Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 3
~ Pace ~


Notas iniciais do capítulo

*Jurosolenementequenãovoufazernadadebom*
BÃ-BÃ
Aqui está o ooooutro *u*
-ainda to vomitando com o seu manuscrito Roli...
NHÓ, aproveitem ^-^





TRÊS:

– Hermione? – olhos azuis cintilaram hesitação ao me receberem. – o que faz aqui? Está tudo bem?

Meus olhos estavam ardendo, em parte devido ao vento frio, em parte devido à imensa vontade de chorar.

– Briguei com Fred. – eu disse com a voz rouca e sufocada.

Ele abriu a porta e foi me puxando para dentro, dizendo que eu era louca de sair apenas com uma blusa fina naquele frio horrível.

Eu tinha pensado em ir para a casa dos Weasley, ficar com a senhora Weasley, mas seria o primeiro lugar que Fred iria procurar, pensei em ir para Hogwarts II, ficar com Harry e Rony, mas também seria um lugar óbvio. Por fim resolvi ir para casa de Ian. Ele morava em um apartamento no Beco Diagonal a umas duas quadras da ‘Floreios e Borrões’.

Ele tinha colocado um cobertor de lã em meus ombros e me entregava agora uma xícara de chá de maracujá com mel. Era a segunda vez que eu vinha em sua casa, há aproximadamente duas semanas ele topou com Bellatrix Lestrange, Fred conseguiu resgatá-lo, mas ele ficou muito debilitado, então eu fiquei aqui cuidando dele.

– Desculpe pelo frio, mas o sistema de calefação está com problemas. E eu acabei de chegar, então ainda não esquentei o apartamento. – ele sacou a varinha e murmurou um feitiço qualquer que como se fosse um gás se expandindo foi esquentando a sala pouco a pouco.

Era um apartamento bonitinho, chão de madeira clara, tapete felpudo marrom combinando com o sofá cama. Tinha uma estante cheia de livros e os mais diversos filmes, um rádio e uma velha vitrola trouxa. Não tinha televisão, apenas um notebook aberto em cima da mesa redonda de vidro que ficava no canto oposto da sala. A cozinha era dividida apenas por um largo balcão de granito, era ampla e tinha a pia cheia de louça, a parede era de um amarelo queimado que dava um ar muito familiar para o apartamento; um pequeno e curto corredor dava para duas portas, provavelmente quarto e banheiro. E em cima da estante, um porta retrato prata, e nele uma foto bruxa dele e de Liza, sua antiga namorada a qual foi morta pela irmã de Ian, Cameron Feline. Liza estava com seu chapéu de máfia clássico, ambos faziam caretas e sorriam, pareciam extremamente felizes na foto.

– O que aconteceu? – Ian me trouxe novamente para a realidade.

Depois de observar a foto dele e de Liza, achei ridícula a minha discussão com Fred. Irritar-me com coisas tão banais. as vezes eu esquecia como fora horrível ficar sem ele.

Contei-lhe a história toda, omitindo novamente o fato da minha gravidez.

– Você sabe que ele não fez por mal. – Ian disse com um tom de voz ameno – ele só ficou com medo de te perder, e você sabe que as pessoas fazem burrices quando estão com medo.

– Mas então ele vai viver com medo, e agente vai viver brigando, por que eu sei que não vou mudar. – eu disse frustrada.

– Hermione querida, menos, bem menos... - ele disse afagando minhas costas – ele exagerou, deve estar estressado e tudo mais, mas depois da mijada que você deu nele, eu duvido que ele volte a falar asneiras sem pensar... E essa guerra não é para sempre. Mas para passar por ela tem que ter nervos de ferro.

Suspirei.

– É você tem razão... – eu disse soltando o ar pesadamente. – mas eu posso ficar aqui hoje? Só até a poeira baixar?

Ele ergueu uma sobrancelha e disse com seu tom brincalhão.

–Não! Até parece...

Eu apenas ri.

– Já jantou? – perguntei.

–Não, mas não precisa se incomodar eu...

