Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 148
Capítulo 148





No dia seguinte de manhã, Michael quis aproveitar o facto de ter o sobrinho em Londres para tomar o pequeno-almoço acompanhado. Assim, dirigiu-se ao hotel para tal.

Enquanto falava na receção com a rececionista para lhe ser permitida a subida até ao quarto do sobrinho, ao olhar, por acaso, para o lado viu quem não imaginava ver: Raquel. Ela estava lá e Cody estava a despedir-se dela. Pareciam próximos, cúmplices. Discretamente, Mike observava-os de longe. Não tinha razão para se sentir traído por Raquel, porque eles não mantinham nenhuma espécie de compromisso. Visualizava tudo calmamente. Para ela estar ali àquelas horas, muito provavelmente tinha lá dormido. O professor já não tinha idade para ingenuidades. Tudo estava claro como dois mais dois ser quatro: Raquel e Cody tinham dormido juntos. Por muito que não se sentisse traído, nem com ciúmes, um sentimento esquisito lhe surgiu. Talvez por ser o sobrinho… Começando a pensar na possibilidade de ela gostar do cantor, achou por bem que não a devia procurar mais. Ela é que o devia procurar se assim quisesse. Tinha uma sensação de que havia ali algo entre aqueles dois… Principalmente pela parte dela. A sua experiência de vida fazia-o ver ali qualquer coisa. Não querendo que o vissem, pediu à rececionista que se esquecesse que ali tinha estado e foi-se embora.

-x-x-x-

Domingo de tarde Louis, Zayn, Niall e Liam dirigiram-se à casa das portuguesas. O rapaz de Holmes Champel ainda não tinha aparecido. Estavam a ficar preocupados.

- Será que ele foi mesmo fazer o interrail? - Questiona o irlandês.

- Ele nunca disse que queria fazer um. E porquê agora? Assim do dia para a noite? Ao menos fazia-o nas férias. - Expôs Liam.

- Eu só vou acreditar nesta história quando ouvir a voz dele a dizer que viajou. - Declarou Gina.

- Vou tentar ligar-lhe mais uma vez.

- É, faz isso, Louis.

Estavam todos esperançosos que o rapaz atendesse. Os segundos que eles esperavam pareciam horas, mas para Harry pareciam anos! Na altura que Louis lhe ligou, Caroline já estava de volta ao contentor e estava cada vez mais com comportamentos esquisitos, a ponto de deixar Harry assustado. Parecia que estava realmente maluca! Estava esquisita. Quando o telemóvel tocou, ela passou-se por completo!

- Estou?

- Harry?

- Sim, diz Louis.

- Mas onde é que tu estás? - Pergunta Gina, arrancando o telemóvel das mãos de Louis.

Harry não podia responder. A louca da ex-namorada tinha-lhe dado a oportunidade para ele falar ao telemóvel mas com uma faca ao pescoço para que ele dissesse tudo o que ela queria. Talvez assim eles deixassem de ligar.

- Eu estou num Carol... Quer dizer, comboio, como te tinha dito na mensagem.

Desta vez foi Zayn quem arrancou o telemóvel de Gina, visto que esta tinha ficado sem fala.

- Tu estás doido, meu? Sais assim e só avisas quando já estás no comboio? Nem levas roupa contigo nem nada?

- Desculpem-me mas eu comecei a duvidar da minha orientação sexual e por isso preciso de estar sozinho. Fiquem bem. Xau.

- Harry?!

- Vocês ouviam algum barulho de comboio durante a chamada? - Questionou Gina.

- Não...

- Ele não está num comboio coisa nenhuma!

- Ahn?! - Exclamaram todos ao mesmo tempo.

- Ele está com a bruxa da Caroline. Ou melhor, ela é que está com ele.

- Como assim, estar com ele? Não me vais dizer que ela raptou o Harry. - Ri-se Sofia, achando a possibilidade descabida.

- Tu não conheces essa gaja... Acho-a bem capaz de fazer uma merda dessas! Ela é doente! - Explica Mónica.

- Mas raptar... Tipo... - Surpreende-se a namorada de Zayn.

- Mas Gina, como é que sabes que a ele está com a Caroline? - Interroga Débora.

- Porque ele disse-me. Quer dizer, tentou dizer-me, mas ficou a meio da palavra.

- Wow, que cena de filme! - Comentou Niall.

- Vamos a casa daquela cabra, já! - Exaltou-se Mónica.

- Sabes onde é?

- Não...

- Boa!

- Esperem, tende calma! Temos de agir racionalmente. Eu acho que já sei o que podemos fazer... - Decide Sofia.

- Conta-nos o teu plano. - Adere Lúcia, fazendo uma cara maléfica.

- De certeza que se a Gina, ou algum de nós for tirar satisfações com a Caroline sobre o Harry, que ela não vai admitir nada. E como também ninguém sabe onde ela mora...

- Anda lá. Despacha-te, mulher! Conta o plano de uma vez.

- Calma Gina! Até porque só podemos fazer isto amanhã. Sei que é lixado termos de esperar, mas pronto. É a única soluçao que temos.

- Sofia... Hoje! - Reclamam todos.

- Pronto. Certamente ela não vai faltar às aulas amanhã, para não dar nas vistas. Então, quando as tuas aulas, e da Caroline, acabarem, tu ou quem se quiser arriscar, segue-a com todo o cuidado (tipo à filme). Se ela tiver realmente o Harry, vai ter com ele de certeza! Como eu imagino que a Gina queira ir, um dos meninos tem de ir com ela, porque ela não tem carro.

- Eu vou. - Oferece-se Louis.

- Pronto. Depois, quando descobrirem onde está o Harry, chamam a polícia.

- Mas porque é que vou ter de esperar até amanhã? Não vou conseguir dormir… Ainda por cima tenho de ir trabalhar de manhã cedo!

- Pensa pelo lado positivo, amanhã já vais ter o Harry. - Consola-a Liam.

- Mas e se ela faz alguma coisa ao Harry? - Supõe Niall.

- Não podemos ser pessimistas. Ela é louca, mas, à maneira dela, ama o Harry. Tenho quase a certeza que não o vai matar. Se ele morrer, ela morre com ele. - Argumenta Louis.

- Eih!... Também, pensas logo em morte... - Reclama Mónica. - Mas olha que eu acho-a bem capaz de magoar o Harry. Não de matá-lo, mas magoá-lo...

- E se ela o mata e mata-se depois se suicida? - Supõe Niall para assustar os amigos.

- Niall! - Ralham todos, enquanto Débora e Sofia lhe dão uma sapatada.

- Calem-se lá por favor! - Impõe Zayn. - Vamos fazer o que a Sofia disse. Não temos outra solução. 

- Isso! Deixemo-nos de pessimismos. - Apoia Débora. - O Harry está bem e vai ficar bem. Nós estamos aqui para o ajudar.

-x-x-x-

Depois da noite com Cody, