Por De Trás Da Máscara. escrita por Cavalcante


Capítulo 5
5


Notas iniciais do capítulo

Oiie! :D
Bom já deu pra ver que eu não tenho noção de tempo née queridos. O meu logo e longe e o meu longe as vezes é logo, ou em sua minoria muuuuuuuuuuuito longee! :D
Entãoo, sem mais delongas, vamos ao capítulo fresquinho em 3...2...1
Gooo!



Em um lugar muito distante dali, Luna encontrava-se deitada, dormindo, sob uma kingbox, forrada com lençóis de cetim branco, vários travesseiros ao redor e um edredom igualmente branco, fofo e quentinho. Levemente a loira ia acordando, espreguiçou-se. Memórias do dia anterior junto com dores vieram a seu corpo e mente... Merlin e Morgana. Estou perdida!... Ficou de repente nervosa e com medo.

Olhou para cima, um espelho sob a cama refletia sua imagem, vestia uma camisola bege de cetim até os pés e decotada em ‘V’ com um bordado muito lindo na frente subindo pelas alças e provavelmente - pensou ela- indo até as costas, sua peça intima era outra, sentia ainda o perfume de rosas emanando de si... Merlin estou tomada banho... Viu seus cabelos soltos, cacheados e controlados como sempre. Olhou o quarto, era grande, paredes brancas marfim, com detalhes em prata e dourado, pela visão periférica notou que haviam duas portas, de frente a ela uma janela grande e muito linda... Bom dia Luna! Pelo menos, estou em lugar bom!... Pensou sarcasticamente, sentiu em sua mente uma pontada, colocou a mão na cabeça em sinal de dor indo até a porta da direita, abriu... Bingo, banheiro!..., Entrou, foi direto a pia para lavar o rosto. O nervosismo não estava ajudando. Olhou em volta, era grande, uma banheira enorme ocupava a lateral direita, um box com uma ducha enorme, um espelho enorme na pia, ao lado da mesma outro espelho, só que de corpo... Viu então como estava arrumada. Sentiu-se inteiramente grata, mas a dor ainda estava lá. Se amenos estivesse com sua varinha... Resolveu então tentar meditar...

Música: http://www.youtube.com/watch?v=aq7EIxhJU90&feature=fvwrel
Música para relaxar a mente e o corpo

Foi até a janela e viu que tinha uma sacada, abriu, sentiu a brisa fria em suas narinas... Respirou fundo desejou que seu MP3 estivesse ali, vendo que não estava resolveu então deixar sua magia solta. Começou a entoar uma canção do fundo de sua alma, que neste momento estava confusa. Mas mesmo assim, em paz. Desejando que suas amigas a escutassem, concentrou-se mais ainda, não viu e nem sentiu, mas sua magia se transformou em borboletas coloridas sobrevoando por cima, ao lado, frente e costas dela, sentiu-se liberta, leve e solta... Em um determinado momento ouviu elas junto a si entoando a canção da alma. Ela e Hermione podiam não ser unidas na questão da amizade, mas sempre se “conectaram” mais rápido.

Na Toca Hermione e Gina estavam meditando juntas, ficou combinado que as duas se explicariam somente com a presença de Luna. Sentiram através da brisa suave o ‘chamar’ de Luna, era como um aviso de que estava bem e que ficassem tranquilas... Entoaram juntas então a canção da alma de Luun. Procuraram juntas em sua mente a ultima vez que meditara, então notaram que a mais de meses não faziam nem meditação e nem nada juntas, simultaneamente uma lágrima rolou no rosto das três. Se elas abrissem os olhos, veriam que estava tão escuro quando a mais negra escuridão da noite.

O vento gelado tocava-lhe a face, as folhas e tudo mais a volta de repente ficou sereno, a paz reinou em muitos lugares, na escola destruída ondas de calma chegaram, deixando todos levemente confusos e confortados em meio a tanta morte e desespero, pais, familiares, professores mais calmos... Na toca, a família Wesley, Granger e todos mais que estavam lá, ficaram com sensação de conforto... Na Mansion de las serpents, comensais ficaram confusos com a tranquilidade, Tom encontrava-se sentado em sua poltrona... Só pode ser ela... No calabouço os trouxas, traidores de sangue e nascidos trouxas estavam tendo pela primeira vez em vários meses, um sono tranquilo... Alguns achavam que tinham morrido, mesmo que inconscientemente.

Ficaram assim por volta de 20 minutos.

Sentiram a ligação levemente ir se desfazendo, ficaram tristes, mas Luna, vendo que podiam se comunicar, as avisou via pensamento que estava bem, sentia saudades e que eram para se tranquilizar pois estava bem até de mais, para quem estava sequestrada e mantida presa... Percebeu que estava sendo observada. Em sua posição de lótus, braços descansados sob pernas abriu o olho... Encontrando Narcisa com lágrimas descendo dos olhos. Tom tinha mandado Cissa cuidar pessoalmente de Bella, que estava muito machucada e de Luna. Severo ainda não tinha dado as caras, então Tom estava apreensivo quanto à vinda de seu amigo, ou antigo amigo... Não sabia mais o que Snape era, mas se importava com ele.

