Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 149
Capítulo 149


Notas iniciais do capítulo

Com um bocadinho de atraso, aqui está o capítulo. :)




No dia seguinte, no final das aulas, Louis logo se encontrou com Gina. Caroline estava no bar ainda. Eles os dois estavam muito ansiosos e cada vez mais chamavam nomes de toda a espécie à loira. Não iam perseguir um criminoso perigoso, mas era sempre muito excitante perseguir alguém.

Aquele era o momento: a ex-namorada de Harry estava a ir para o parque de estacionamento. Gina e Louis logo se apressaram em chegar discretamente ao carro. Aquela maluca estava-lhes na mira. Assim começou a perguição. Depois de alguns quilómetros de curvas e contracurvas, sempre com a máxima atenção para a não perderem de vista, mas para não serem vistos por ela, para espanto deles, Caroline parou ao pé de um parque não muito utilizado. Sairam do carro e viram-na a atravessar o parque até a um contentor.

- Será que o Harry está ali?

- De certeza! Que mais estaria ela a fazer num sítio destes?

- Temos de ter a certeza para chamarmos a polícia.

- Eu vou espreitar pela janela.

- Tem cuidado! - Adverte ela.

"Ó meu Deus... É só a Caroline, não é preciso ter assim tanto cuidado..." - pensou Louis aproximando-se na companhia de Gina.

- O Harry está lá dentro e viu-me! - Sussurra ele à morena.

- Como é que ele está?

- Ora bem… Está com as mãos atadas e com a cara cheia de baton.

- Como?! Chama já a polícia, mas é!

Louis fez o que a amiga lhe disse e logo de seguida mandou uma mensagem aos amigos para avisá-los.

Já se tinha passado uma eternidade e a polícia não aparecia. Gina passava-se completamente com as descrições que Louis lhe fazia do que se ia passando lá dentro, bem como do que ouvia Harry e Caroline falar. Fartos de esperar, chegaram a decidir avançar. Gina e Louis tinham pensado em fazer um arrombamento à CSI. Assim até se divertiam um pouco. Mas a polícia apareceu naquele momento. Ao verem o carro a chegar, Louis e Gina foram ter com os polícias e explicaram tudo. Então os homens, calmamente, foram bater à porta do contentor. A loira, assustada, tapou a boca a Harry para que ele não fizesse barulho e não fossem descobertos lá dentro.

- Menina Flack, nós sabemos que está aí dentro. Por favor, deixe-nos entrar. Será melhor para todos nós.

Já transtornada, a loira continuava calada e a pensar no que devia fazer. Então, um dos polícias, não obtendo resposta, foi observar à janela.

- Vamos lá menina Flack. Nós estamos a vê-la aí dentro. Não tem mais nada a fazer senão entregar-se.

- Eu não me vou entregar. Eu não vou abandonar o Harry. Ele é meu!

Ao ouvir isto, Gina não se conseguiu conter. Correu para a janela por onde o polícia a observava e, batendo no vidro, tentava dissuadi-la.

- Deixa-o! Ele não te quer! Ainda não percebeste, Caroline? Vai arranjar uma vida e deixa-nos em paz!

- Foste tu… Sempre tu… Porque vieste lá do quinto dos infernos para atrapalhar a minha vida? O Harry já me amou e se tu não aparecesses ele ia voltar a amar-me. Tu estragaste tudo. Tu! Eu não posso desistir dele. Sem ele prefiro morrer! O Harry é meu, ouviste? Meu! De mais ninguém.

- Para Caroline! É melhor parares com isto tudo. Só te estás a prejudicar a ti. - Aconselhou-a Louis chegando-se à janela, mesmo que os polícias o tentassem demover de ali estar, tal como a Gina.

A loira deixou de tapar a boca de Harry para tapar os ouvidos. Não queria ouvir mais ninguém. Sabia que não tinha mais nada a fazer. Tinha sido flagrada e agora a única solução era render-se. No entanto, não tinha em ideia fazê-lo. Desistir de Harry, nunca!

- Por favor Caroline, ouve-os. É melhor deixares-me sair e entregares-te. – Pedia Harry.

- Cala-te Harry, cala-te! Deixa-me pensar! – Gritava-lhe ela, andando de um lado para o outro com as mãos na cabeça.

