Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 33
Capítulo 33





E mais uma vez Harry iria estudar com Sofia. Só que desta vez ia ser na casa dela.

- Só para que saibas o Harry vem cá hoje. - Avisa Sofia a Gina.

- Ó boi, está a brincar ou quê?

- Não. Sabes que às sextas eu e o Harry costumamos estudar, só que desta vez é aqui...

- Pronto, parece que vou hibernar!

- Deixa de ser trenga! Não tens que te esconder dele.

Gina ignorou o que Sofia disse.

- A que horas é que ele chega?

- Daqui a uma hora está aqui.

- Então ainda tenho tempo para comer! - E dito isto ela dirige-se para a cozinha onde estava Lúcia.

- Ouh, não comas tudo 'tá? - Resmunga Lúcia.

E, outra vez, Gina ignora e senta-se a comer.

- Deixa-a lá. Está toda nervosinha porque o Harry vem cá hoje. - Diz Sofia.

- Nervosa, eu?! Claro...

As suas amigas riem-se. Ela podia negar, mas no fundo ela também gostava do Harry.

Aquela hora passou a voar, e de repente soou a campainha. Gina sobressaltou-se e murmurando pede a Sofia para não lhe dizer que ela estava em casa e corre para o quarto. Sofia fez a vontade da amiga e quando ele perguntou por Gina, ela respondeu-lhe que não sabia dela. Assim, eles começaram a trabalhar (nos intervalos das conversas).

Horas depois, Lúcia, que ia a sair de casa, avisa Sofia.

- Vou ali à Danielle, vou ajudá-la a escolher a coreografia para a 2ª fase da audição.

Gina, no quarto, ouve a porta a bater. "O Harry já foi embora" pensou ela. Já estava com fome e por isso saiu do quarto e foi para a cozinha, local onde Harry e Sofia estavam.

- Merda! - Sussurra Gina seguindo-se de um sorriso cínico.

- Afinal estás em casa? - Pergunta Sofia tentado disfarçar o facto de saber que ela lá estava.

- Yeps...

Harry não disse nada, limitou-se a olha-la enquanto procurava o que comer.

- Não temos pão? - Questiona Gina a Sofia.

- Não, mas podes ir comprar. - Aproveita-se a rapariga dos cabelos encaracolados.

- Okay...

- Espera! Eu vou contigo! - Oferece-se Harry.

- Não tens que estudar?

- Nós já acabamos, não é Sofia?

- Sim, sim. Vai lá!

A morena olha Sofia com uma cara não muito agradável. Sofia percebeu o olhar dela e riu-se.

- Quando o Zayn chegar diz-lhe para esperar. - Pede Harry a Sofia.

- O Zayn?

- Sim, foi ele que me trouxe e vem-me buscar daqui a pouco.

- Ah, está bem.

De repente Harry ouve a porta a abrir-se.

- Ei, espera! - Grita ele correndo até Gina.

Estavam ambos lado a lado no passeio. Nenhum falava. Ele pensava em várias coisas para dizer, mas arrependia-se sempre. Ela olhava para ele quando ele não estava a olhar. Ao atravessar a passadeira um carro não parou e Gina, que odeia essas coisas, gritou:

- Ó boi!

- Sabes que ele tinha o vidro aberto?

- Ups...

Ambos riem, o ambiente já estava menos tenso.

- Mas espera, como é que entendeste o que eu disse?

Harry entrou em pânico. Não queria, ainda, que ela soubesse que ele estava a ter aulas de português. Então, usou a primeira desculpa que lhe veio à cabeça.

- A Mónica também usa essa expressão e disse-me o que significava.

- Ah... Ok.

A padaria estava cheia. Pelo que eles tiveram que esperar algum tempo.

- O Zayn deve esperar por mim, certo?

- Claro, sozinho com a Sofia, três quartos, um sofá, imenso chão, porque é que ele não haveria de esperar? - Brinca ela já não estando com sete pedras na mão.

