Oracle - The Beginning escrita por


Capítulo 15
Capítulo 9 - Festa de Halloween : Parte 1


Notas iniciais do capítulo

Oieeeeeeeeee! Sei que devem estar com ódio pela demora, peço desculpas. De verdade. Estou ajudando minha tia na mudança da loja e volto cansado, e este capítulo tem que ser perfeito.
Não me ondeiem por dividir, foi preciso por causa do conteúdo, mas não demorarei a postar a segunda, prometo. Peço também que não me abandonem, por favor '-'.
Boa leitura. Betagem por Grazi ♥



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Acordei no meio da madrugada de uma sexta feira, três e meia. Despertei com um barulho de trovão por perto. Aproveitei o embalo e fui tomar uma água, antes de voltar para cama e me deitar. O barulho da chuva no telhado era tão perfeito, que pra mim soava como música.

Minha semana foi difícil, pois a passei evitando Anna o tempo inteiro. Passei a chegar ao colégio em cima da hora só para não ter que falar com ela. Era o primeiro a sair nos intervalos de troca de aulas. No recreio eu almoçava fora, geralmente na casa da minha tia Kath, mãe de Jess. Já na saída era o primeiro. Eu sabia que isso não poderia durar muito mais, porém não estava pronto para falar com ela, não depois de como ela me tratou.

Ela e Lorran estavam ficando juntos, me recuso a dizer a palavra namoro. Pelo menos voltou a falar com Claire. Anna estava cada vez mais distante de mim, talvez isso fosse melhor para nós dois, ou não.

Peguei o celular e li uma mensagem dela de quarta feira. Dizia “Pare de me evitar, precisamos conversar... Me desculpe”. Fui em contatos e pairei sobre o nome dela. Não devo... Apertei para ligar, em restrito. Chamou algumas vezes até escutar sua voz.

— Alô? – A voz de sono dela era tão fofa, dava vontade de apertar. – Oi? Alguém?

Então ficou quieta por alguns segundos, eu também não disse nada.

— Jean é você? – perguntou. – Fala comigo, é você?

Desliguei. Puxei minha coberta para mim e deitei a cabeça no travesseiro. Fiquei observando a chuva bater na janela até cair no sono.

 

***

 

— Filho, vai lá em cima e desce com uns livros meus, vou fazer uma doação. São os livros que matemática e inglês, tá? – minha mãe pediu.

Eram oito e meia da manhã de sábado. Acordei cedo, sete e meia. Tive uma droga de pesadelo com Anna, foi horrível. Ela estava se afogando e eu não conseguia alcançá-la por mais que nadasse. Era melhor esquecer isso por enquanto.

Subi as escadas correndo e fui até o quarto da minha mãe, abrindo o guarda roupas e puxando uma caixa de papelão grande, que era onde ficavam todos seus livros. Coloquei a caixa no chão e fui separando-os um a um. Como pedira apenas os livros para a doação. Coloquei os livros em uma sacola e peguei os outros para guardar. Quando ia depositando na caixa vi que esquecera um lá dentro. Deixei os outros na cama e peguei esse na mão. Ele era bem grosso e velho, e a capa era roxa com uma letra “V” dourada, nada mais.

Não tinha como não abrir para matar a curiosidade, e foi o que fiz. Na verdade não era livro coisa alguma, era um diário antigo. O “V” era de Valquíria, um diário antigo. Comecei a ler, era fascinante.

Deu meio dia quando terminei de ler, claro que li muito rápido, mas com atenção. O que li não me agradou... Vários relatos de valquírias perseguidas, que perderam a família. Elas descreviam cada sentimento, se culpavam pelo sangue que tinham, dava muita pena.

Outra coisa me chamou muita atenção. Uma tal de ligação entre caçador e valquíria. Um relato de uma delas dizia “Meu casamento estava marcado com Alfeu, ele era humano e eu o amava muito. Estava tudo programado e eu estava muito feliz a cada dia que se aproximava do casório. Faltando uma semana um forasteiro apareceu na vila, seu nome era Mason. Tudo que eu sentia por Alfeu foi minimizando a altura que eu me aproximava de Mason. Tentei desesperadamente me afastar dele, mas era impossível, eu me sentia ligado a ele desde a primeira troca de olhares. No fim eu fugi com Mason a um dia do meu casamento com o pobre Alfeu, o pior, eu não me sentia triste por ele, parecia que a alegria irradiava de Mason a mim...”.

