Consequências - Fred E Hermione escrita por penelope_bloom


Capítulo 11
Misery.


Notas iniciais do capítulo

*jurosolenementequenãovoufazernadadebom*
Eu não ia postar esse hoje, mas em comemoração aos 170 leitores, postarei...
É bem curtinho, só pra dar um gostinho de quero mais..
ISHADOIUASHIUDHIASHD GENTE FALA SÉRIO, MUITO FODÁSTICO O FINAL DO ÚLTIMO CAPÍTULO NÉÉÉ?? AI EU SOU TÃAÃÃÃO CRUEL!!!
MUAHAHHA
OK OK LEIAM *u* -PS: Não revisei por que eu to com pressa gomen x-x




ONZE:

The devil told me his name, but he’s not welcome here anymore.

Afastei-me dele em um salto.  Era para Fred me ajudar, ser meu companheiro. Não apenas mais um tentando matar quem eu amo.

- Você está se ouvindo? Cadê o pai empolgado de horas atrás?

Ele apenas chorou mais.

- Você sabe que é o certo. Se tivesse outro meio.

- Vamos primeiro sair daqui depois procuraremos uma solução.

- Você sempre tão racional, tão certa de tudo. Essa criança pode ser o fim do mundo bruxo e do mundo trouxa!

Eu apenas desviei o olhar.

- Por que Voldemort diria que você provavelmente já tinha chegado a essa conclusão. O que você está sabendo que eu não sei? – ele estreitou os olhos verde oliva.

Minha vez de começar a soluçar.

O ruivo levantou e me sacudiu pelos ombros.

- Hermione!

- Me deixe em paz! – eu me soltei de seu aperto e andei até o outro lado do quarto.

Agora a marca em meu ombro ardendo mais do que nunca, de um jeito que não achei ser capaz. Sentia-me o ser humano mais desprezível e egoísta do mundo. Precisava desabafas, mas não podia. Se Fred soubesse sobre a profecia ele provavelmente tentaria se matar, ou matar meu filho. Eu estava novamente sozinha.

- Hermione – o toque de Fred não foi nada carinhoso como costumava ser. – nós somos quase casados, você não pode mais esconder coisas sérias como essa de mim! Eu não escondo!

- Você não entenderia! Ninguém entenderia!

- O que você fez? – ele estreitou os olhos. – por que você se sente sempre tão culpada?

- Você não estava lá! Não sentiu o que eu senti!

- Hermione!

Eu estava agora de pé, o ruivo me fechando contra a parede. Eu fui me impulsionar para longe dali, mas ele apertou meu ombro, justamente onde a cicatriz ardia. Meu joelho cedeu e eu cambaleei para frente, a dor se irradiando para o meu peito e pelo resto do meu braço.

Ele tentou segurar meu braço, mas acabou por puxar o pano da manga e rasgar o tecido, deixando amostra a enorme cicatriz que vinha da base do pescoço até o meio do peito.

Quando viu aquela marca me soltou de vez, fazendo com que eu fosse de encontro ao chão.

- O que é isso no seu ombro?

- Uma cicatriz Fred. – eu enxuguei uma lágrima.

Ele mencionou ir ajudar a me levantar.

- Não. – eu estendi o braço, me defendendo – não chegue perto.

- Quando você fez isso? Como eu não vi?

- Por que eu não quis que você visse. Tudo isso é culpa minha. – eu me levantei e cambaleei até a porta. – eu fui egoísta e fiz um pacto com o demônio para não perder quem eu amava. Mas o tiro saiu pela culatra e eu vou perder de qualquer jeito. Maldita Trewloney.

- Do que você está falando?

- Você conhece Jano? Ele provavelmente está se divertindo com isso tudo... – eu estava agora hiperventilando.

- Hey! – Fred me chamou.

- No dia da batalha de Hogwarts, depois que eu salvei Harry, isso aqui apareceu. – eu indiquei a cicatriz – Eu tive pesadelos, sonhos, visões. No fundo eu sabia que a culpa pela volta dele era minha.

- Volta?

- Se eu não tivesse salvado você, se eu não tivesse salvado Harry.

- Do que você está falando?

- Nada. – eu disse cansada enxugando minhas lágrimas. Coloquei-me em pé e me sentei na cama. – você tem razão.

O ruivo cuidadosamente sentou ao meu lado.

