Bad Angel escrita por Miller


Capítulo 22
'Cause she dies ... again


Notas iniciais do capítulo

Maaaaaais um capítulo aqui e, bem, vocês COM CERTEZA vão querer me matar por causa do final #fato
Well, completamente dramático e essas coisas dolorosamente tristes, maaaaaaaaaaaas posso afirmar que o final da fanfic vai ser bem mais feliz =D
Vou dedicar esse capítulo para as leitoras mais especiais e perfeitas que eu tenho, que fizeram uma homenagem lindíssima para mim hoje e que me fez chorar rios de lágrimas. Olhem aqui a coisa perfeita que elas fizeram: http://fc-carolinemiller.blogspot.com.br/2012/10/video-surpresa-da-miller.html
Não é lindo?? *O*
Capítulo totalmente de vocês, suas divas e também para Àdria, Red Star e Anna que recomendaram a fic *O*
Thank's
Nos vemos lá embaixo!
Enjoy!




Um nó se formou em minha garganta e eu tive vontade de gritar.

– Ah, você acordou! – Sirius, que entrava pela porta, comentou com um sorriso.

Ele deve ter percebido que eu não estava em um bom humor, pois seu sorriso evaporou quase instantaneamente ao me encarar.

– Vocês brigaram? – ele perguntou e olhou para os lados como se procurasse por Lily.

Respirei fundo e senti o nó apertar ainda mais minha garganta, quase me impedindo de respirar.

– Não... – comecei a falar, mas então Remus e Dorcas entraram pela sala, acompanhados por uma Lene parecendo aturdida.

– Onde ela está? – a morena perguntou. Seus olhos estavam injetados como se tivesse chorado por horas.

– Ela quem? – eu perguntei um pouco lento demais.

– Lily! Quem mais? – Lene disse com a voz revoltada e me encarou com os olhos furiosos.

– Como... Você...?

– Onde ela está? – perguntou novamente, parecendo estar prestes a ter um ataque de nervos.

– James, onde Lily está? – Dorcas perguntou também, olhando para os lados e confirmando minha certeza de que ela realmente não estava mais ali.

Fechei os olhos e respirei fundo. Tudo o que eu menos queria naquele momento era falar sobre aquilo.

– Ela... Ela se foi – eu disse lentamente, cada palavra parecendo dolorosamente afiada enquanto saia por minha boca.

– Se foi? – Remus perguntou e eu olhei para ele.

– Como assim se foi? – Lene repetiu.

Balancei minha cabeça querendo mais do que tudo desmaiar e não acordar mais.

– Ela terminou a missão – eu disse e era possível ouvir a amargura em minha voz.

Dorcas, a única que sabia do que eu estava falando, ofegou e colocou uma mão na boca.

– Do que está falando? – Lene perguntou e ela até podia ser bonita, mas estava realmente me irritando.

– Porque você quer saber? – questionei com a tensão bem aparente em minha voz.

Ela pareceu ficar ofendida. Fungou e disse:

– Lily é minha amiga.

Primeiramente eu pensei que ela estava falando do tempo em que eu fui sequestrado e que ela possivelmente tornou-se amiga do meu anjo da guarda, mas então me lembrei de Lily dizendo que conhecia a garota quando a viu pela primeira vez.

Senti meu pulso acelerar e rapidamente me sentei na cama.

Um pouco de tontura me atingiu, mas eu nem liguei.

– Como é? – perguntei com a voz rouca.

– Lily é minha melhor amiga – ela repetiu. – Que missão era essa?

– Melhor amiga?

– Responda minha pergunta primeiro! – ela exigiu e eu respirei fundo, lançando um olhar maligno para Sirius.

– Ela era meu anjo da guarda, mas precisava cumprir uma missão e salvar minha vida antes de poder voltar para casa – eu falei tudo muito rápido resumindo em poucas palavras o que tinha sido o ultimo mês para mim.

Lene pareceu levar algum tempo para entender o que eu estava falando e seu rosto parecia ficar mais pálido a cada segundo.

– Voltar? – ela repetiu em um sussurro. – Você diz voltar... a viver? – seus olhos brilhavam e ela tinha um pequeno sorriso no rosto.

– De onde você a conhece? – ignorei sua pergunta, porque ela ficar feliz com o fato de ter perdido meu anjo da guarda me deixava tenso e com vontade de bater em alguma coisa.

– Nós somos melhores amigas desde o colegial – Lene disse e eu senti um frio na barriga, finalmente o sentido de sua frase entrando em minha mente.

– Espere ai... Você disse voltar a viver como se ela não estivesse viva agora? – eu perguntei com um gosto amargo na boca.

Todos olharam para Lene, esperando por sua resposta.

Ela engoliu em seco.

– Eu vim para Londres por um motivo – ela disse.

– Sim, nós sabemos – Sirius disse. – Sua amiga que sofreu um acidente e... – ele parou de falar e arregalou os olhos. – É a Lily?

A realidade caiu com força total em minha mente.

Como eu pude ser tão estúpido e não perceber desde o inicio? Era só obvio demais que a tal amiga de Lene que estava em coma era Lily.

Eu tive vontade de me bater.

– Por isso ela virou anjo! – eu exclamei assustando todos que estavam em um silêncio mórbido. – Para poder voltar! Lene, em que hospital a Lily está? – perguntei já preparando-me para sai da cama, ignorando completamente o fato de que eu estava com um pijama tenebroso de hospital e milhares de agulhas espetadas por meus braços, e que provavelmente seria um crime eu sair dali naquele estado.

