Santuário escrita por Mallagueta Pepper


Capítulo 7
Ativismo


Notas iniciais do capítulo

Gente, vocês devem estar furiosos porque eu demorei para atualizar a fanfic. Deixa eu explicar: quando eu já tinha escrito alguns capítulos, percebi que estava meio que desviando demais a história pra cima da Mônica e do Cebola e não é isso o que eu quero. A história é sobre Ângelo e Nina.
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Se essa fanfic fosse uma refeição, o relacionamento entre Ângelo e Nina seria o prato principal. O resto é apenas um acompanhamento, nada mais. Então eu tive que reescrever muita coisa até achar que tá direito.
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Meu objetivo é falar mais do relacionamento deles. O ativismo da turma, a luta para salvar o santuário e a pendenga entre a Mônica e o Cebola são apenas pano de fundo, um acompanhamento para deixar a historia mais variada. Tenho que tomar cuidado para não deixar que o acompanhamento tome lugar do prato principal.



As garotas distribuíam folhetos tentando conscientizar a população sobre o risco de construir o parque aquático no Recanto do Paraíso. Algumas pessoas pegavam os folhetos, outras passavam direto sem se interessarem.

(Mônica) – Parece que tá todo mundo de cabeça virada com esse parque aquático e nem querem nos ouvir...

(Marina) – O Franja vai entrar em contato com os ativistas que são contra a construção do parque aquático. Eles podem nos orientar melhor sobre o que fazer.

(Mônica) – Isso seria bom. Até lá, vamos continuar com os folhetos. Espero que a Denise tenha atualizado o blog dela.

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Enquanto conversava com os administradores do grupo, Franja mostrava suas pesquisas anteriores para que eles vissem como sua ajuda poderia ser valiosa.

- Eu posso ajudar a catalogar espécies ameaçadas que vivem nessa área. Certamente há muito mais do que eles querem mostrar.

- Se conseguirmos provar a existência dessas espécies, o prefeito não irá autorizar a construção do parque. – Um dos administradores falou. – O problema é que do outro lado, eles também tem técnicos que irão falar que não existe nenhuma espécie ameaçada.

- Então temos que apresentar provas mais concretas. Documentos, fotos e filmagens. Contra isso, eles não terão argumentos.

A idéia foi aprovada e eles aceitaram a ajuda de Franja. Com todas aquelas evidencias, o prefeito não ia ter outra opção a não ser proibir a construção daquele parque.

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- E então, o que a senhora diz? Podemos colocar esses cartazes no mural da escola?

A diretora examinou novamente os cartazes, coçando o queixo. Por um lado, aquilo era por uma boa causa. Por outro lado...

- Eu ainda não sei... todos na cidade estão muito empolgados com a construção desse parque, sem falar na geração de renda que isso trará para a população.

Mônica e DC se entreolharam, tentando não se deixar abater com essas dificuldades. Ela voltou a falar.

- Olha, o parque pode ser construído em outro lugar. Se for construído no Recanto do Paraíso, muitas espécies ameaçadas serão extintas e isso também é muito importante.

- Pode até ser, mas se eles poderiam ter escolhido outro local, por que escolheram aquela área?

DC respondeu.

- A gente conversou com os ambientalistas que são contra esse projeto e eles disseram que a única diferença entre o Recanto do Paraíso e os outros lugares são apenas vinte minutos de viagem. Eles querem construir ali só porque é um pouco mais perto da cidade.

- Só isso? Vinte minutos nem é tanto tempo assim...

(Mônica) - Mas para algumas pessoas, é uma eternidade e agora querem prejudicar muitas espécies ameaçadas só para economizar um pouquinho de tempo.

- Se for assim, podem usar o mural da escola. Só não sei se os outros alunos vão concordar, mas enfim...

Os dois saíram da diretoria um pouco mais animados. Embora a diretora não tivesse mostrado grande empolgação, pelo menos ela não tinha proibido a tentativa deles de conscientizarem os outros alunos.

Eles estavam tão distraídos que nem viram o Cebola os seguindo a uma distância segura. Mesmo sabendo que não estava acontecendo nada entre eles, Cebola não estava gostando nem um pouco de vê-los juntos o tempo inteiro. Aquele DC era mesmo muito abusado, aproveitando da sua ausência para ficar urubuzando em volta da Mônica!

Só havia uma forma de acabar com aquilo, que era se juntando ao grupo. Assim ele ficaria mais tempo junto com a Mônica e dessa forma poderia espantar a concorrência. O problema era que se fizesse isso, estaria ajudando a fada do mato, coisa que ele não queria. Ela não o ajudou quando ele precisou, então por que perder tempo tentando ajudá-la?

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- Ah, tenha santa paciência! Agora eles deram para ficar espalhando cartazes? – Vladmir bradava andando de um lado para outro ao saber dos cartazes que Marina estava espalhando pela cidade.

- E o que a gente faz, senhor?

