Good Day Sunshine escrita por Nowhere Unnie


Capítulo 3
Capítulo 3 - Agir naturalmente




Quando o vi fiquei intrigada, pois Keith e Richard estavam rindo, enquanto ele estava muito concentrado escrevendo em seu caderno e não teve a menor curiosidade em saber o que estava acontecendo de tão engraçado à sua volta.

— Ele é lindo não é?

Ouvi uma voz feminina perguntando e não imaginei que fosse comigo até sentir alguém cutucar meu braço, então me virei para ver quem era. Uma garota de face arredondada que devia ter o dobro do meu tamanho e estava sentada bem na minha frente era a dona daquela voz.

— Olha, eu sei que você não entende nada de garotos, mas se gostou do George é melhor disfarçar um pouco né...

Eu teria mil respostas imediatas para dar, desde “E por acaso eu pedi sua opinião?” a “Quem disse pra você que não entendo nada de garotos? Eu entendo bem mais que vocês, que ficam tagarelando que acham todos lindos e não andam com nenhum!” mas como ela disse isso em um tom de voz que fazia parecer mais um conselho amigável do que uma afronta pessoal, resolvi não responder mal-educadamente, até porque aparentemente essa era menos irritante das três amiguinhas espalhafatosas. Aquele garoto fazia uma confusão tão grande na minha cabeça, que eu fiz algo que jamais imaginei fazer na vida: Estabelecer contato com uma criatura daquelas.

— É bonito mesmo... Quer dizer, claro que não gosto dele! Só acho estranho ele ter chegado assim do nada e... Ei, como você já sabe o nome dele?

Ela fez uma careta engraçada engraçada ao me ouvir e respondeu:

Como assim? Você não sabia que a gente ia ter um novo colega de classe?!

Outra garota irritante que estava ao meu lado logo se intrometeu na conversa, sem nem ao menos me dirigir o olhar, enquanto lixava as unhas:

— Querida, você precisa urgente de vida social! Não se fala em outra coisa há mais de um mês...

Eu fiquei chocada com aquilo e, antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma menina loira que eu sabia que se chamava Lily e estava sentada diante dela e ao lado da primeira, também já estava virada para trás participando da conversa.

— Vocês estão assustando a Meggie, meninas... O que ela vai pensar da gente?

Eu já estava pensando que elas são um bando de fofoqueiras, mas achei melhor permanecer calada e deixar que ela continuasse a falar, porque a curiosidade sobre aquele George era maior.

— Meu pai conhece os Harrison e disse que o filho deles viria para a nossa escola.

— Ah...

Foi tudo o que eu consegui responder e já ia pedir para que ela nunca mais me chamasse de Meggie outra vez, mas não consegui porque elas não paravam de falar e uma interrompia a outra tão rápido que desisti de acompanhar a conversa, atentando apenas para um detalhe ou outro que Lily acrescentava sobre aquele garoto e sem saber ao certo quem estava falando o que quando as outras meninas diziam algo a mais.

Sinceramente, nunca me interessei em socializar com todos os meus colegas de classe e dessas meninas eu mal sabia o nome, mas mesmo assim reconhecia que duas delas eram as senhoritas Watson e Plummer, as meninas de nariz empinado que viviam levando bronca dos professores por conversar demais durante as aulas e andavam sempre com aquela Lily Powell, que era impossível alguém não conhecer. Era a menina mais popular do instituto e todos sabiam seu nome, endereço, telefone e quais eram os membros de sua influente família em Liverpool.

— Ele toca violão, sabiam? Já teve até uma banda...

— Sério? Que banda?

— The Rebels.

— Nossa, adoro músicos! faz com que eles sejam diferentes e únicos, sabe?

— Querida, só aqui em Liverpool devem existir umas duzentas bandas com meninos metidos a futuros astros. Imagina em Londres e no resto do mundo? Se tem uma coisa que eles não são, é únicos!

Dei uma risada ao ouvir essa última frase de Lily, pois pois eu achava exatamente a mesma coisa, e cheguei a pensar que elas ficariam até o fim do dia conversando, até que o professor se levantou e disse:

— Vocês já tiveram tempo suficiente para fazer os exercícios. Peço agora que vocês se dividam em grupos de 4, reúnam algumas partes dos exercícios de cada um e me entreguem como se fosse um trabalho só. Será parte da avaliação, então pensem duas vezes antes de formar esse grupo.

A sala inteira se viu em um alvoroço enorme para a divisão de grupos, mas eu sabia que nós éramos 26 alunos e alguém teria que entregar em dupla. Por instinto, eu ia me levantar para formar a dupla com Richard, mas uma das meninas me perguntou que eu queria fazer parte do grupo delas, porque eram só 3 e eu não vi porque dizer não, afinal, meu amigo também não era o mais inteligente da turma para que eu jamais abrisse mão de tê-lo em um trabalho em dupla.

Não sei se ele também pensou em mim como primeira opção, mas vi que ele e o novato haviam formado uma dupla, o que era bom, porque o tal George parecia ser tímido e deveria estar completamente deslocado naquela confusão de formação de grupos. Essa é uma das coisas que eu mais admiro no Richard, ele sempre se dá bem com todo mundo e não precisa de muito esforço para isso, apenas age naturalmente.



Notas finais do capítulo

Olá queridas leitoras e leitores (nunca se sabe né? kkkk), a partir de agora também vou colocar algumas fotos dos meninos mais ou menos da época em que a fanfic acontecia (: Espero que gostem!