Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 14
On the edge


Notas iniciais do capítulo

*jurosolenementequenãovoufazernadadebom*
GENTEEEEEEEEEEM mudei o roteiro da fic por isso demorei pra atualizar. Tava muito novela mexicana, e eu estava sem coragem de fazer o que tinha planejado fazer...
enfim.
esse é o último capítulo drama, os próximos serão bem mais alegres,e depois disso bem mais raivosos..
Mas eu me empolguei de novo, aproveitem aí que fim de semana tem mais um capítulo pra vcs ♥




QUATORZE:


The scars will stay forever.


Senti o calor tocar meu rosto. Era aconchegante.

Respirei aquele ar Fresco e me espreguicei. Esfreguei o olho preguiçosamente, pronta para dar um bocejo,mas então alguém se atirou em cima de mim.

– Hermione! Achei que tinha te perdido! –olhei para o ser assustada. Era um ruivo.

– Hei... – eu disse tentando afastá-lo de mim.

Ele cedeu alguns milímetros e eu vi seu rosto. Era bonito. Muito bonito.

– Eu te amo. – ele disse.

Oi? Eu acordo e tem um ruivo lindo se declarando para mim? Que piada estranha e de mal gosto.

Mas então ele me beijou!

Aquilo passou dos limites, sequer pensei antes de reunir toda a força que eu tinha e espalmar minha mão na cara dele.

– Quem diabos é você?! – eu disse irritada.

– Hermione, eu sei que nós brigamos, mas você tem que acreditar em mim, aquilo não foi nada. Eu te amo.

Pisquei com dor de cabeça e olhei ao redor. Aquele não era meu quarto.

– Quem é você? Onde eu estou? Socorro! – eu gritei apavorada.

Onde estava minha mãe? Meu pai? Onde eu morava mesmo?

– Hermione, sou eu... Fred...Seu namorado. – ele disse se afastando.

– Eu lá tenho namorado?! Socorro! Um tarado! – eu berrei.

Ele tentou se aproximar de mim novamente. Levantei-me em um salto e desajeitada peguei um vaso de flores que estava na estante ao lado.

– Socorro! Saia de perto ou eu esmago você! – eu dizia cada vez que ele tentava chegar perto.

Mulheres entraram pela porta. Enfermeiras! Eu estava em um hospital.

– Enfermeira socorro! – eu chamei. – esse tarado ruivo tentou me estuprar!

– O que?! – o tarado se fez de inocente.

Atrás da enfermeira entraram uma mulher gorda e ruiva com dois garotos. Um moreno de óculos. Muito descabelado. E um ruivo com cara de quem tinha acabo de acordar.

– O que houve? – o ruivo perguntou.

– Ela não me reconhece. – o tarado disse.

– Mione, esse é o Fred, seu quase marido lembra? – o moreno disse.

A essa altura as enfermeiras já me conduziam novamente para a cama. Não deitei, apenas sentei pronta para fugir pela janela, se necessário.

– Marido?! – eu fiz uma careta – eu nunca casaria, acho isso uma estupidez. Ainda mais com um mauricinho que nem ele. Não tenho idade para casar.

– É, mas para ter filhos você tem idade. – o ruivo sonolento disse.

– Não tenho filhos nem pretendo. – eu disse ríspida. – onde estão meus pais?

– Hermione... Você não lembra que está grávida? – o ruivo sonolento voltou a falar.

Eu apenas dei uma risada. O moreno e a mulher baixinha repreenderam o ruivo sonolento.

– Certo... Não sei se você sabe, mas para engravidar primeiro é preciso fazer sexo.

– Amor, você está de três meses. – o tarado disse tentando pegar na minha mão.

Meu sorriso irônico diminuiu. Eu olhei para baixo.

Por favor, que aquilo fosse gordura.