- Exato. - Concorda ele rindo-se.

Entretanto, Sofia estava a arrumar os livros e os cadernos que estavam espalhados em cima da mesa da cozinha quando a campainha toca e ela foi abrir a porta. Ao abrir viu Zayn com um ar fresco, perfumado, com o cabelo ainda molhado. Notava-se que tinha acabado de tomar banho.

- Olá borracho! – Brinca ele no seu característico ar sedutor.

- Olá Dj Malik! – Cumprimenta ela a rir-se e a convidá-lo a entrar com um gesto do braço. – Ao que parece tomaste o banho do mês hoje.

Ele, a brincar, olhou-a com uma cara séria.

- Eu tomo banho todos os dias menina.

- Acho muito bem que o faças.

Riram-se ambos.

- Tive agora aula de Expressão Corporal. Por isso é que me vês assim. Fico todo partido depois destas aulas…

- É a vidinha.

- Pois. E o Harry, por onde anda?

- Foi à padaria com a Gina.

Zayn arregalou os olhos.

- Ui… Que ando eu a perder? Já vai assim tão adiantado e eu não sei de nada?

- Não. Antes fosse. Mas aquela gaja é uma casmurra. Está na cara que gosta dele mas para admitir… Ui!

- E enquanto isso o outro anda lá por casa a pingar amor por todo o lado.

- Eles que se entendam que são maiores e vacinados.

- Ora exatamente! – Remata Zayn a conversa. – Mas e agora, que faço?

- Esperas por ele. Aqui. Ou eu sou assim tão má companhia? – Pergunta ela fingindo-se indignada.

- Por acaso… - Responde-lhe ele com uma expressão muito convincente deixando-a com cara de parva.

Ela pega numa almofada e atira-lhe. Ambos se riram e ela sentou-se no sofá. Ele acompanhou-a. Novamente aquele sentimento de desejo os invadia. O que era aquilo? Não podiam, outra vez não.

- Será que eles demoram muito? - Pergunta ela tentando quebrar o clima que se fazia sentir.

Zayn, escarrapachado no sofá, com uma expressão ensonada, respondeu-lhe com um abanar de ombros. Nessa altura o olhar de Zayn era já muito sugestivo. Era difícil resistir-lhe. Ainda para mais ele estava com um ar de cansadinho. Ficava tão fofo! Ao pensar nisto Sofia riu-se.

Ele como despertando, saindo da posição que estava, pergunta-lhe:

- Que foi? De que te ris?

- Estava a olhar para ti e parecia que ias adormecer. Metes pena de tão cansado que estás!

Ele aproximou-se e começou a brincar com ela:

- Por acaso até já dormia um soninho, ora chega-te aqui.

E assim deitou a cabeça no ombro dela fazendo de conta que dormia. O roçar daquela barba que lhe crescia no rosto no seu ombro fê-la arrepiar-se. Era uma sensação tão boa! No entanto, para fugir àqueles pensamentos, riu-se e disse-lhe:

- És tão criancinha Zayn!

Ele acariciou-lhe o braço sentindo a sua pele arrepiada. Levantou a cabeça e cruzaram os olhares. Aqueles olhinhos de cansaço dele fizeram-na derreter de vez. Não aguentou e beijou-o. Mais uma vez eles se envolviam. Por entre os beijos, as mãos deles procuravam o corpo quente um do outro, explorando o que havia por baixo das camisolas. E os beijos eram mais e mais quentes e intensos, até que se ouve o barulho das chaves na porta. Os dois pararam de imediato e Sofia, nervosa, afastou-se dele. Ele riu-se e, muito rapidamente pegou numa revista que estava na mesinha de centro voltou a aproximar-se da rapariga. Pôs o seu braço em torno do pescoço dela, abriu a revista e fez de conta que estavam a comentar qualquer coisa. Era génio de ator. Ela ficou um pouco acabrunhada, tentando conter o riso até que Gina e Harry chegaram à sala.