- Sabe quem eu sou?...- Narcisa perguntou, sua voz estava embargada pelo choro.

Luna sorriu sincera, desfez sua posição, descendo levemente da altura de um metro que estava do chão.

Não, ela não poderia ter fugido a magia negra que a prendia lá a impossibilitava de muitas coisas. Nem tentou, sabia que sem as meninas por perto, ficaria cansada rápido demais, o poder de cada uma era completo se estivessem unidas. A Lufa-lufa observou lentamente a mulher, loira, olhos verdes acinzentados, alta, magra, elegante em suas vestes bruxas negra, impecável e incrivelmente linda... Lembrava Draco...

- A mãe de Draco, Narcisa Malfoy. Se minha intuição não falha. - Luna viu um brilho no olho da mulher aparecer e depois olhos inexpressíveis. Enxugou as lágrimas...

- Se incomoda de entrarmos, aqui está frio. – Narcisa falou esfregando os braços, a fim de esquentá-los. Luna respirou fundo e se despediu da paisagem fria, calma e solitária, entrou. Fechou as grandes janelas, dirigiu-se a enorme cama, mas parou ao perceber dois elfos trabalhando. Os grandes olhos das pequenas criaturas pararam e a olharam, um dos elfos olhou bem pra ela, como se a analisando. E então falou...

- A senhora quer que nos saia daqui? Lux e Riti sai. – Falou meio temerosa por fim.

- Oh não, não meus amores, podem arrumar tranquilas... – As duas ficaram de repente com um brilho no olhar.

- Venha Luna, vamos conversar no escritório. – Narcisa percebeu que os elfos também perceberam a semelhança, e com esse ato ‘educado’ de Luna eles, provavelmente, acreditaram que aquela era Narah.

- Oh sim.

As duas saíram do quarto e Luun pode observar a beleza gótica da casa. Eram quadros e mais quadros, alguns bruxos outros trouxas. O corredor era comprido e largo, paredes pintadas num tom branco marfim e ao rodapé detalhes em preto e prata. Ali com certeza habitavam Sonserinos. Adentraram a uma sala igualmente branca, porem com moveis de um mogno muito caro, divã verde e ao lado do mesmo duas cadeiras de pareciam mais sofá de tão confortáveis só de olhar, lareira acesa... Linda a sala, para completar uma música agradável tocava ao fundo. Luna ficou encantada. Estava acostumada com a decoração exótica de sua casa, mas a elegância daquele local a deixou deslumbrada. Soube disfarçar bem. Sentaram-se as duas, uma em cada cadeira de frente pra outra.

- Bom, Na...Luna. Você oficialmente foi sequestrada. Tom enviou imagens de você sento torturada. Todos acham que você está machucada, arranhada e sendo tratada a pão e água. Mas o fato é que isso não é verdade.

- Mas por que Narcisa? Não que eu queira ser espancada ou amaldiçoada. Só quero saber, por que estou sendo mantida aqui, vida e bem. Serei algum tipo de sacrifício? – Luna falava tão calmamente que Narcisa se perguntou, onde estava a menina avoada que Draco tinha lhe contado.

- Oh, não não. É só que, bem... É complicado de entender. Pelo menos agora.

- Algum dia me contará?

- Sim, mas por hoje, só entenda que você poderia estar em situação pior. O Lord a quer bem e salva. Agora tenho que ir. Bella, minha irmã está machucada. E provavelmente acordara com os nervos a flor da pele, se algum comensal ou outro que estiver perto que não for eu... Será muito difícil salva-lo. – Narcisa, estava tão confortável com Luna que se pegou até sorrindo com a piada interna. Luna aparentemente tinha entendido e sorriu com ela.

- Posso ir junto? Ou terei de ficar sempre no quarto ou aqui?

- Só um minuto. – Narcisa fechou os olhos em sinal de concentração. Mentalmente perguntou a Tom se tinha problema. Ele respondeu “Pode leva-la, estarei lá escondido para ver a reação de Bella.” - Pode vir sim. – Sorriu nervosa ao dar a resposta.

Foram andando em silencio pela mansão. Luna ia ficando cada vez mais encantada com a decoração e espaço. Cresceu dentro de si uma vaga lembrança, de que queria a casa dela assim.

- Narcisa?

- Sim.

- Essa mansão é sua?- Percebeu a mulher ponderar um pouco.

- Não. – A resposta veio firme em tom de encerramento. Luna viu que não extrairia nada.- Chegamos.- Abriu a porta e demos de cara com uma Bellatrix vulnerável, machucada e dormindo. Assim que entramos senti um aperto no coração por vê-la tão machucada. Ela estava de vestes brancas, dava pra ver suas cicatrizes, arranhões, feridas e roxos ao longo de seu esguio e lindo corpo. Nem Askaban, tirou a beleza daquela mulher.

Música: Everybody Hurts – Avril Lavigne (Finge que a música é Beeeem antiga)

Se compadeceu de Bella. Num impulso, sentou-se na cama, bem ao lado da cabeça da mulher e pôs se a cantar e acariciar os cabelos da ferida. Era uma música antiga e trouxa que veio em sua mente. Cantava baixinho e calma. Não era como a música original era, queria cantar calmamente.