– O que você fez comigo?! Seu nojento! Polícia! – eu gritei a plenos pulmões – Você me estuprou! – quando dei por mim eu estava em prantos, acuada em um canto. Voltei a pegar o vaso de flores, e fui me esgueirando pela parede rumo à porta. O tarado de voz mansa tentava me convencer de que eu era casada com ele.

Estava quase na porta, quando uma mulher com um chapéu estranho entrou no quarto com dois adolescentes.

– Minerva! – o ruivo tarado disse em um suspiro – ela não se lembra de mim.

A mulher do chapéu começou a falar algo, mas então eu reparei no jovem ao seu lado que me encarava.

– Nick! – eu chamei.

Ele estudava comigo, algo do tipo.

Todos fizeram silêncio. Eu passei por aquela barreira de gente e corri para o loiro.

– Nick socorro – eu disse ainda chorando – eles me engravidaram, aquele tarado me atacou. Nicolas onde estão meus pais, onde eu estou?

– Calma. – ele me abraçou e eu me senti segura. Conhecia ele. Nem tudo estava tão errado. – está tudo bem.

– Ela se lembra desse pivete, mas não se lembra de mim?! – o ruivo disse irritado marchando na direção em que eu e Nick estávamos.

Chorei mais alto e praticamente entrei na blusa do loiro de tão assustada que eu estava.

– Calma Fred. – o loiro disse me protegendo com o braço. – Você está assustando ela. Ela está confusa, foi demais para ela.

– Eu estou assustando ela? – ele disse inconformado.

Eu não vi, mas escutei o soco/chute que ele deu na porta. Aquilo só me assustou mais, estremeci e me escondi mais ainda no loiro.

– Nicolas melhor que você fique com ela, vamos ver o que está acontecendo – uma mulher disse.

– Certo. – Nick disse.

Todos saíram. Eu fiquei no quarto com o loiro.

– Nick me tira daqui. – eu choraminguei.

– Calma. Confia em mim? – ele disse passando a mão no meu rosto.

Respirei fundo.

– Sim. – eu disse sentada ao seu lado.

– Eu não sei o que houve, mas parece que você esqueceu-se deles. São todos seus amigos ok?

– Mas eu não conheço eles.

– Você não lembra, mas você gosta muito de todos eles.

– Mas eu não gosto mais. – eu disse novamente afundando na camiseta dele.

– Tudo bem. Não precisa gostar agora. Mas me promete que vai dar uma chance a eles.

Eu fiquei em silêncio, estávamos sentados na cama, ele de pernas cruzadas e eu com as pernas em cima dele. Ele tinha os brços ao meu redor e aquilo me tranquilizava. Eu confiava nele. No momento ele era a púnica coisa clara para mim.

– Por mim? – ele insistiu.

– Tudo bem. – eu murmurei. – mas não me deixe. E por agora eu não quero saber deles.

– Tudo bem, vamos no seu tempo.

Eu ainda estava assustada e quanto mais eu tentava me lembrar de coisas da minha vida, pior ficava. Vinham-me cenas de filmes e musicas na cabeça. Alguns flashes com Nick, alguns raros com meus pais. Basicamente me lembrava deles no meu quarto comigo falando sobre eu comprar um gato. Mais nada.

Aquilo era angustiante.

– Fala comigo. – Nick disse encostando-se à cama, deitando-se.

Eu me ajeitei nele, abracei-o forte com medo que ele também se fosse e que eu não me lembrasse dele.

– Só me lembro de filmes. Mais nada Nick, tudo sumiu.

– Fale-me sobre os filmes então. Sem pressão.

Começamos a falar sobre filmes, mas de cinco em cinco minutos eu tinha crises de ansiedade ou de choro.

Como eu pude ser tão burra de engravidar?

Como eu pude ser tão burra de casar?

O que eu tinha visto naquele ser anencéfalo para namorar ele?

Se eu me esqueci dele, é por que eu não o amava?

Se eu me lembro de Nick é por que eu o amo?