- Você sabe que isso dói em mim não sabe?

Ele encostou os lábios trêmulos nos meus. Eu me afastei.

- Sei. Mas não sou como você. Sei que você vai conseguir sir daqui. Você tem razão, eu não.

- Hermione?

- Você vai embora sozinho.

- O que?

- Eu posso pedir para Tom que ele o deixe ir. Ele não vai me negar este pedido.

- E deixar você aqui?!

- Eu vou ficar pelo bem do meu filho. Sei que você vai achar um jeito de combater os comensais lá fora.

- Hermione, seu sangue é sujo! Eles jamais vão permitir que você viva entre eles!

- Então é bom que você ache um jeito de me matar junto com meu filho. – eu disse com o olhar perdido e fixo no que parecia um porta-retratos de infância de Draco.

- O que? – Fred ofegou. – você não pode estar falando sério! Você viraria uma comensal por águem que nem vai ser seu filho? Por um corpo vazio ocupado por Voldemort?

- Se houver uma mínima chance de um dia esse corpo vazio voltar a ser meu filho, então sim.

- Eu não estou acreditando nisso!

- Não acredite. Eu menti durante meses e meses e você acreditou. Você é muito bom em fazer isso. Voldemort só está vivo por minha culpa. Eu o trouxe de volta, por que fui egoísta. Esta sou eu. Não a perfeita garota esforçada que é responsável e razoável com quem você noivou. Eu sinto muito. Eu te amo de um jeito que você não poderia entender.

- Você está cansada, não está pensando direito...

- Sim, eu estou cansada. Mas pela primeira vez estou pensando direito, claramente sem tentar arrumar desculpas para mim mesma. Não há saída.  – eu me levantei e rumei para a porta. – eu vou respirar ar puro. Dar uma volta. Nos vemos depois?

Fred tinha escorregado para o chão e estava caído, escorado na cama.

- Sim... Hermione?

- Hm?

- Eu te amo. Muito.

- Também. – eu o amava de fato. Mas com aquilo tudo foi como se uma parte desse amor tivesse sido esmagada. Como se eu não fosse mais plenamente dele. Como se ele não fosse mais meu.

- Então por que você está me machucando desse jeito? Por que você não confia em mim.

- Vai por mim, eu estou te machucando o menos possível. – após isso eu saí do quarto.

Do lado de fora três comensais.

- Eu preciso andar um pouco.

- Eu levo ela. – Ícaro deu um passo a frente.

Eu estava tão apática que nem me importei. Nem processei àquilo tudo.

- Obrigada.

Há algumas horas atrás eu estava servindo cafés e indicando Jorge Amado a um cliente novo, e agora cá estou eu, agradecendo ao cara que moeu meu namorado na porrada.

Essa vida é mesmo uma grande filha da puta.

E Deus é um sacana com um humor perverso.

“HAHAHA ELA REALMENTE ACHOU QUE AS COISAS IAM DAR CERTO, VOCÊS VIRAM? OH CÉUS, VOCÊS VIRAM O CARA QUE ELA AMA SUGERINDO MATAR O FILHO DELES? QUE HILÁRIO!! HAHAHAHA”.

- Podemos ir lá fora?

Ícaro me analisou por um momento.

- Ora, eu estou grávida, desarmada e arrasada, por favor!

- Certo.

Ele foi me guiando pelos imensos corredores, passando por portas, por pessoas, comensais, prisioneiros, lobisomens, acho que Cameron fez alguma piadinha comigo. Não ouvia nada. Assim que vi aquele céu estrelado e o vento gelado soprou em meu rosto fechei os olhos.

- Sei que não gosta de mim, sei que seu senso de humor é ridiculamente perverso, mas se tem um mínimo de misericórdia, me mate. Por favor, eu imploro, me mate. – algumas lágrimas rolarem. Lágrimas de ódio.

- Você está falando comigo? – Ícaro indagou olhando ao redor.

- A menos que você seja Deus, não.

***

Fred’s Pov

Gritei. Soquei a parede até sentir quebrar minha mão. Não parei. Quebrei o armário de Draco, manchei sua parede com meu sangue, e na base de chutes quebrei a porta do banheiro. Não costumava me descontrolar.

Abri a porta violentamente, e me deparei com comensais com varinhas em punhos.

- Preciso ver Narcisa Malfoy. Acho que quebrei minha mão.

