Allergic To Love escrita por Camila Dornelles


Capítulo 6
Capítulo 5




            Custou para dormir aquela noite. Hermione se virou de um lado para o outro quase todo o tempo. Ela ficava se lembrando dos olhos de Tom presos aos seus. Do toque macio de suas mãos nela, naquela voz rouca, naquele cabelo, naquele sorriso.

- Mais que droga Hermione! – sussurrou para si mesma.

            Ela não podia gostar dele, não podia se sentir atraída pelo mini Voldy. E ainda tinha Erick, ela lhe dera um fora tremendo, sentia-se culpada por fazer aquilo. Mas era necessário. Agora, eu relação às fotos... Precisava dar um jeito. Mas... Como?

            Amanheceu e ela mal percebeu, só quando Eileen abriu as cortinas de sua cama violentamente.

- O que foi? – indagou Hermione tapando os olhos com as mãos por causa da claridade.

- Hogsmeade. – disse ela simplesmente.

            Hermione se levantou e foi para o banheiro, fez sua higiene matinal e tomou m banho. Como o dia estava quente, colocou um vestido simples e bege com um casaquinho rosa por cima e uma sandália rasteirinha gladiadora bege também. Passou um pouco de Poção Capilar Alisante nos cabelos e os prendeu dos lados, em duas famosas “marias-chiquinhas”.

            Quando saiu, Patrícia e Eileen ja estavam prontas e a esperando.

As três deram os braços e foram para o Salão Principal. Tomaram um rápido café e foram para as carruagens. Adentraram uma vazia e ela partiu para o vilarejo

            Elas foram a Dedos Mel, que Hermione jamais achou ser tão velha assim, e quando passaram em frente, viram Abraxas e Catherine adentrando o Café da Madame Puddifoot, e caíram na gargalhada. Eles até combinavam, mas Abraxas aparentava não gostar muito de ir até o café.

            As três ficaram andando pela vila e resolveram ir para o Três Vassouras. É claro, Hermione se arrependeu profundamente, pois logo que entrou, viu Erick com seus dois amigos conversando.

- Ah olha! – disse Eileen – O Tom. Vamos lá com ele.

            E arrastou Patrícia e Hermione. Tom estava sentado na mesa do canto, sozinho com uma cerveja amanteigada quase intocada nas mãos. Elas se sentaram ao lado dele. Uma de cada lado, e Hermione ao lado de Patrícia.

- Oi Tom! – exclamou ela sorridente.

- O que foi Eileen? – indagou ele.

- Nada, seu grosso. Só queria saber se você pode fazer companhia a Hermione, eu e Patrícia vamos procurar o Tobias.

- O que? – indagou Hermione – Eu vou com vocês!

- Você não vai querer segurar vela – esclareceu Patrícia.

- E você?

- Eu vou atrás do Abraxas.

- Mas o vimos com...

- Vamos Paty. – interrompeu Eileen e puxou a amiga.

            As duas saíram quase correndo do bar. Hermione se levantou para sair dali, mas algo a impediu. Tom segurava sua mão. Ele a forçou para baixo e ela se sentou, mas não o encarou nos olhos. A lembrança da noite anterior à fez ficar super corada e morrendo de vergonha.

- O que foi? – indagou ela olhando para seus pés.

- Nada. Só duvido que tenha mais alguém para acompanhar aqui em Hogsmeade, eu também não tenho. Então unindo o útil ao agradável, fique aqui comigo.

            Hermione sentiu vontade de bater nele, mas tudo o que ele dissera era a mais pura verdade. Deu os ombros.

- Seus sapatos estão sujos? – indagou ele.

- Não, por quê?

- É porque você esta olhando muito para eles. – ele riu com desdém.

            Ela levantou o olhar o encarando brava.

- Assim é melhor. – disse ele – Quer alguma coisa? Uma cerveja amanteigada?

- Sim, claro.

- Eu já volto. – ele se levantou e foi até o balcão.

            Hermione arregalou os olhos. Ele estava até bonzinho comparado com os outros dias. Prestativo até, e um pouquinho, simpático? Ele voltou, mais ao invés de sentar na cadeira que estava, sentou na que Patrícia desocupara, ao lado de Hermione e depositou uma garrafinha frente a ela.

- Obrigada. – falou e a abriu, sorvendo um pequeno gole.

            Tom não falou nada, voltou a beber da sua.

