Good Day Sunshine escrita por Nowhere Unnie


Capítulo 6
Capítulo 6 - Good Day Sunshine


Notas iniciais do capítulo

Como a música Good Day Sunshine fez aniversário de gravação esses dias, eu resolvi fazer um capítulo especial, contando como Megan conheceu Richard, já que a relação dos dois foi inspirada na música *-* Espero que gostem!



O restante daquele dia foi realmente perturbador, ao mesmo tempo em que eu não queria voltar a ver o George e sentir tudo aquilo de novo, eu sentia uma enorme ansiedade e queria que o tempo passasse logo para que eu pudesse estar perto dele mais uma vez. E para piorar a situação, tudo fazia com que eu me lembrasse dele, até a cenoura que minha mãe tinha colocado no prato e havia acabado de me servir. Eu revirei os olhos e comer logo e aquelas cenouras para acabar com elas foi a primeira coisa que fiz.

–Desde quando você gosta tanto assim de cenouras, Megan? Come mais devagar ou vai acabar tendo uma indigestão, garota!

Na verdade eu queria jogar aquelas cenouras bem longe, mas comer era a única coisa que poderia fazer sem minha mãe ficar gritando no meu ouvido depois, o que pelo visto não deu muito certo, porque ela já estava gritando enquanto eu apenas a ignorava e continuava comendo pra terminar o mais rápido possível e sair dali.

–Quantas vezes tento dizer que você deve ter bons modos à mesa?! Mas você nunca me ouve não é mesmo? Bom, pelo menos agora você não está me respondendo de boca cheia, o que já é um avanço! Megan, você está me ouvindo? Já disse pra comer devagar, daqui a pouco vai estar voando comida por aí! Sinceramente? Não sei mais o que faço com você!

Finalmente acabei de comer e resolvi ser gentil, porque precisava sair não só daquela cozinha, mas de casa também.

–Com licença! -Me levantei e, antes de sair da cozinha, olhei para trás por cima dos ombros -Ah, mãe, vou pra casa da tia Elsie... -E saí antes que ela começasse com todo aquele discurso de voltar cedo, porque eu sempre voltava tarde quando ia para lá e toda aquela baboseira de sempre.

Eu nunca me preocupava com o tempo quando estava com o Richard, porque ele sempre voltava comigo quando eu ia na casa dele e, além do mais, o tempo passava rápido demais quando eu estava com ele e eu nunca percebia que já estava de noite, até a tia Elsie me convidar para jantar. Ela não era bem minha tia, na verdade se casou com o irmão da minha mãe quando eu tinha 10 anos e eu ainda lembro do dia em que minha mãe estava tentando fazer com que eu colocasse um vestido enquanto eu lutava contra aquilo me debatendo e tentando sair correndo...

–Eu não quero usar isso, é horrível! Por que não posso vestir um dos meus vestidos normais?

–Eu já disse, querida, não é só um almoço normal como os outros que estamos acostumadas a ir, seu tio Harry acabou de se casar e temos que ir bem vestidas para celebrar.

–Pois se ele resolveu se casar, a noiva dele que vista uma coisa horrível dessas! Que culpa eu tenho?

–Não adianta fazer essa cara feia, anda, descruza esses braços ou vai ficar sem sobremesa e sem brincar com as outras crianças quando chegarmos lá!

Imediatamente eu descruzei os braços, não para brincar com aquelas crianças chatas, mas pela sobremesa.

–Eu não gosto daqueles garotos chatos, eles nunca me deixam brincar com eles!

–Claro, porque você é uma menina, tem que brincar com outras meninas, querida... Suas primas gostam tanto de brincar com você!

Eu bufei enquanto ela passava a gola e as mangas do vestido pela minha cabeça e meus braços com dificuldade, porque eu ainda batia os pés em desaprovação ao vestido.

–Eu também, mas só sabem brincar de boneca o tempo todo e isso é chato! Eu gosto mesmo é de jogar futebol, mas os garotos não deixam...

–Futebol, Megan? Meninas não jogam futebol! Elas brincam de boneca e casinha...