Lene me encarou por algum tempo, parecendo me avaliar.

– Você gosta dela, não é? – ela perguntou em um murmúrio.

– Claro! – Remus respondeu antes que eu pudesse falar alguma coisa. – Ela deve ter salvado a vida de James umas mil vezes desde que eles se conheceram! Cara, você tem noção de como isso é surreal? – ele perguntou e olhou para Dorcas.

– Então a Lily era de verdade?- a loira perguntou com os olhos brilhando.

Meu coração acelerou com o pensamento.

Lene olhou para todos nós como se fossemos retardados portadores de alguma deficiência mental bastante séria.

– É claro! Mas... Ela está em coma – Lene suspirou com a voz dolorosamente vazia.

– O que aconteceu? – Dorcas perguntou com tom de espanto e tristeza.

– Acidente de carro – Lene disse com a voz embargada. – Um conversível perto esmagou ela numa calçada – murmurou e parecia que suas palavras eram adagas espetando meu peito.

– Ela disse que odiava conversíveis pretos – eu murmurei mais para mim do que para os outros.

– Será um milagre se ela sobreviver – Lene completou e eu senti raiva ferver dentro de mim.

Senti-me muito idiota por ter ficado bravo porque Lily estava indo embora. Como eu nunca pensei que ela poderia mesmo estar correndo risco de vida? Como eu pude ser egoísta por desejar tê-la para sempre comigo quando eu nem sabia o que ela estava sofrendo?

– Onde ela está? – eu perguntei novamente.

Lene me encarou.

– Ela está aqui.

X—X

Ela está aqui.

Então, basicamente, meu anjo da guarda estava há menos de alguns quilômetros de mim o tempo todo, e eu só fui saber disso quando ela se foi?

– Aqui? – Sirius foi o primeiro a se pronunciar depois do choque. – Tipo, aqui aqui? Ou aqui em Londres?

– Aqui neste hospital – Lene disse e eu simplesmente pulei até a porta, arrancando muitas agulhas de meus pulsos no processo, e peguei-a pelo braço.

– Me mostre – eu praticamente ordenei.

Ela assentiu e saiu da sala, comigo logo atrás e os outros nos acompanhando.

Eu não sabia o que pensar ou sentir.

Eu iria ver Lily. A Lily real. A Lily humana.

Minha pele formigava somente com o pensamento.

Eu nem mesmo tive tempo de dizer à ela o que eu sentia.

– James... Você tem certeza de que está bem? – Dorcas, que correu até ficar ao meu lado, perguntou.

Eu assenti e então a encarei.

– O que se faz? – perguntei completamente perdido.

– O que se faz o quê? – ela me encarou como se eu fosse um louco. O que deveria ser bem a verdade.

– O que se faz quando se está apaixonado por um anjo? – eu resmunguei com desespero em minha voz.

Dorcas deu um meio sorriso para mim.

– Eu sabia! – comentou, mas sua voz estava trêmula. – Bem, agora ela não é mais um anjo... Eu acho – ela franziu a testa.

– Cara! Essa é a coisa mais legal que eu já vivi em minha vida até agora – Sirius disse com a voz leve. Lene lançou um olhar mortal em sua direção.

– Quero dizer, depois da Lene, claro – ela revirou os olhos e eu não consegui deixar de dar um fraco sorriso.

Lene continuava andando rapidamente pelos corredores. Subimos algumas escadas e então ela dobrou um corredor à esquerda.

Eu achei que ela fosse continuar a caminhar, mas então ela simplesmente paralisou.

– Lene... O que? – eu comecei a perguntar, mas então lágrimas escorriam por seus olhos.

– Ah não! Não! NÃO! – ela disse e eu virei na direção que ela olhava para tentar entender.

Havia uma maca no meio do corredor. Estava completamente coberta e o doutor que carregava estava chorando.

Havia uma mulher ao lado.

E, com um solavanco doloroso no estomago, percebi que a conhecia. Era Helena Evans.

A mulher estava em prantos e meu cérebro não podia – ou melhor, não queria – processar o que eu estava vendo.

– Não – Dorcas disse com a voz rouca.

– Lily! – Lene então correu até a maca e praticamente arrancou o lençol de cima do corpo.

Coberta de ataduras, quase dos ombros até os pés. Apenas seu rosto era visível.

O som tenebroso do ‘túúúú’ interminável que indicava não haver batimentos cardíacos completava a cena horrivelmente.

Aquela na maca... A pessoa que estava coberta de ataduras... A pessoa que estava morta... Era...

– Lily? – eu perguntei quase sem voz.



Notas finais do capítulo

- Lily morre 'não exatamente' de novo, portanto se ACALMEM e não me matem se não o próximo capítulo não sai ~le chantagem~
— Vai ter um final feliz, porque Lily sem James é como Claudinho sem Bochecha e tudo o mais e eu não viveria para escrever se não fizesse algo assim :3
— Só mais 2 capítulos e um epílogo =C
— Muito obrigada pelos reviews lindos que vocês tem mandado! Estou respondendo-os aos poucos :3
Não sejam leitores fantasmas bobos e comentem okay?
Beijos, seus lindos :*
Inté