Levantei-me com um solavanco e o interrompi me dirigindo para a caótica cozinha.

Ele apenas riu, observando enquanto eu começava a lavar a louça.

– Sabe, eu poderia fazer o papel de cavalheiro que não permite que a visita faça nada, mas já que é você... Aproveita e prepara um suco – ele disse se espreguiçando e se sentando no balcão de granito.

– Ah seu lazarento, vou cuspir na sua comida. – eu disse me virando e jogando espuma nele.

Ele colocou Beatles e começou a cantar do meu lado, dizendo que iria me ajudar me dando apoio moral. O resto da noite foi uma putaria só. Arrumei a cozinha e o fiz arrumar a sala, preparei panquecas de milho –era só o que tinha na geladeira dele- e depois comemos leite condensado. Ele me emprestou um pijama dele que ficou muito largo em mim, por fim me colocou para dormir na cama, enquanto ele ficava em um colchão ao lado da cama. Ele me convidou ainda para passar lá no dia seguinte e irmos juntos para o trabalho. Aceitei o convite. Quando finalmente fomos dormir eram quase 02h00min da madrugada.


Estou bem e segura, conversamos amanhã. -HG.”


Eu mandei antes de dormir a mensagem pela moeda, cansada demais para pensar.


***

Levantei cedo, Ian tinha ajeitado a mesa do café. Comi e me despedi do moreno descabelado e com a cara amassada. Devolvi-lhe o pijama agradeci por tudo e rumei para o colégio, com a promessa de passar lá depois da escola.

Cheguei ao colégio cedo, eram 05h50min e fui direto para o salão comunal da grifinória, subi as escadas e cheguei ao dormitório comum feminino. Esgueirei-me até Gina, sacudindo-a bruscamente.

– Hã... O que? – ela levantou alarmada, tateando pela varinha, os cabelos desgrenhados cobrindo-lhe o rosto, mais parecia um periquito descabelado. – Hermione? – ela me reconheceu por fim, voltando a se deixar cair no travesseiro afundando-se nas cobertas. – Fred esteve aqui ontem de noite, estava louco atrás de você...

–É... Quando você acordar eu te explico, mas Gina eu preciso que você me empreste um uniforme. – eu sussurrei, afinal elas só deveriam começar a acordar lá pelas 7:00.

Ela sacudiu a mão, apontando para o seu malão de olhos fechados.

– Pegue o que quiser.

E voltou a ressonar tranquilamente.

Peguei a blusa, a saia e a meia calça, bem como um casaco sobressalente que ela nunca usava.

Gina sempre usava o suéter de lã no colégio, nunca a tinha visto usar aquele casaco que mais parecia um desses blazers que se usa em colégios internos para jovens gênios.

Vesti-me e deixei minha antiga roupa também no malão de Gina. Aquelas roupas ficavam ligeiramente apertadas e aquela saia estava curta demais para o meu gosto.

Rumei para o salão principal, onde os únicos seres viventes eram McGonagall, Flitwick e, acredite quem quiser, Lino.

– Ah, senhorita Granger. – Minerva disse surpresa a me ver ali. – por que tão cedo aqui?

– Houve alguns contratempos. – disse vagamente. – precisam que eu faça algo?

– Na verdade Lino está com problemas com uma goles descontrolada, mas já estamos resolvendo. Senhorita, eu creio que o senhor Weasley esteja...

– sim, sim – eu disse ligeiramente corada, e brava por Fred ter feito esse estardalhéu todo. – houve um desencontro, mas tudo já foi resolvido.

Vendo que não era necessária, dei as costas e fui estudar na biblioteca e fazer os 30cm de pergaminho para a aula de Runas.

O tempo se passou e eu vi que já era hora do café, guardei os livros e ajeitei meu pergaminho em baixo do braço. Tinha deixado minha mochila em casa e estava sem meu material.

Saí pelo corredor calmamente, meus olhos estavam muito pesados e eu realmente precisava dormir.