Meu pai logo apareceu na porta do meu quarto, ajeitando o nó da gravata e sorriu para mim, enquanto minha mãe terminava de arrumar o meu cabelo com um lacinho de fita da mesma cor do vestido.

–Você pode fazer tudo o que quiser, meu raio de sol! Se quiser jogar futebol e os meninos não deixam, por que não ensina suas primas a gostar disso também e vocês se divertem juntas?

–Porque elas são umas bobonas que só gostam de bonecas!

–Não se preocupe, quando a gente voltar vamos jogar bola... Porque não queremos que você se suje esse vestido novo, não é mesmo?

Eu fiz uma careta enquanto me olhava no espelho com aquela coisa rosa. Eu parecia mais um bolo de festa, com aquelas mangas fofinhas e redondinhas com babadinhos nas pontas e aquela saia cheia de florzinhas que tinha tanto tule por baixo, que eu mal conseguia me mexer. Por um momento me perguntei se era exatamente essa a função daquele vestido e logo perguntei ao meu pai:

–Papai, pede pra ela deixar eu mudar de vestido, eu juro que vou me comportar! E não vou correr e fico brincando com as meninas sem arrumar confusão, mas isso aqui é horrível!!

–Não é tão ruim assim meu amor, você está parecendo uma princesinha, sabia? -Ele depositou um beijo em minha testa e saiu.

–Não adianta resmungar, mocinha... Você vai com esse vestido e fim de papo! Agora fique quietinha aí e calce esses sapatos enquanto eu acabo de me arrumar. -Mamãe disse saindo do quarto enquanto eu calçava os sapatos e pensava em qual boneca levar para brincar com minhas primas, já que aquele vestido não ia deixar eu fazer nada tão legal assim.

O almoço seria na casa da minha avó, como sempre acontece com todos os encontros de família, porque é maior casa de todas e tem um quintal enorme onde cabem mesas, convidados, crianças correndo e o que mais for preciso. Eu passei todo o caminho com a cara fechada e minha mãe foi no banco de trás ao meu lado tentando me animar, provavelmente para que eu não a fizesse passar vergonha na frente de toda a família.

–Vai ser muito divertido, querida, você vai ver! Sabia que sua nova tia tem um filho? Vai ser mais uma criança pra você brincar!

–Outro primo? Como se os que eu tenho já não me irritassem! Não quero um primo novo, quero um irmãozinho, já disse!

–Megan, já conversamos sobre você parar de falar mal dos seus priminhos e sobre esquecer essa ideia de ter um irmãozinho! -Ela respondia nervosa enquanto meu pai tentava abafar as gargalhadas enquanto dirigia. -Nós já estamos quase chegando e não quero que você fique com essa cara amarrada quando descer desse carro, está me ouvindo, mocinha?

–Tá bem, tá bem... -Eu respondi revirando os olhos e, quando chegamos, peguei minha boneca e tentei ignorar o fato de que odiava aquele vestido, odiava meus primos, odiava essa intrusa na família que era a culpada por isso tudo e já odiava até aquele filho dela que eu ainda nem conhecia.

Assim que minha prima Jenny me viu, veio correndo até mim enquanto seus cachinhos ruivos presos em maria chiquinha por duas fitas de seda azul royal, pareciam pular como molas por cima de seus ombros e logo me abraçou. Ela tinha a mesma idade que eu e era uma das primas que eu menos detestava, porque sempre me entendia e provavelmente também estava odiando seu vestido, que era bastante parecido com o meu, mas azul claro.

–Que bom que você chegou Megs, vem, já tá todo mundo aqui! -E me puxou pelo braço até onde estavam as outras meninas com suas bonecas. Ficamos brincando por um bom tempo, até que eu cansei e disse baixinho para que só a Jenny ouvisse:

–Ei, o que você acha de a gente ir ver o que os meninos estão fazendo?

–Vamos, eu já cansei de brincar mesmo...

