Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 35
Capítulo 35


Notas iniciais do capítulo

A Débora vai encontrá-lo... A quem? Leiam... ;)




Era já quinta-feira. Para Débora a semana tinha passado a voar. Estava realmente ansiosa por aquele dia. Visto que tinha de estar nos estúdios da novela ao meio dia, foi logo de manhã preparada para a universidade. Assim saía de lá direta para os estúdios. Ia finalmente buscar o seu texto. Só pensava em começar a gravar!

Estava ela no corredor a dirigir-se para a saída quando avistou um rapaz loiro. Parecia-lhe o aquele camelo de dias atrás. Aquele que lhe roubara o lanche, que a tinha lhe dera um encontrão naquele mesmo corredor.

- Voltamo-nos a encontrar loirinho... - Pensou ela. – Agora é que vais ver.

Para não o perder mais uma vez acelera o passo e, com cara de poucos amigos, diz-lhe:

- Olha lá, por acaso não te deram educa... - Débora paralisou. Aquele não era o loiro que ela procurava. - Desculpa... Enganei-me na pessoa.

Afastou-se daquele rapaz, corada, fazendo um sorriso envergonhado mas, quando se virou esbarrou-se com um outro rapaz que levava na mão um copo de sumo, entornando-o por cima dela.

- Desculpa! - Diz o rapaz, que se sentiu muito mal por molha-la toda.

- Tu?! – Exclama Débora furiosa, não só por estar encharcada de sumo, mas também por reparar que aquele sim, era o “loirinho” com quem ela já há tanto tempo queria falar.

- Desculpa, a sério. Não vi. Não foi por querer. Mas, pela forma como me abordaste… Já nos conhecemos? - Pergunta o rapaz intrigado.

- Tecnicamente não. Mas tu já me fizeste uma pisadura e já me roubaste o lanche...

- Eu?! Desculpa, mas não me recordo... Aliás, até me estou a recordar de uma coisa! Tu há uns dias atrás puseste-te à frente do meu carro. – Diz-lhe o rapaz tentando disfarçar o seu riso. – Penso que eras tu.

- Ai tu és o maluco que me ia atropelando? Realmente! Ó pá, tu deves-me tantas! Ainda por cima hoje, logo hoje, tinhas de me fazer isto? – Pergunta ela retoricamente mostrando o seu estado. Tinha a camisola toda manchada!

- Se quiseres eu compenso-te com um jantar. - Sugere ele com um olhar sedutor.

- Contigo? – Débora solta uma gargalhada. - Pff… Nem morta! Deves achar-te muito bom realmente.

- Então como é que queres que eu te "pague o que devo"?

- É assim eu não te curto, por isso já me fazias um grande favor se me saísses da frente. Que tal? É que eu não sei onde vou arranjar agora uma camisola. Não tenho tempo de ir a casa e tenho compromissos muito importantes. E agora, ah?

- Se eu soubesse tinha-te atropelado mesmo... - Diz ele em voz baixa.

- O que é que disseste?

- Nada!

A loira estava furiosa e virou-lhe costas sem dizer mais nada. Ele, pelo contrário, achou-lhe piada. Além do mais era bonita! E tinha um rabinho… Ui, ui!

Débora estava numa enrascada. Como é que ela podia ir aos estúdios da novela naquele estado? E agora não tinha tempo de ir a casa trocar de roupa. Foi então à casa de banho onde, ainda furiosa, chamava, por entre dentes, nomes àquele loiro insuportável que ainda por cima tinha a mania que era bom. Onde é que já se tinha visto, tamanha cara-de-pau de a convidar para jantar. Mas é que nem que ele se pintasse de ouro! E aquela mancha na camisola? Estava feita!

- Olá! Que se passa? – Pergunta Lúcia ao entrar na casa de banho, vendo Débora tão agitada.

- Foi um filho da… mãe, que me entornou o sumo em cima. Achas isto normal? E é que eu tenho compromissos agora e não tenho tempo de ir a casa mudar de roupa.

- Bem, se quiseres eu acho que te posso desenrascar. Eu tenho um top ali no saco que eu trazia para a minha próxima aula, mas não há problema. Eu faço aula com um que eu tenho vestido por baixo desta camisola. A seguir vou para casa e vou… Não é um top muito especial, é muito simples, mas já te desenrasca. Depois vestes o casaco por cima e pronto.