Como eu vim parar em um hospital?

Será que o tarado ruivo me espancava além de me estuprar?

O que eu fiz com a minha vida?

***


–Calma Fred! – minha mãe berrou comigo – seja adulto pelo amor de Deus!

A porta se abriu e o médico entrou.

Todos na sala praticamente voaram nele. Eu mesmo quase o levantei pelo colarinho.

– Calma senhores, calma. – ele disse gesticulando – bom, o quadro dela é complicado. Receio que todos esses estímulos tenham lesionado sua mente na parte da memória.

– E por que ela se lembra dele? – eu disse gesticulando para o quarto ao lado.

– São fatores aleatórios. Você devia ficar feliz dela se lembrar de alguma coisa. Pior quando eles voltam sem nada, zerados, como recém-nascidos.

Engoli em seco.

– Ela vai voltar ao normal.

– Pode ser que sim, pode ser que não. Vamos passar alguns medicamentos, mas não podemos afirmar nada. Vocês vão precisar de paciência e terão que ser muito tolerantes. Se preferirem pode deixá-la conosco em observação.

– Não, não... Ela vai para casa... – eu disse esfregando as têmporas.

– Não seria melhor deixarmos ela na casa dos pais? – Panti pronunciou-se pela primeira vez.

Bufei irritado

– Os pais dela não sabem quem ela é. – Rony disse.

– Como assim?

– Ela apagou a memória dos pais, para deixá-los em segurança. São trouxas. – Minha mãe esclareceu.

– Está na hora de trazermos os pais dela de volta. – Harry disse.

Ninguém disse nada, mas o consentimento foi geral.

Mais essa agora. Justo agora.

***

– Dormir na escola? – eu perguntei confusa.

– Sim, você não se lembra de Hogwarts? – a moça de chapéu disse.

– Não.

– Bom, acho que seria bom Mione. – Nick disse ainda com um braço ao meu redor. Não que ele quisesse me abraçar, mas cada vez que ele tentava se afastar eu simplesmente entrava em pânico. – Eu também durmo lá, é como se fosse um internato, qualquer coisa é só me procurar no dormitório masculino. E você pode dormir com a minha irmã. – ele gesticulou para uma loira mal encarada perto da porta. – tudo bem para você Fred? – ele perguntou ao ruivo tarado.

– Hey, esse ruivo não é meu dono! Se eu quiser eu vou, não preciso da permissão desse tarado!

– Certo, certo. – Nick corrigiu-se. – desculpe.

– Minerva, preciso dar uma palavrinha com você. – O ruivo disse irritado saindo do quarto.

Fiquei ali com Nick e os dois garotos estranhos. O descabelado e o outro garoto sardento.

– E eu conheço vocês? – eu disse me sentando na cama.

Nick sentou-se ao meu lado.

– Sim. Sou Harry, seu melhor amigo. – o descabelado disse.

Olhei para Nicolas, duvidosa. Ele ergueu as sobrancelhas e concordou com um aceno discreto.

– Rony – o ruivo disse agora mais acordado – seu melhor amigo e cunhado.

Certo. Rony e Harry. Meus melhores amigos, Rony irmão do doido tarado.

– Os dois são meus melhores amigos?

– Sim. – Harry concordou – tem um mais recente, Draco...

– Mas ele nem conta como gente então, ignore ele. Quando o vir, chute sua canela...

– Rony! – o moreno o repreendeu.

– E de qual de vocês três eu gosto mais? – eu perguntei organizando meus pensamentos, querendo a todo custo lembrar-me deles.

– De mim, óbvio. – o ruivo disse.

– Aham. Coitado iludido, é isso que você é. – Harry disse ajeitando os óculos redondos.

Aquilo me tirou um sorriso. Uma risada contida.

Certo, eles podiam ser meus amigos.

– E eu tenho muitos amigos? – perguntei.

– Sim. Muitos. – Nicolas disse sem hesitar.

