Across The Ocean escrita por Annie Chase


Capítulo 37
O que importa?


Notas iniciais do capítulo

Oi, como vão vocês? Espero que bem. Bom, aqui está mais um capítulo para vocês. Espero que gostem!
Se as coisas vão mal, é porque logo podem melhorar (apostem nisso)
Beijos
Boa leitura
Mais uma recomendação seria muito lindo da parte de vocês! kkk
Ps: Não reparem no nome do capítulo, eu estava sem imaginação.



Pov: Annabeth.

 Eu sentia-me horrível, como podia ser tão burra aquele ponto? Quer dizer, como filha de Atena o mínimo que eu podia fazer para honrar meu parentesco divino com ela seria mostrar-me capaz de tomar decisões corretas, mas nem isso fora capaz de fazer. E agora, aqui estou eu escondida no banheiro da cabine dele, morrendo de raiva de mim mesma por ter cometido estes estúpidos erros. Qual era, afinal, o meu problema? Será que não sou inteligente o bastante para identificar um erro ou uma mentira logo de cara? Minha mãe, nesse exato momento, deve estar se perguntando se sou mesmo sua filha e, se realmente for, o que deu errado em minha criação. Minha vida toda não passara de uma porção de erros que me levaram a terríveis situações como essas. Perseu havia mentido, brincado e usado-me sem não levar em consideração meus sentimentos. A final de contas, Percy mostrara-se um perfeito pirata... não se pode confiar neles, não é mesmo? Eu devia ter ouvido minha mãe, devia mesmo ter ouvido a voz da sabedoria quando pude, mas preferi seguir meu estúpido coração... Preferi arriscar-me e deixar com que aquela aventura amorosa me levasse a lugares inimagináveis, que, pensei erradamente, que seriam perfeitos se eu estivesse com ele.  Mas olhando pelo ângulo certo, eu não havia feito outra coisa durante esse tempo todo se não partir meu coração inúmeras vezes e o partido em milhões de pedacinhos. Depois de tanto tempo, já estava cansada de juntar meus pedaços e começar de novo, ainda achando que poderia ter um final feliz com ele. Desde que Perseu entrou em minha vida, não fiz outra coisa além de sofrer e confundir minha mente. Antes dele, minha vida tinha a fachada de "perfeita" para os outros e eu, durante um bom tempo, era cega o bastante para encará-la assim também. Se ele nunca tivesse cruzado meu caminho a falsa impressão de minha vida "perfeita" ira acompanhar-me para sempre e eu nunca abriria meus olhos para o mundo, teria mantido meu segredo guardado, teria me casado com Luke sem nunca ter conhecido sua real face e teria vivido como uma princesa, exatamente do jeito que fui programada para viver. As pessoas costumam ter razão quando dizem que certa dose de "ignorância" é necessária para uma vida totalmente feliz, nem que isso fosse esconder a verdade do mundo ao meu redor.

 E agora lá estava eu, tentando controlar minha respiração e lembrar de um motivo realmente bom que me fizesse querer levantar e continuar minha jornada. Ninguém conseguiria explicar o que estou sentido... fui usada esse tempo todo, acreditei em falsas juras de amor, enquanto o homem por quem eu estava apaixonada apenas esperava o momento certo para me possuir e depois jogar fora, esquecendo que sou um ser humano.

-Qual meu problema? -perguntei a mim mesma. Não era assim que eu imaginei que seria minha vida com Percy, ficar sentada no chão contra a porta do banheiro da cabine dele chorando incontrolavelmente e questionando se a vida poderia ser ainda pior para mim.

 -Annabeth! -gritou Percy batendo na porta com força, fazendo com que eu me levantasse rapidamente para que a porta não caíssem em cima de mim, caso ele a derrubasse.

-O que você quer? -perguntei gritando, mesmo sabendo que não era a pergunta certa a fazer. -Será que não pode ao menos me deixar... sofrer um pouco! -perguntei secando algumas das minhas lágrimas que caíam livremente pelo meu rosto.

-Você tem que sair daí, agora! -ele disse em tom sério, mas ao mesmo tempo, um pouco forçado.

-Me obrigue! -gritei.

-Não me faça tirar você daí! Você sabe muito bem que eu posso fazer isso! -ele disse. Respirei fundo, tentei controlar minha raiva para não matar aquele homem ao sair do banheiro. Terminei de vestir minhas roupas e abri a porta para encará-lo.

-Não precisa! Já não acha que me humilhou de mais? -perguntei com raiva.

-Não exagere. -ele disse virando de costas.

-Você tem ideia do que fez comigo? Tem ideia de o que estou sentido agora? -perguntei.

-Não... -ele respondeu olhando diretamente para o nada.

-E nem nunca vai saber... -falei com ódio em meu olhar. - você nem merece saber sobre a minha vida, perdeu esse direito no momento que mostrou-me quem realmente você é! -falei gritando. -Faça ao menos o favor de me deixar sair daqui no próximo porto, é o mínimo que pode fazer. 

-Com uma condição. -ele disse com a voz baixa.

-O que você ainda pode querer de mim? -perguntei com mais raiva ainda. -Eu dei tudo a você... meu amor... meu coração... meus pensamentos... meu corpo... -sussurrei a última parte, ainda não conseguira me livrar da vergonha que fora passar aquela noite com ele.

-Quero que prometa-me que depois que sair deste navio nunca mais vai me procurar. -ele pediu, dessa vez tomando coragem para me encarar, por mais sujo e mentiroso que ele fosse, ainda achei que seus olhos verdes pareciam tristes e cansados.