Eu sorri e nós fomos até uma área livre, onde os garotos estavam dividindo os time para jogar bola. Quase todos os meus primos estavam lá e todos eles eram chatos, porque nunca deixavam a gente brincar com eles. O mais chato de Todos era Eric, o irmão mais velho e sardento da Jenny. Ele era mandão e todos tinham medo dele por que ser o maior e o mais forte, então os mais novos sempre faziam o que ele mandava e o seguiam como se fossem uma gangue. Junto deles estava um garoto que parecia ser mais velho que todos, mas ainda assim era baixinho e que eu nunca tinha visto antes, então eu já sabia que ele era o enteado do meu tio Harry.

–Vamos ver se eles deixam a gente jogar, Jenny?

–Eles não vão deixar, Megs, você sabe disso!

–Mas você quer, não quer?

–Eu quero, mas... -Ela olhou preocupada na direção do irmão dela e eu entendi porque ela hesitava, mais do que todos, ela tinha medo dele e se ela fizesse qualquer coisa que o irritasse, ele se vingaria dela ali e em casa também. -Não, acho melhor não... Vem Megs, melhor a gente voltar! -Ela disse já se virando, mas eu segurei o braço dela

–Se EU quero brincar, NINGUÉM vai dizer que eu não posso! Não precisa ficar com medo, vem, Jenny! -Puxei ela pelo pulso até onde os meninos estavam. -A gente quer brincar também!

Todos os garotos olharam para a gente e começaram a rir. Mas só Eric deu um passo a frente e falou, em um tom de voz autoritário e rangendo os dentes, achando que poderia me assustar como fazia com todos os meus outros primos bobões:

–Isso aqui não é pra meninas! Saiam já daqui AS DUAS! -Nesse momento eu percebi que se eu ainda não estivesse segurando a Jenny, ela já teria saído correndo dali, porque ela deu um passo para trás, como se isso fosse protegê-la de algum ataque vindo dele.

–Nós NÃO vamos sair daqui e se vocês não deixarem a gente brincar, ninguém mais brinca! -Eu respondi furiosa e os garotos começaram a rir ainda mais alto enquanto Eric dava uma risadinha de escárnio e me perguntava:

–E o que você vai fazer, tampinha? Chamar seu papai?

–Não, eu não preciso de nenhum adulto pra me ajudar, eu posso fazer isso sozinha, seu panaca! -Eu sentia meu rosto queimando de raiva e fui andando a passos pesados na direção de Mick, meu primo gorducho que estava segurando a bola despreocupadamente enquanto acabava de comer uma barra de chocolate e nem percebeu que eu estava me aproximando

–Megs, não! -Jenny percebeu o que eu estava prestes a fazer, e tentou me fazer mudar de ideia, mas já era tarde.

Em um golpe rápido, eu dei um soco na barriga dele e ele, surpreso, logo deixou cair o toquinho da barra de chocolate e a bola, que eu peguei e saí correndo, seguida por todos os garotos que gritavam raivosos e podia ouvir a voz aguda e preocupada de Jenny em meio aos outros gritos:

–Megs, devolve a bola logo!! Vamos voltar e brincar com as meninas!! Megan, para com isso!! Eles vão acabar te machucando!!

Mas eu não me importava, corri o máximo que pude até chegar perto da cerca e logo fiquei encurralada pelos 7 garotos, que me olhavam como cães raivosos, mas, como sempre, só Eric deu um passo a frente e tentou tirar a bola de mim. Aquele menino novo não estava junto com eles, estava do lado de Jenny e parecia se preocupar tanto quanto ela, mas não tive muito tempo para reparar nas feições dele porque dar vários chutes na canela do Eric enquanto segurava a bola com toda a força que podia era uma tarefa que exigia esforço demais. Mas é claro que ele me venceu, por ser maior e mais forte e, assim que pegou a bola, me empurrou contra a cerca e voltou para junto dos garotos enquanto eu caía sentada no canteiro de rosas da vovó, que ornamentava a cerca. Tentei me levantar, mas minhas pernas doíam, nem tanto pela queda, mas pelos espinhos que rasgaram minhas meias e boa parte da saia do meu vestido. Jenny me olhava quase chorando e logo esbravejou com seu irmão, antes de sair correndo:

–Você vai ver Eric, eu vou contar tudo pro papai e ele vai te dar uma surra!

