Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 152
Capítulo 152





Enquanto isso, por Londres, tudo andava muito calmo. Niall ficara com a casa por conta dele, mas passava agora a maior parte do tempo com Josh. Andava até um pouco tristinho porque Débora andava agora agarrada aos livros e pouca atenção lhe dava. Naturalmente ele sentia-se magoado com a situação. Primeiro as gravações, depois os estudos… e ele? Era complicado. Tinha respeitado até ali, mas começava a sentir-se excluído. Débora era muito independente, muito senhora de si e ele sentia necessidade de uma relação mais próxima, de uma maior partilha. Foi Mónica, que reparando no abatimento do rapaz, o fez desabafar.

– Tens de ter paciência. Já sabes como é a Débora.

– Eu tenho paciência. Mas também tenho medo…

– Medo? De quê?

– Que ela já não goste de mim…

Mónica riu-se.

– Não sejas tolinho! Ela adora-te Niall!

– Óh, não sei…

– Acredita em mim. Vais ver que isto tudo passa-lhe após os exames.

– Espero bem que sim. Eu amo-a, Mónica. Muito mesmo! Não me consigo imaginar sem ela.

– E porquê que tu não organizas umas férias só para vocês os dois antes de irem para Portugal? Umas férias para vocês de aproximarem.

– Achas que ela ia gostar?

– Acho que sim.

Niall pensou por momentos.

– E se eu a levasse a conhecer a minha família à Irlanda? Achas que ela ia gostar?

– Penso que sim. É uma forma de ela se sentir mais integrada na tua vida. É isso! Irlanda parece-me perfeito.

– Mas achas que é melhor fazer-lhe uma surpresa ou contar-lhe já?

– Faz-lhe uma surpresa. No dia em que vocês tiverem o último exame, convida-la para jantar… ou melhor, vai ter com ela lá a casa, assim à noite e contas-lhe sobre a viagem no dia seguinte. Mas não marques a viagem logo para de manhã. Marca para o final da tarde.

– Hum… Parece-me bem. Vou falar com a minha mãe. Ela também vai ficar radiante por me ter lá por um tempo.

– Vês? Assim agradas toda a gente.

– Obrigado. – Agradece o loiro com um dos seus típicos abraços.


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Mónica andava mais sorridente. Usava o seu tempo agora para se dedicar ao que mais gostava: desenhar, ouvir música, escrever. Estas três coisas ajudavam-na a esquecer os problemas da vida. Ou melhor, a vê-los de uma forma mais positiva, porque esquecer, esquecer Dylan era impossível. De vez enquado ia ao cemitério deixar-lhe uma flor. Numa dessas alturas tinha até encontrado Zac, o irmão dele. Ao que parecia estava a namorar e tinha intenções de ir estudar para fora do país com a namorada. Aparentava ter crescido em mentalidade. Fê-la até pensar nela própria. Tinha de seguir a sua vida. Dylan ia ser para sempre uma doce lembrança, mas ela estava viva e tinha de traçar novos objetivos e lutar por eles. Sem dúvida que Josh a estava a ajudar imenso nessa recuperação e ela estava-lhe inteiramente grata. Era um grande amigo.


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– Amigo… Ela só me vê como amigo. Eu faço tudo, mas está difícil de ela me ver com outros olhos.

– Tens de ter calma. É tudo muito recente ainda.

– Eu sou doido por ela, Niall.

– Eu sei o que isso é… - Compreende ele pensando em Débora.

– Não. Não sabes o que é, dia após dia, sempre com esperança que seja esse “o dia”. O dia em que ela me dê um único sinal de que posso avançar. É tudo o que peço.

– É amor, meu caro. Amor. O mal de todo o Homem. Não vês também o que eu passo com a Débora? Ela tem aquele feitio de durona, de difícil, mas eu amo-a. Amo-a tal e qual como ela é.

– Estás inspirado para poeta hoje.

– Apaixonado…

– Eu acho é que estás à fominha. A Débora tem de te tratar desse problema. Estás muito lamechas…

Ambos se riram.

– E que vais fazer estas férias? – Interessa-se Niall.

– Não estou com disposição de fazer nada. Acho que vou mesmo ficar por Londres. Sou capaz só de ir visitar a família por umas duas semaninhas, e se tanto!

– Mas vais ter com o pessoal a Portugal no final das férias, não?

– Não sei. Até lá vê-se.

– Que desânimo. Isso é tudo por causa da Mónica?

– Ó pá! Há dias em que uma pessoa fica mais em baixo. Hoje é um desses dias.

– Vamos então acabar com esse mau ânimo todo. Que tal umas bejecas e uma partidinha de Fifa na PlayStation?

– ‘Bora!


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Por Wolverhampton, Liam e Danielle matavam as saudades das famílias que se mostravam muito felizes pela relação deles. No entanto, tentavam também passar tempo com os amigos. Andy e Liam não se largavam, e Danielle passava algumas tardes com velhas amigas com quem dançava nos tempos de secundário. Era bom reviver-se velhos tempos. Mas à noite tentavam sempre arranjar uma forma de estarem um bocadinho juntos.


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Finalmente Gina e Harry preparavam-se para a partida para Potugal onde passariam o resto das férias. Voltaram por isso a Londres de manhã e só de tarde apanharam o voo. Ainda em Londres aproveitaram para saber as notas dos exames dos que já estavam em Portugal e deles próprios. As notícias não eram as melhores para todos. Havia quem necessitasse de voltar a Londres para a segunda fase… Felizmente, eles estavam safos disso. Tinham ainda dois meses pela frente para gozar sem problema algum.