- Olha eles tão juntinhos! – Brinca Harry piscando o olho a Gina.

Zayn continuava a comentar qualquer coisa na revista, mas logo de seguida virou-se para o amigo:

- O que andas para aí a dizer pá?

Sofia e Zayn olharam-se escondendo ainda a vontade de rir. Então ela levantou-se:

- Não pensem coisas que eu o Zayn somos só amigos.

- Também ninguém te perguntou nada. Escusas de nos dar explicações. – Responde-lhe Gina com uma cara malandra.

Sofia corou e ficou a olhar para Gina a pensar no que lhe poderia responder, mas não teve palavras.

Por essa hora, Liam estava a chegar à casa de Raquel. Muito se tinha atormentado. Não sabia se deveria ou não ir ter com ela. Sentia que se estava a trair a si próprio, visto que tinha jurado que nunca mais dirigir-lhe-ia a palavra sequer, mas por outro lado aquilo era mais forte do que ele. A visão dela aparecia-lhe no pensamento várias vezes ao dia. Ele lutava contra isso, mas a verdade é que continuava a gostar dela. Como podia ser tão burro? Nem tinha tido coragem para contar a Danielle que ia falar com Raquel. Não a conseguia enfrentar. Também a ela lhe tinha prometido que ia ser forte e em vez disso demonstrava a sua fraqueza de espírito, a sua ingenuidade. Mas agora estava ali, dentro do seu Citroën DS3 em frente à porta dela. “Seja o que Deus quiser” disse para si, saindo do carro e dirigindo-se à porta da casa.

Quando Raquel ouviu a campainha, o seu coração disparou. Ela tinha medo de que ele não aparecesse, mas afinal ele não a deixou ficar mal.

- Liam!

Ele apenas sorriu.

- Queres entrar?

- Não, eu preferia que fossemos ali para o carro. A Débora e a Mónica devem estar em casa e assim eu fico mais à vontade

- Pois, como queiras.

Então os dois caminharam para o carro.

Liam não conseguia olhar para ela e ela não sabia o que lhe dizer.

Ambos iam a falar ao mesmo tempo.

- Fala tu. – Disse-lhe Raquel

- Não. Tu primeiro. Insisto.

A conversa foi-se desenrolando. Não era nada que ela já não lhe tivesse dito. Ele continuava sem coragem para a enfrentar olhos nos olhos, mas bebia o som da sua voz como se de um néctar se tratasse.

- Liam, olha para mim, por favor. Diz alguma coisa.

Com esforço ele olhou para ela. Adorava o cabelo dela e aquele pormenor de ela ter os olhos um de cada cor. Era algo diferente e ele achava giro.

- Não dizes nada Liam?

- Não consigo. – Gaguejou o rapaz.

- Liam, eu sei que tu sentes por mim o que eu sinto por ti. Sei também que tens medo, mas acredita que o que eu fiz foi uma infantilidade. Eu mudei, cresci e sei que tu és a pessoa que eu quero ao meu lado.

- Não sei Raquel. Eu não posso.

- Porquê? Vais-me dizer que o que eu vejo nos teus olhos é mentira?

- E o que é que tu vês nos meus olhos?

- Que tu continuas a gostar de mim.

Liam desviou-lhe novamente o olhar e não respondeu.

- Vês? Porque não me dás mais uma oportunidade? Eu prometo que não vou repetir os meus erros do passado. Tu deves pensar que eu não sofri com tudo isto, mas eu também sofri. Sei que não tenho moral nenhuma para te dizer isto a ti porque tu foste quem mais sofreu. Claro que sim, eu sei. Mas, Liam, eu depois de me aperceber do meu erro, também senti na pele a dor de estar longe de quem amava.

Liam conservava o silêncio.

- Bem… Eu não te quero pressionar. Sei que precisas de pensar. Compreendo. Eu vou embora. Fica bem Liam.

E assim a rapariga abandona o carro e entra em casa.





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