- Caroline, tem a sua última oportunidade de resolver tudo isto a bem. Caso contrário, vamos recorrer à força. – Avisava o polícia.

- Vão-se embora! Deixem-nos em paz para sermos felizes… a mim e ao Harry. - Gritava ela entre o choro.

No lado de fora os polícias preparavam-se para arrombar a porta. E assim fizeram. Um estrondo se ouviu e o caminho ficou livre para entrarem para o minúsculo contentor. Tudo parecia resolvido, não fosse o facto de Caroline ter uma faca encostada ao pescoço do ex-namorado, ameaçando usar-se dela caso alguém se aproximasse.

- Tenha calma menina Flack. Calma. Não faça nada para piorar a sua situação.

- Calma? Eu quero é que se vão embora. Aí sim, fico calma com o meu amor. - Impunha-se ela com os olhos cheios de água, com o rasto das lágrimas marcado no rosto, a maquilhagem borratada e o cabelo despenteado.

À porta entretanto chegaram-se Louis e Gina.

- Não faças isso Caroline! Por favor! – Implorava Louis.

- Já vos disse: ide-vos embora e nada se passará com o Harry.

- Não magoes o Harry… - Pedia ainda a portuguesa tentando aproximar-se mais.

- Não dês nem mais um passo! Tu não! Tu é que és a culpada de tudo isto. Tudo podia ter sido bem mais fácil se não existisses!

Um polícia levou os dois amigos do raptado para o exterior, pedindo-lhes para deixar nas mãos deles, para não atrapalharem, garantindo que Harry ficaria bem. Enquanto isso, os outros dois, no interior do contentor, tentavam demovê-la mas tudo se mostrava complicado.

Depois de alguns poucos minutos de espera, em que a polícia tentava falar calmamente com a loira, Gina estava a entrar em stress. Não podia estar ali de braços cruzados enquanto Harry tinha uma faca ao pescoço. Num movimento rápido, correu para o contentor para falar com Caroline.

- Não te aproximes! – Berrou a loira.

Os polícias tentaram impedi-la, mas Gina arranjava forças para continuar ali dentro, mesmo que segurada por dois polícias.

- Eu sei que tu não vais fazer nada ao Harry. Eu sei que não porque tu não tinhas coragem de magoá-lo. Tu gostas dele, eu sei que sim. Pode ser de uma forma doentia, esquisita, errada, mas gostas. Tu nunca o matarias Caroline! Não terias coragem. Nunca! És fraca. – E assim, Gina deixou-se ser levada pela força dos polícias para fora do contentor. Tinha esperança que ao confrontá-la desta forma a enfraquecesse verdadeiramente. E conseguiu. A loira, ao ouvir aquilo, começou a tremer. Tudo o que queria era agir e provar-lhe o contrário, mas não conseguia reagir. Os olhos voltaram a encher-se de água e perdeu as forças, deixando a faca cair. Dois polícias trataram de a bloquearem para que assim tudo acabasse. O terceiro polícia libertou Harry da cadeira e este logo se levantou correndo para o exterior onde abraçou a namorada e depois o amigo. Mas enquanto eles festejavam, Caroline passava por eles, algemada entre dois polícias, a caminho do carro para dali seguir para a esquadra mais próxima. Parecia sem vida, completamente vazia. Ela não estava bem.

-x-x-x-

“Paris, 3 de Junho de 2013

Mónica,

Desculpa. Sei que não devia ter partido desta forma, sem te avisar de nada, mas não deu para ser de outra forma. Foi algo inesperado. Apenas me aventurei a confiar em alguém que, mesmo me parecendo conhecê-lo há séculos, na realidade só o conhecia há dois dias. Estou sim a falar do Cody. Ele simplesmente ofereceu-me a realização dos meus mais antigos e maiores sonhos: viajar e estar com ele. Não posso dizer para já o que vai resultar da nossa relação. Pode-se dizer que estamos para já à experiência. Não temos nenhuma espécie de compromisso. Apenas estamos a deixar andar para nos conhecermos. Mas para ser sincera contigo, eu quero que isto dê tudo o que tem para dar. Ele é espetacular comigo. Finalmente libertei-me daquela imagem de perfeição que eu apenas associava ao Liam. Espero não estragar tudo com o Cody como fiz com ele, até porque eu sei que ele sente por mim o mesmo que sinto por ele.