– Senhoria Granger! – uma voz entusiasmada gritou ao fim do corredor do terceiro andar.

Deparei-me então com Nick.

– Nossa, você se vestiu assim para o nosso encontro?

Fitei o loiro sem compreender bulhufas, ele estava com o uniforme da Corvinal tinha um sorriso alegre, e por mais que ele fosse apenas uns três centímetros mais baixo que eu, tinha um jeito de criança inegável.

– Encontro? – repeti.

Lembrei-me então de ter prometido tomar café da manhã com ele.

– Ham, eu não diria encontro... – eu disse sorrindo meio sem jeito.

Ele riu e começou a andar, o acompanhei.

– Senhor Dem...

– Nick! Por favor, se mais alguém me chamar de senhor acho que vou ter um treco... Então, me chame de Nick. – ele me lançou um sorriso ladino e maroto, assustadoramente parecido com os sorrisos Weasley.


Em caso de sorriso Weasley, mascaras de oxigênio cairão automaticamente, reze para dar tempo de fugir pelas saídas de emergência, localizadas nas partes dianteiras e traseiras desta aeronave.


– Certo, então Nick, o que achou da escola?

Ele colocou as mãos nos bolsos e balançou os ombros.

– Gostei até, os professores são rígidos, mas as aulas são divertidas, e a maioria é legal...

– A maioria?

– Pois é, eu estou tendo problemas com alguns alunos da Sonserina e um grupinho de valentões da Grifinória.

– Da Sonserina vá lá, mas problemas com grifinórios? O que você fez?

– Ah, conhece uma tal de Dafne Greengrass?

– Sim, mas ela é da Sonserina...

– É, mas ela foi simpática comigo, e parece que os sonserinos não gostaram muito, e um garoto, Córmaco sei lá do que está tentando sair com ela, e um grupo de sonserinos começaram a brigar com um grupo de grifinórios, e no fim os dois grupos passaram a me odiar.

Não me contive e comecei a rir.

– Que sorte hein? Mas não se preocupe, vou enquadrar o Córmaco e seus amiguinhos. E aqueles sonserinos... Sempre causando problemas...

Sentamos-nos a mesa da Corvinal, e ficamos conversando, o salão ainda estava meio vazio, e os Corvinais que chegavam me olhavam com estranheza. Muitos não iam com a minha cara, a final eu roubava um pouco do brilho dos ‘sabe-tudo’ da Corvinal.

– Quem é Fred? Sabe, ontem ele estava te procurando no dormitório masculino... – o loiro indagou enfiando um pedaço de bolo na boca.

Cocei a cabeça meio constrangida. Eu iria arrancar a sobrancelha daquele ruivo escandaloso com uma pinça!

– Olá Hermione, o que faz aqui? Olá Nick... – Luna interrompeu repentinamente se sentando ao meu lado.

– Oi – eu e Nick dissemos em uníssono.

– Hermione está em um encontro comigo – Nick disse simplesmente, tomando um gole de seu suco.

Eu quase cuspi toda a comida da minha boca.

– O que? Não!

Luna riu-se.

– Já falou com Fred? Ele estava...

– Me procurando, já sei... – senti meu rosto queimar.

– Quem é esse cara afinal? – Nick disse passando a mão nos fios loiros e afastando a franja bagunçada do rosto.

– Ah... Meu namorado. – eu disse beliscando um biscoito de chocolate com avelã da Winky. Eram os melhores biscoitos do mundo bruxo.

Mas foi então que o loiro se engasgou, quase cuspiu toda a comida e colocou suco de pitanga pelo nariz.

Luna apenas riu, eu fiquei sem saber se a acompanhava ou se ajudava o pobre garoto.

– N-namorado? – ele ficou surpreso.

– Eu diria marido, moram juntos, vivem grudados, ela até o deixa jogar no play 1...

– C-como assim? Quantos anos você tem?

– Dezoito, faço dezenove esse ano...

– Eu achei que você tivesse 16... – ele disse em um tom desolado. – Bem, mas não importa... – ele se recompôs como se estivesse em um debate consigo mesmo e determinado mordeu sua torrada.

