Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 69
Capítulo 69


Notas iniciais do capítulo

Um capítulo especial... Não fosse ele o 69. ;) O maior capítulo até agora :) Enjoy it!




- Gina! Ainda bem que te vejo! Já viste o novo professor que anda por aí? Ai meu Deus! O que eu lhe fazia… Só não sei que disciplina ele dará… Seja lá o que seja, não me importava nada de ter…

- Sofia, Sofia… Sofia! – Tentava Gina interromper.

- Diz!

- O Vitor está aqui em Londres, ali à entrada da universidade. Quer falar contigo.

- Quem? – Questiona ela incrédula, já a tremer de nervosismo.

- Pois…

- Se ele quer falar então vamos lá ver o que ele quer. Se ele pensa que vai andar por aí atrás de mim, está muito enganado então. Vou lá, falo com ele e ele que se ponha no caralho!

- Vais mesmo falar com ele?

- Não tenho nada a temer.

E assim, ambas se dirigiram à saída da universidade. De longe Sofia já via Vitor e sentia o coração quase a saltar-lhe pela boca.

- É melhor eu ir embora.

- Podes ir. Eu fico bem.

Ela aproximou-se de Vitor, cheia de coragem e ao mesmo tempo de medo.

- Olá! – Cumprimenta-a ele dirigindo-se para lhe dar dois beijinhos.

Ela desviou-lhe a cara.

- Diz.

- Ok. Já vi que estás mesmo chateada.

Ela conservou silêncio.

- Não vais dizer nada?

- Tu é que vieste de Portugal até aqui para me estragares o meu sossego. Tu é que tens algo a me dizer. E eu estou à espera.

- Pronto. É assim, eu acho que mereces ouvir um pedido de desculpas. Eu fui um brutamontes contigo. Eu não consigo tirar-te do meu pensamento. Demorei muito a vir aqui para falar contigo porque tive a juntar dinheiro para a viagem.

- Vitor, poupa-me no discurso.

- Ouve! Eu amo-te Sofia…

O coração da rapariga disparou e ela interrompeu-o, tentando segurar as lágrimas:

- Para Vitor. Eu estava tão bem… Porquê que tinhas de vir estragar o meu sossego. Porquê?

- Porque eu não estou bem longe de ti. Eu preciso de ti.

- Pena descobrires isso tarde de mais. Tens noção do que eu sofri por ti?

- É passado e eu não vou voltar a fazer isso. Agora eu sei que és a coisa mais importante da minha vida. Dá-me uma oportunidade.

- Desculpa, mas eu tenho de ir embora.

- Podemos falar logo, ou amanhã?

- Não sei.

- Por favor. Deixa-me pelo menos explicar também o que eu senti quando fiz aquela merda. Eu… Ó Sofia, eu amo-te realmente. Acredita que se me deres uma oportunidade desta vez tudo muda.

- Está bem Vitor. Eu vou pensar hoje em toda esta história. Amanhã encontramo-nos neste jardim aqui à frente às 11h.

Sofia não lhe disse mais nada e começou a andar o mais depressa que conseguia em direção a casa. Sentia-se horrível pelo facto de ainda ter alguma espécie de sentimento por aquele crápula. Mas o certo é que tinha e sabia que não ia resistir à conversa dele. Chegou a casa, pouco comeu ao almoço e deitou-se um pouco para pensar.

Era a última aula de Raquel. Acabava com História, aquela disciplina que lhe dava cabo da cabeça por ter tanto que decorar. Ainda por cima tinha de aturar a professora que não passava de uma grávida insuportável que só sabia berrar.

- Ora bom dia meninos. Hoje é a nossa última aula e vai ser completamente diferente do costume. Como vocês sabem eu vou ter de ficar em licença de parto e por isso, até ao final do ano, não vos vou poder acompanhar mais. Por sinal, um professor meu amigo vai poder substituir-me e eu sei que vocês vão ficar em boas mãos. Eu vou ficar convosco só até ele chegar e depois disso, vou-me embora e provavelmente não me voltarão a ver ao longo deste ano letivo.