Em relatos de outras valquírias também havia citações de ligações: “E com um beijo eu selei meu destino ao lado de meu protetor...”. Não seria possível, ou seria? Será que Anna estaria ligada a Lorran para sempre? Não... Meu coração acelerou. Se for assim tem que haver um jeito de desfazer isso. No final, quando eu já não esperava ler nada demais, havia um relato de mamãe. Outra vez essa ligação aparece, porém mais para frente havia algo curioso dela. “Foi doloroso, mas eu consegui, tive que partir por amor aos meus filhos, não queria essa vida para eles...”. Ela conta o quanto foi difícil para ela, à distância, até chegar o dia em que eu machuquei aquele garoto. “Era de manhã quando senti algo estranho, por um segundo todas as lembranças ao lado de John sumiram, mas logo depois voltaram. Nossa ligação se fora, eu sabia disso. Mas o tempo que ficamos juntos me fez sentir algo verdadeiro, apesar desse rompimento, o que eu sentia por ele era amor de verdade. Eu simplesmente aprendi a amá-lo de verdade”.

Não tinha mais nada, apenas folhas em branco. Rapidamente digeri tudo que li, e tirei conclusões. Primeira, amor fraterno é mais forte que essa ligação. Segundo, quando me desenvolvi como caçador, que foi quando acertei o garoto na antiga escola, a ligação dela com papai se rompeu. Creio que quando me tornei caçador ela não precisava mais de um protetor, já que seu filho poderia fazer isso. Faz sentido.

Guardei a caixa com o resto dos livros, inclusive o das valquírias e desci com os outros.

— Eu e seu irmão já almoçamos, quando você almoçar tira a mesa, pode ser? – Mamãe disse.

— Sem problemas – respondi.

— Vou passar à tarde na escola recebendo doações e encaminhando, volto à noite. Cadê meus livros que pedi?

— Aqui – entreguei a sacola de livros a ela.

— Obrigada, fofuxinho mais lindo – Ela disse com voz de fofura enquanto apertava minhas bochechas.

— Para mãe, já tenho dezessete anos! – Exclamei, rindo.

— Mas ainda é meu bebê – ela pegou a sacola de livros e me deu um beijo na testa, soltando uma risadinha. – Até mais tarde! – E saiu de casa.

Essa minha mãe, cada coisa que ela inventa. Almocei rápido e tirei a mesa, lavei os pratos e fui pro meu quarto. Chegando lá me joguei na cama e fiquei em silêncio, pensando em tudo que tinha lido no diário. A palavra ligação não sumia de minha cabeça, por mais que tentasse não pensar. Até que bateram na porta. Estranho, Bryan nunca batia na porta antes de entrar no meu quarto.

— Pode entrar.

A porta de abriu devagar e ela entrou, sim ela, Anna. Mas o que ela veio fazer aqui?

— Posso mesmo entrar? – ela perguntou me olhando de jeito sereno e calmo.

Ela tinha me expulsado de seu quarto, sequer deixou eu falar com ela, mas eu não pensava igual. Além do mais eu fiquei feliz de vê-la, apesar de evitá-la a semana toda.

— O que está fazendo aqui? – perguntei.

— Você me chamou.

— Eu chamei? – perguntei, não tinha chamado ela coisa alguma, ao não ser...

— Me ligar de madrugada e não falar nada. Me chamou, ué – ela estava parada na porta.

— Senta aí – pedi a ela ao mesmo tempo em que me sentava na cama.

— Obrigada – ela sentou ao meu lado.

Ficamos olhando um nos olhos do outro por algum tempo, em silêncio.

— Me desculpe – ela disse baixo, rompendo o silêncio.

Respirei fundo.

— Desculpe Anna. Eu queria te contar, mas você sabe como é ter um segredo.

— Eu entendo sim, claro – ela sorriu. Esse sorriso dela era encantador.

— Amigos de novo? – pedi esticando a mão para ela.

— Sempre, meu bobo – ela me abraçou. Por essa não esperava, mas retribuí.

— Não gostei de ficar mal com você – eu disse enquanto respirava o cheiro de seu cabelo, era maravilhoso.

Nos separamos do abraço e ficamos quietos. Ela deu um longo bocejo.

— Não dormiu direito?

— Não – ela respondeu. – Depois que me ligou não consegui dormir.

— Posso saber por qual motivo?

— Sei lá, fiquei pensando. E não pergunte o que, nem eu lembro mais – ela sorriu.

— Relaxa.

Finalmente tínhamos nos acertado, já não aguentava mais ficar longe dessa garota.

— Você ainda não me contou toda essa confusão envolvendo você – foi mais um pedido que uma afirmação.

Neste momento começou a chover forte. Ela ficou olhando para janela com rostinho deprimido. Coloquei o travesseiro em meu colo.

— Deita um pouco, anjo – eu disse por impulso.

Seus olhos se voltaram para mim, surpresos.

— Por que me chamou assim? – ela perguntou.

— É o que eu te considero.

— Obrigada – seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela sorriu radiante para mim.

— Deita – pedi novamente.

