Good Day Sunshine escrita por Nowhere Unnie


Capítulo 27
Capítulo 27 - A noite de um dia infeliz


Notas iniciais do capítulo

Esse capítulo é dedicado à Anna (Beatlemaniac Girl), que pediu um POV do Richard. Eu juro que não estava esperando uma ameaça de morte pra publicar esse capítulo -q É que só consegui hoje mesmo, desculpem a demora!! Vou confessar que tenho sérios problemas com os POVs do Ringo, não sei por que e.e Mas aqui está, espero que gostem...



POV Richard

Eu já sabia que não seria fácil ficar longe da Megan quando tomei aquela decisão, mas não imaginava que até uma coisa tão simples, como acordar de manhã e me levantar, se tornaria tão difícil quando eu lembrava que não iria mais começar o dia com a presença dela. Me virei na cama e fechei os olhos na tentativa de voltar a dormir, mas a luz intensa do sol já tinha invadido todo o quarto e eu só conseguia pensar em como seria esse dia se eu tivesse me encontrado com ela mais cedo.

Eu costumava acordar assim que a claridade do dia transpassava a janela e levantava da cama animado com a expectativa de estar com ela mais uma vez. Ela sempre sorria quando me via e não importava o quanto estivesse cansada ou irritada pelo fato de ter saído da cama tão cedo para ir estudar, ela sempre dizia alguma coisa tão engraçada que me fazia rir como um bobo. Isso sempre me fazia tão bem de uma maneira especial, que eu até esquecia o mundo à minha volta só para ficar admirando sua expressão satisfeita por ter arrancado algumas gargalhadas de mim.

Agora eu não tinha mais nada disso, o sol apenas incomodava meu sono e eu teria que arrumar alguma coisa para fazer durante toda a manhã, então resolvi levantar de uma vez e pegar alguns livros depois do café da manhã, porque esse esforço todo não iria adiantar de nada se eu não conseguisse aprovação nas avaliações.

Passei o dia inteiro ansioso para que pudesse logo ir visitá-la, mas quando finalmente fui à sua casa, ela não estava, então fiquei por lá assistindo televisão, até me cansar e começar a ouvir música. Eu já estava quase desistindo de esperar quando começou a escurecer, cheguei até a desligar o rádio e me levantar, mas queria tanto vê-la que só dei alguns passos pela sala e troquei de lugar, me sentando em uma poltrona. Depois de uma eternidade esperando, escutei um carro se aproximando, seguido por um barulho de vozes no portão, então fui olhar pela janela.

Lá estavam George e Megan, a uma distância tão curta um do outro que parecia até um casal irritantemente apaixonado relutando em se despedir. Eu já sabia que algum dia outros garotos iriam perceber o quanto ela poderia ser uma menina encantadora, mas não imaginava que seria assim tão rápido e ficar olhando aquela cena só fez um ciúme doentio corroer todo o meu interior. A minha vontade era ir até ali e acabar com aquela palhaçada de uma vez, mas meu corpo simplesmente não reagia a nenhum comando, então parei de me torturar e saí da janela, voltando a me sentar no sofá com os braços cruzados e assumindo que a culpa era somente minha por não ter dito antes tudo o que eu sentia por ela.

Mas eu também não poderia fazer isso antes, ela não iria entender, claro que não! Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela sempre achou que garotos eram idiotas e a única utilidade que tinham era para apanhar dela. Era também um fato que ela me achava diferente de todos os outros, o que eu considerava uma grande vantagem e só uma questão de tempo até algo a mais surgir entre nós, mas não esperava que ela fosse descobrir novos sentimentos com o primeiro novato que aparecesse pela frente.

Bufei de raiva ao pensar no que poderia estar acontecendo lá fora, quando a única coisa que eu queria era que a Megan entrasse por aquela porta e viesse correndo me abraçar, dizendo que sentiu minha falta tanto quanto eu senti a sua. Mas ela entrou correndo e nem sequer me viu sentado ali, aumentando ainda mais aquela mistura de raiva e ciúmes que pareciam revirar meu estômago.

Eu sentia que iria explodir a qualquer momento, mas consegui organizar meus pensamentos o suficiente para deduzir que talvez ela tenha se lembrado da minha existência e percebido sua completa falta de consideração ao se esquecer que a gente tinha um encontro marcado.

— Se você ia ligar pra se desculpar por me deixar esperando, ainda estou aqui. — Disse no tom mais seco que consegui, para não transparecer meus reais sentimentos.

— Richard! — Ela exclamou surpresa e com uma certa tensão na voz.

— A não ser que eu tenha mudado de nome e não saiba, é assim que as pessoas me chamam... — Respondi com deboche, tentando esconder minha raiva.

— Richard, seu besta! E de que outro jeito iam te chamar? — Ela começou a rir e se aproximou devagar. — Eu ia ligar pra Lily, mas eu ligo depois...