Eu não entendi porque ela estava tão brava assim e como de repente tinha tanta coragem, mas logo vi o que seria são grave a ponto de os pais levarem a sério uma queixa dela. Além de ter rasgado minhas meias e meu vestido, os espinhos das rosas também havia arranhado meus braços e saía bastante sangue do meu antebraço esquerdo. Os meninos apontavam para mim rindo e eu logo levantei chorando, pela dor, pela raiva, mas sobretudo porque não sou tão for quanto pareço ser quando começo a ver sangue. Eu queria avançar para cima deles e bater em cada um com toda a força que aquela raiva me dava, porque eu detestava parecer frágil na frente dos outros, como estava sendo naquele momento. Mas tudo o que eu conseguia fazer era ficar ainda mais nervosa e chorar, até que o baixinho novato chegou perto de mim e eu já estava pronta para bater nele também por vir me perturbar, quando percebi que ele se posicionou à minha frente como um escudo e gritou:

–Você não têm vergonha de machucar uma menina, seu covarde? E vocês tão rindo de que? Não tão vendo que ela ainda é pequena? Deixem ela em paz, seus manés!

–Quem você pensa que é pra me chamar de mané, Richard? -Eu ainda estava surpresa, tentando entender aquela situação, quando ouvi um dos meus primos, que logo foi interrompido por Eric.

–Deixa ele pra lá, Albert! Não tá vendo que ele gosta de brincar com menininhas? Vamos jogar bola, não precisamos dele no nosso time e a tampinha já teve o que mereceu...

Eu ouvi uma algazarra de vozes concordando com Eric e, enquanto os meninos se afastavam, Richard se virou para mim e perguntou preocupado:

–Você tá bem? -E bateu com a própria na testa -É claro que não, como eu sou burro! Olha só como você ficou toda arrebentada, deve estar achando que eu sou cego, né?

Imediatamente eu parei e chorar e comecei a rir. Não só porque ele era engraçado, mas porque quando eu olhava para aqueles olhos azuis, eu me sentia bem, como se o céu inteiro estivesse bem ali e de repente não existisse mais raiva, ou dor, nem mesmo vontade de chorar. Ou melhor, tudo isso existia, mas não valia a pena eu continuar dando atenção àquilo quando tinha algo assim tão belo para ser admirado, bem diante dos meus olhos. Ele também começou a rir e secou minhas lágrimas com os polegares.

–Não se preocupa, Meg, eu vou cuidar de você.

Quando ele disse aquilo, estava falando só de me levar ao banheiro, lavar as feridas do meu braço e até arrumar o meu cabelo, que tinha acabado tão terrível quanto minhas roupas, mas desde aquele momento até hoje, ele sempre cuidava de mim quando eu mais precisava. Até hoje não entendo bem porque eu não disse que eu não precisava da ajuda de ninguém, o que eu costumava esbravejar sempre em situações como essa. Mas ele sempre teve esse efeito sobre mim, de me acalmar e me fazer esquecer de todos os problemas e quebrar todas as barreiras que haviam em mim e que eu geralmente usava para me afastar das pessoas.

Eu tive sorte porque minha mãe não me viu daquele jeito e, quando nós para o quintal, eu estava com tanto medo da bronca que ia levar quando minha mãe visse o estado em que eu deixei o vestido tão adorado dela, que disse para ele esquecer a ideia de pedir curativos pra algum adulto e depois sugeri que nos escondêssemos atrás de uma árvore grande que ficava em outra extremidade da cerca e ele estava me contando umas coisas que ele também aprontava quando tinha a minha idade. Ele não era muito mais velho que eu, mas quando se tem 10 anos, alguém de 13 parece ter vivido bem mais tempo. O nosso esconderijo não durou muito tempo, até porque aquele vestido maldito era tão volumoso que árvore nenhuma seria capaz de esconder a saia dele e, além do mais, eu não conseguia parar de rir com o jeito engraçado que ele tinha de contar aquelas histórias.

–Ah, então você está escondida aí mocinha? -Meu pai se abaixou para examinar meu estado e logo me abraçou. Por cima dos ombro dele pude ver meu tio Harry e o tio Franklin, pai de Jenny, a segurando pela pela mão.

