Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 13
Some nigths


Notas iniciais do capítulo

*jurosolenementequenãovoufazernadadebom*
NHEEEEEEEEEEEEE ME ATRASEIDESCULPA, TAVA AQUI FALANDO COM UM BOYMAGIA E PERDI A HORA... GOMEEEEEEEEEEEEEN X-X
ENJOY




TREZE:

Some terrible nights.

- Está feito. – a voz de Belatrix, Voldemort ou sei lá quem, tirou-me de meu estado de apatia.

Eu avancei em sua direção.

Os olhos dela estavam vermelhos, a pele ressecada e marcada por profundas olheiras. Parecia um cadáver.

Ícaro que mantinha a mão no meu ombro tentou me segurar, foi em vão. Antes que qualquer comensal chegasse a mim eu levantei Belatrix pelo terno e a prensei violentamente contra a parede.

- Está tudo bem. – ele/ela disse acenando para os comensais que corriam para ajuda-lo/la. – O que pretende fazer? Me matar com suas mãos? E depois? Sabemos onde sua família mora, iríamos visitá-los. Você não daria dois passos até que um dos meus comensais o alcançasse. E tudo para você sequer me atingir. – ele baixou a voz – eu vivo no seu filho.

- Você acabou de matá-lo. – eu disse batendo-a contra a parede.

Ah se Molly Weasley não tivesse me educado, há muito eu já teria arrancado alguns dentes de Belatrix.

- Por favor, você tem que confiar mais em mim. – ela riu-se – e eu realmente devo salientar que sua mãe te criou muito bem.

- Saia da minha cabeça! – eu disse serrando os punhos, com a voz crescente.

- Não perca seu tempo comigo. Vá buscar sua noiva, ela não está morta, seu coração só está se acostumando com o lapso de sangue. Ela é preciosa para mim garoto.

Soltei Bellatrix, e olhei duvidoso para ela.

- Não sei por que você acha que eu sou seu inimigo. Vá, ela vai gostar de te ver quando acordar.

Ainda incerto e furioso olhei para a banheira, Hermione estava lá, ainda caída como uma boneca de porcelana, embebida em sangue.

Andei até ela, todos estavam meio estupefatos por eu ter levantado o suporto Voldemort pelo colarinho e ainda estar vivo.

Ajoelhei-me ao lado dela e segurei sua mão. Tirei aquele terno absurdamente caro e ridículo que eu usava e coloquei sobre ela, afastei o cabelo molhado por sangue do seu rosto, e senti a fúria dar lugar aquela tristeza profunda, meus olhos ardiam e eu estava quase chorando.

Mas para a minha alegria, ela sufocou. Engasgou e tossiu sangue, assustada tentou levantar-se e caiu, escorregando no líquido viscoso e vermelho.

- Fred, Fred... – ela disse assustada, ainda tossindo, agarrando-se ao meu braço a voz estrangulada e cuspindo sangue.

- Estou aqui, estou aqui. Passou. – eu disse abraçando-a.

- E diante de vocês senhores... – Bellatrix disse como se fosse uma apresentadora de TV. – O futuro. Para aqueles que se redimirem, nós temos a cura. Vamos limpar esse mundo!

Clamores surgiram, e fervorosos os comensais discutiam, comemoravam, raros questionavam. Aquilo tudo me enojava eu estaria furioso com aquilo se eu não estivesse tão feliz.

Enquanto eu a tirava de lá, sentia um calor me tomar, um sorriso idiota querer escapar de meus lábios e um peso ser tirado de meus ombros. Naquele momento eu esqueci todos meus problemas. Ela estava ali. Céus eu era um homem de sorte.

Vi Narcisa falando com Bellatrix, que lançou-nos um rápido olhar complacente a concordou. Narcisa veio então até nós e passou a nos guiar pelos corredores. Eu não escutava sequer uma palavra do que ela dizia. Chegamos ao quarto de Draco. Tudo estava impecável ali, o quarto parecia mais iluminado. Entramos no banheiro, eu fiquei com ela em meus braços, enquanto Narcisa corria de um lado para o outro, enchendo a banheira, preparando toalhas e separando roupas.

 - Fred! – A voz dela me alcançou. – Você está me entendendo?

- Hã? – respondi ainda meio zonzo.

- Em meia hora, Draco, Jorge, Luna e William estarão aqui. Temos que arrumar Hermione e deixá-la minimamente acordada. Dê banho nela e me espere no guarda-roupa de Draco.

