Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 84
Capítulo 84


Notas iniciais do capítulo

Mais um casal *o* e menos um outro casal... :(
Obrigada a todas as leitoras que nos têm acompanhado. Obrigada também pelos comentários. Tem sido muito bom para nós contar com o vosso apoio. Dá-nos muito mais ânimo para continuar.




Louis estava a morrer de saudades da namorada. Tinha falado com ela no dia anterior uma única vez. Para além das saudades que sentia, tinha algum medo da distância. Já tinha tido uma má experiência com Eleanor.

- O voo com destino a Porto está a dar entrada na porta 23.

O namorado de Lúcia ia fazer-lhe uma surpresa. Aparecer-lhe à frente era bastante surpreendente.

Quando chegou ao Porto, a meio da tarde, não sabia muito bem o que fazer. Foi a uma cabine telefónica e telefonou para Gina. Depois de ouvir as informações dadas pela amiga, pôs-se a caminha do Barcelos.

Já na estação de comboios de Barcelos voltou a ligar para a morena, só que desta vez do telemóvel, como a amiga sugeriu, ele ativou o roaming.

- Já estou no táxi. E agora?

- Disseste a morada ao homem?

- Sim, eu sei andar de táxi.

- Para quem pergunta "E agora" não parece...

- Gina? E se ela não gostar de me ver?

- És o namorado dela, porquê é que ela não gostaria de te ver?

- Sei lá. Pode não querer que eu conheça os pais agora. Ainda por cima eu não sei falar português...

- Não sejas parvo. Pergunta é ao taxista onde é que estão.

- Ele disse que estávamos em Sal… Salvadour… do...

- Salvador do Campo?

- Isso!

- Pronto, estás a chegar.

- Já estou a vê-la!

Louis, com o maior dos sorrisos na sua cara, observava a namorada a falar com dois amigos: uma rapariga e um rapaz. Infelizmente, esse sorriso desapareceu quando ele viu que o rapaz tinha beijado Lúcia.

- Louis... Louis. Louis! Estás aí?!

- Gina... Eu vou voltar para aí.

Ditas estas palavras, o inglês desligou a chamada e pediu ao taxista que o levasse de volta à estação.

A morena, cuja chamada lhe desligaram na cara, não tinha percebido o porquê do sucedido. "Aconteceu alguma coisa...", pensou ela. Não demorou muito para decidir o que fazer.

- Lúcia Paula! Mas que raio é que fizeste ao Louis?

- Ao Louis? - Pergunta ela do outro lado da linha.

- Sim!

- O Louis está aí e eu aqui... Como é que eu lhe fiz alguma coisa?

- Tu não o viste?

- Não o vi?! Estás a falar do quê?

- O Louis foi aí para te fazer uma surpresa.

- Oie?! A sério? Mas onde é que ele está?

- A pergunta é: o que é que tu fizeste para ele estar a voltar para aqui.

- Como é que sabes que ele está a voltar para aí?

- Porque eu estava a falar com ele quando ele te viu a não sei fazer o quê...

- Oh não!

- O que foi?

- Eu acho que... Acho que ele viu o João a dar-me um beijo...

- O JOÃO A DAR-TE UM QUÊ?! Só podes estar a brincar!

Lúcia mantinha-se em silêncio enquanto a amiga lhe dava na cabeça.

- Posso falar?

- Não! Tu não disseste ao verdinho que tinhas namorado?

- Eu estava a falar com ele e com a Carolina e ia contar-lhes quando ele me beijou de repente. Eu não tive culpa! E o Louis não viu a cena toda. Eu afastei-o e disse-lhe que tinha namorado e ele voltou a tentar beijar-me e eu dei-lhe um estalo. Até a Carolina ficou chocada...

- Vais ter muito que lhe explicar quando voltares...

- Fala tu com ele... Explica-lhe o que aconteceu.

- Não, Lúcia. Tu é que fizeste asneira. Já devias saber que o miúdo não é de confiança. Nem vou referir os acontecimentos do secundário...

- Pronto, 'tá bem! Quando ele chegar a Londres avisa-me.

- Ok.

- Xau, beijinhos.

- Beijinhos.

Harry tinha chegado no dia anterior a Londres. Aproveitou para pôr a conversa em dia com o amigo que ia levantar voo no dia seguinte e para descansar antes do grande dia. Tinha saudades de a ver.

