Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 97
Capítulo 97





Na sexta-feira, Raquel voltaria a ter novamente História. Naquele dia o professor estava diferente. Não que estivesse realmente diferente, mas naquele dia sobressaiu muito mais aos olhos dela. Chamou-lhe muito mais à atenção. A meio da aula, deu conta de si completamente distraída com o pensamento nele. Pensamentos não muito apropriados para uma aula.

- Raquel, Raquel…

- Sim, sim, desculpe.

- Então consegue ajudar o seu colega, ou também não tem estudado?

- Desculpe professor, eu estou um pouco perdida, podia repetir?

- Ai menina Silva, atenção, atenção à aula!

Ela fez-lhe um sorriso malandro e ele respondeu com um olhar simpático. Sabia o que tinha a fazer agora. Não ia ficar a chorar pelo Liam. Ia usar todo o seu charme para gozar bem a sua vida. O que não faltavam era homens. E se nunca tinham faltado na vida dela até ali, não ia ser agora que iam faltar.

- Muito bem, a aula acabou e não se esqueçam de começar a preparar o trabalhinho sobre a Revolução Francesa. Eu não me esqueço!

Todos começaram a sair e Michael, depois de olhar Raquel mais uma vez, ficou entretido nos seus papéis. Raquel fez de propósito para se demorar. Com a sala vazia, o professor reparou que ainda alguém lá estava.

- Então, não te vais embora? Queres falar comigo? Alguma dúvida?

- Não, não… Estava já mesmo de saída.

- Vai lá então. Até sexta Raquel.

A portuguesa levantou-se e caminhou até à secretária do professor.

- Mike…

- Diz.

- Obrigada por ser sempre tão atencioso comigo. Como foi na festa de final de ano e na outra sexta… Obrigada.

Ele sorriu-lhe.

- Não tens de quê.

Raquel sorriu-lhe sedutoramente e saiu da sala.

-X-X-X-

Naquela manhã, Caroline telefonou para Derek possessa! Ao que parecia Gina e Harry não se tinham abalado nem um pouco com a mensagem.

- Mas… mas… Quando enviamos nós vimos que ela saiu da beira dele… Óie…

- Não interessa Derek. O que importa é que eles estão bem. Temos de arranjar algo mais eficaz.

- ‘Tá bem. Eu vou pensar. Agora tenho de ir. Xau.

Arr! Quem me manda meter com putos? – Pensa Caroline para si depois de ele lhe desligar a chamada na cara.

-X-X-X-

Zayn e Sofia combinaram estar juntos no final das aulas. Tanto um como outro tinham de estar na faculdade só de manhã. Sofia tinha ainda de esperar meia hora por Zayn, mas ela não se importava. A portuguesa andava preocupada com o namorado. Tinha já passado uma semana depois do sucedido no aniversário dele e ele continuava tristonho. Era compreensível. Afinal, era o seu pai. Ninguém gosta de ficar chateado com a própria família. É algo muito aborrecedor.

Ela estava sentada no bar quando ele chegou. Sofia não se apercebeu da chegada do namorado. Ele chegou-se por trás dela e beijou-lhe o pescoço sussurrando ao ouvido um doce:

- Olá amor!

Ela sorriu automaticamente. Sentia-se a rapariga mais feliz à face da terra por ter o amor dele.

- Hum, adoro quando fazes isso. – Disse-lhe ela, cruzando de seguida os seus lábios com os dele.

Ele sentou-se à beira dela. Mais uma vez Sofia reparou que o olhar dele transparecia alguma distância. Tinha evitado tocar no assunto até então, mas não conseguia mais.

- Como vão as coisas com o teu pai?

- Não falei com ele ainda.

- E a tua mãe?

- Com ela já falei… Está preocupada comigo e com a situação da família. Diz que me apoia, mas que compreende a posição do meu pai. E depois põe-se a defendê-lo. Diz que a única coisa que ele queria era proteger a família.

- E era, Zayn. Eu também o compreendo. Por muito que eu não viva num sistema em que os pais escolham os casamentos dos filhos, mas entendo. Só que, por outro lado, tudo o que eu não quero, é perder-te.

Ele sorriu.

- Mas eu acho que devias falar com ele. É teu pai. Quem sabe não conseguem chegar a um acordo.