– Teria mais se não fosse tão rata de biblioteca. – Rony sentou-se no pé da cama.

– Sou muito estudiosa?

– Sim. – os três responderam em uníssono.

– Mas estudiosa rabugenta e chata?

– Sim. – os três concordaram novamente.

– Era pior, tinha uma época que você só falava comigo e com Harry – o ruivo disse.

– Mas melhorou quando você começou a sair com Fred. – Harry disse concordando.

Nicolas bufou. Acho que rolava uma tensão entre o loiro e o ruivo.

– Quando eu conheci aquele maníaco? – perguntei fazendo careta. Não gostava dele.

– Bom, você conhece ele desde seus 11 anos, mas começaram a namorar ano passado... Eu acho... – Rony disse espremendo os olhos, como se tentasse dividir 210 por 13.

...

O que vai dar a propósito 16,15.

Ó céus, eu era daquelas nerds.

– E ele também é estudioso.

Rony e Nicolas deram uma gargalhada. Harry apenas revirou os olhos.

– Ele é muito inteligente, mas... – Harry começou.

– É dono de uma loja de Logros. – Nicolas revirou os olhos.

– Ele é mais do tipo... Engraçado. Sabe, popular. – Rony esclareceu atirando-se na cama ao meu rado. – cara, dormir nessas cadeiras de hospital é horrível.

– E como eu acabei com um cara popular? – eu pensei em voz alta.

– Ah, longa história. – Harry diss.

– Bota longa nisso. – Rony concordou. – Pra lá de 70 capítulos.

– Tantas coisas sobre mim que eu não sei. – eu disse frustrada, me sentindo fraca. – e essa... Coisa. – eu disse apontando pra minha barriga.

– Não fale assim. – Harry disse sério – você ama muito seu filho.

– Ainda não acredito que você tá grávida. – Nicolas disse parecendo meio desolado.

– Você não sabia? – eu perguntei.

– Você e Fred acharam melhor esconder do pessoal do colégio, até para evitar que os comensais soubessem. – Harry disse.

– Mas no fim eles já sabiam, e capturaram vocês.

Eu dei uma risada.

– O que? Comensais? – eu espremi os olhos – capturados? Do que vocês estão falando?

– Bem... – Rony começou.

– Bem nada. Outro dia falamos sobre isso. – Nicolas cortou-o. – por hoje chegam de emoções.

– Mione, qual seu nome? – Rony perguntou.

– Hermione Jane Granger – eu revirei os olhos.

– Sua idade? – o ruivo voltou a falar.

– 16.

Os três trocaram um olhar preocupado.

– Eu não tenho 16 anos?

– Quase – Nick disse fazendo carinho na minha bochecha.

– 19. – Rony cravou-me.

– 19?! – eu disse exasperada. Céus eu era velha!

– Hermione vai passar a noite lá em casa hoje. – o outro ruivo estuprador entrou no quarto quase quebrando a porta.

– Calma Fred! – a mulher baixinha e gorda disse.

Acho que eu gostava dela.

– Ah, mas não vou mesmo! – eu disse rindo ironicamente. – eu vou para a escola com o Nicolas. – me agarrei mais ainda no garoto loiro.

O ruivo deu um passo para frente. Eu dei um passo para trás. Nicolas se colocou na minha frente protetoramente, segurando minha mão.

– Sim, você vai para essa droga de escola! – o ruivo deu um sorriso assustadoramente psicopata. – mas hoje não! Minerva explique para ela. Por favor. – o ruivo pressionou os olhos.

– Querida, nós estamos transferindo o colégio pelos próximos três dias, não estamos em condições de receber ninguém. E eu queria te dizer para não se preocupar com nada, você que ajudou a reerguer o nosso colégio, e como você nunca deixou que eu lhe pagasse por isso agora eu quero retribuir tudo que fez pela nossa escola. E por mim.