— E por acaso você ia contar pra ela o motivo de ficar o dia inteiro fora e voltar assim toda feliz, é? — Perguntei erguendo uma sobrancelha.

— Feliz? Eu?! — Megan apresentava uma expressão culpada, como se tivesse feito alguma coisa errada durante o dia inteiro, e hesitou alguns instantes antes de soltar uma desculpa esfarrapada. — Agora você tá aqui comigo, eu tenho que estar feliz, não é? — Mal ela acabou de falar, já estava pulando no meu colo e passando os braços em volta do meu pescoço, acabando com qualquer chance que eu teria de duvidar do que ela dizia.

— Me-Megan, você tá me enforcando! — Eu reclamava do incômodo que aquele abraço desajeitado causava, ainda que estivesse gostando.

— Eu senti tanto sua falta! — Ela afrouxou os braços, sem tirá-los dali, e a abracei de volta.

— Ah, é? Pois não parece! — Respondi por impulso, ao lembrar de toda a raiva que eu tinha sentido há alguns instantes, mas me arrependi de ter feito isso quando ela me soltou e se desfez do meu abraço.

— Isso não é verdade, Richard! Eu estava tão triste sem você que até o Paul McCartney percebeu, daí ele me deu um beijo bem aqui e... Ah, droga!

— O que foi? — Perguntei curioso quando ela parou de falar, ainda com o dedo indicador na bochecha onde ela apontava o lugar do beijo.

— Eu esqueci que essa era a bochecha do Paul e deixei o George beijar! — Ela uniu as sobrancelhas para demonstrar sua irritação e cruzou os braços.

— Então quer dizer que você passou o dia inteiro recebendo beijos desses garotos safados?! E ainda vem colocar a culpa em mim?

— Tá vendo? Por isso eu queria ligar pra Lily, ela sim ia me entender! Ou então a Polly e a Rita, mas você não entende nada! E pro seu governo, eu nem passei o dia inteiro recebendo beijinhos do Paul, porque se eu tivesse essa sorte nem tinha voltado pra casa e ainda estaria com ele, tá bem? — Ela se indignou e tentou se levantar, mas a puxei de volta para o meu colo, porque já tinha perdido tempo demais longe dela.

— Ah, você acha que essa bochecha é do Paul McCartney, é? Mas não é mesmo! — Eu dei uma risada irônica e comecei a distribuir vários beijos nos dois lados de sua face, mostrando o que pertencia a quem ali.

— Não, Richard! Para! Paaaaraaaa! — Ela reclamava desesperadamente enquanto me estapeava de leve, mas também estava se divertindo com a situação. Quando finalmente parei, ela me encarou por um tempo, tentando recuperar a respiração depois de tanto rir. — Pelo menos você não ficou doido igual ao George...

— Por quê? O que aquele magricelo fez? — Franzi o cenho, curioso.

— Na-nada não. Ele só... Ficou meio estranho quando eu não deixei ele beijar da primeira vez.

Eu sabia que ela estava escondendo alguma coisa e parecia até aliviada por eu não perguntar mais nada. Ao que tudo indicava, ele também estava com ciúmes e por isso tinha ficado estranho. E agora eu é que tinha ciúmes e estava com muita raiva por ele estar tentando ocupar um espaço que deveria ser meu.

"Onde já se viu ficar todo enciumado desse jeito, como se ele tivesse algum direito de achar que ela só só dele?! Bem, mas talvez eu, no lugar dele, também ficaria incomodado, mas meu caso é diferente porque sou apaixonado por ela desde... Desde..." Estava tentando buscar na memória uma época exata que eu não era capaz de encontrar, quando ela interrompeu meus pensamentos de repente, me trazendo à tona das divagações.

— Ei, o que você tem?

— Eu?! — Perguntei ainda meio perdido.

— É, pra ficar com essa cara aí...

— Essa é a única cara que eu tenho, sabia? — Respondi para descontrair.

— Seu bobo! — Ela riu e me empurrou contra o encosto do sofá, deitando a cabeça no meu tórax em seguida. Também dei um a risada e a abracei com força, afagando suas costas.

Eu sabia que deveria confessar de uma vez todos os meus sentimentos, dizer que eu não podia viver sem ela ou sequer pensar que talvez outro alguém pudesse tê-la entre seus braços como eu tinha naquele momento, antes que fosse tarde demais. Ela precisava saber que eu não conseguia imaginar meu futuro com outra pessoa, que eu estava morrendo de ciúmes, que eu a amava e queria que ela estivesse comigo para sempre.