Narcisa observava a cena. Ficou surpresa, ninguém fazia isso a não ser... Narah. Ela que fazia isso com Bella quando ela se feria, ou quando tinha pesadelos. Narah e eu éramos as melhores amigas de Bella. Nah era tão atenciosa que sabia quando Bell teria um pesadelo, e acalmava Bella antes mesmo que começa-lo. Tom observava a cena atônito, só tinha presenciado a cena quando Narah era viva. E agora parecia que se repetia.

Bellatrix Lestrange.

No pesadelo eu estava correndo de um dementador. Mas não era um qualquer, era um com a face de Sirius. Como odeio ele. Mesmo com ódio no coração não conseguia me defender, ele estava cada vez mais perto, tinha um punhal na mão direita, de sua mão esquerda escorria sangue e trazia consigo as vestes de Nah ensanguentadas, eu só conseguia chorar. Que ódio, estou chorando e o Black está vendo. Gritei, tudo que podia, até sentir meus pulmões fracos... Ele estava agora com a mão puxando fortemente meus cabelos, deslizava o punhal em meu rosto tirando do local um filete de sangue, reconheci no brilho de seu olhar, o meu doentio, sedento por causar dor e sentir prazer. Estava agora com o punhal pronto a cravar em meu coração. De repente eu estava feliz, iria morrer e ver minha amiga de novo. Mas então... Escutei uma canção a muito esquecida. A voz de Narah estava cada vez mais forte, e assim o dementador se sentiu acanhado, avistei longe, uma luz branca, senti como se fosse um pratrono. Memórias felizes de Narcisa, Eu, Narah e os garotos eram relembradas, eu via em meio as lágrimas quando éramos apenas, um grupo de Sonserinos que gostavam de aprontar. Eu chorava e pedia para que parasse. Não queria a dor de novo. A dor de saber que ela morreu. Ou vi sua voz distante... De repente, fechei meus olhos com força e abri. Dei de cara com ela, aqui comigo, como antes, velando meu sono e sorrindo enquanto em seus lábios a minha canção era repetida, de novo... de novo e de novo. Caí em um sono leve, como há muito tempo não tinha.

Música: RENESMEE CULLEN (BD HISTORY) – Copia e cola no youtube.:D

Autora. :D

Voldemort e Narcisa ficaram olhando o desenrolar da cena. Narcisa chorava silenciosamente, sentiu-se abraçada. Olhou para a pessoa e viu seu amigo ali a confortando, sim... Era seu Lord, mas antes de tudo era seu amigo. Percebeu que o homem também chorava silenciosamente. Com um aceno de varinha ele abriu a porta e então saíram os dois, rumaram ao escritório. Tom então chamou Lúcius. O homem adentrou ao recinto e então viu sua esposa chorando. Viu Tom a confortando, do jeito que era antes... Não teve reação. Até que Tom olhou para ele, como se falasse pra ele ficar com a esposa. Levantou-se calmamente do sofá onde estava sentado e Lúcius ocupou seu local. Saiu da sala, resolveu que iria até o jardim, onde também estava enterrada Narah. Gostava de ficar lá, vendo as rosas, quando precisava pensar, gostava de falar com ela. Ficou lá olhando para o horizonte. Ali, enquanto estava sozinho, viu como sentia falta de Severo. Não como seu braço direito, mas como amigo. Resolveu chama-lo, mas não pela marca. O que ele tinha tentado fazer com o homem, o tirava esse direito, era ainda seu Lord, mas naquele momento queria ser somente Tom. Chamou seu gavião branco de olhos topázio intenso, conjurou uma pena e um pergaminho, escreveu uma mensagem, endereçou a Severo entregou a sua ave, e agora era só esperar. Com todos esses problemas, aparição de Luna, quase morte de Severo, sua cabeça estava uma bagunça. Queria... Não, precisava matar alguém. Resolveu que iria então até o calabouço e se saciaria. Lembrou-se então de Nagini, sua cobra lhe fazia falta... Era sua companheira desde... Bem, desde sempre. Narah a amava era basicamente por isso que ele amava aquela cobra também.

- Sinto sua falta querida. Sinto muito pelo o que fiz, eu não queria... Juro. Eu só... Eu só te amava demais. Eu só... eu só te amo de mais. Depois de todo esse tempo, eu ainda não consigo te esquecer. Eu te amo. Você sabe. Você me perdoou, eu só... Te amo.

Após esse desabafo... Tom saiu de lá. Realmente precisava matar, torturar, estuprar... acabar com a vida ou o sentido da vida de alguém. Calabouço, aqui vamos nós

:D



Notas finais do capítulo

Meus póvooos e minhas póoovas! :D
tá pareeei ^^
E aii o que acharam? Quero comentários eem. :P
Ain ain in o próximo ja está pronto, só preciso de muuitos comentários de minha fouras fieeis! :D
Beeeeeeeeeeeeeeeijos até daqui 2 dias :D



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