– Hã... Agradecida. – eu disse me sentindo estranha. Eu parecia ser muito responsável.

– Então você ficaria somente esta noite com Fred, e amanhã você iria lá para casa. – a baixinha gorda disse. – o médico disse que é bom você ficar num lugar conhecido.

– Não quero ficar sozinha com ele. – eu disse meio chorosa.

– Eu posso dormir lá. – Nicolas disse. – se não tiver problema para Fred.

– Claro! – Fred disse sarcástico – fiquem com o quarto de casal, por favor!

– Fred. – a mulher... Molly... Repreendeu o garoto.

– Vamos de carro. – Fred disse de olhos baixos. – Nick, vá buscar suas coisas.

Ele definitivamente não tinha gostado daquela história. Como eu sei? Bom, quando ele saiu da sala, deu outro murro tão grande na porta que a deixou marcada. Nicolas se soltou de mim. Foi difícil ficar longe dele. Mas ele saiu para ir buscar suas coisas.

– E vocês dois? – eu disse ignorando o ruivo tarado.

– Estamos lá em casa. Na Toca. – Rony respondeu.

– Vocês são realmente meus melhores amigos? – eu perguntei duvidosa.

– Desde o primeiro ano. – Harry confirmou – amanhã nós vamos te visitar, vamos contar por tudo que passamos.

– Foi muito?

– Dá para contar em 7. – o ruivo riu-se.

– Capítulos?

– Livros. – ele disse ainda rindo.

Harry veio até mim e me abraçou, logo em seguida o ruivo fez o mesmo.

Aquilo me soava muito familiar.

– Conte conosco. – Harry disse. – você é a nossa garota.

Eu ri e agradeci. Acho que podia gostar deles.

– Vamos? – o loiro apareceu na porta com uma mochila nas costas.

Aquilo foi realmente rápido. A escola devia ser aqui por perto.

– Sim. – eu disse sorrindo para aqueles olhos azuis.

– Vamos pela saída de trouxas. – Nicolas disse assim que eu engatei meu braço no seu.

Eu dei de ombros e um sorriso. Claro.

Entramos em um carro preto bonito, não sei de quem era. O ruivo estava dirigindo, Nicolas estava ao seu lado e eu estava sentada atrás do loiro.

A viagem foi realmente bonita. Era na área rural, periférica de Londres. Passamos por um vilarejo muito simpático onde Fred comprou ovos e leite. Enquanto estava fora eu fiquei no carro com Nicolas.

– Eu gosto dele? – eu perguntei observando o ruivo na fila da pequena e rústica mercearia.

– Parecia gostar. Muito. – ele disse de olhos baixos.

– E você gostava de mim? – eu tentei buscar seu olhar que fugia de mim como o diabo foge da cruz.

– Gosto ainda. Muito. – ele disse olhando pela janela.

– Você podia ter mentido agora. Podia dizer que eu na verdade gostava de você. – eu cutuquei sua bochecha com o indicador.

– Não seria justo. Eu sou seu amigo sabe. Você realmente parecia gostar desse ruivo, e eu não seria capaz de me aproveitar de um momento de fraqueza seu.

– Mesmo eu estando grávida, sem memória, sendo Nerd, você gosta de mim? – eu disse perguntando-me como diabos aquilo era possível.

– Primeiro amor. – ele deu de ombros. – e eu não me importo com essas coisas. Cara, você sempre foi tão legal comigo, no começo eu lembro que eu queria apenas, você sabe, ficar com você... Mas então começamos a treinar nos sábados, você começou a me ajudar no colégio. Sei lá...

– Sei. Obrigada.

Ele riu.

– Agora chega dessas melosidades, por favor.

– Concordo! – eu disse rindo.

Começamos a conversar sobre bandas. Ele gostava de algumas bandas que eu também gostava, discutimos sobre baixistas e depois começamos a falar sobre marcas de guitarra.

– Eu nem sabia que sabia sobre marcas de guitarra! – eu disse rindo.