- No guarda-roupa? – eu estranhei.

- Não há tempo para questionamentos! Aproveitemos a euforia dos comensais. Aqui fique com sua varinha. – ela me estendeu a madeira de 20cm, carvalho inflexível, pelo de unicórnio.

- Como...?

- Alguém infiltrado no ministério.

E foi então que voltou a minha mente, a cena do meu chefe passando a mão pelo meu casaco.

- James não é gay!– eu disse irritado. James era um comensal!

Narcisa lançou-me um olhar de estranheza, enquanto mexia nas toalhas.

- Meu chefe, Auror do ministério, bem ele ficou me apalpando então...

Ela franziu mais a sobrancelha.

- Ruivo estranho. Um momento como esse e você falando sobre seu chefe te apalpando. – ela disse.

- Não... Eu só... Ah deixa pra lá.

- Certo ruivo, você entendeu?

- Banho, roupas, armário. Sim.

- Certo.

Ela rumou para fora do banheiro. Eu me concentrei em Hermione, que estava quase dormindo. Levantei-a nos braços e coloquei-a na água que se tingiu em vermelho.

- Narcisa Malfoy. – eu chamei pela loira, que parou na porta e me olhou. – Não tenho como agradecer. Eu te devo minha própria vida.

- Apenas cuide do Draco... Hm... Como é o seu nome mesmo?

Bufei alto. E eu achando que “ruivo” era um apelido carinhoso. Sonserinos.

- Fred Weasley. – eu revirei os olhos.

- Vocês Weasley tem todos a mesma cara. Certo... Fred... Apenas cuida dela. Cuide do meu filho.

- Mas e você? Como pretende...?

- Eu sei me cuidar ruivo. Agora faça sua parte.

Sem mais delongas ou um momento carinhoso, Narcisa partiu, deixando-me sozinha com Hermione. Pálida e semimorta. Não sei se eu tinha ficado impressionado, ou se ela realmente estava meio murcha.

A água tinha lavado seu sangue, e para minha surpresa sua pele estava lisa e perfeita como a de um neném. A única marca era a cicatriz em seu ombro que tinha se expandido e agora começava a rasgar em seu peito.

Lavei seus cabelos, e limpei seu corpo. Tirei-a da água e coloquei uma roupa nela. Um vestido primaveril que ela tinha usado mais cedo. Eu tentei colocar um short nela, juro que tentei, mas ela estava muito morta, e eu na pressa não a tinha secado direito o que dificultava o trabalho. Entrei no guarda-roupa. Ansioso.

- Fred... Meu travesseiro... O relatório da Dolores...

- Shhh... Está tudo certo. Nox- eu acendi a varinha.

- O que é isso? – ela disse apontando para a varinha. Sua língua enrolada e a fala arrastada.

- Minha varinha. Fique quietinha. – eu sussurrei.

- Mas e o relatório...

Como ela não parava de falar e estava completamente perdida eu a beijei.

Em parte para calá-la. Em parte por saudades. Em parte por sentir-me aliviado. Em parte por estar feliz. Ela estava ali, por que não beijá-la.

E ela correspondeu. Era a minha Hermione, a minha garota. Eu sustentava quase todo seu peso com meus braços em sua cintura, ela bobamente bagunçava meus cabelos. Eu adorava aquilo. Eu mordia levemente seu lábio, ela ria baixo.

Mas então do nada a porta se escancarou e a silhueta de Narcisa apareceu.

- Francamente isso é hora? – vamos, temos 10 minutos.

Eu não pude argumentar direito, as palavras fugiram assim que saímos daquele armário. Não era o quarto de Draco. Era o quarto de Narcisa.

- Uma... Passagem – Hermione balbuciou ao meu lado.

- Não podia contar nada a vocês, tinha medo que Você-sabe-quem invadisse suas mentes e descobrisse.

- Mas Narcisa, e você...?

- Sem perguntas, vamos, eles estão no telhado.

Ela jogou-nos capas de comensais. Coloquei primeiro em Hermione, ela tentou protestar, mas estava muito fraca para isso.

- Narcisa, vão suspeitar, ela não consegue ficar em pé.

- Então... você deve ir – ela disse com a voz rouca.

Eu apenas ri. Certo, eu ia ir sem ela. E depois disso iria chover granizo no deserto e Voldemort sairia no mundo dos trouxas distribuindo balas.