- Ai, a sério? Não te importas mesmo? Fazes-me esse favor?

- Claro! Espera aí que eu tenho ali o saco.

E assim Lúcia ajudou Débora.

No final da aula de interpretação, Zayn não tinha nada para fazer e, como tal, deixou-se ficar na conversa com amigos e amigas da sua turma. Principalmente amigas. Tinha sempre o sexo feminino à sua volta. Quando olhou para o relógio e constatou que já era meio-dia e meia, decidiu ir andando para casa onde teria quase de certeza o almoço pronto, feito ou Niall ou por Louis. Ao passar o peristilo da universidade, cruzou-se com Harry e Sofia que acabavam de sair da sua aula de Introdução ao Direito e que vinham com uma conversa muito animada.

- Hey, hey, pessoal! – Chama-os Zayn, visto que, de tão animados que iam, nem tinham reparado no amigo.

- Por aqui? Não devias estar já em casa? – Pergunta Harry.

- Fiquei no paleio com uns amigos.

Sofia finge uma ligeira gargalhada e insinua, piscando o olho:

- Amigas, imagino.

- Também. – Aceita Zayn abanando a cabeça. – Mas olhai, agora que estamos aqui, porque não almoçamos os três juntos aí num sítio qualquer.

Harry gaguejou. Tinha aulas de Português dali a uma hora e meia, não queria que eles soubessem e como tal também não queria ir almoçar com eles para depois ter de arranjar uma desculpa e esgueirar-se do restaurante à pressa. Por isso mais valia dizer logo que não e inventar desde logo uma desculpa.

- Para mim não dá. A minha mãe teve de vir a Londres hoje e disse que queria almoçar comigo. Mas de qualquer forma vão vocês.

- Bem, que achas Sofia? Fazes-me companhia? – Convida-a ele com um olhar de cachorrinho abandonado.

Sofia riu-se.

- Que carinha é essa Zayn? Vá, eu fico contigo.

- Boa! – Festejou o rapaz de ascendência paquistanesa.

- Eu vou andando então. Divirtam-se! Mas juízo! – Insinua Harry em tom de brincadeira.

Os outros dois riram-se.

- Então queres ir onde? – Questiona-lhe ele. – Hoje tu é que mandas.

- Exato… Como se eu conhecesse muita coisa por aqui.

- Ah! Pois. É verdade! Tu não és daqui. Então vou ter de ser eu a escolher?

- Parece que sim.

- Vamos indo então.

E assim lá caminharam até ao BMW M3 do Zayn, aquela bomba que fazia toda a gente olhar para si quando passava na rua. Zayn era realmente vaidoso e quando se é rico, pode-se abusar um pouco mais.

Já estavam a andar há algum tempo de carro. Zayn pôs a música bem alta, “Let Me Love You” de Mario, e divertia-se a cantar e a pegar com Sofia, pondo-lhe de vez em quando a mão na perna sem desviar o olhar da estrada ao que ela lhe respondia com uma leve sapatada na mão e um risinho malandro. Só de vez em quando ele a olhava sempre com aquele lindo sorriso tão característico dele.

A certa altura Sofia já cheia de fome, baixa o som do rádio e confronta-o:

- Olha, ainda vais demorar muito para chegar? Do género, já estou a morrer de fome!

-Tem calma. Apeteceu-me levar-te a um sítio. Mas isto até está a ser divertido. Mas já estamos quase a chegar. Mais uma hora de caminho…

- Ah!? 1h?

Zayn lançou uma gargalhada.

- Tem calma. Estou a gozar contigo. Estamos mesmo, mesmo a chegar.

Passados uns minutos, Zayn estaciona o carro em frente a um McDonald’s.

- Vamos ao McDonald´s? – Pergunta Sofia surpreendida. – Tanto tempo de viagem para vir ao Mc? Tipo, passamos por bués Mc’s.

- A sério? – Goza Zayn. – Não reparei em nada.

Sofia não estava a entender muito bem. Ele só podia estar a brincar com ela. E ela estava cheia de fome!

- Bem, ficas aqui que eu vou buscar para comermos noutro sítio. O que queres?