Fiquei ali conversando com eles, o dia se passou normalmente. Tive alguns problemas com alguns alunos do primeiro ano, alguns pais preocupavam que inundavam a escola com corujas, e a suspeita de Yaxley estar na rua do colégio.

Tive aula de transfiguração com Harry, Rony e Neville.

– Como anda sua cicatriz Harry? – indaguei enquanto o moreno se concentrava na configuração para unir duas taças.

– Sei lá, é como se ela tivesse deixado de existir, mas às vezes eu sinto um formigar estranho...

– Sei como é... – murmurei sem pensar.

Ele se atrapalhou e estragou o feitiço, McGonagall o repreendeu e o mandou fazer de novo.

– Sabe? – ele cochichou.

Olhei para os lados, nervosa, há tempos eu queria conversar com Harry e Rony sobre isso, mas estava sem tempo. Na verdade eu queria lhes contar muita coisa, mas era complicado.

– Você e Rony podem me encontrar no almoço na biblioteca? Preciso conversar com vocês...

Ele acenou com a cabeça em concordância e não tocamos no assunto pelo resto da aula. Neville estava cada vez melhor nos feitiços e não parecia mais aquele jovem desengonçado, ele sabia o que fazia, mesmo que eventualmente acabasse errando a mira e ao invés de fundir as taças, acabou por fundir a bainha da calça de Córmaco com a capa de Mcmillan... Era o Neville, afinal de contas.

As aulas se passaram e no almoço encontrei Harry e Rony na biblioteca, Draco também estava lá.

– Ah não, o que essa doninha está fazendo aqui?

– Quieto Rony, eu chamei ele aqui... – eu disse nervosa. – certo, primeiro vocês tem que prometer que isso não sai daqui, e Fred não pode sonhar com isso.

Eles acenaram e eu senti meu estômago começar a se embrulhar. Queria poder contar tudo, talvez aliviasse minha culpa.

Levei a mão até a blusa branca e desabotoei os três primeiros botões, os garotos ficaram roxos de vergonha, revirei os olhos. Apontei a varinha para meu peito, perto do pescoço em minha clavícula, um palmo acima do seio esquerdo.

Finite. – murmurei.

O feitiço de disfarce se desfez revelando uma marca escura em minha pele, irregular quase formando um S, como se um felino tivesse cravado suas garras ali me presenteando com aquela cicatriz de quase 5cm.

Eles me olhar sem entender.

– Isso aqui apareceu depois que recebi o Avada Kedavra de Você-Sabe-Quem. – sussurrei.

– Pode ter sido a punhalada de Bellatrix. – Draco sugeriu.

– Não, Bellatrix me atingiu no diafragma.

Harry ergueu sua franja e me mostrou sua cicatriz.

– Uma magia como essa deixa marcas. – ele disse tentando me tranquilizar.

– Mas a sua cicatriz não cresce.

Isso fez com que eles se calassem e me olhassem seios.

– No começo, ela não passava de um risco, como o de uma caneta, mas ultimamente ela vem crescendo, e eu também sinto esse formigamento.

– Hermione... – Draco disse sério, provavelmente preocupado com a minha gravidez.

– Não, está tudo bem, mas e se isso for um sinal, de que ele não morreu que ele está ficando forte novamente?

Rony esfregou os cabelos ruivos com raiva, murmurando pragas e xingamentos a deus e o mundo. Harry começou a ficar ligeiramente verde só com a possibilidade de Voldemort estar voltando.

– Se isso significar alguma coisa, temos que achá-lo antes que ele consiga fazer outras Horcruxes... – Draco disse sério.

– Mas se esse for o caso, até onde sabemos ele pode já ter dúzias delas! – Harry disse frustrado.

– Não... – eu disse ligeiramente animada – lembra quando pesquisamos sobre Horcruxes na casa das conchas? Havia um livro com as anotações de Moody...

– E? – Draco indagou.