- Ah, isso não será necessário. – Narcisa disse tirando do fundo das vestes um pote com algo que parecia pimenta em conserva. Mas era muito mais estranho e em tons terra. Ela destampou o vidrinho que não era maior que sua palma, aproximou-se de Hermione e enfiou aquilo em baixo do seu nariz. Eu que estava relativamente longe senti aquele cheiro horrível.

Hermione tossiu mais ainda e retraiu-se para trás, quase caindo.

- Pronto. Agora tome um gole.

- Isso cheira a vômito. – eu disse franzindo o nariz.

Hermione lacrimejava e tinha ânsias.

- Eu... Vou vomitar...

- Não no meu tapete persa, por favor. – Narcisa disse revirando os olhos – Vamos, tome um gole, te manterá acordada pelos próximos dois dias... Ou te deixará em coma...

- O que? – eu disse fazendo uma careta involuntária.

- Isso aqui são ervas, magia de cura. Ela acabou de passar por um ritual de magia negra. E um ritual forte, poderoso... Os efeitos podem ser um pouco imprevisíveis.

- Narcisa, tem certeza?

- É o único jeito de deixá-la acordada... Ela está momentaneamente imune a magias diretas, e o corpo dela precisa hibernar para recuperar aquele um quarto de sangue que ela perdeu naquela banheira. E agora o sangue dela vai ser novo, vai ser o sangue dele.

- Sangue dele... Quer dizer que ela é uma...

- Não, ela não é uma Horcrux.

- Como... Como você sabe de tudo isso Narcisa. – Hermione disse ofegante e meio desconfiada.

Quer dizer, ou ela estava desconfiada ou apenas estava apertando os olhos de dor.

Ela deu uma risada seca.

- Vista-se logo ruivo. – ela disse segurando Hermione. – e você tome logo isso!

Ela não queria falar sobre aquilo, quem sou eu para discutir. Eu coloquei minha capa e ajeitei meu capuz.

Hermione, porém não se deu por vencida, continuava perguntando como Narcisa sabia de tanto.

- Pare de ser metida. Ajudei-te por que meu filho pediu, não sou sua amiga ou coisa assim.

Hermione estreitou os olhos.

- Narcisa Black Malfoy... Você é bastarda?

Nem eu nem Narcisa estávamos acreditando que ela realmente tinha perguntado aquilo.

- Imperio! – Narcisa disse visivelmente irritada. Eu tentei impedir, mas estava meio enrolado com a manga daquele negocio de comensal. – dê um gole da poção, e pare de fazer perguntas.

Hermione tomou aquilo, fez uma careta horrível e lacrimejou. Não fez perguntas. Na verdade ela ficava estalando a língua e tudo que fazia era praguejar baixo.

- Vamos, já perdemos muito tempo aqui. – ela disse séria.

Abriu a porta e saímos, Hermione agora estava em pé, e parecia mais acordada.

O trajeto foi tenso. Narcisa despistava os comensais. Quando chegamos ao telhado Ícaro nos viu e veio falar com Narcisa. Ele não podia deixar ninguém passar.

E para a minha surpresa Hermione tirou o capuz. Será que tinha LSD, ou cogumelos nesse maldito frasco de Narcisa? Ela estava louca? Ia colocar tudo a perder.

- Granger! – ele disse surpreso.

Imediatamente ele nos deu passagem, ajudou Hermione subir pelas as escadas e passou a nos acompanhar.

- Obrigado Ícaro. – ela disse sorrindo. Estava bem melhor, bem mais acordada, mas ainda me parecia meio murcha.

- Acabe com essa palhaçada. Derrube-o de uma vez por todas. – Ícaro disse.

- Kingsley vai saber que está do nosso lado, venha conosco.

- Não... Você sabe que eu não posso... Eu não tenho grandes intenções de sair dessa confusão vivo. – ele colocou a mão no ombro dela.

- Encoste nela novamente, e eu garanto que você não sai vivo sequer desta escadaria. – as palavras pularam da minha boca antes que eu pudesse me controlar.

Ele virou lentamente em minha direção. Céus ele era enorme! O triplo de mim, tanto em altura quanto em largura.

- Garotos, por favor. – Narcisa disse.

- Pare com isso. Eu e ele apenas compartilhamos situações semelhantes. Ele é de confiança.

- Ele matou...

- Sim, eu também matei. Muitos Fred, muitos!

Ela falou com a voz vacilante, e foi então que me pareceu que ela não estava falando dos comensais que já tinha matado. Ela realmente se considerava igual àquele comensal?

O que diabos ela tinha feito de tão grave assim?

- Agradeço o convite Hermione, mas você sabe...

- Sim... E vai continuar protegendo ela?

Ele deu uma risada triste.

- O que mais eu posso fazer? Não posso matá-la.

- Entendo. Então é provável que voltemos a nos encontrar, como rivais. Embora, eu não vá conseguir matá-lo.

“Eu mato ele para você...” pensei não gostando da intimidade deles.

- O mesmo de mim. – ele deu uma risada... Normal.

Chegamos no fim das escadas, apenas uma pequena portinhola com vitrais coloridos.

E então Hermione abraçou Ícaro.

- Realmente espero te encontrar quando tudo isso tiver acabado.

- Até lá estarei morto.

- Não fale assim.

- Você sabe que é verdade. Duvido que ela fique viva por muito mais tempo, então...

Hermione apertou-o mais. Suspirou triste e se separaram.

- Boa sorte.

- Acho que vai precisar de mais sorte que eu. – ele disse passando o indicador pela barriga dela. – o que eu puder fazer, eu farei.

Acho que eu tinha entendi, por cima, o que se passava. Hermione tinha contado à ele o que tinha feito de tão terrível, e provavelmente foi algo parecido com o que ele fez. Eles se identificavam e se apoiavam um no outro. Mas o que defendiam com a vida estava de lados opostos.

Hermione me defendia, e defendia o nosso filho.

Ícaro defendia alguma namorada comensal provavelmente.

Eles eram... Amigos... E ainda assim tinham em seu destino, um matar o outro.

- Narcisa, depois dê a minha moeda para o Ícaro. Caso ele precise falar conosco. – eu disse revirando os olhos.

Todos me olharam com estranheza.

Ícaro tinha largado toda sua vida de honras para virar um comensal por causa de uma garota.

“Eu largaria tudo caso Hermione fosse uma comensal?”

“Diabos, sim!”

- Vamos, antes que eu mude de ideia. – eu disse bufando.

Ícaro acenou positivamente e saiu dali.

Narcisa abraçou a mim e a Hermione, de um jeito que não parecia ser “por que ela faz tudo pelo filho dela”. Na verdade duvido que Draco tenha mandado-a nos abraçar.

- Muito obrigado eu disse pegando em sua mão.

- Não me agradeça.

- Já agradeci, devia ter dito isso antes. – eu sorri de lado.

- Ruivo engraçadinho. Cuide-se, e cuide da sua família. Ah, quase esqueço. – ela apontou a varinha para Hermione. – Finite.

- Obrigada. – ela disse se espreguiçando.

- Não vai mesmo vir conosco?

- E largar a casa nas mãos de Bellatrix Lestrange?! Ela vai destruir minha prataria! – ela disse ajeitando o vestido.

- Apareça lá em casa, para um chá. – Hermione convidou. – chamamos Draco e a sua nora para assistirmos um filme.

- Nora?! – Narcisa disse de olhos esbugalhados.

Hermione fez uma careta e me lançou um olhar de desespero.

- Hmm... Bem... – Hermione ajeitou a capa.

- Draquinho está namorando?!

Na verdade quase casando, mas não acho que devo acrescentar esta informação.

Ela se recompôs e espanou o vestido nervosamente.

- Certo, em dois minutos eles estarão aqui. Só me digam uma coisa, qual o nome dela?

- Luna. – eu respondi.

- Certo... Eu acho que vou aceitar esse chá. – ela disse um tanto quanto sombria. – boa sorte crianças. – ela disse dando as costas e desaparecendo pelo mesmo caminho que Ícaro tinha feito.

Fiquei sozinho com Hermione.

Saímos no telhado, o vento estava frio e forte. Nem parecia uma noite de primavera, a lua estava enorme, o que não é bom. Muito clara nos deixava vulneráveis.

- A lua. – eu sussurrei.

- Sim, nos deixa vulneráveis. – ela concordou. – Por que deu sua moeda para ele? – ela disse abraçando os joelhos olhando para o horizonte.

Eu estava observando a residência dos Malfoy. Era um jardim bonito.

- Ele parece ser... sei lá.

- Bom?

- Não. – eu disse. Ele não era bom, ele era cruel, um comensal. – perdido talvez.

- Ele fez algumas escolhas erradas e agora tem que arcar com as consequências.

- Escolha errada é quando você combina listras e bolinhas, matar gente Hermione, é muito mais sério.