-Por que eu procuraria? Ainda mais depois de tudo que me fez. Você provou ser pior do que Luke... -falei pensativa. -Talvez ele não seja o monstro que você me fez acreditar. Quem sabe ele ainda possa receber-me de volta? -falei tentando arrumar meus cabelos rapidamente, já me preparando para deixar aquela cabine.

-Você não pode fazer isso! -ele gritou e segurou meus pulsos, seus olhos, dessa vez, pareciam assustados.

-Por que não? -perguntei desafiadora e ao mesmo tempo curiosa.

-Porque... ele vai acabar matando você. -ele disse em um tom mais baixo.

-E o que isso importa para você? -perguntei em um grito. 

-Nada. -ele disse prontamente. -Mas você não tem o direito de entregar nossa localização, eu ainda pretendo libertar os meio-sangues. -ele disse rapidamente.

-Eu nunca faria isso. -eu disse e ele respirou aliviado. -Mas por sua causa. -acrescentei, você não merece minha consideração. Mas acabei me apegando ao resto da tripulação. É por eles que falarei nada.

-Ótimo. -ele disse por fim.

-Faça o favor de parar no próximo porto. -eu disse virando de costas, já com a mão na maçaneta da porta. -Eu só espero que você não engane mais nenhuma garota como eu... e comece deixando Rachel fora de seus joguinhos. -eu disse. -Você deve isso a ela. E, por que não dizer, a mim também.  -por fim saí da cabine, respirando fundo e tentando, mais uma vez, juntar meus pedaços.

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 Pov: Atena.

Observei minha filha deixar a cabine do filho de Poseidon. Não era agradável fazer tal coisa com minha filha, mas era necessário. Annabeth tinha de ser protegida, a ameça era muito grande e eu tinha de manter minha filha segura diante dos fatos, ela era uma das últimas esperanças dos meio-sangues, Percy sozinho não poderia fazer nada, mas ela, mesmo só, poderia fazer a diferença. Sei que é errado fazê-la achar que ele não ama, mas nesse momento... ela precisa, primeiramente, continuar viva. Tantas vezes ela fez de tudo para protegê-lo, era a vez dele retribuir o favor, mesmo que assim, machucasse os dois lado. Sei que não parece bom agora, mas é o certo... é necessário!

-Você não podia ter feito isso! -disse uma voz masculina se aproximando de mim, invadindo minha biblioteca.

-Eu fiz o que era certo. -respondi para Poseidon.

-Não podia ter interferido na vida deles!  -ele rebateu.

-Você quer mesmo que todos os deuses sejam esquecidos? -perguntei. -Que todos nós sejamos extintos?

-Você sabe que não! Mas não podia ter separado-os, eles... vão sofrer agora.

-Eles terão de superar. E isso os tornará mais fortes no final de tudo isso, vai ser bom para eles.

-Eles terão de superar. E isso os tornará mais fortes no final de tudo isso, vai ser bom para eles.

-Você acabou de separar duas almas gêmeas e ainda tem coragem de dizer que vai ficar tudo bem? Você não pode afirmar nada! Além do fato de saber que está errada. Eles nunca ficarão bem, estão separados! Pessoas que perdem um amor nunca ficam bem. Eu não fiquei bem. -ele confessou.

-E aí que você se engana. -eu disse em tom baixo. -Eu sei como é, e sei que no fim... faz até bem.

-Como pode saber?

-Olhe para mim agora. -eu disse olhando em seus olhos. -Não pareço mais forte?

-Não, parece mais fria. -ele respondeu. -E isso é mentira... você ainda sofre com isso...eu ainda sofro com o que aconteceu... não se pode superar. -ele disse chegando mais perto de mim, até que mal possamos respirar.

-Mas pode-se seguir em frente. -respondi.

-Não corretamente, o passado sempre estará em nós. -ele disse tocando meu braço e subindo uma carícia até meus ombros.

-Eles podem tentar. -respondi depois que um arrepio passou por meu corpo todo.

-Mas os resultados serão incertos.

-Já está feito. -respondi um pouco mais séria, a medida do possível.

-Concerte isso, eu sei pode fazer e sei que quer ver sua filha feliz, e ela só será feliz se estiver com meu filho.

-... Não posso arriscar... -falei, enquanto uma de suas mãos tocava meu rosto.

-Você precisa... -nossas respirações já colidiam e eu podia sentir o hálito quente de Poseidon em meu rosto.

-Se algo acontecer com minha filha... nunca irei me perdoar...

-Ela nunca perdoará você se souber o que está fazendo. A vida dela não será aproveitada se ela não puder passá-la com ele. Eu sei com é isso. -ele sussurrou.

-O que quer dizer com isso? -perguntei.

 Não recebi nenhuma resposta. E nem me importei com isso. Os lábios de Poseidon finalmente estavam nos meus... fazendo com que minha mente se abrisse para as lembranças que tentei bloquear de nosso passado juntos. Tinha me esquecido o qual bom é poder beijar aquele deus. Eu sabia que era errado! Mais do que errado, mas não podia mais me controlar. Meu coração, mesmo que calado por todo esse tempo, ainda pertencia a ele. Nunca deixou de pertencer. E agora, com esse único beijo perfeito... tenho vontade de trazer a essência de nosso passado para meu futuro... ou, se puder... para o presente. 



Notas finais do capítulo

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Beijos
até mais!