Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 85
Capítulo 85


Notas iniciais do capítulo

As coisas entre o Louis e a Lúcia estão complicadas... O que será que vai acontecer a esses dois?
O verdadeiro amor vence todos os obstáculos ;)




Desde que soube que Louis tinha estado em Portugal, Lúcia foi incansável a tentar ligar para ele. Estava a ficar realmente preocupada. Ele mantinha o telemóvel desligado e não havia forma de o conseguir contactar. Chegou a recorrer a Niall para lhe passar o telemóvel, mas Louis recusava-se a falar. Os amigos de Louis também não estavam a entender o que se passava. O rapaz conservava-se fechado em copas. Pouco comia, passava a vida fechado no quarto.

Enfim, Lúcia, um dia depois, voltou a Londres. As amigas foram buscá-la ao aeroporto, e mal as viu perguntou logo pelo seu namorado.

- Vocês têm visto o Louis?

- Não. Ao que parece ele não saiu de casa desde que voltou.

- Tenho de ir já falar com ele.

- Agora vamos para casa para tu pensares no que lhe vais dizer e depois podes ir falar com ele.

- Eu já pensei no que ia dizer. Vou falar com ele agora.

- Nem penses que vou levar a tua bagagem para casa! – Resmunga Gina.

- Vá lá Gina, pelo amor… - Pede Sofia.

- Obrigada Su’. Vemo-nos logo. Xau!

Liam estava a entrar no prédio, acabadinho de chegar de Wolverhampton, quando aparece Lúcia. 

- Vieste visitar o namoradinho? – Pergunta, brincalhão, Liam.

- Mais ou menos…

- Já vi que o assunto é sério… Passou-se alguma coisa?

A portuguesa assentiu com a cabeça, tristonha.

Ambos subiram no elevador e entraram na casa.

Harry e Niall estavam a ver televisão, quando se surpreenderam ao ouvir a porta a abrir.

- Liam! Estás de volta! – Saúda Niall. – E Lúcia também!

- Não tivemos saudades nenhumas… - Sê sarcástico Harry.

- Rapazes, parece que a Lúcia quer falar com o Louis. Por onde é que ele anda?

- No quarto, para variar…

- Ainda bem que chegaste, vê lá se resolves o que tens para resolver. – Aconselha o loiro.

- Pois… Espero bem que sim. – Suspira Lúcia, dirigindo-se ao quarto.

- E o Zayn? – Pergunta Liam.

- Deve voltar hoje. Apesar de que já esteve cá… Mas nem cheguei a vê-lo.

- Então como é que sabes que ele andou por cá?

- Pergunta à Sofia. – Insinua Harry trocando olhares com Niall.

- Já vi que perdi alguns acontecimentos por cá…

- Deixa estar que eu também perdi. Mas já atualizei. – Diz Harry.

- Posso?

Louis simplesmente virou-lhe a cara.

- Porque é que não atendes a porcaria do telemóvel?

- Agora queres falar comigo? Pensava que só te interessava o teu amiguinho português…

- Eu posso explicar.

- Não precisas explicar, eu vi com os meus próprios olhos.

- Foi ele que me beijou!

- Para haver beijo são necessárias duas pessoas.

- Foda-se! Eu não tive culpa caralho! Ele é que me beijou! E tu não viste a cena toda, eu afastei-o de seguida.

- Olha Lúcia, não quero saber. Vai-te embora!

- Não. Temos que resolver isto. Tens de acreditar em mim.

- Importas-te de sair?

- Importo! Eu não vou sair daqui.

- Não sais tu, saio eu.

Louis levanta-se e encaminha-se para a casa de banho e tranca-se lá dentro.

- ‘Tá bem. Não queres acreditar, não acredites. Eu disse-te a verdade.

Depois do jantar, na casa das portuguesas, toca a campainha. Lúcia, que estava no sofá da sala a pensar em Louis, enquanto as amigas arrumavam a cozinha, foi abrir a porta.

- Lúcia! Então? Andas desaparecida. Já soube que foste passar o Natal com o namorado.

- Olá Tó! É. – Responde secamente a rapariga, deixando-o entrar.

- Que se passa?

- Nada.

No mesmo momento Sofia vem da cozinha para ver quem seria.

- Ah Vitor, és tu.

- Que animação! – Lamenta-se o rapaz.

Ela riu-se.

- Não é nada disso. Mas então? Preparado para a viagem de amanhã?

- Estás mesmo ansiosa por me veres pelas costas…

- Tu hoje estás mesmo numa de te deitares a baixo…

- É carência. – Goza Gina que entra na sala vinda da cozinha.

Sofia riu-se.

- É já vi que vocês hoje estão de muito bom humor… É bom porque eu vim convidar-vos para um copo para despedida.

- Ah… Não me parece. – Recusa logo Gina.

Lúcia nem ouviu o convite.

- Não ligues. Aquela hoje hoje não está para ninguém. – Explica Sofia. – Eu só vou se a Gina for.

- Ah?!

- Vá lá Gina. – Pede o rapaz.

- Ai o caralho!

Sofia ria-se de o tentar ver convencer Gina. Ela era sempre muito engraçada nas suas respostas.

- Pronto, ele paga-te um chocolate quente… - Interfere Sofia.

- Hum… Assim já gosto mais.

- Pode ser Vitor? – Pergunta Sofia.

- Tudo bem. E a Lúcia?

- Não me parece que ela queira ir. – Informa Gina.

- Lúcia! Lúcia! – Chama Sofia.

- Sim?

- Queres ir até um pub para nos despedirmos do Tó? – Pergunta a rapariga dos caracóis.