Os dois comensais hesitantes me conduziram pelos corredores. No caminho Cameron pulou em meu caminho. Cacarejou alguma coisa com um sorriso nos lábios. Irritei-me e prensei meu antebraço em seu pescoço, esmagando sua traqueia contra a parede.

- Eu não te suporto sua mimada ridícula. Some da minha frente, ou eu te afogo no seu próprio sangue. – cedi aos comensais que me puxavam e voltei a andar pelos corredores.

Acho que me repreenderam. Não prestei atenção; estava ocupado socando a porta de Narcisa, dando chutes e pontapés.

- Já vai, já vai! – ela abriu a porta, do mesmo jeito de antes. – ó céus! Garoto o que você fez na sua mão?!

Fui entrando. Acho que os comensais iam tentar me impedir, mas Narcisa foi firme e disse que estava tudo bem. Ouvi ao longe um: “Abaffiato”.

- Onde está a sangue-ruim?

- A sangue-ruim está indo conhecer sua futura casa. Fazendo amizade com os comensais. Ela acha que eu não sofro com nada disso. Egoísta Energúmena! Não tem nada na cabeça!

- Fique parado! Deixe-me ver essa mão.

- Narcisa, - eu disse segurando as mãos da mulher – eu vou perdê-la. Eu vou perder os dois.

- Ninguém vai perder ninguém.

- Meu filho é uma Horcrux.

- O que?!

Eu entre alguns soluços e outros, contei tudo o que eu sabia o que eu suspeitava e o que eu nem tinha ideia.

- Narcisa, eu vou ter que matar meu... – comecei a chorar.

E quando dei por mim Narcisa estava me abraçando.

- Pronto. Agora ruivo eu quero que preste atenção no que eu vou falar. – ela deu dois tapinhas em meu rosto. – Você não está sozinho. Você e a Sangue-Ruim cuidaram do meu Draco, e eu pretendo retribuir a isso. Você tem minha lealdade. Ao menos até que isso tudo passe. Entendeu? Você vai ter que ser forte. É óbvio que ela não quer ser uma comensal. Mãe nenhuma deseja que um filho cresça nesse meio. Você precisa ampará-la. Ela perdeu o chão no momento em que você, pai do filho dela, disse que quer matar seu próprio filho.

- Mas eu vou ter que...

- Ela já sabe disso. Você não precisa lembrar. Saiam daqui primeiro.

- E como diabos vamos fazer isso?

- Eu falei com Draco. – ela mostrou-me a moeda. – amanhã à noite, após o meu sinal, eles virão buscá-los com vassouras.

- Eles sabem? Sobre...

- Apenas Draco.

Assenti.

- Agora deixe de teimosia e me dê seu pulso. Eu disse que você estava quebrado para que os comensais não se preocupassem tanto com uma possível fuga sua. Não é para você se quebrar de verdade.

- Sim senhora. Desculpe.

- Vocês são tão jovens. Não deviam passar por tudo isso.

- Reclame com o resto do mundo. Vai por mim, eu não estou passando por isso por que eu quero.

Narcisa rui fracamente.

- Certo ruivo, vamos concertar esses estragos. Todos eles.

***

- Ícaro, você podia entrar comigo no quarto só por um instante? – eu pedi receosa de que Fred fosse me atacar com algo pontudo e improvisado, querendo me fazer abortar na marra.

- Senhorita?

- Por favor. – eu supliquei cansada.

Ele abriu a porta com varinha em punhos provavelmente pensando se tratar de uma armadilha.

Entrei logo depois.

- Posso ir?

Eu observei o quarto vazio.

- Se incomoda de ficar um pouco comigo?

- Na verdade sim. Não gosto de você e o dia já está raiando, e eu realmente quero dormir.

- Claro. – eu ri comigo mesma, como eu era ingênua, não estava em Hogwarts. Ali as pessoas tinham nojo de mim e do meu sangue. – obrigada por tudo.

Rumei para a janela e sentei escorada na parede com a cabeça baixa.

Alguns momentos se passaram até que eu senti alguém se sentar do meu lado. Encolhi-me com medo de ser Fred.

Então ele pigarreou e eu levantei a cabeça.

- Ícaro?

- Temos que ser cordeais com os convidados do Lord.

- Você deve estar cansado. Pode ir.

- Você não me parece bem.