Batem à porta e Raquel logo imaginou que por lá entrasse um velho ainda mais insuportável que aquela professora. Porém, e felizmente para os olhos de todas as raparigas alunas de História, o professor era exatamente o contrário. Deveria ter os seus 30 anos. Era musculado, moreno e tinha um estilo que arrasava qualquer mulher. Entrou ainda de óculos de sol e segurando o casaco para trás das costas, pelo ombro com dois dedos. Na sala ouviu-se um murmurinho das raparigas a comentar sobre “aquele professor que tinha sido visto a chegar naquela manhã”. Ninguém tirava os olhos dele.

- Posso? – Pergunta ele com a sua voz sensual.

- Claro Michael. Entra.

- Boa tarde caros alunos… e alunas. – Cumprimenta ele fazendo os risinhos delas se soltarem.

- Espero que tenham um ano repleto de bons resultados e… até para o ano. Vou-vos deixar com o Professor Michael Simpson para que ele vos conheça e para que vocês o conheçam. Não me deixem ficar mal aqui com o professor. Vou então à minha vida e boa sorte para todos.

Todos se despedem da professora e ficam a sós com o novo professor. Ele sentou-se na mesa dele, regaçou as mangas da camisa, muito à vontade, e só depois começou a falar.

- Calor aqui, ãh?

Ninguém respondeu. Ele moveu os olhos de um lado ao outro da turma.

- Vocês não falam?

As raparigas babavam-se e os rapazes estavam a odiar o professor.

- Pois… Já vi que vocês não são muito comunicativos. Vamos ter de mudar isso.

Começou por se apresentar e demorar-se com certas histórias do seu tempo de aluno. Todos se riam e ele andava pela sala, de um lado para o outro, por entre os alunos a falar com eles como se fosse da idade deles, como se de um aluno se trata-se também. Por fim pediu para também eles de apresentarem. Não estava com vontade de dar aquela aula, porque, além de ser a última deles, era a primeira enquanto sendo ele o professor. Necessitava de os conhecer e de que eles o conhecessem. Era o género de professor que só sentia que as aulas funcionavam se houvesse uma ligação de confiança entre ele e os alunos. Começou por brincar um bocado, tentando adivinhar o nome de alguns ou então o que eles faziam nos tempos livres, tendo em conta o estilo deles. Errava sempre. Contudo era engraçado e todos se divertiam bastante. Chegou a vez de Raquel.

- Tu… Não és inglesa.

- Pois não. Sou…

- Shiu… - Interrompe-a ele, sempre olhando-a com um olhar algo misterioso. – Eu desta vez adivinho. Espanha, França… não, não não. Portugal?

- Sim. – Confirma ela com um sorriso e um olhar de encantamento.

- Conheço bem. Já lá fui muitas vezes. Adoro a comida!

Ela sorri-lhe e ele a ela e trocam um olhar intenso.

Ao longo da aula, vários foram os olhares. Mas Raquel estava certa de que não seria só a ela que ele olhava assim. Começou até a desgostar um bocado do professor e a sentir-se um pouco incomodada. Acabou a aula, ele desejou-lhes boas festas e deu a entender que talvez pudessem ainda encontra-lo. As raparigas ficaram histéricas, com a certeza de que ele iria aparecer na festa de final de ano dos alunos. Os rapazes não ficaram muito contentes. No entanto, só saberiam no dia. Falar naquela festa era expressamente proibido. Toda a gente sabia que a festa acontecia e que não tinha autorização para se realizar, mas ninguém denunciava. Era um velho ritual dos alunos daquela universidade. Passava de alunos para alunos. Para o professor conhecer é porque ali tinha estudado também.

Ainda naquela manhã, o americano estava a tirar fotos no parque Russel Square para acrescentar ao seu portfolio de candidatura a uma agência de modelos. Queria fotografias com paisagem natural, iria dar um ar diferente ao portfolio, e para ajudar havia neve, ficava um lugar ainda mais bonito. Escolheu aquele parque também porque foi lá que conheceu Gina, poderia encontrá-la outra vez.

Como a maior parte das vezes, Sofia e Harry saíram da aula de Economia juntos.

- Olha, eu preciso de ir a casa.

- Porquê?

- Esqueci-me de uma coisa. Vens comigo?

- Mas está tanto frio...

- Não me vais deixar ir sozinha pois não?

- Ok, vamos lá.