– E que se eu estiver certa, uma Horcrux leva seis meses para amadurecer. – eu disse. – nós temos seis meses para acabarmos com essa história, de uma vez por todas.

O vento batia forte na janela, e aquela tarde chuvosa refletia a tempestade que estava a nossa frente. Eu havia causado isso, e eu iria terminar.

***

Saí do colégio e fui direto para a casa de Ian, havia me atrasado pois algum engraçadinho tinha espalhado Nugá sangra-nariz no lanche dos elfos, e eu tive que ajudar a botar ordem na cozinha.

Passei na mercearia antes, e fiz algumas compras.

Bati a porta. O rapaz moreno atendeu, com o cabelo agora arrumado, um suéter vermelho e uma velha calça moletom. Chinelos felpudos brancos hilários.

– Super seduzente... – eu disse erguendo as compras.

– Entra ai – ele deu espaço para que eu passasse.

– Eu comprei algumas coisas pra você, sabe, você é um cara enorme, precisa se alimentar direito...

– Nhá, quando se mora sozinho não dá vontade de fazer nada – ele se espreguiçou.

– Eu sei, então eu só comprei coisa fácil de preparar – eu coloquei as compras sobre o balcão de granito e comecei a tirar as coisas. – Sabe fazer miojo?

– Miojo eu sei! – ele disse empolgado.

– Ovos, leite, comprei suco e umas frutas... Biscoito, detergente, macarrão molho de tomate, pão de queijo congelado... – eu fui listando enquanto tirava as coisas da sacola. Ele ia analisando e cheirando as coisas como um cão desconfiado.

– Hermione, de comida de gente aqui só tem o Miojo...

Lancei-lhe um olhar feio.

– Também comprei chocolate, sucrilhos, sapos de chocolate e doce de abóbora...

– Oba! Doce de abóbora, agora sim... – ele disse procurando com afinco pelo doce. – ah Hermione, você é a melhor amiga que um cara pode ter!

Ele me deu uma chave de pescoço de mentirinha e esfregou minha cabeça, arruinando meu cabelo.

– Não pode-se dizer o mesmo de você – eu disse me soltando a arrumando meu cabelo.

– Claro que não... Eu não sou mulher... Como posso ser a melhor amiga que...

– Ah, você entendeu! – bati o pé.

Ele riu-se. Fizemos um lanche rápido, ele me contou que Fred havia passado ali mais cedo, e eu ajudei Ian com o sistema de calefação do apartamento. No fim ele tinha instalado o filtro de modo errado e por isso que o dito cujo não funcionava direito. Fomos para a loja, trabalhei como sempre, excepcionalmente cansada e exaurida, quase dormi no balcão do café e acabei por dar o troco em galeões para uma garota trouxa – uma das fãs de Ian.

Laís ficou possessa quando me viu chegando com o moreno, e por um instante achei que ela fosse derramar café quente nos meus olhos.

Ian me deu cobertura, e eu saí mais cedo do trabalho, eram 21h00min quando eu desaparatei no meu quintal em casa. Tudo estava escuro, Fred ainda não havia chegado. Ascendi a lareira e me arrastei até a cozinha, preparei um café super forte, e bebi baldes dele para que conseguisse ficar acordada para finalizar os 30cm de pergaminho para a próxima aula de Runas. Além é claro de revisar os trabalhos de Harry e de Rony, além de analisar alguns relatórios da escola. A casa estava arrumada e de louça havia apenas um prato e um copo, nem me incomodei com isso.

Os minutos se passaram rapidamente, e eu me esforçava o máximo que podia. Finalmente o cuco da sala anunciou 22h00min. Não muito depois, o barulho de chaves na porta, o pisar na madeira que range no hall da sala, o barulho do despejar de bolsa e casaco em cima do sofá e o típico suspirar de cansaço.

Guardei os relatórios concluídos e o pergaminho incompleto junto com os trabalhos revivados de Harry e Rony. Esbaforida, precipitei-me até a sala.

Ele ergueu a mão e fez uma saudação de Star Treck.