- Você acha que ele devia ser preso?

- Sim. Preso, morto, as famílias que ele destruiu não se contentariam com esse papo de escolhas erradas.

- Preso, morto. – ela repetiu se encolhendo. – ele só amou demais.

- Isso não dá o direito de sacrificar dezenas de pessoas.

- Ele faz o melhor que ele pode para atenuar os prejuízos, ele tenta ajudar, ele não consegue dormir sequer uma noite sem que essas malditas escolhas venham assombrá-lo.

- Bom, isso não é o suficiente.

- Nunca é o suficiente. Sempre esperando que ele seja perfeito, que seja o cara ideal, o aluno perfeito. Ele nunca foi bom o suficiente, nem nunca vai ser.

Eu franzi a testa. Estava confuso, de quem diabos ela estava falando?  Eu não conhecia ele para esperar alguma coisa dele.

- Hermione, você está exagerando, eu nunca esperei nada dele, nem conhecia ele. Voc~e ainda está falando dele?

Ela apenas abaixou a cabeça e escutei-a soluçando baixo.

- Deixa pra lá. Ele está sozinho, ninguém pode fazer nada por ele.

- Bom, a namorada comensal dele vai estar do lado dele pelo menos.

- Namorada comensal?

- Bom, ele largou tudo para virar comensal. Ou ele é um psicopata carniceiro, o que eu duvido já que você virou amiga dele, ou ele se apaixonou por uma comensal.

- Mais ou menos. – ela disse. – amor nos deixa estúpido e irracional.

Eu fiquei quieto.

- Sem nenhum comentário para julgar ele? Nenhuma pedra no assassino de dezenas de boas pessoas?

- Amor nos deixa idiota, e com os valores distorcidos. Eu não posso discordar disso. E eu não sou ninguém para julgar ou jogar pedras Hermione. Não precisa ser ríspida comigo, não estou condenando ninguém, até por que eu não sou nenhum santo para isso. – eu disse analisando uma movimentação estranha na parte de baixo da casa.

- Fred, você teve alguma coisa, com alguma mulher, desde que começamos a namorar? – ela disse.

Aqui me atingiu como uma faca. Olhei para ela e seus olhos estavam cravados em mim. Em sua testa o nome CAMERON brilhava intensamente.

- Te falaram alguma coisa? –eu disse piscando algumas vezes, tentando ganhar tempo.

- Não me falaram nada, apenas me diga a verdade. Não minta para mim.

- Não. – eu menti. – Eu...

Um barulho de coruja tirou minha atenção. Silenciosos e ágeis, Harry, Rony e Jorge chegavam em vassouras.

Acenei para eles.

Hermione baixou o olhar.

Eu precisava contar a verdade a ela.

- Conversamos quando chegarmos em casa. Eu tenho que te contar uma coisa. – Ela disse cabisbaixa.

- Sem segredos nem mentiras. – eu disse segurando seu pulso.

Ela assentiu.

Gostaria de relatar que fugimos, chegamos em casa, nos confessamos, nos perdoamos, transamos e então Harry apareceu com a solução para o caso do nosso filho-Horcrux e que derrotamos Voldemort e tudo deu certo no final. E tudo isso a tempo do nosso casamento em Agosto.

Como eu gostaria.

- Sem segredos e mentiras é Freddie?

Não... Por favor. Isso não pode estar acontecendo.

Merlin, por que você me odeia tanto?

 Os garotos mal pousaram suas vassouras e a porta foi escancarada, dela passaram Bellatrix e mais cinco comensais. Alguns encapuzados outros não.

No segundo seguinte trocávamos feitiços, e uma batalha intensa começava no telhado dos Malfoy. Fui colocando Hermione atrás de mim, protegendo-a dos feitiços. Tentando chegar até as vassouras. E cada vez mais chegavam mais e mais comensais, do lado de baixo feitiços também chegavam até nós.

- Harry tire ela daqui! – eu disse jogando Hermione para Harry que com sua agilidade de Apanhador enganchou-a pela cintura e acomodou-a na sua vassoura. – ela é a prioridade!

- Fred! Não, Harry, não podemos abandoná-los! – ela disse gritando.

- Rony, escolte eles! – eu berrei.

Logo depois senti um feitiço atingir meu braço esquerdo.

- Fred! – Hermione gritou – Jorge! – ela gritou logo em seguida.

- Agora nós vamos conversar! Todos baixem suas varinhas, ou o ruivo aqui vai pagar caro. E dessa vez não ver ser com uma orelha. – Cameron disse.