Os dois amigos puseram-se a caminho da casa das portuguesas. No percurso, Harry ia cair, pois escorregou numa poça de gelo, o que provocou um riso descontrolado por parte de Sofia.

- Olha, vamos pelo parque. É mais rápido.

Quando estava a andar, Harry recebeu uma SMS de Zayn, ficando a olhar para o iPhone, não reparando por onde ia. Sofia também ia distraída, mas não tanto como o inglês.

- Harry, cuidado!

- A MINHA MÁQUINA!

Derek repentinamente apanhou a sua máquina fotográfica que caiu ao chão por causa de Harry.

- Peço imensa desculpa! Não foi intencional... - Lamenta-se o inglês.

O rapaz dos óculos olhou Harry com fúria.

- Espero bem que isto funcione, senão estás feito comigo...

- Meu, é só uma máquina!

- Só. Uma. Máquina? Para um ricaço como tu até deve ser.

Harry ignorou o último comentário de Derek.

- O que importa é que essa merda funciona não?

- Essa merda... Que tal deixares de ter a mania, era bom não achas?

- Eu? A mania? Vai-te tratar!

- Quem se devia tratar eras tu, mas à visão. Para ver por onde andas!

- Qual é o teu problema? Eu já pedi desculpas!

- O meu problema és tu, ainda não percebeste?

- Harry, vamos embora... - Intervém Sofia, preocupada com o que pudesse acontecer.

- É, é melhor mesmo, antes que vejas dentes no chão.

- Otário... - Pensa Derek para si.

- Que idiota! - Comenta Harry com Sofia.

- Deixa-o lá...

Depois do acontecido com Vitor, já de tarde, Sofia precisava desabafar com alguém e sabia em quem podia confiar. Aliás, imaginava que também ele precisasse de companhia. Meteu-se num táxi e foi para o hospital.

Na mesma altura, também Zayn pensou ir visitar o amigo. Sabia que era fodido estar todo o dia metido num quarto com mais nada para fazer que não fosse ver televisão. Antes de lá ir parou na Milkshake City. Sabia que ia deixar o amigo contente.

Quando Zayn ia a entrar no quarto, parou à porta. Ouviu alguém a falar e conhecia aquela voz. Era Sofia. Preparou-se para entrar mas conteve-se mais uma vez quando ouviu Niall:

- Mas o que é que ele quer contigo? Esse Vitor não tem mais nada para fazer na vida do que vir atrás de ti para Inglaterra?

Zayn recuou. Encostou-se à parede. O Vitor? O mesmo Vitor que mandara a mensagem a Sofia na noite anterior? Aquele que fora “importante” na vida dela um dia? Algo dentro dele o fez sentir-se revoltado contra aquela ideia de o ter ali perto dela. Atirou o milkshake no caixote do lixo que tinha ao lado e desceu pelas escadas a passo de corrida. Saiu do hospital, respirou fundo, voltou a encostar-se a uma parede. Pegou num cigarro e pode-se considerar que o devorou. Por fim acalmou-se. Voltou a subir e entrou no quarto.

- Zayn! – Chamou Niall contente por ver o amigo.

- Niall! Então como estás?

- Bem, bem.

Trocou um olhar e um sorriso com Sofia e logo Niall começou a fazer perguntas sobre o que se passava por casa.

- Eu trazia um milkshake para ti, mas… tive um contratempo… - Explica-se o moreno olhando para Sofia.

Niall quase que matava o amigo só com as palavras.

 Ela ficou um pouco mais à parte. De repente lembrou-se que tinha ali à sua frente a oportunidade de se esquecer um pouco do palerma que lhe viera estragar o sossego. Começou a trocar olhares com Zayn sem que Niall se apercebesse. Tentava dar-lhe a entender que queria estar com ele depois de saírem dali. Por fim Zayn despediu-se de Niall.

- Queres vir também? Dou-te boleia até casa. – Convida ele Sofia com implícitas segundas intenções.

A morena aceitou, despediu-se do amigo e saiu do quarto com Zayn que logo a envolveu com o braço e perguntou-lhe baixinho ao ouvido para onde queria ir.

- Algum sítio diferente. Estou a precisar de renovar as ideias. – Responde-lhe ela de igual forma.

Ele riu-se.

- A dona é que manda. – Goza ele.