- Eu não estou bem. Você fica feliz em saber disso? Você já amou Ícaro? Você já cometeu um erro que quisesse se arrepender, mas não conseguisse?

Ícaro riu seco.

- Não esperava que justo você fosse me entender. – ele murmurou.

Olhei-o surpreso. Era uma pergunta retórica, Não esperava que Ícaro realmente soubesse o que era aquilo.

- Ora ou você acha que eu amo comensais?

Aquilo me surpreendeu.

- E-eu achei.

- Não. Odeio esses filhos da mãe tanto quanto você.

- Então por que... Por quem?

- Cameron Feline. Eu a seguiria até o inferno. Seu amor pelo menos é retribuído, o meu não.

- Cameron não quer matar o filho de vocês. – eu disse chorosa.

E então algo que eu não esperava aconteceu: Ícaro me abraçou. Aquilo não fazia sentido algum, acho que ele estava realmente carente.

- Vou cuidar de você. Aqui comigo pelo menos você e sua criança estarão seguras.

- Provavelmente Cameron vai querer vir me matar.

- Cameron há muito passou dos limites. Ela abortou o filho dela, não vai encostar no filho de mais ninguém.

- O que? – eu balbuciei perplexa. – quando? Como?

- Não importa. Aceita minha lealdade?

- Contanto que também aceite a minha. – estendi minha mão.

- De onde eu venho, lealdade é coisa séria. Não sele comigo se não pretende cumprir.

- Eu sou uma grifinória. Lealdade é o meu cerne. – selamos um aperto de mãos.

Ele levantou-se e me ajudou a ir até a cama. Fechou as cortinas e buscou-me um copo de água. Tapou-me e rumou para a saída.

- Qualquer coisa meu quarto é do outro lado do corredor. Ou grite meu nome bem alto que eu venho socorrê-la. – ele disse sério.

- Obrigada... Ícaro?

- Sim?

- De quem era o filho?

Vi seus dentes brancos como pérolas reluzirem no escuro.

- Eram gêmeos. Meus.

- Sinto muito.

- Durma bem.

Ele saiu e fechou a porta, deixando-me no breu e na solidão daquele quarto. Em meu ventre Naoki acabara de chutar.

- Está tudo bem. Mamãe está aqui. – eu me encolhi.

O silencio tomou conta do quarto, eu estava cansada, mas com medo demais para dormir.

A porta abriu-se com um estampido violento e desajeitado por ela passou Fred. O escuro voltou e eu me preparei para chamar Ícaro.

- Mione. – ele chamou.

Não parecia o Fred seco e frio de horas atrás. Sua voz estava rouca, como se tivesse chorado.

- O que? – minha voz saiu mais fraca que eu calculei.

- Sinto muito.

Bufei em ironia.

Ele sentou-se ao lado da cama e sua voz embargou, enquanto sua voz saia em um fio fraco e tortuoso.

- Por favor, não seja cruel. Eu só não quero te perder. Nem ao meu filho.

- Eu que estou sendo cruel Fred?!

- Estou te pedindo perdão. Eu sei que errei. Só queria que soubesse que eu estou do seu lado.

Ele levantou-se e rumou para a porta.

- Aonde vai? – eu me ressaltei na cama. – Não me deixe aqui sozinha, por favor.

O ruivo deu meia volta e sentou-se na cama.

- Fico aqui até que durma.

- Dorme comigo.

O rapaz se ajeitou ao meu lado. Tirou o cabelo do meu rosto e colocou minha cabeça sobre seu peito.

Não dissemos nada um para o outro, apenas senti seu abraço apertado ao meu redor. Enlacei nossas mãos e senti-o desenhar círculos nas costas de minha mão. Quando senti que estava quase dormindo me inclinei em sua direção e beijei seu pescoço suavemente.

- Vamos sair daqui – eu disse baixo.

- Promete? – ele disse acariciando minha boca.

- De dedinho.

Depois disso voltamos a dormir. Sem nenhum boa noite, pois aquela noite seria e tinha sido, a pior noite da minha vida.



Notas finais do capítulo

TCHAAAAAAAAAAAAAAAAN TCHAN TCHAAAAN!!!
FIQUEM LIGADOS, TEMOS AINDA MAIS DOIS CAPÍTULOS PELAS PRÓXIMAS 78 HORAS MUAHAHAHAHAHA *u*
*Malfeitfeito*