Girei o tronco apavorado.

Um comensal segurava Jorge pelo colarinho e Cameron tinha sua varinha cravada no pescoço dele.

Ela começou com um blablabla de vilão vitorioso, e eu tentava com todos os meus pontos de QI achar um jeito escapar daquela situação.

- Hein Fred! – Cameron me chamou.

Eu estava calculando a altura de pular daquele telhado.

- Hã.

- Conte sobre hoje a tarde.

- Eu dormi, comi, escolhi minhas roupas, nada fora do comum. – eu disse mirando em Jorge. Sua vassoura estava ao meu alcance. Eu teria que derruba-lo do telhado e ir buscá-lo no chão.

Ele ia quebrar alguns ossos. Mas não passaria disso.

- Quero que conte para a favorita de todos o que houve hoje a tarde.

- Cameron. – eu disse estreitando os olhos. – Não.

- Avada...

- Tudo bem! – eu disse olhando para Hermione e implorando perdão para ela. – eu... Me deitei com ela hoje.

- E quando ela saiu para caçar Horcruxes? – ela disse sorrindo.

Eu hesitei.

- Sectumsempra! – ela disse e um corte profundo apareceu no pescoço de Jorge.

- Eu a beijei! – eu disse entrando em desespero.

Ela não me olhava mais, apenas tinha a mão cravada no braço do Harry, como se o chão tivesse sumido. Ela tinha arfado e se curvado para frente.

E naquele momento de prazer dos comensais, Jorge foi rápido. Empurrou o comensal do telhado e correu em nossa direção. Não demorou as vassouras estavam no ar, eu levantei uma nuvem de poeira com um aceno de varinha e joguei contra os comensais que foram pegous desprevenidos, corri em direção a Hermione.

- Vamos embora! – eu disse

- Não encoste em mim. Você mentiu, podia ter me dito a verdade, mas mentiu!

- Hermione. – eu disse montando na vassoura. – eu te amo, discutimos isso depois.

- Não tem o que discutir Fred Weasley!. – ela tirou a aliança do dedo e espalmou-a violentamente contra meu peito. – Acabou!

Aquele olhar de ódio e dor vão me perseguir pela eternidade.

Aquilo me abalou, e ecoou longe em meus ouvidos. Eu ia dizer alguma coisa, talvez um pedido de desculpas, talvez uma declaração, talvez uma risada histérica.

Não sei.

Nunca vou saber.

Pois no segundo seguinte um feitiço saiu do meio da nuvem de poeira, e certeira, atingiu a nuca de Hermione.

Seu olhar de mágoa mudou. O nada a preencheu novamente, e pela segunda vez na noite, ela caiu, como uma boneca de porcelana, desfalecida aos meus pés.

Arfei em desespero.

- Não. – sussurrei saindo do choque e juntando-a do chão.

 ***

Eu estava do lado de fora do quarto. Lá dentro Hermione repousava. Não tinha nada que os médicos podiam fazer. Ela tinha acordado para vomitar, mas desmaiou logo em seguida. Os médicos temam que todos esses feitiços e poções tenham induzido-a a um coma.

Eu tinha os olhos vermelhos e inchados, estava soluçando feito uma criança há horas.

E assim dois dias se passaram.

Era uma quarta-feira, em uma tarde linda e quente. Eu ainda estava ali, só tinha saído para tomar banho. Aparentemente eu estar coberto de sangue seco tinha assustado alguns pacientes. Comi alguma coisa que minha mãe enfiou na minha boca. Ela estava desesperada.

Eu estava sentado ao lado da cama dela, tinha o tronco escorado na maca dela e estava quase dormindo quando ela se remexeu, e abriu os braços para se espreguiçar.

Eu me levantei e silenciosamente agradeci a Merlin.

Ela esfregou os olhos daquele jeito fofo dela. Perdi o controle e praticamente pulei em cima dela.

- Hermione! Achei que tinha te perdido!

- Hei... – ela disse tentando se afastar.

- Eu te amo. – eu disse beijando-a.

Gostaria de dizer que ela retribuiu e que fomos para casa e tudo correu bem. Mas aparentemente Merlin me odiava.

Ela espalmou sua mão no meu rosto. Com gosto.

- Quem diabos é você?!

Acho que agradeci cedo demais.



Notas finais do capítulo

desculpa gente nem revisei x-x minha Beta tá de folga então a coisa tá braba....