Mas fui traído pelos meus próprios medos, eu sabia que ocupava um lugar especial na vida dela, não podia arriscar tudo para no fim ser rejeitado e perder até a amizade que nós tinhamos. Além do mais, agora que a gente não ia mais se ver regularmente, existia uma chance de ela perceber que gostava de mim mais do que um amigo. Eu julgava ter ainda um bom tempo para isso e achei melhor deixar tudo como estava, por enquanto. E George não era necessariamente um problema. Como seu amigo, eu sabia que ele era tão inexperiente com garotas que não poderia ser mais rápido ou esperto que eu. O problema maior seria ela gostar mesmo dele, me deixando sem chances.

Na verdade, o problema maior era que os dois viviam juntos e eu não podia fazer nada para impedir isso. Claro, porque a culpa era toda minha por ter abandonado tudo — como ela gostava de dizer — e deixar o pobre do meu colega da dupla de classe sozinho, precisando de ajuda no último trabalho, que era o mais difícil. Depois veio a desculpa das provas finais e, como cada um de nós tinha conteúdos diferentes para estudar, só voltamos a nos ver depois da última prova que, por sorte, não reprovou ninguém. Mas embora ela não me contasse nenhum detalhe de sua vida sentimental, eu andava bem informado porque a Lily me contava tudo e garantia que, se acontecesse alguma coisa, Megan iria correndo avisar a ela e à sua irmã.

Então as férias chegaram e nem assim aqueles dois se desgrudavam, eu perdi as contas de todas as vezes que fui até a casa dela e me avisaram que ela tinha ido visitar o George. E eu achava que as férias seriam um ótimo momento para passarmos mais tempo juntos, mas foi uma doce ilusão.

Em uma daquelas semanas de férias, eu estava em casa sem fazer nada muito significativo, até que o telefone tocou e fui atender.

— Alô?

— Oi Ritchie, é a Lily! Escuta, a Meggie tá aí com você? Tem uns 3 dias que ligo pra casa dela, só que ela não para mais lá...

— Comigo ela não tá não, já tentou ligar pro George? — Enfatizei com certo desprezo seu nome, mostrando quem é que vivia com a Megan agora, ao invés de mim.

— Ainda não, mas tenho que falar com ele também. Preciso que vocês venham pra minha casa no sábado, é muito importante! Se você encontrar com ela, avisa por mim?

— Tá bom, pode deixar. — Respondi desanimado. Ela já ia se despedir, mas pareceu se lembrar de algo em um sobressalto.

— Ah, Ritchie!

— Quê?

— Vê se toma jeito e se declara logo! Você não vê que até o George já passou na sua frente?! — Ela me repreendia com uma certa impaciência no tom de voz.

— Não é assim tão fácil quanto parece, Lily, você sabe! E ainda eu nem sei como dizer tudo o que eu sinto...

— Ai, Richard, na falta do que dizer, vai direto pra ação! Ou vai dizer que isso também é dificil pra você? — Ela perguntou brincalhona, para me perturbar.

— Não, mas também não posso sair agarrando a Megan e mostrando tudo o que eu sei fazer de bom, né? — Respondi com um leve sorriso maldoso.

— Bom, se você fizer isso, quem sabe ela não se apaixona de vez? — Lily sugeriu malandramente.

— É, pensando bem, até que é uma boa ideia, né? — Eu concordei por fim e começamos a rir.

— Bom, agora deixa eu desligar porque ainda tenho que caçar a Meggie e o resto do pessoal... Até logo, Ritchie!

— Até, Lily! — Balancei a cabeça negativamente, ainda rindo, quando coloquei o telefone de volta no gancho.

Me esparramei no sofá de casa e liguei a TV, tentando não pensar no que aqueles dois estariam aprontando, porque já havia se tornado um hábito traicoeiro da minha mente ficar especulando seus atos. No fim da tarde, recebi uma visita surpresa.

— Olha só quem resolveu aparecer! A Lily estava te procurando...

— Eu nem sumi, seu bobo! — Ela me deu um empurrão de leve, sem parar de falar. — Você também vai pra casa da Lily, né? O George me deu o recado.

— Vou sim, ela me ligou mais cedo.

— E ela te disse o que queria?

— Não, só falou que era importante...

— E você não ficou nem um pouquinho curioso, né? Garotos! — Ela revirou os olhos em reprovação. — O George também não perguntou nada, eu vou ligar pra ela quando chegar em casa, então.

— E você só veio me procurar pra saber o que a Lily queria, é?

— Claro que não, seu besta, eu já estava com saudade!

Ela jogou os braços ao redor do meu pescoço, então abandonei todo o orgulho causado pelos ciúmes e só aproveitei mais aquele precioso e raro momento que teríamos juntos.

No sábado, fomos juntos para a casa da Lily e, chegando lá, havia mais algumas pessoas do colégio e outras tantas que eu não conhecia, mas que deveriam ter a mesma faixa etária, ente 14 e 15 anos. Fomos os últimos a chegar e uma Lily impaciente mandou que a gente se acomodasse, começando então a expôr os motivos pelos quais havia chamado todo mundo ali.