Almoçaram com Niall, Débora, Mónica e Josh, e mais ao final da tarde apanharam o voo para o Porto, onde os amigos espera-los-iam.


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Nessa manhã, a primeira de Zayn e Sofia na nova casa, Louis e Lúcia esperavam-nos num café em Barcelos tal como fora combinado. No entanto, as horas passavam e não havia sinal dos dois.

– Já sabia… Dois dorminhocos como aqueles… Não se podia esperar por outra coisa. – Reclama Louis.

– E ainda por cima a primeira noite depois de tanto tempo separados… A noite deve ter sido calminha, deve…

– Telefona para eles. Daqui a bocado quero almoçar!

– Já vai.

Lúcia tentou mas ninguém atendia.

– Boa! E agora?

– Não stresses! Estamos na minha cidade e tu ainda não a conheces, por isso, vamos andando por aí. Quando chegarem que nos liguem.


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Em Esposende, a luz do sol há muito invadia o quarto dos dois preguiçosos.

– A Lúcia e o Louis! – Sobressalta-se Sofia ao acordar. – Zayn! Zayn! Acorda!

Demorou para que o rapaz abrisse os olhos.

– Bom dia princesa! – Saúda-a ele com o seu delicioso sorriso, pedindo um beijo.

Ela rendeu-se àquele acordar dele. Tinha o namorado mais fofo do mundo!

– Esquecemo-nos deles!

– Oh! Eles não morrem.

– Mas o Louis é bem capaz de nos matar a nós.

– Eu com ele entendo-me.

– Anda lá! Levanta-te.

– Não… Anda cá. – Puxa-a ele de novo para a cama, dando-lhe um beijo como os da noite anterior.

– Zayn… A sério… Agora não. – Tentava impedi-lo enquanto ele lhe beijava o pescoço, com visíveis segundas intenções.

– Vá lá… Eles entendem. – Implorava sem deixar de a beijar.


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Estavam Louis e Lúcia a acabar de chegar ao restaurante para almoçar quando, finalmente, Sofia lhes liga. Louis atendeu.

– Então? Foi boa a festa?

– Olá Louis! Que festa?

– Isso agora… Deves saber melhor que eu…

– Oh! Parvo! – Ri-se ela. – Não comeces. Adormecemos. Desculpem lá.

– Mas e quê, quando vindes?

– Estamos a sair de casa. Acho que ainda podemos almoçar juntos.

– Nós estamos já num restaurante. Podemos esperar por vocês se vocês não demorarem muito, como é óbvio.

– Pode ser então.

Louis passou o telemóvel à namorada para que lhe desse as indicações de onde estavam. Depois de vinte minutos Sofia e Zayn estavam a chegar.


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Ao final da tarde, Louis e Lúcia foram esperar Harry e Gina. Muito bem dispotos, prontos para umas grandes férias, deram por falta do outro casal.

– Ficaram em casa a preparar o jantar. – Explica Louis.

– Mas nós vamos jantar à casa dos meus pais…

– Txiie… Depois justificas-te àqueles dois. Vamos?

– E como é que vamos? Arranjaram carro?

– O Zayn emprestou-nos um dos carros. – Informa Louis dirigindo-se ao BMW.

– Wow! O pai do Zayn foi generoso… - Aprecia Harry.

– Melhor é o outro carro, Harry! Tens de ver! – Comenta ainda Louis.

– E a casa! – Lembra a namorada.

Pelo caminho, trocavam novidades. Lúcia e Louis ficaram a saber que teriam de voltar a Londres para ela repetir um dos exames. E Zayn teria de fazer o mesmo caso quisesse completar o ano.

Quando chegaram a casa, os recém-chegados tiveram ainda tempo para apreciá-la e ainda partilhar algumas boas novas com Zayn e Sofia. Depois disso tinham de ir ter com os pais de Gina.

– Podias era ter avisado que não iam jantar cá…

– Oh Sofia, esqueci-me. – Admite Gina.

– Levem o carro. Não há problema. – Disponibiliza Zayn.

– Ó Zaney… Tu podias deixar levar o outro… o Mustang. – Pede Gina, estranhamente carinhosa.

– Ui… Interesseira! Nos outros dias só te falta espancar-me. – Brinca ele.

– O quê? Eu? – Revolta-se ela. – Uma pessoa a ser simpática e este vem para aqui a inventar merdas…

– Estou a brincar Gininha. Mas eu não sei se deva emprestar. É que foi a única coisa que o meu pai me obrigou a proteger com muito cuidado…

– Anda lá Zayn. Prometo que o carro chega a casa sem um risco. – Compromete-se Harry.

Zayn olha para Sofia.

– Estás a olhar para mim? Eu não mando.

– Hum… Tu vê lá Harry!

– Que lindo! Por isso é que gosto tanto de ti. – Diz-lhe Gina com o seu sorriso irónico.

– E eu de ti. – Responde-lhe Zayn na mesma moeda.


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Ao chegar à sua aldeia, tudo parecia igual à última vez. Saudades daqueles ares, daquela paisagem que, mesmo não sendo a mais bela do mundo, era a da infância dela, a da sua origem. Estacionaram e entraram pelo portão, indo bater à porta. Momento de beijos e abraços em que Harry ficou um pouco mais de lado. Depois sim foi a sua vez. Notou-se que o pai de Gina não tinha simpatizado assim tanto com o rapaz… Coisa de pai. Mas o jantar viria a correr muito bem. Ele sabia alguma coisa de português e os pais e o irmão de Gina sabiam também algo de inglês. Entenderam-se na perfeição ao longo de toda a noite.




Notas finais do capítulo

Proximo capítulo sábado ou domingo :)
Visitem!!: http://justinonedirectionfic.wordpress.com/



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