- De noite, envia uns rapazes para arrancarem essas porcarias. Não quero correr o risco de essas coisas deixarem as pessoas de cabeça virada. E invistam mais na propaganda positiva desse parque! Todo mundo tem que ver os benefícios que essa obra trará para a cidade!

Depois que o assistente saiu, ele sentou-se novamente sentindo a cabeça latejando de dor e um aperto na garganta que ele nunca tinha sentido antes. Mais analgésicos para resolver esse problema enquanto ele pensava no que fazer com aqueles ambientalistas enxeridos.

Negociar e oferecer propinas não estava funcionando e ele não conseguia encontrar meios de sabotá-los. As manifestações eram perfeitamente legais e como eles não faziam nenhuma desordem, a polícia não podia fazer nada a não ser assistir.

“O que eu não posso é deixar que aqueles idiotas provem que existem espécies ameaçadas naquele lugar, isso estragaria tudo!”

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Os elementais e outros seres mágicos assistiam escondidos enquanto algumas pessoas examinavam o local. Ângelo tinha avisado que aquelas pessoas estavam a procura de espécies ameaçadas e extinção e o aconselhável era deixá-los trabalhar em paz. A ajuda deles era muito importante para a preservação do lugar.

Nina acompanhava de longe, junto com outras ninfas. O plano era fazer com que os humanos fossem encaminhados para onde existisse espécies ameaçadas. Assim eles poderiam catalogar tudo. Era uma forma de ajudar a salvar seu Santuário.

- Ora vejam só! Esse pássaro com certeza está na lista de espécies ameaçadas! Franja, vem ver!

- Perfeito! Temos que tirar boas fotos dessa ave!

- Vejam essa espécie de besouro! Eu nunca tinha visto antes!

- Pode ser uma espécie nova e não catalogada!

O grupo seguia filmando, tirando fotos e colhendo amostras para serem analisadas mais tarde. Franja estava muito seguro que com aquele material o prefeito não teria como permitir a construção do parque aquático.

Quando começou a anoitecer, eles foram embora, deixando o local para os seres mágicos. Cada um saiu do seu esconderijo para comentar os fatos daquele dia, enquanto as ninfas se banhavam no lago para se recuperarem das batalhas. Após tomar um banho revigorante, Nina sentou-se na sua pedra de sempre e ficou contemplando o céu, imaginando o que Ângelo estaria fazendo naquela hora. Um sentimento de melancolia encheu seu peito. De que adiantava pensar nele o tempo inteiro? Aquele relacionamento era impossível e não havia nada que eles pudessem fazer.

Cada um tinha sua missão a desempenhar e não havia como escapar desse destino. E ela nem queria. Aquela era sua missão e ela ia desempenhá-la até o fim. Ainda assim, era difícil afastar aquele sentimento de tristeza. Será que ele estava pensando nela? Anjos não podiam amar, então o máximo que ele poderia sentir por ela era pura e simples amizade.

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- E aí, como o Franja se saiu hoje? – Ângelo perguntou assim que Mônica e o resto da turma voltaram das suas atividades naquele dia.

(Mônica) – Ele disse que foi bem, parece que o grupo encontrou muitas espécies ameaçadas. Nos próximos dias eles vão continuar olhando e é capaz de ter mais coisas.

- Isso é bom. E vocês, o que fizeram?

(Marina) – Eu espalhei cartazes pela cidade para conscientizar as pessoas. Denise está usando o blog dela e a Carmen pediu ao pai dela para ver se conseguia conversar com pessoas importantes e próximas ao prefeito.

(Magali) – A gente bem que podia fazer um show com a nossa banda para ajudar a abrir os olhos das pessoas.

(Cascão) – Boa idéia, o problema é conseguir convencer aquele careca teimoso. Dá pra acreditar que ele tá de birra até agora?

Ângelo fechou a cara, irritado com a má vontade do Cebola. Como ele podia ser tão mesquinho? Será que ele não podia entender que Nina não tinha feito aquilo por mal? Mais tarde ele pretendia ter uma conversa com aquele sujeito.

(Mônica) – Depois eu vejo um jeito de convencer o Cebola. a idéia do show é boa mesmo e a gente vai precisar dele.

DC deu de ombros.

- Se ele não quiser ajudar, a gente arruma outra pessoa pra tocar a guitarra. Conheço uma pancada de gente que é melhor do que ele.

Mônica se indignou.

- Colocar alguém no lugar do Cebola? Nem pensar! Nós somos uma banda, esqueceu? Nada disso, tem que ter outra saída. Depois a gente vê isso. Melhor descansar porque amanhã vamos ter uma manifestação em frente aquela construtora. Você vai, Ângelo?

- Claro! Eu tenho que tomar conta de vocês, esqueceu?

- Então a gente se vê.

Ele se despediu dos amigos e foi embora feliz ao ver que as coisas estavam indo bem dentro do possível. Aquela luta não ia ser nem um pouco fácil, mas conhecendo aqueles jovens como ele conhecia, a vitória estava garantida.





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