A hora tinha chegado. Todo aprumado, depois de horas de dedicação ao visual, Harry estava finalmente a caminho do prédio dela.

Por outro lado, Gina mentia a si mesma quando se mostrava calma à amiga. No fundo sentia um friozinho na barriga, mas era demasiado orgulhosa para admitir.

Quando ele chegou, ela desceu e entrou no carro.

- Linda! – Elogiou-a ele.

- Awn… Obrigada.

Os dois amigos passaram todo o caminho a falar dos seus natais. Naturalmente Harry tinha mais novidades. Gina ouvia-o e ria-se com as piadas típicas.

Ao jantar tudo correu às mil maravilhas. Gina talvez tivesse bebido um bocadinho a mais do que devia, mas só o suficiente para não ser tão casmurra. Estava um bocadinho mais solta.

- Harry…

- Diz.

- Vamos ao cinema agora?

- Se quiseres.

- Eu quero.

Harry ria-se. Notava que ela estava um bocadinho alterada.

Quando chegaram, Gina escolheu logo o filme. Harry aceitou de bom grado. Só estranhou a escolha de Gina. Só podia realmente estar afetada pelo álcool. Mas como ele gostava de romances, concordou.

Durante todo o filme, ela não te calava e via em tudo uma razão para se rir. Harry ria-se também. Ela estava realmente muito divertida. Nunca a vira a falar tanto! Mas à medida que o tempo ia passando ela ia controlando-se e voltando ao normal.

- Para onde vamos agora?

- Para casa. Eu para a minha e tu para a tua, claro.

- Mas…

- Estou cansada Harreh…

- Eu queria levar-te a um sítio muito especial.

- Hum… - A curiosa começou a pensar. – Ok. Vamos lá então.

O rapaz conduziu até à outra margem do rio pela Lamberth Bridge parando uns metros depois.

- Hum… Onde vamos?

- Anda. Sai.

Ela saiu bastante intrigada.

- Anda! – Chamou-a ele.

Ela não estava a confiar muito. Ele foi até ela e pegou-lhe na mão, levando-a com ele.

- De barco? – Surpreende-se ela.

- Sim. Não gostas?

- Gosto. Quer dizer, acho que gosto. Não sei.

Ele riu-se. Pagou os bilhetes e eles entraram.

- Andar de barco à noite é lindo. Principalmente nesta altura em que tudo está iluminado.

Não havia muita gente no barco. Não demorou muito a que começasse a andar. Eles estavam sentados e Harry pegou no telemóvel para começar a fotografá-la. Ela não gostava nada de ser fotografada e tentava esconder-se. Mais uma vez, umas boas gargalhadas acompanhavam as brincadeiras deles. A certa altura ambos se calaram. Ela olhou-o profundamente sem que razão houvesse. Ele não resistiu e mais uma vez voltou a beijá-la. Só que desta vez algo foi diferente. Notava-se que era um beijo correspondido. Foi um beijo longo e bastante apaixonado. As grandes mãos de Harry seguravam o rosto moreno dela que pela primeira vez se deixava levar por completo. A imagem de Sofia a dizer-lhe “Quem me dera ter alguém que me amasse como ele te ama.”. Essa frase tocara-a e ficou com medo de o perder. Sabia que era muito dura, mas era a maneira de ser dela.

- Amo-te…

- Eu… também. – Confessa ela a algum custo, mordendo o lábio no final.

Harry abraçou-a e voltou a beijá-la. Tudo o que ele mais queria tinha acontecido finalmente! Nem acreditava!

No dia seguinte ao almoço, Gina aparentava estar felicíssima. Sofia quis saber o que se tinha passado no encontro. Já tinha notado que tinha sido algo muito bom. Nunca esperara ela, no entanto, que fosse assim tão bom.

- Eu e o Harry namoramos. Acho eu…

- Óie?! A sério? Estás a gozar… E só me dizes agora?

- Querias que te acordasse ontem à noite?

- E olha… Mas e achas porquê?

- Tipo, nós beijámo-nos e… pronto. Fim da história, simples.

- Uh! E então basicamente, se para ti estais a namorar, então estais mesmo a namorar e não tens nada que só achar. É que eu não sei se sabes, mas isso era o que o Harry mais queria há já muito tempo…

- Ele também queria ir à Austrália e ainda não foi…

- Uff… - Revira a outra os olhos. 



Notas finais do capítulo

Esperamos que tenham gostado do capítulo de hoje ;)