— Está bem – ela deitou na cama e repousou a cabeça sobre o travesseiro em meu colo.

— Se sente bem para me contar?

— Sim, você é meu melhor amigo, tem direito de saber.

Comecei a fazer cafuné em seu cabelo enquanto ela começava a falar.

— Eu sou uma valquíria, como sabe. Bom, eu tenho sido perseguida há muito tempo.

— Como assim? – perguntei.

— Um vampiro muito antigo, ele caça valquírias e perseguia minha avó há muito tempo. Ele descobriu que minha avó tinha uma neta valquíria e começou a vir atrás de mim. Não adianta fugir, ele sempre me acha e acaba vindo, por isso mudo tanto de cidade. Eu sempre prevejo a vinda dele através dos sonhos, mas agora não mais.

— Ele é aquele garoto que puxou você na escola?

— Não, esse era meu melhor amigo em outra cidade e foi transformado por este vampiro antigo. Eu gostava muito dele, e me sinto culpada por ele ter se transformado em um monstro.

— Você gostava dele de verdade?

— Demais. Era o único amigo que eu tinha – a voz dela era triste.

— Tem certeza que ele virou vampiro? – perguntei. Eu não tinha sentido o cheiro, nem Lorran que chegou tão perto dele.

— Absoluta. Eles mataram minha avó.

— Então esses vampiros são bem mais fortes – eu disse ao acaso.

— Eles usaram sangue da minha avó, acho – ela já estava chorando.

— Ei, não chore – me curvei e beijei sua testa. – Eu sei que é difícil. Você precisa ser forte, anjo.

— Não dá – ela murmurou baixo.

— Claro que dá, eu estou do seu lado, você vai estar segura aqui. Seus sonhos pararam não foi? – perguntei mesmo sabendo a resposta.

— Sim, eu achei meu protetor. Minha avó tinha dito que quando se acha um protetor os sonhos param, porque não precisamos mais deles.

Eu fiquei quieto por um instante.

— Que foi? – ela indagou.

— Nada, é que minha teoria era outra – dei um riso forçado. – Achei que tinham parado por estar próxima a cinco caçadores.

— Se eu ficar muito distante de meu protetor meus sonhos voltam, pelo menos foi isso que avó disse.

— Deve ser isso mesmo, sabe que minha mãe também é, não sabe?

— Sim, Claire me disse. Preciso conversar com ela depois, bater um papo com minha raça – ela sorriu de leve.

— Ela vai adorar te conhecer.

— Eu também.

Aproveitei o momento e resolvi perguntar algo que estava me incomodando.

— Anna, gosta mesmo do Lorran?

— Sim, muito. Ele me faz bem, sabe? Sei lá. Gosto de estar perto dele, conversar e tudo mais.

— E eu, oque gosta em mim?

— Perto de você eu fico bem também, me sinto a vontade. Sei que posso confiar em você, sabe disso. Sei que cometi um erro em falar tudo aquilo com você, mas foi em um momento de confusão, não era eu mesma. Minha vez, posso perguntar algo?

La vinha.

— Pode – permiti assim mesmo.

— Se pudesse escolher algo, qualquer coisa, o que seria? – Não foi isso bem que pensei que perguntaria, mas essa foi bem vinda.

— Queria ter o amor de uma menina aí... – foi fácil responder.

— Quem? – perguntou surpresa.

— Brincadeira boba – menti. – Não sei bem o que eu quero, e você?

— Eu já tenho. O que eu mais queria era poder ficar em uma cidade, tentar ter uma vida. Não normal, mas uma vida mais tranqüila – ela olhava o teto do meu quarto.

— Eu nunca vou deixar te machucarem – disse a ela.

— Obrigada, mas pode me prometer uma coisa? – ela pediu, agora olhava em meus olhos.

— O que?

— Não me abandone mais, está bem? Não se arrisque tanto, não quero que morra, Jean. Vampiros são perigosos, principalmente esse que está atrás de mim, eu tenho medo por vocês. Eu não quero perder meus amigos, nem você, nem Lorran, ninguém – a voz dela falhou.

— Anna, ele pode ter centenas de anos ou milhares, pouco importa, não vou deixar ele te machucar, entendeu? Nem que eu precise morrer, pelo menos minha vida teve um propósito.

— Não fale idiotice, não vai morrer por mim – ela voltou a chorar.

— Não chore – limpei suas lagrimas que já estavam traçando caminho até sua bochecha com o polegar de leve. – Eu prometo que nada vai te acontecer, está bom? Eu vou me cuidar Anna, eu não sou tão fraco – sorri

— Se cuida mesmo, se algo acontecer a você eu não sei como vou viver com isso.

— Para de pensar nisso.

— Está bem – ela disse por sussurro.

