Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 79
Capítulo 79


Notas iniciais do capítulo

PEDIMOS DESCULPA! ENGANAMO-NOS A POSTAR O CAPITULO E POSTAMOS ESTE ANTES DO QUE DEVERIA SER. AGORA JA ESTA TUDO NORMALIZADO E PUSEMOS JA O VERDADEIRO CAPITULO 78 NO SEU DEVIDO LUGAR. ESTE É O 79. PARA QUEM ACOMPANHA A HISTÓRIA E O LEU ESTE COMO 78, TALVEZ TENHA DE VOLTAR ATRÁS PARA LER O VERDADEIRO 78. PEDIMOS IMENSA DESCULPA PELO INCOMODO.




Este Natal iria ser diferente para Sofia e Gina. Primeiro estavam a passá-lo noutro país sem a família, e depois tinham um irlandês a acompanhá-las. Ia ser um mix de culturas.

Como eram apenas 4, decidiram não fazer muita comida, apesar de estar lá o Niall. Optaram por fazer o tradicional bacalhau para a ceia. E para sobremesa, fizeram uma tipicamente inglesa: pudding (pudim). A parte irlandesa foi escolhida pelo irlandês, óbvio. Um copo de wisky para o Pai Natal e cenouras para as suas renas. O mais irónico é que elas não tinham chaminé, por isso, o senhor das barbas brancas teria de tocar à campainha, ou então teletransportar-se…

– Entra, Vitor.

Ele sorriu e foi ao seu bolso buscar uma caixinha que tinha para Sofia.

– Isto é para ti.

Sofia abriu a pequena caixinha, e lá dentro estava um bonito anel, provavelmente comprado numa loja qualquer, com o formato de uma palavra: love.

– Obrigada. É lindo.

Eles olharam-se, mas a morena dos caracóis interrompeu aquele momento.

– Anda até à cozinha. A Gina e o Niall estão a jogar Monopoly.


E noite foi-se passando. Estavam todos muito divertidos. Falavam, riam-se, choravam de alegria e como era uma ocasião especial também beberam, especialmente Niall.

– Não é por nada Sú, mas como é que tu te deixaste levar por este gajo? É um bocadinho nojentinho… - Fala Niall com Sofia um pouco à parte.

Ela riu-se.

– Coisas da vida. Não se manda no coração.

Ele sorriu-lhe e Gina interrompeu a conversa, chamando Sofia para ajudar com alguma coisa na cozinha.


Eram 2.30h e Vitor foi-se embora. Gina, Niall e Sofia sentaram-se no sofá a ver um filme de Natal.

– Eu vou fazer chocolate quente. Vocês também querem? – Pergunta-lhes Sofia.

– Faz para mim.

– Para mim também, se fazes o favor.

A morena e o loiro estavam quase a adormecer quando a estudante de Direito os deixou para fazer o chocolate quente. Quando ela chegou, o previsto tinha acontecido, estavam os dois a dormir.

– Gina! Niall! Acordem!

–Shhh, temos que dormir senão o Pai Natal não vem! – Diz Niall, ensonado e bêbedo.

O irlandês continuou a dormir e Sofia e Gina foram para a varanda tomar o chocolate quente, cada uma envolta num cobertor. Era engraçado aquele choque de temperaturas. O certo é que assim não sentiam tanto o frio e o chocolate não parecia tão quente. A noite estava muito bonita. Caíam alguns flocos de neve, não muitos, e a lua cheia notava-se perfeitamente. Sofia puxou assunto sobre Harry e Gina continuou na sua típica maneira de ser, difícil.

– Pronto! Tu é que sabes. Já te disse hoje de manhã: depois não te queixes se perderes um rapaz espetacular como ele. Sabes que as pessoas também se enchem de ser rejeitadas. Gostava tanto de ser assim amada como tu és. Não sabes a sorte que tens!

– Oh! Tens o Zayn.

– Mas o Zayn é diferente: “Nada de sentimentos, nada de compromissos, só sexo”. O estúpido lema que eu inventei.

– Mas se não estás feliz com a relação que tens com ele, porque não acabas tudo?