- Acordo? Pff… Que acordo possível existe nesta situação?

- Pois… Às vezes sinto-me como se fosse eu a culpada de toda esta discussão que te tem deixado tão tristinho.

- Oh! Não sejas trenga! Achas? Mesmo que tu não existisses na minha vida eu nunca me casaria por obrigação com uma rapariga pela qual nada sinto.

A rapariga sorriu-lhe.

- Mas pronto, seja lá como for, devias falar com o teu pai. É teu pai!

- Não insistas Sofia. Eu não vou falar com ele. Ele é que tem de vir falar comigo. Ele é que errou. E já tenho andado à procura de trabalho. Se fizer falta também vendo o carro. Deixo de ter as regalias materiais que tenho, mas a ti é que eu não te perco.

- Mmh, que fofinho. Amo-te meu bad boy.

-X-X-X-

- Hey, Danielle! Ainda bem que te encontrei.

- Louis! Já falaste com o moço?

- Pois, tu ontem disseste-me que aceitavas, mas eu ontem não o encontrei para to apresentar, mas hoje aqui está ele.

Atrás de Louis estava o tal rapaz.

- Josh Devine, prazer. – Apresenta-se.

- Danielle Peazer. O prazer é todo meu.

O rapaz era lindo! Danielle não sabia como iria ser tê-lo enquanto colega de casa, mas sabia pelo menos que a casa ia ficar muito mais decorada com aquele Sex God lá dentro.

- O Louis já me falou à cerca da renda e das condições todas. Por mim está tudo ótimo!

- Perfeito! Só falta veres a casa. Quando quiseres passar por lá para a conheceres e veres o teu quarto e assim… Por mim é quando quiseres.

- Realmente gostava muito. Eu até ia amanhã se não fosse o facto de ter concerto… Para a semana que vem. Porém, podes contar comigo para me mudar para lá. O Louis já me descreveu a casa e pareceu-me agradar. Acho que me consigo guiar lá dentro sozinho, já.

- Ainda bem então. E tens ideia de quando é que queres fazer a mudança?

- Como já disse, este sábado é lixado… E acho que é melhor fazer a mudança num sábado. Assim fico com a tarde toda para me organizar. Por isso, para o próximo. Tenho a semana inteira para arrumar as minhas coisas na casa onde estou.

- Combinado então.

- Acho que vos ides dar muito bem. – Conclui Louis. – Conheço-vos aos dois e sei que sois duas pessoas bem fixes. Por isso… Espero bem ter-vos ajudado a ambos.

- Sim, sim Louis. Obrigado. – Agradece Josh num tom um pouco irónico.

Ela riu-se.

- Bem, eu tenho aula. Eu depois aviso-te quando vou lá ver a casa. Posso pedir o teu número ao Louis, não posso?

- Claro.

- Até, então.

- Até!

-X-X-X-

No dia seguinte era sábado. Liam decidiu fazer uma visita a alguém muito importante. Era naquele dia que a sua luta por Danielle iria começar. Telefonou-lhe e pediu-lhe para que se preparasse para dali a uns minutos ele aparecer na casa dela com o almoço. Ela ficou radiante! Finalmente voltara a ter o Liam, o seu melhor amigo! Aquele sim, era ele!

Liam passou num Nando’s e comprou comida para os dois, dirigindo de seguida para a casa dela.

Quando ela abriu a porta, Liam ali estava, sorridente e a dar-lhe aquele abraço e o beijo na testa que já há tanto tempo ela não tinha. Não sabia o que se passava, mas estava feliz com a mudança repentina de Liam.

Os dois estavam a comer, sentados no sofá enquanto viam “A Dama e o Vagabundo” na televisão. Danielle tinha sempre alguns filmes da Disney em casa porque sabia que Liam gostava. Como ele antes passava muito tempo lá, era algo quase obrigatório. Eles riam-se e emocionavam-se com os dois cãezinhos tão fofinhos, ligados por aquele grande amor. A certa altura, Liam aproximou-se mais de Danielle. Ela pegou com o garfo num pouco de frango e levou até à boca dele. Ele aceitou. Depois riram-se os dois e ela deitou a cabeça no ombro dele. E assim os dois amigos ficaram o resto da tarde, acabando por adormecer, encostadinhos um no outro enquanto viam o filme.





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