Beijei sua testa novamente e ficamos em silêncio, vendo e ouvindo a chuva na janela. Eu nunca vou cansar de ficar perto dela, era tão gratificante. Lorran pode ter a certeza de que eu vou lutar por ela, não importa que estejam ligados ou não. Meu amor por ela é mais forte que isso, e devagar eu vou mostrar isso.

Nada na vida é fácil, quanto maior o desafio, maior a conquista. Pode levar o tempo que for necessário, mas você ainda vai ser minha. Sei que posso fazê-la feliz e sei que você sente algo por mim, só não pode enxergar por causa dessa ligação. Eu pensei em falar disso para ela, mas depois vi que era melhor não falar. Vou fazer as coisas do meu jeito, conquistando ela aos poucos. É melhor tentar do que ficar chupando dedo no canto do quarto por um amor não correspondido.

Eu mudei, admito, mas essa mudança veio para melhor. Olho para trás e vejo que perdi muito tempo sendo tão certinho, não preciso ser assim para fazer as coisas certas. Se no final Anna ainda escolher Lorran, bom, aí eu tiro meu time de campo e parto para outra. Vai doer? Vai, mas não tenho tanta escolha.

Anna não falava nada. Olhei para ela e vi que tinha cochilado. Como pode uma garota ser tão perfeita dormindo? Parecia um anjo de verdade. Nada vai te machucar, pequena. Não permitirei.

 

***

 

Depois que Anna acordou, levei-a em sua casa. Claire e Bryan ficaram em casa sozinhos. Pensei em deixá-los, então não voltei para lá, fui direto para casa de papai. Afinal uma visita inesperada não fazia mal a ninguém.

Cheguei lá e não vi ninguém, mas o carro dele estava na lateral da casa. Como de costume deixei meu carro ao lado do dele e fui para trás da casa. Ele estava lá, sentado no gramado tomando chá. Sentei ao seu lado.

— Tudo bem Jean? – perguntou preocupado.

— Sim pai, mas e você? – indaguei. Fazia um tempinho que não conversava assim com ele, sentia falta disso. Mas eu sei muito bem que quando precisar ele vai estar de prontidão.

— Estou ótimo. Procurando pista sobre o livro das bruxas.

— É muito importante? – Acho que foi a pergunta mais idiota que fiz.

— Qualquer coisa que fale mais sobre nosso mundo é importante Jean, este livro pode conter muita informação útil – ele tomou um bom gole de chá.

— Sabe que se precisar de ajuda...

— Eu sei – meu pai sorriu para mim.

— Pai, li o diário das valquírias, de mamãe.

— Leu é? – ele disse com olhar de censura.

— Mas foi sem querer, juro. Eu li sobre uma ligação entre...

— Caçadores e valquírias? Eu sei – como sempre meu pai sabe de tudo.

— Mamãe relata que quando me desenvolvi como caçador a ligação entre vocês dois rompeu – falei baixo.

— Eu senti, na hora foi como se minhas lembranças com ela fossem apagadas, mas depois voltaram. Filho, essa ligação é uma forma de proteção, creio eu que um feitiço antigo que liga a valquíria a seu protetor e não dá escolha a ambos. Por outro lado é como se tudo fosse natural, como se você amasse a pessoa.

— Você não ama mais a mamãe? – perguntei baixo, tudo culpa minha.

— Amo e muito. O amor que sinto por sua mãe é natural, pode ter tido início por meio da ligação, mas depois de um tempo junto dela, das lembranças juntos, do quanto ela me fez bem, eu sinto que ainda a amo.

Então mesmo se a ligação romper pode ser que Anna goste de verdade de Lorran.

Resolvi contar tudo a ele, sobre Anna e sobre o vampiro que está atrás dela.

— Filho? – pediu atenção.

— Eu – Voltei minha atenção à conversa.

— Se você gosta dela, lute. Ela pode ter essa ligação com Lorran, mas tente lutar, se a ama de verdade não desista.

— Eu sei pai – sorri forçado para ele.

Por essa e outras que adoro conversar com meu pai, ele me entende como ninguém. Não só ele quanto minha mãe, amo muito os dois. E meu irmão idiota também, claro.

— Vamos fazer uma ronda – ele disse levantando super rápido, bagunçou meu cabelo e me derrubou na grama.

Quando me levantei, ele já tinha sumido na floresta.

— Tente me alcançar se puder! – Berrou distante.

— Acha que corre mais que eu, velho? – gritei enquanto invadia a floresta.


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Notas finais do capítulo

Tá ai, bem simples. Admito, mas a parte 2 vai ser animado rsrs.
Vou deixar nossa " pergunte ao tio J" para a parte dois, ne?
=) Qualquer duvida respondo na review.
Amo voces. ♥



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