Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 83
Capítulo 83





- Vou-lhe ligar mais uma vez…

Eram onze da manhã, e Sofia acordou embrulhada nos braços de Zayn. Um sorriso desenhou-se no seu rosto: quem lhe dera poder acordar assim todos os dias! Soltou-se devagarinho para ver as horas no telemóvel.

- Oh meu Deus! A Lúcia!

A morena dos caracóis tinha cinco chamadas não-atendidas de Gina e não tinha ouvido nenhuma por ter o telemóvel em silêncio.

- Zayn, Zayn, Zayn! Acorda!

Não adiantou chamá-lo. Ele não acordou. Como viu que já não ia chegar a tempo de se despedir de Lúcia, decidiu ligar-lhe. Depois de falar com a amiga, deixou-se ficar nos braços de Zayn bem aconchegadinha. Gozar mais um bocadinho daquele momento. Ele acordou com a movimentação dela mas fingiu-se a dormir. Agradou-lhe vê-la a aconchegar-se nos seus braços. Era tudo o que também ele queria.

Naquela tarde, obviamente, Sofia foi bombardeada com perguntas por Gina. Ela flutuava de felicidade, isso via-se à distância. Contou-lhe também da visita de Vitor. Era impressionante como há uns dias atrás se sentia tão confusa relativamente aos seus sentimentos por Vitor e agora, só de ouvir o nome dele sentia repulsa! Awrr! Ao mesmo tempo também sentia pena, mas a reação era rir da descrição que Gina lhe fazia da cara dele. A tarde toda foi passada a falar da noite anterior.

- Não tens noção! “Sr.ª e Sr. Malik”? Partimo-nos a rir. Não à frente do homem, claro, mas tivemos de nos controlar imenso!

Gina ria-se do que a amiga contava. De repente toca o telemóvel dela.

- É o Harreh!

- Harry! Uuuh! – Insinua Sofia mexendo com as sobrancelhas. – Atende! Atende!

- Sim…

- Olá Gina!

- Olá!

- Tudo bem?

- Sim e contigo?

- Também.

- Hum…

- Olha, eu estou a ligar-te para saber se querias, por acaso, sair despois de amanhã à noite.

- Depois de amanhã? Quinta? Não sei. Tipo… Se calhar…

- Ah! Boa! Às oito vou buscar-te.

- Está.

- Então xauzinho.

- Xau.

- Beijinhos.

Gina desligou e Sofia quis perceber o que se tinha passado.

- Awn… Que fofinho!

- Pff… Fofinho… Ele sabe-a toda mas é!

- Deixa de ser assim! Admite! Tu gostaste que ele te tivesse convidado! Vá, admite! Admite! Admite!

Gina começou a rir-se.

- ‘Tá bem, ’tá bem. Sabes que é sempre bom comer à pala.

- És sempre a mesma! – Ri-se a amiga.

Danielle andava intrigada. A relação dela com Liam tinha sido muito afetada desde o deslize deles. A única vez em que ele falou com ela foi na noite em que foram ao parque de inverno. Depois disso, tal como antes, não falou mais. Fartou-se de ligar, mandar mensagens, procurá-lo na Internet e nada. Mas ela já sabia o que ia fazer.

Ela voltou para Wolverhampton de avião na noite anterior à véspera de Natal. Nos primeiros dias, por causa das festas, não teve oportunidade de fazer o que tinha em mente, mas não desistiu de falar com ele, tentando sempre telefonar-lhe, mas nunca obtinha resposta. Então, no dia 26, estando já tudo mais calmo, pôs pés ao caminho até à casa de Liam.

- Danielle! Que bom te ver querida! Já há tanto tempo! Estás tão bonita!

- Olá Sr.ª Payne! Obrigada. Também é um gosto vê-la.

- Entra, entra. Eu nem sei por onde anda o Liam… Eu estava ali na cozinha e imagino que ele esteja enfiado no computador, como sempre. Não queres uma fatiazinha de bolo, um suminho, nada?

- Nada, obrigada Sr.ª Payne. Só queria mesmo falar com o Liam se possível.

- Está bem filha, vai lá, vai. Tu sabes o caminho para o quarto e eu sei que o Liam vai ficar contente em ver-te. Amigos como são já há tantos anos!

-Obrigada.

Ela sabia que ele não ia gostar tanto assim de a ver como a mãe dele estava a dizer, mas sorriu-lhe e encaminhou-se para o quarto dele. A porta estava entreaberta. Viu-o sentado em frente ao computador sem que ele reparasse nela. Tomou coragem e bateu à porta.

- Sim?

Ela abriu.

- Olá Liam!

Notou-se que o rapaz engoliu em seco.

- Danielle? Estás… aqui?

- Posso?

- Entra. - Ele deixou o computador e sentou-se na cama. Ela fez o mesmo.

- Que se passa contigo, Liam? Eu telefono-te e tu não queres saber, mando mensagens e tu não respondes, procuro-te na Net e não te encontro… Deves ter-me bloqueado, certamente… Que se passa?

O rapaz olhou para baixo, escondendo o olhar. Sabia que era errado o que ele lhe estava a fazer.

- Desculpa Danielle. Eu sei que tenho sido um estúpido contigo, mas eu não tenho tido coragem para falar contigo desde…

- Liam, não precisas de ter vergonha do que aconteceu. Passa à frente se assim preferires, mas não me tires a tua amizade senão eu morro! És o meu melhor amigo, Liam. Não me faças isto! – Pede-lhe ela com as lágrimas nos olhos.

- Eu não consigo ultrapassar o que se passou. É mais forte do que eu.

- E achas que vai ser a esfregar-me a Raquel na cara que tudo se vai resolver? Porque não falas comigo?

- Não sei… Desculpa, desculpa.

- Liam, tu és demasiado importante para mim. Promete-me por favor que a partir de agora a nossa amizade vai voltar a ser o que era. Por favor! – Implora-lhe ela pegando na mão dele.

- Eu não quero perder a tua amizade. – Ele abraçou-a. No mesmo momento, sentiu algo diferente, esquisito. Ela fazia-o sentir um arrepio. Era bom, mas custava-lhe admitir que talvez sentisse algo a mais, que não amizade, por ela.

- Danielle, é melhor ires. Eu… tenho de ir…

- ‘Tá Liam, Eu vou. Mas promete-me que não vais voltar a desaparecer.

- Sim Danielle, eu prometo.

- Eu logo ligo-te!

- Ok. – Ele sorri-lhe e acenam-se mutuamente.

Depois de ela sair do quarto Liam pegou no seu mp4 e pôs-se a ouvir música no volume máximo. Aquilo não lhe podia estar a acontecer! Para fugir daquele sentimento estava a meter-se numa enrascada ainda maior! Ele estava a errar para com Raquel. Já não a amava. Não podia negar que ela ainda significava alguma coisa mas nada que se assemelhasse ao que ele sentia por Danielle. Raquel pelo menos tinha-o ajudado a descobrir os seus verdadeiros sentimentos. O problema agora é que não podia descartar assim a rapariga. Mesmo que no passado ela o tivesse feito sofrer. Ele não era assim. E relativamente a Danielle… Ele realmente não queria perder a amizade dela e tinha medo de, ao revelar os seus sentimentos, estragar tudo. Por isso andava com Raquel. Para a esquecer. Mas naquele dia ficou com a certeza de que não adiantava. Ao abraça-la só lhe apetecia beijá-la. Alguém teria de sair magoado daquela história.





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