— Bom, como vocês já sabem, meu aniversário de 15 anos está chegando e vai ter uma festa tradicional, então reuni vocês aqui pra avisar que foram os amigos sortudos escolhidos para me acompanhar na valsa! Nós já vamos começar a ensaiar porque essa tem que ser a melhor festa que Liverpool já viu!

Todas as meninas começaram a trocar ideias entre si animadas e reparei que Polly Plummer dava gritinhos e, sabe-se lá como, conseguia pular e bater palmas ainda sentada na cadeira.

— A Cynthia convenceu o Stuart Sutcliffe a ser meu príncipe! — Ela enfatizou o nome do seu par com entusiasmo e uma onda de gritinhos comemorativos, vindos de todas as meninas presentes, invadiu o local. — Pena que ele não pode vir hoje ao primeiro ensaio... — Seu semblante se mostrou desanimado ao dizer isso e percebi que não tinha sido a única, por algum motivo, Megan também estava com a mesma expressão. — Mas vão escolhendo seus pares, porque o próximo ensaio já vai ser completo!

— Lily, o Stu e a Cyn já estão namorando? — Megan perguntou com um interesse anormal, digno das outras meninas escandalosas presentes.

— Não, Megan! E se você quer tanto ver o Stu namorando alguém, namora você com ele! — Lily respondeu levemente irritada e eu não entendi o porquê, devia ser alguma "coisa de menina", como elas diziam.

— Eu iria mesmo, se ele estivesse aqui agorinha! — Megan retrucou, cheia de si.

— Espera aí, Meggie, achei que a gente tinha algo especial! Quer dizer, você vivia dando aqueles sorrisinhos pra mim e tudo mais, pra agora dizer bem na minha cara que queria namorar o Stuart? Eu ia até dançar contigo, mas você magoou meus sentimentos! — Era óbvio que Paul McCartney não falava sério, mas ele disse aquilo de forma tão dramática, que mereceria até o papel principal em uma peça de Shakespeare.

— Não fica assim, eu danço com você, Paul! — Rita se apressou em correr para o seu lado e "consolá-lo".

— Desculpa, Paul, você ainda é o garoto mais bonito da escola, sabe? Mas é que o Stu é o mais bonito do mundo inteiro! — Megan também tentou se desculpar, exagerando até demais no tom de voz sonhador e empolgado ao falar do tal Stuart.

— Bom, já que o McCartney saiu da jogada e o Sutcliffe, além de não ter vindo, já é o par da Lily, acho que eu é que vou ter que dançar com você, Megan!

Assim que acabei de falar, percebi que ela deu um sorriso sem graça e houve uma troca de olhares incômoda entre ela e George, que tinha acabado de se aproximar.

— Sabe o que é, Richard? Eu já tinha prometido pro George que ia dançar com ele... — Ela encarava a parede por cima dos meus ombros enquanto se explicava.

— É verdade, tem tempo que ela me deve isso! — O magricelo desaforado acrescentou e logo a puxou para onde estavam os outros pares recém-formados.

— Ótimo! — Eu resmunguei, revirando os olhos contrariado, e mais uma vez aquele ciúme perturbador me invadiu.

— Você vem comigo, bonitão! — Eu nem saberia que aquela voz estava se referindo a mim, se uma mão não agarrasse meu braço de repente. Para minha surpresa, vi que aquela era a senhorita espalhafatosa Plummer.

Mal consegui me concentrar no ensaio, o que rendeu vários gritos por parte da Lily para que eu fizesse os passos direito e algumas reclamações da Polly por estar pisando nos seus pés. Eu achava que estava na vantagem mas era um terrível engano, que só eu não enxergava. Percebi então que deveria fazer alguma coisa em relação a isso e tinha que ser o mais rápido possivel!



Notas finais do capítulo

No próximo capítulo já vai ser a festa da Lily!! Preparem-se porque vai ter até uma narração especial porque um POV só não é suficiente pra tantas emoções!! rsrs Já vou adiantando algumas coisas, porque vocês sabem que não consigo me segurar:
—Vai ter um beijo surpresa!
—Vai ter alguém finalmente se declarando pra alguém!
—A Megan vai começar a namorar o Stu ♥ Ok, isso não kkkk Desculpe te desapontar, Meggie querida :P
—Ninguém ficará só na maior festa que Liverpool já viu!!
Amanhã volto às aulas de manhã, mas estarei atualizando o cel compulsivamente esperando os reviews, as ameaças, os xingamentos, etc, etc... rsrsrs
E como já estava há quase 4 meses de greve sem ler nem fazer os trabalhos que deveria, peço que por favor tenham um pouquinho mais de paciência comigo...
E mais uma vez obrigada por estarem sempre aqui!! ♥