– Paz. – ele disse fazendo o sinal ET.

Ri e andei até ele, ele jogou os braços ao redor dos meus ombros e apoiou a cabeça sobre a minha, bocejando longamente.

– Como foi seu dia? – eu perguntei naturalmente.

– Uma droga. – ele disse torcendo a boca – não dormi de noite, fiz uma bagunça com os papeis da ordem, depois explodi duas vezes o laboratório lá da loja, Jorge me expulsou de lá e me mandou voltar só quando eu tivesse me acertado com você. E a McGonagall me pediu para que eu passe a vigiar o colégio de segunda a quarta, por que parece que o Ted tá meio mal e a Tonks vai ficar com ele.

Eu apenas ri, estava demolida, mas ele não ficava muito atrás.

Preparei uma sopa de batata simples e comemos, ele tentou lavar a loca, mas depois de guardar o primeiro par de talheres no lixo achei melhor irmos dormir e deixar aquilo para amanhã.

Abri o quarto e bichano saiu furioso, miando alto, reclamando indignado.

– Fred, você deixou o pobre do gato preso no quarto o dia inteiro? – eu disse analisando o gato que continuava a miar, com uma cara mais amassada que o comum, sibilando para o além, e praguejando contra o ruivo.

– Gato? – ele então acordou e arregalou os olhos – Pelas barbas de Merlin, o Bichano!

Bichano miou em concordância, como se dissesse:


É! Isso mesmo seu acéfalo cabeça de cenoura: O Bichano!”


– Certo, vai se deitar que eu cuido dele. – eu disse empurrando o ruivo para dentro do quarto.

Desci até a cozinha e coloquei a comida para o gato, coloquei a louça na pia, desliguei as luzes e apaguei a lareira.

O breu total me envolveu, as formas dos moveis ficaram difusas e aquele medo repentino surgiu novamente, um calafrio tenebroso que percorreu meu corpo e me corroeu em um medo irracional e sufocante como se uma onde quebrasse sobre mim, me afundando no oceano glacial. Quando dei por mim, eu corria escadas acima, com um aperto agudo no peito, como se cravejassem um metal em brasas, e um desespero horrível se enrolava ao redor do meu corpo como uma imensa e fria serpente. era como se um mostro invisivel estivesse atrás de mim, com unhas longas quase alcançando minhas costas.

Entrei no quarto ligeiramente ofegante, fechei os olhos e disfarcei, não queria que Fred soubesse dessas minhas neuras. Fechei a porta por medida inútil de preocação, fechando o escuro lá fora.

– Está tudo bem? – Fred disse.

Engoli em seco e meti um sorriso no rosto.

– Aham. Eu só... – eu me virei para encarar o ruivo, mas tive uma séria hemorragia nasal e quase desfaleci. O maldito estava com óculos de leitura deitado na cama apenas com sua calça moletom azul marinho, suas meias de lã pretas com bolinhas brancas e o peito desnudo, ombros largos e delineados. Não sei qual o treinamento dos Aurores, mas Fred estava diferente parecia esses garotos exemplares de desenho japonês. Sem trapézio ou troféus músculos, ele era forte e muito parecido com um felino, me observava por cima dos óculos com uma sobrancelha levemente arqueada, o rosto sereno passando os olhos pelo Profeta Diário, descontraído. Tinha cicatrizes pelo corpo, algumas de bichano que amava usar o ruivo de arranhador, algumas da batalha de Hogwarts, outras das diversas vezes que fora arremessado por comensais, e uma em específico feito por uma adaga lançado por Belatrix Lestrange quando ele foi resgatar Ian. As sardas típicas ainda eram as mesmas, espalhadas pelos ombros e em uma linha que ia de bochecha à bochecha. Ele não gostava. Eu achava fofo.

– Pare de me encarar desse jeito... Eu tenho namorada, e ela é uma fera. – ele disse sem tirar os olhos do jornal.

Fiquei vermelha, roxa, verde, e fiz minha melhor cara de desinteressada.

