoreimg.com/cgi/img-set/cid/68338764/id/g4MW7391Qmmbyleg59eiDA/size/y.jpg
[ Anna - anjo negro ]
http://ak2.polyvoreimg.com/cgi/img-set/cid/68337313/id/ejye-QReT3GRddrJPGNGvA/size/y.jpg
[ Cintia - professora]
http://www.cygnuscosmeticos.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/01/tumblr_lxm8xlvUfD1r7zb1eo1_500.jpg
[ Cintia - zorra]
http://www.mrcostumes.com/images/pz/21388/zorro-costume-8005.jpg



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