–Não se preocupa, Megs, eu já falei pro meu pai tudo o que o boboca do Eric fez! -Jenny se soltou do pai e se aproximou de mim, afagando meu cabelo.

–Porque vocês não procuraram a gente para cuidar disso, Richard? Olha como ela ficou toda machucada, pobrezinha! -Tio Harry disse preocupado, com as mãos pousadas sobre os ombros do seu novo filho.

–Mas eu já sou grande e consegui fazer tudo sozinho! Até limpei os machucados dela, tava bem pior antes...

–Isso é verdade tio, tava saindo muito sangue... -Quando Jenny falou isso e eu lembrei de como eu vi meu braço sangrando, senti um calafrio e abracei meu pai com força.

–Está tudo bem agora, meu raio de sol, vamos lá dentro colocar alguns curativos nesses arranhões... -Ele me pegou no colo e entrou na casa, acompanhado pelos meus tios e pelas crianças. Ele me deixou no sofá e pediu para que eu esperasse ele voltar com os curativos. Richard se sentou ao meu lado e Jenny ao lado dele. Logo meu pai voltou com uma bolsa de primeiros socorros e queria passar um antiséptico antes de colocar os curativos, mas eu sabia o quanto ia arder e tentava convencê-lo a desistir disso

–Não papai, eu já passei água pra limpar o sangue, não precisa mais disso, vai doer!!

–Mas mais ser só uma dorzinha de nada e se a gente não limpar bem, pode infeccionar e doer mais ainda depois... Você não quer isso, quer? -Meu pai usava o tom de voz mais calmo possível e sempre me convencia a fazer qualquer coisa daquele jeito, mas não dessa vez, porque tudo o que eu menos queria naquele momento era sentir mais dor. Eu cruzei os braços e franzi o cenho.

–Não, não e não!! -Gritei decidida, mas meu pai simplesmente desarmou a posição dos meus braços e já estava pronto para aplicar o antiséptico, então eu fechei os olhos o mais forte que pude, esperando por aquela dor horrível, mas para a minha surpresa, o que eu senti foi uma mão segurando a minha e escutei a voz de Richard falando baixinho no meu ouvido:

–Se arder muito, você pode apertar minha mão.

Ao invés de gritar de dor, como eu sempre fazia, eu só apertei a mão dele, trinquei os dentes ao sentir minhas feridas ardendo e sorri. Não foi bem um sorriso, estava mais para uma careta desajeitada, mas ao mesmo tempo que eu sentia dor, eu estava me sentindo bem como nunca tinha me sentido antes. Papai colocou alguns curativos nos arranhões maiores e, assim que terminou e nós estávamos caminhando para sair da sala, minha mãe entrou pela porta acompanhada pela minha avó as mães de Jenny e Richard. Ao contrário do que eu pensei, ela não fez um escândalo e nem brigou comigo pelo estrago que eu tinha feito na minha roupa. Ela apenas revirou os olhos e suspirou, como se tivesse desistido de tentar dar um jeito em mim, como ela costumava dizer. Tia Elsie sorria e disse, olhando para mim:

–Então essa é a famosa Megan? Vejo que você já conheceu seu novo primo e pelo visto já estão se dando bem.

–Não, ele não é meu primo! Ele é meu amigo, não é mesmo Rick?

–Isso aí, Meg! -Ele abriu um enorme sorriso e passou o braço em volta dos meus ombros.

Todos os adultos que estavam na sala riram, como se aquilo fosse um grande absurdo, mas ele entendeu que, para mim, não era só mais um dos meus primos chatos e, mesmo que o conhecesse só há algumas horas, já sabia que ele era diferente de todas as outras pessoas do mundo. Ele me fazia feliz e não precisava fazer nenhum esforço para isso, ele apenas existia.






Notas finais do capítulo

Gente, mil desculpas pela demora, mas eu tive que resolver alguns problemas e por isso não pude postar antes. Mas, para a alegria de vocês, esse capítulo está enorme e eu sei que vocês adoram isso kkkk



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