– Não olhe para mim, também descobri isso agora.

– Você sempre quis tocar – o ruivo entrou no carro e eu me ajeitei no banco de trás, o mais longe possível dele. – mas reclama que não tem coordenação motora suficiente.

– E você nunca me incentivou?

– Você é cabeça dura. E não temos muito tempo para isso. Trabalhamos muito.

– Ah, nosso relacionamento parecia ser bem legal mesmo. – eu revirei os olhos.

Ele abriu a boca, mas voltou a fechá-la.

– Você sempre foi muito esforçada Mione. – Nicolas foi em defesa do ruivo. – na verdade, você que colocou ele no caminho pelo o que eu soube.

– Devia ser pior antes então. – eu disse suspirando.

O ruivo deu a partida com ódio, eu podia ver uma aura negra ao seu redor.

Chegamos em uma casa simples mas bonita. Dois andares, madeira as janelas e porta eram de um bordo. Marrom-terra. Muito de bom gosto devo admitir.

Entramos. Era muito bonita a casa. Várias estantes cheias de livros e mais livros, um piano preto muito bonito, paredes azuis e uma lareira. Gostei muito daquela casa.

– Essa é a sua casa. – Fred disse carregando as compras corredor à dentro – venha ver a cozinha. Nicolas, vá mostrando tudo a ela, por favor.

– Sim. – o loiro concordou.

Ele me mostrou os detalhes da sala, da sala de jantar, meus livros prediletos. Mostrou-me o quarto que ele costumava dormir quando vinha aqui em casa. Tudo estava indo bem. Eu realmente gostava daquela casa. Mas parecia ser a casa de um estranho ou sei lá.

Tinha alguns porta-retratos modernos em que as fotos se mexiam. Minhas, do ruivo, minhas e de Harry e Rony. Meus pais. Uma foto minha com Nicky e a outra loira que eu não sei o nome. Eu com uma grande turma de pessoas em frente a um castelo. A mulher de chapéu estranho estava na foto. Uma excursão talvez.

Aquela vida era invejável. Mas não era a minha vida.

Tive vontade de chorar. Eu acho que era feliz, mas então por que eu me sinto tão miserável? Odiável? Insegura?

Mas então a única coisa que me acalmava chegou até mim.

– Vamos ver a cozinha. – Nicolas disse com seu sorriso de criança. Descontraído, despreocupado, pegou-me pela mão e foi me levando pelo corredor, mostrando-me as fotos, os detalhes.

A cozinha era linda, me lembrava algo.

– Fizemos a cozinha parecida com a cozinha da Mônica. – o ruivo disse.

– Friends! – eu disse sorrindo – acho que eu lembro.

– Bom. – O ruivo disse sério. – fiz uma omelete. – ele andou até a mesa da cozinha e colocou a frigideira com a omelete na mesa. Tinha pães, manteiga... Enfim, comida.

Nicolas e o ruivo se sentaram, hesitei.

– Vem, se não eu vou comer tudo. – Nicolas disse dando um tapinha na cadeira.

Sorri-lhe.

Sentei e comemos. Nicolas conversava comigo, o ruivo tarado não fez questão de sequer abrir a boca. No primeiro momento tudo bem. Mas depois de duas horas sendo ignorada, eu estava ficando irritada.

– Hey, tem certeza que nós éramos quase casados? – eu disse irritada quando Nicolas tinha ido tomar banho.

– Sim. – ele disse seco.

– Você simplesmente não fala comigo, bom, eu estranhei. Nicolas que pelo que eu pude ver nem era tão meu amigo está sendo mais útil que você.

– Bom então case com ele. – o ruivo disse amargo.

– Eu estava pensando nisso.

– Você é tão... Argh! – ele virou a cara.

– Tão o que? – eu disse arqueando a sobrancelha.

– Egoísta!