            Os dois encararam a mesa sem saberem o que falar. Os três grifinorios saíram do bar e Hermione escondeu a cabeça, olhando para a parede atrás de si. Não queria que Erick a visse ali, com Tom.

            O mesmo olhou para a parede com curiosidade justamente para ver o que Hermione encarava.

- O que esta olhando?

- A arquitetura nova. – disse sem pensar, a porta do pub se fechou e ela voltou a posição antiga.

            Riddle deu os ombros e também voltou a sua posição antiga. 

-Qual o nome dos seus pais?

-Hellen e Frank Granger.

-Ambos são Puro Sangue?

-Sim.

-Hum, o que eles fazem?

-Meu pai é Inominável e minha mãe trabalha com importação e exportação de objetos mágicos.

Teve que ser rápida e dar uma vida totalmente diferente á seus pais. Não poderia dizer que ambos eram dentistas trouxas.

-Interessante. Sempre leio artigos sobre isso, e nunca vi o nome de sua mãe.

-Ela geralmente trabalha fora do país.

-Ah. Não vai me perguntar sobre os meus pais? - Seu tom de voz atingiu o extremo da malicia e ela soube que as coisas estavam ficando perigosas.

-Sei que é órfão.

-O que mais sabe sobre mim?

-Só o que me contam.

-E o que seria isso?

-Sei que é um ótimo bruxo, que nem sempre age corretamente, é fechado, e tem um clube de amigos muito seletos. – Comensais, ela pensou – Sei que não gosta de trouxas, e que tem um grande plano para o futuro.

-Parece que as fofoqueiras de Hogwarts acertaram. Também ouviu os pobres coitados da Grifinória dizendo que eu sou um monstro malvado?

-Sim.

-E isso não á assusta?

-Me assusta pensar em que todas essas suas características juntas podem te transformar.

-Em nada mais do que eu já sou.

-E o que é?

-Um monstro. Sou um monstro Granger.

-Não é não.

-Tem certeza?

-Você está aqui, é tudo o que do que eu preciso ter certeza.

-Vou acabar te decepcionando, não sou o que você pensa.

-Espero que esteja certo.

-Depois não diga que não avisei.

Sim ela sabia que provavelmente acabaria se machucando, mas já estava atolada naquela guerra até o ultimo fio de cabelo, acreditar que passaria por tudo ilesa, era ingenuidade.

-Oi gente.

Eileen apareceu no bar ao lado do namorado, só para quebrar o clima ruim entre os dois.

-Mione, acho que você não conhece o Tobias, certo?

O garoto era realmente feio. Tinha olhos negros arregalados e escuros, os cabelos eram escorridos e sem vida, e possuíam uma aparência oleosa, o nariz era pontudo e um pouco torto, tinha barba por fazer, era alto e magricelo. E mesmo se não soubesse, diria que aquele garoto era parente de Severo Snape.

-Olá Tobias.

-Granger, Riddle.

Snape cumprimentou com a expressão insossa. Tom o ignorou totalmente, olhando fixamente um ponto acima da cabeça dos três.

-O que estão fazendo de bom?

-Conversando. – respondeu querendo sair dali e se esconder.

-E vocês?

-Estamos procurando Patty e Abraxas, aqueles dois... - Eileen tinha um olhar sonhador, e eu me preocupei.

-Mas Eileen, o Abraxas não está...?

-Temos que ir queridos.

-Mas...

-Até mais tarde Hermione. Tom. Vamos Tob.

O jeito que ela me olhou, deixou claro que aquele era um assunto para mais tarde. O resto da tarde foi agradável, ou melhor, tão agradável quanto uma tarde com o Riddle poderia ser.

-Parece-me que temos que ir Hermione.

-Claro, vamos.

Enquanto ele a acompanhava até a carruagem, Hermione pesava em como aquela tarde tinha sido boa se aquele ao seu lado fosse só um garoto comum, como teria sido bom estar ali por apenas gostar dele, e como teria sido bom que do sucesso de seu relacionamento não dependesse varias vidas. Ao se despedirem para mais uma noite de sono agitado, Tom segurou a mão esquerda da garota entre as suas e depositou um beijo casto, num gesto perfeitamente galanteador. Ao deitar, ela pensou em tudo. Mas principalmente em como faria para explicar para sua lógica, o que sua emoção gritava. 





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