– Primeiro porque eu estou na boa com a nossa relação, segundo porque eu nunca conseguiria acabar e terceiro porque… O Niall no outro dia deixou-me a pensar.

– Como assim?

– O Niall no outro dia falou-me na possibilidade de eu estar a gostar do Zayn e eu acho que… coise.

– Tu gostas do Zayn?

– Não sei. Estou um bocado confusa. Tipo, desde a conversa com o Niall que não paro de pensar nisso. Mas eu não posso gostar do Zayn.

– Oh! Não podes porquê? Ele até é porreiro. Acho que não é nenhum Vitor.

– Não sabes o que é o Zayn? Ele nunca vai gostar de alguém. Ele gosta é de andar solto. Hoje com uma, amanhã com outra… Enfim.

– Pois. Eu sempre disse que o Zayn é um mulherengo. Mas quem sabe. Ele agora até tem andado muito por aqui. E a forma como ele tem falado de ti e tudo… Às vezes pode ter mudado. Eu acho que vocês formariam um par bem lindo.

– Não me ponhas com falsas esperanças por favor. Eu tenho é de esquecer isto. Eu juro-te: vou dar em maluca! Só de pensar que posso chegar à universidade e vê-lo com outra… Dá um aperto no coração.

– Pois é Sofia… Estás apaixonada.

– Pois! Apaixonada e bem tramada! Mas depois, lá está, o facto de ele ter andado muito por aqui nos últimos tempos faz-me pensar em ele até pode sentir algo por mim. Ele começou a arranjar forma de estar comigo todos os dias. E não era para… pronto, tu sabes. Era mesmo só para falarmos e divertirmo-nos. Mas o mais certo é que eu esteja a delirar. O Zayn é o que é. Toda a gente sabe como ele é.

– E se falares com ele e explicar-lhe o que estás a sentir?

– Achas? Ele ainda foge de mim. E eu acho que neste momento não consigo estar longe dele. Imagina que ele foi para Bradford há dois dias e eu estou cheia de saudades dele.

– Porque é que só gostas de gajos complicados? Deves ter íman ou algo assim do género…

– Mesmo! – Riem-se as duas. - Meu Deus! Tenho de tirar isto da minha cabeça. Aproveitar estes dias que ele está longe para isso. Agora só na festa de final do ano é que o volto a ver.

– Por acaso era mesmo lindo ver-vos juntos. Acho que tendes tudo a ver. Eu no início não gostava muito dele, mas desde o dia em que vos apanhei a dormir juntos cá em casa, depois de falar com ele quando tu te estavas a vestir, ele até pareceu respeitar-te muito e ver-te de uma forma especial. Não digo que seja por gostar de ti, mas não és mais uma. Disso tenho a certeza.

Fizeram silêncio por um bocado.

– E além disso ele preocupa-se contigo. No dia em que ele foi para Bradford, eu fui levá-lo ao aeroporto com o Harry, e quando eles me vieram cá buscar, ele viu o Vitor a chegar e parecia preocupado. Talvez até ciumento. Perguntou-me se gostavas do Tó.

– E o que lhe disseste?

– Que não.

Os olhos de Sofia brilharam de alegria por segundos.

– Esses ciúmes podem só ser medo de perder a nossa relação. Todos os homens são possessivos. Não gostam de ser deixados para trás.

– Tu estás uma confusão de ideias! Tu queres que ele goste de ti, mas ao mesmo tempo queres deixar de gostar dele.

Ambas se riram.

– Era mais fácil se ele me aparecesse a dizer que gosta de mim. Ou então que acabasse de uma vez por todas. O que me deixou assim foi a nossa aproximação dos últimos tempos e o que o Niall me disse.

– Pois é. Gostava de te aconselhar mas não sei o que te diga. Agora tenho mesmo de ir dormir. Estou cheia de sono! Vens para dentro?

– Vou ficar aqui mais um bocadinho a organizar as ideias.

– ‘Tá. Não penses muito nisso. Até amanhã.

– Vai lá. Até amanhã.


Em Bradford, a família de Zayn também preparava o Natal. Algo um pouco diferente por se tratarem de muçulmanos, mas faziam um jantar mais especial do que nos outros dias e trocavam prendas também.