– Ah, eu sou egoísta?! Bom, eu admito que não estou sendo agradável com você, mas experimente você um belo dia acordar grávida de um cara que você nunca viu na vida, e esse doido estar no seu quarto e simplesmente te agarrar! – eu respirei fundo, tive vontade de chorar. - ...E não saber quem você é. Você não sabe como é isso!

– Certo, mas custa tentar me entender? E não me tratar como um maníaco odiável! Você me amava, nos éramos felizes, e eu te amava muito. Porra, ainda amo! E então de uma hora pra outra é Nick pra cá, Nick pra lá...

– Não tenho certeza se é como você diz. Sabe, eu não vou com a sua cara. Nem um pouco. Mesmo tentando entender seu lado, eu só sinto que... – minha vez de virar a cara.

– O que?

– Que se eu pudesse te espancaria. Sinto-me triste perto de você, magoada.

Ele trincou os dentes e olhou para a lareira. Era como se ele fosse um velho inimigo, eu o odiava, tinha rancor dele, mesmo sem conhecê-lo. Quer dizer, ele deve ter feito algo errado, certo?

Ele puxou um graveto do bolso do casaco.

Estranho.

Accio Album. – ele disse apontando a vareta para o além.

E então, sei lá de onde um álbum preto veio até ele. Arregalei os olhos assustada.

– Incendio. – ele disse apontando para a lareira que se acendeu.

– Woa! – eu me levantei. – como fez isso?

– Isso o que? – Fred me olhou sem entender.

CREC.

Um estampido alto se fez e então, na minha frente, Nicolas apareceu.

– Woa, o que está acontecendo aqui?! – eu disse assustada dando alguns passos para trás, tropeçando no banco do piano.

O loiro arregalou os olhos.

– Oh, deus, ela também esqueceu. Hermione, calma, respira e venha aqui, vamos conversar. – Nicolas deu um passo em minha direção.

Eu estava paralisada, aterrorizada. Minha respiração estava forte.

O ruivo então se levantou.

– Fred eu cuido disso. – o loiro disse irritado.

– Esta é a minha casa moleque, ela é minha noiva! – o ruivo disse sério apertando a vareta.

– Era sua noiva. – o loiro disse irritado.

Com um sacudir de graveto, o loiro foi arremessado contra uma estante. Não fiquei para olhar, saí correndo porta a fora gritando por socorro. Estava escurecendo e o frio começava a se fazer sentir. Minha respiração estava falha, senti algo queimar no meu ombro e subir pelo meu pescoço.


“Venha minha criança...”


Um sibilar se aproximou, senti algo se enroscar em mim. As folhas secas quebravam de baixo dos meus pés, e com outro estampido alto o ruivo assassino estuprador apareceu na minha frente.

– Hermione! – ele disse do nada.

Assustei-me e tropecei em uma pedra baixa, em um segundo apavorada tentando fugir. No segundo seguinte apavorada e entrando com a cabeça na água fria. Literalmente.


“- Não tem o que discutir Fred Weasley! – eu tirei aquela maldita aliança do dedo. Ele tinha me enganado me magoado da pior maneira possível. Ele tinha mentido! Sentia-me machucada e usada. E justo com ela, a pessoa que eu mais odeio na face da terra. O que tinha acontecido com ele? Com nós? Aquilo não podia continuar. Senti aquele velho vazio vir me assolar, e uma magoa gigantesca rasgar minha garganta até instalar-se em meu peito. Com raiva bati aquela aliança contra seu peito. – Acabou!”



Notas finais do capítulo

chicos calientes, Penny vai viajar e meu boy magia vai atualizar a fic pra mim ok? deixei alguns capítulos prontos com ele, sejam legais com ele pls u__u
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Leo: É, sejam legais comigo se não fico sem postar.. Mentira, a penelope já é malvada suficiente nesse quesito com vocês, fim de semana que vem eu posto pra vocês sem falta xD
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*malfeitofeito*