Chegaram ao parque de estacionamento do hospital, onde Zayn tinha o carro. Ela ia deixar o braço dele, que tinha à volta do pescoço, para se dirigir ao outro lado do carro, mas ele conseguiu alcançar-lhe a mão e, de novo com aquele sentimento de revolta ao pensar no que ouvira quando chegou ao quarto de Niall, encostou-a num repente ao carro e beijou-a de uma forma louca.

- Ouh Zayn! Tu hoje… - Diz Sofia.

- Não gostaste? – Pergunta o rapaz com um olhar sugestivo.

- Amei! – Exclama a rapariga acariciando-lhe o peito. – Estou a precisar mesmo disso hoje.

- Vamos lá então.

Entraram no carro e ele começou a conduzir. Na rádio começou a dar “Summer of 69” e ambos começaram a cantar feitos louquinhos.

- Tenho saudades do Verão.

- Pois, aqui o Verão não é como em Portugal.

- Eu sei. Mas em princípio tudo indica que vou lá passá-lo.

- Tu queres é um Verão como o do Bryan Adams.

Ela riu-se.

Pouco tempo depois tinham chegado. Zayn pegou na chave que tinha no tablier e saíram do carro. Ele esperou que ela chegasse à sua beira e pediu-lhe para que o seguisse. Conduziu-a à porta de uma casa e abriu a porta.

- Zayn…

Ele interrompeu-a.

- É uma das casas do meu pai. Nunca está cá ninguém.

- E tu tens a chave para trazer cá as tuas meninas.

- Pois… Prefiro não comentar.

Ela riu-se.

Lá dentro tudo era magnífico. A decoração era extraordinária e nada tinha a ver com a simplicidade habitual das casas inglesas. Mas só teve tempo de apreciar enquanto ele pousava as chaves e tirava o casaco. Depois disso, ele chegou-se a ela pelas costas, deu-lhe um beijo no pescoço e tirou-lhe o casaco, deixando-o cair no chão. Ela virou-se e ele voltou a beijá-la arrebatadoramente. Ele conduziu-a de costas até ao quarto sem deixar de a beijar por um momento. Atirou-a para a cama, despiu a camisola e tirou as sapatilhas e as meias. Ela fez o mesmo. Zayn lentamente caminhou para ela e voltou a beijá-la. Desta vez sentiu arrepiar-se. Parou por momentos a olhá-la e a passar-lhe levemente dois dedos por entre os seios. A portuguesa beijou-o e trocou de posição com ele, ficando ela por cima. Tirou o soutien e beijou-lhe todo o tronco muito devagar. Desapertou-lhe os botões das calças um a um e despiu-lhas. Seguiram-se os bóxeres. Pouco depois Zayn vibrava de prazer. Mas ela parou a meio. Voltou à cama e ele, louco, pôs-se em cima dela, beijou-lhe o pescoço, descendo até aos seios, que também acariciou. Tirou-lhe também as calças e voltou a beijar-lhe os lábios enquanto lhe acariciava as partes mais íntimas. De seguida tirou-lhe também as cuecas e não hesitou em tocar-lhe delicadamente no clítoris. A rapariga estava a chegar às nuvens quando ele parou para a penetrar, estando os dois doidos de prazer. Chegaram ao clímax e Zayn, estafado, deixa-se cair para o lado. Durante uns segundos descansou. Depois envolveu-a nos seus braços. Teve naquele momento medo de a perder. Ela segurando-lhe o queixo, fez-lhe baixar a cabeça e deu-lhe um beijo na testa.

Zayn levantou-se, nu, fazendo-a rir, caminhando para a sala. Ela continuava a rir-se sem perceber onde ele ia. Ele voltou com o maço de tabaco na mão.

- Importas-te?

- Desde que me dês um…

- Estás a gozar, certo?

- Hoje quero fazer asneiras. Acredita que tenho razão para isso. Além disso foi o último dia de aulas.

- Como queiras. Sabes ao menos?

- Não. – Ri-se ela. – Muito mal, mesmo.

E assim ficaram, ambos de cigarro e a rirem-se da forma como ela estava a [tentar] fumar. Só à hora de jantar abandonaram a casa.



Notas finais do capítulo

Deixem-nos os vossos comentários à cerca do que pensam que Sofia vai fazer agora que está entre o Zayn e o Vitor. ;)