Enfim, sei que tudo isto é uma loucura, mas por agora estou feliz. Neste momento estou em Paris, mas provavelmente quando receberes esta carta já vou estar em Barcelona. Daqui a uns dias vou a Portugal. Ele já me prometeu que posso ir visitar a minha família. Depois disto vamos para a América do Sul e lá para o final do Verão vou finalmente conhecer a Austrália!

Eu sei que és capaz de ficar triste por eu estar longe, mas quem sabe eu não volto a Londres? Sinceramente, era bom sinal que não voltasse. Significava que eu e o Cody estávamos bem. No entanto, vou morrer de saudades tuas e de todos os outros. Pelo menos para vos visitar hei-de aí voltar, prometo.

Também te deves estar a perguntar do porquê de eu não te ligar nem atender às chamadas que tenho a certeza que fizeste. É que eu esqueci-me ou perdi o telemóvel. Na verdade não faço a mínima do que lhe aconteceu. Então decidi escrever-te esta carta para que fiques descansada ao ver a minha letra a explicar-te tudo, letrinha por letrinha. Além disso, escrever uma carta dá sempre mais estilo…

Dentro do envelope envio-te também uma foto minha e do Cody que tiramos numa daquelas cabines de fotografias instantâneas. Foi hoje de manhã num shopping. É que eu não trouxe nada comigo, como tu sabes. Ele é que me está a oferecer tudo. É um fofo!

Peço-te que fiques feliz por mim. Obrigada pelo teu apoio, pela tua amizade e até um dia, bem próximo, espero.

Beijinhos com muito amor e carinho,

Raquel Silva.

P.s.: É verdade! Nem sei como me esqueci disto! Diz a todos que os adoro. Manda beijinhos e diz-lhes que estou bem. Vou ter imensas saudades.” – Voltava Raquel a ler para si a carta antes de a pôr no envelope.

- Já estás pronta, linda? – Perguntava Cody a ela, abraçando-a pelas costas e dando-lhe um beijo brincalhão na face.

Um sorriso automático aparecia na face da portuguesa.

- Estou sim. Estava só a escrever para Londres. Tenho de ir aos correios. Não te importas, pois não?

- Claro que não! Mas o que é que tens? Estás triste?

- Não, não! Estou muito feliz aliás. Só que tenho pena de abandonar assim os meus amigos.

- Tu não os abandonaste. E vais poder falar com eles quando quiseres pelos mais variados meios de comunicação que hoje em dia não faltam. Eu vou arranjar-te um telemóvel e computador, podes usar o meu.

- Obrigada por tudo Cody.

- Obrigado eu por me deixares conhecer-te. A cada momento que estou contigo me apercebo que és a rapariga que tenho estado à espera.

- Não digas essas coisas. Ainda é cedo para estares tão certo de que me conheces. Vamos com calma para que ninguém se desiluda e sofra.

- Ok, ok! Desculpa Sr. Simpson… Ai desculpa! É Silva, não é?

Ela riu-se.

- Bem, vamos então lanchar? Daqui a bocado tenho aquela entrevista de que te falei.

- Vamos.

Viria a ser nessa entrevista que Cody, pela primeira vez, diria estar solteiro, mas apaixonado, mesmo que ainda conhecendo a pessoa em questão. Disse ainda que foi paixão à primeira vista e que sabia que era correspondido, tendo quase a certeza que em breve teria namorada.

Depois de Paris, muitas foram as grandes cidades que Raquel conheceu. As noites de amor e os dias de amizade continuaram durante as primeiras semanas. Porém, quando deram conta, o comportamento deles era igual a um casal de namorados fosse de noite ou de dia. Viriam pois a afirmar a relação deles perante o grande público, espalhando felicidade por onde passavam, despertando o ódio de muitas fãs do australiano.



Notas finais do capítulo

O próximo capítulo vai dar início a uma nova fase da história, a última fase. No entanto, não quer dizer que esta última fase seja pequena. Para já não conseguimos prever o fim da história. Apenas pedimos para que continuem a acompanhar.
Beijinhos.



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