- Não. Eu vou dormir. Vou agora para a cama. Até amanhã. Boa viagem Tó.

- É pena que não vás.

- Não me apetece.

- Ok. Fica bem. Bom ano novo para ti.

Os amigos despedem-se com dois beijinhos e Lúcia dirige-se o seu quarto.

No bar todos acabaram por beber álcool. Sofia acabou mesmo por exagerar. Ainda para mais, relembrou os velhos tempos em que namorava com Vitor, fumando. Acabou por ficar “louquinha, louquinha” como costumavam adjetivar Lúcia e Gina. Rondavam as dez horas e meia da noite quando Harry telefonou a Gina. A rapariga teve de ir embora porque o rapaz queria estar com ela. Contudo, Sofia, já alterada, recusou-se a ir embora tão cedo. Apesar de tudo estava a divertir-se e Vitor no fundo estava a gostar de a ver assim. Há muito que a não via tão à vontade com ele. Como ele prometeu que cuidaria dela, Gina foi-se embora. Não estava muito longe de casa.

Entretanto, Zayn apanhara o último voo de Bradford para Londres. Tinha estado a pensar e já sabia qual a primeira coisa a fazer mal pusesse os pés em solo londrino. Afinal, a festa de final de ano era no dia seguinte e sentia-se completamente preparado para naquela noite declarar-se de uma vez por todas a Sofia e mostrar a toda a gente que a amava e que era com ela que ele queria estar. Queria mostrar a toda a universidade que o Zayn Malik deixara de ser o mulherengo de outrora. Para isso, nada melhor que entrar na festa com ela, passar a festa com ela e declarar-se a meio da festa. Então só tinha de a convidar para se preparar para ele a ir buscar às 22h a casa. Quando chegou ao aeroporto, apanhou um táxi e foi para Queen Square.

Seriam umas onze e meia quando Vitor levou Sofia, embriagada, até casa. Chegaram à frente do prédio:

- Pois. Tu agora vais embora. Eu vou subir e vou dormir. Amanhã acordo de noite durmo outra vez. Depois acordo outra vez… - Dizia Sofia sem muito sentido.

Vitor ria-se.

- Sim, sim. Já percebi. Agora olha: eu amanhã vou-me embora. Eu queria que me dissesses se queres que eu volte…

- Voltares? Pff… Para quê?

- Pronto. Já vi que não estás em condições para me responderes seja lá ao que for. A tua chave?

- Ah… Está aqui na bolsa. Espera aí só um bocadinho.

A rapariga tirou quase tudo na bolsa, dando a Vitor para segurar. Ele ria-se. Finalmente ela encontrou. Depois foi tentar abrir a porta enquanto Vitor pôs tudo de volta na bolsa. Depois de muito tempo a tentar abrir a porta, ela finalmente conseguiu.

- Wow! Consegui! – Festejou ela. – Viste? Viste? Consegui!

- Sim Sofia, eu vi.

Ela abriu a porta totalmente para trás. Nessa altura, sem que ela ou Vitor dessem por isso, chega o táxi de Zayn. O rapaz olhou para a porta do prédio e viu Vitor com Sofia, ficando intrigado. Ficou a observar de dentro do táxi.

- Estou cansada. – Sentou-se ela no degrau da porta de entrada. – Senta-te um bocadinho também.

O rapaz sentou-se. Ela com o peso que tinha na cabeça devido ao álcool, pousou-a no ombro dele.

- Estou com sono… - Resmungou ela.

- Já vais lá para cima.

Ela olhou para ele:

- Sabes, eu acho que te preciso de dizer uma coisa.

Vitor não aguentou mais. Não esperou pelo que ela tinha para dizer. Tê-la à sua beira e naquele estado bastante alterado, era a oportunidade para a fazer cair nos seus braços, nem que fosse pela última vez. Quem sabe dessa forma ela acabava por admitir sentir algo mais por ele, como ele pensava que era verdade. Beijou-a ali mesmo. Zayn, no táxi sentia-se destroçado com tudo o que via. Primeiro vê-la deitar a cabeça no ombro daquele gajo e depois, beijá-lo? Era o ex dela… e ao que parecia, já não era bem ex. Ficou a sentir-se traído. Não conseguia reagir. Apenas observava, por mais que doesse. Uma lágrima escorreu-lhe pelo rosto. Respirou fundo e as palavras de Sofia a dizer “Só sexo, nada de sentimentos, nada de compromissos” ecoaram-lhe na mente. Aí sim, mandou o taxista avançar para casa. Já não tinha mais nada para fazer ali.

- Tó? Que estás a fazer? – Afasta-o ela revoltada.

- Eu, eu…

- É assim, eu pensava que já tinhas entendido que eu não quero mais nada. Amigos como estivemos hoje é que sim, eu deixo. Deves pensar que eu estou bêbada ou assim, não? Eu não gosto de ti. Eu ia dizer-te exatamente isso… Eu amo o Zayn. – Explica-lhe ela entre soluços. - É… Eu amo… o Zayn. Amo-o. Muito.

- Mas… - Interrompe-a ele.

- Ouh! Quem está a falar sou eu! É assim… - Começa ela outra vez. – Eu deixo-te ser meu amigo. Vais para Portugal, arranjas alguém que te queira e eu vou ficar com o Zayn. Entendes? Eu sei que ele também gosta de mim. Eu acho que sim. Ele vai voltar de Bradford e eu vou-lhe dizer que o amo e ela vai ficar comigo. Vai, não vai? Vai. Pronto. É isso. Tu és só meu amigo.

E assim a rapariga pega na sua bolsa, que estava no chão e despede-se dele com um soluço:

- Boa… viagem.