– Nem estava prestando atenção em você... e Fred, pela gravata borboleta de Merlin, você não tem uma camiseta?

– Não sei. – ele deu de ombros. – por quê?

– Você vai ficar resfriado... – eu disse desconversando.

– Hermione...

– Hm?

– Você me desculpa por ontem... Eu só fiquei assustado. – ele abaixou o jornal, dobrou-o e colocou ao lado da cama.

É eu não sou muito de momentos melosos, muito menos de desculpas. Fico sem saber o que falar, meu ventre começa a se contorcer e em geral fico vermelha.

– É... Não tem problema, eu também exagerei... – eu disse coçando o alto da minha cabeça desajeitadamente.

Ele sorriu, e irradiou algo que me queimou por dentro, aconchegante e tranquilo, como entrar em um banho quente em uma tarde fria. Deitei-me sentindo todo o cansaço infiltrar-se em meus músculos, minhas pálpebras pesaram e tudo que eu queria era dormir pelas próximas 72 horas.

– Aqui, tome isso. – Fred estendeu-me duas pílulas vermelhas miúdas que pareciam balas.

Boa noite Cinderela. Era um produto dos Gêmeos em que intensificava o sono. Apenas 4 horas de sono e você descansa o equivalente à 10 horas. Sim, Fred e Jorge são geniais... Não tiro o mérito de Lino que serviu como cobaia e até aperfeiçoarem as pílulas quase entrou em coma umas três vezes.

Ainda não o comercializavam por que a pastilha deixava sua boca meio vermelha, e o público masculino não iria querer ficar com a boca vermelha.

Tomei as pílulas e me enfiei nas cobertas. Fred fez o mesmo. Com os cobertores até as orelhas aproximei meu corpo do de Fred e me aconcheguei em seu calor.

– Fred, eu tenho uma coisa nada boa pra te contar. Mas é muito ruim mesmo. – eu disse ligeiramente receosa.

Ele respirou ruidosamente.

– Manda.

– Cameron sabe que estou grávida.

Silêncio. Desse tipo de silêncio que você sabe que a outra pessoa está contando até dez para não explodir.

– Sabe o que?

– Que estou grávida.

– Q-Quem?

– Cameron.

– S-Sabe o que mesmo?

– Fred!

– Como ela descobriu?

– Não sei.

– Draco contou?

– Claro que não! – disse irritada – sei que ele nunca faria isso.

– Mas e...

– Não há a mais remota chance de Draco ter nos traído, eu conheço ele, e você o conhece. Sabe que ele mais do que ninguém tem sido cuidadoso quanto a isso.

Ele bufou irritado.

– Não se preocupe, vou dar um jeito nisso – ele disse envolvendo seus braços ao meu redor.

– Vamos dar. – eu disse beirando a inconsciência – ah... Fred... Posso te fazer uma pergunta?

Eu sabia que era mentira, que nada daquilo poderia realmente acontecer, eu sabia que era algo descabido e idiota, mas estava simplesmente me corroendo.

– Diga. – ele disse também sonolento.

– Quando estávamos separados, você ficou com a Cameron, aqui em casa?

Ele abriu os olhos bruscamente e se remexeu inquieto, gaguejante e desconfortável.

– O-o que? Claro que não!

Finalmente fechei os olhos, sorrindo aliviada.

– Sabia que não faria isso.

Ele me apertou em um abraço quente e preocupado, sumi em seus braços e adormeci.

– Boa Noite Hermione.

– Boa Noite Fred.




Notas finais do capítulo

proooooooonto, agora vou demorar um pouquinho p postar pq eu tenho aula das 07:10 até 12:20 e trabalho da 13:00 às 20:00, Domingo a domingo (2 quartas livres por mês), ainda estudo quando chego em casa, no ônibus e enquanto almoço... leia-se: TEMPO MEGA APERTADO. Mas eu vou continuar postando para as minhas Fremioníacas sz'
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eu vou -maseuvoltobua-ha-ha-ha-
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Por Hoje é só ^^
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*Malfeitofeito*