Naquela noite, os amigos dos pais de Zayn, os pais da Johara, iam lá jantar. Jabir e Kareema eram os nomes deles. Ao primeiro impacto, pareciam ser mal encarados e antipáticos, mas à medida que o jantar ia decorrendo, ela mostrou-se uma mulher muito simpática e ele um homem muito divertido. Só a filha deles é que continuava muito calada. Naquela noite já não estava a utilizar o hijab. Era bonitinha mas continuava a olhar Zayn de uma forma que o deixava desconfortável. Aliás, no fundo ele passou todo o jantar bastante desconfortável. Sentia-se o centro das atenções. Todos lhe faziam perguntas, principalmente o casal convidado. “Como vão os estudos?”, “O que pretendes fazer quando acabares?”, “Pretendes-te casar?”, “O que fazes em Londres?”… Perguntas desse tipo que o deixavam deveras constrangido.

Os convidados ainda se demoraram, mas acabaram por se ir embora. Zayn foi para o seu quarto. Ligou o computador. Precisava ver alguém de quem tinha saudades, mesmo que por fotografia. Foi ao Facebook dela e ficou a ver as fotografias. Em várias ele também estava presente. Parou numa foto em que estavam os dois juntos. Lembrava-se perfeitamente daquela noite. E que noite! Ficou ali, a olhar e relembrar.

– Quem é? – Pergunta Safaa que entrara no quarto sem que o irmão desse por isso.

– Estás aqui? Não te ouvi a entrar.

Ela sentou-se no colo do irmão e ele explicou-lhe que era uma amiga de quem ele gostava muito.

– É bonita. Namoras com ela?

– Não.

– Mas gostas dela…

– Malandrinha! É minha amiga; claro que gosto dela.

– Safaa! Caminha! A mãe está a chamar-te! – Chama-a Waliyha entrando também no quarto do irmão.

– Vai lá nanar marota. Dá cá um beijinho. Dorme bem.

Waliyha sentou-se na cama do irmão.

– Zayn, que achas da Johara?

– É bonitinha. Mas é muito calada.

– Mas ela está calada desde que tu chegaste. Quando tu não estavas aqui ela era muito divertida. Até gostava de vos ver juntos.

Ele riu-se.

– Não faças filmes! O teu maninho não pretende casar-se tão cedo.

– Waliyha! A mãe está a passar-se! Mandou-te vir chamar a Safaa e ficaste tu. Anda lá! Dormir! – Chama-a Doniya da porta do quarto.

– Rff… Vou já! – Acalma ela a irmã mais velha, dando um beijo de boa noite ao irmão.

Zayn e a irmã mais velha trocaram um olhar de boa noite e acabou por ficar sozinho, outra vez absorvido na fotografia. Momentos depois, levantou-se, fechou a porta do quarto e foi procurar nas suas coisas o seu maço de tabaco. Depois dirigiu-se à varandinha do seu quarto, onde se sentou na cadeira. Acendeu o cigarro e ali ficou a pensar nela. Tudo o que ele desejava era tê-la ali ao seu lado, ou que pelo menos também ela estivesse a pensar nele. Estava a sentir-se a chegar à loucura! Nunca se sentira assim por ninguém. E estava ali, na varanda do seu quarto, só com a luz da lua e das estrelas a pensar em alguém que estava a quilómetros de distância. Nunca se imaginara a fazer uma coisa daquelas. Pensava que aquilo eram cenas de filme e telenovela. Deu por si a olhar a lua, com o cigarro esquecido na mão e a pedir, não sabia a quem ou a quê, para a poder ter, para a conseguir conquistar. Como lhe apetecia falar com ela… Ouvir a sua voz! Pegou no telemóvel que tinha no bolso, procurou o nome dela na lista telefónica mas desistiu. Era demasiado tarde para se telefonar a alguém. Talvez ela já estivesse a dormir. Voltou a olhar para a lua como para recarregar a sua coragem. Voltou a pegar no telemóvel e escreveu uma mensagem. Sem mais pensar enviou. Respirou fundo e ali ficou à espera de uma possível resposta.