- Noutro sítio? Onde?

- Não queiras saber de mais. O que queres.

Sofia fez o seu pedido e Zayn entrou. Pouco tempo depois já estava de volta ao volante para mais uns minutos de estrada.

Ele meteu-se por uns caminhos de terra, apertadinhos. Sofia estava cada vez mais intrigada com o que ele estava a armar. Mas o aspirante a ator continuava sempre muito divertido e a fazê-la rir bastante.

De repente Sofia começa a avistar uma paisagem lindíssima. Era um lago agora um pouco gelado pelas primeiras neves, mas com o ligeiro sol da tarde refletido na água, o que gerava uma sensação de paz. Não estava lá mais ninguém.

- Bem. Parece que chegamos.

Sofia continuava a observar o que os rodeava, mesmo ainda dentro do carro.

- Comemos? – Pergunta ele.

Os dois começaram a almoçar, já em hora de lanche, sempre com conversas animadas. Eram bons amigos, não havia dúvidas.

- Porque me trouxeste para aqui?

- Venho cá de vez em quando. Quando eu era pequeno a minha família vinha aqui às vezes fazer um piquenique ou assim no Verão. Já há algum tempo que me apetecia cá vir mas nunca surgia oportunidade. Foi hoje. Com uma boa companhia está-se ainda melhor.

- Obrigada pela parte que me toca.

Ele sorriu.

- Imagino que tragas aqui muitas boas companhias mas é.

- Por acaso… És a primeira pessoa que cá trago. Nunca calhou de trazer cá ninguém. Não é por nada. Nunca calhou.

- Que honra! – Goza ela.

E assim continuavam a conversa ao mesmo tempo que comiam.

Depois ganharam coragem e saíram do carro para enfrentar o frio.

- É pá! Que frio! Chega-te a mim! – Exclama Zayn chegando-a a si. Muito naturalmente, sem repararem no que faziam, os dois beijaram-se. com este ato de Zayn. E a este curto beijo que os deixou algo confusos como das outras vezes, seguiu-se outro e outro. O frio foi completamente esquecido mas ainda assim voltaram ao carro.

Em pouco tempo, os dois uniam-se mais uma vez num só. Não sabiam explicar o que se passava. Simplesmente acontecia. Foi então que, aproveitando o facto de estarem sós, os dois amigos “puseram as cartas na mesa” e tentaram perceber a perspetiva de ambos relativamente ao que acontecia para se chegar a alguma conclusão. Ela ficara envolvida nele, com a cabeça no seu peito, enquanto que com o dedo contornava uma das tatuagens de Zayn. Ele ia-lhe acariciando um dos seus braços com leves movimentos que faziam o corpo seminu dela arrepiar-se. Era uma verdadeira cena de um casal apaixonado. Mas na teoria dos dois isso, paixão, não existia entre eles e era melhor não existir.

- Eu gosto de estar contigo. E sinto-me bem por estar assim, da forma como estou agora. – Afirmava Sofia.

- Eu também. Mas não me imagino numa relação.

- Eu também não. A sério que não. Não é que não goste de ti, mas não gosto dessa forma, entendes?

- Entendo. Eu penso exatamente o mesmo. – Concorda o rapaz.

- O que fazemos?

- Que tal conformarmo-nos, aceitarmos e deixarmos rolar naturalmente? – Sugere ele com um tom de evidência.

- Estás a dizer para deixarmos acontecer quando e onde…

- Exato!

- Entre nós sexo e só sexo. Nada de sentimentos. É isso?

- É. Só se não quiseres mais.

- O problema é que quero, mesmo. – Admite Sofia um pouco embaraçada levantando a cabeça do peito dele.

Zayn sorriu pela reação dela e levando-lhe as duas mãos ao rosto acariciou-a, desviando de seguida os cabelos encaracolados da morena que com aqueles gestos dele fechou os olhos e deixou-se levar. Ele chegou-se ao ouvido esquerdo dela e sussurrou:

- Isso! Deixemo-nos levar. Deixa-te levar como agora. Gozemos o momento…

E Sofia interrompe-o com mais um louco beijo.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado.
Depois deste capítulo, Zayn e Sofia vão começar a ser cada vez mais loucos. Prestem atenção aos próximos capítulos. :) xx



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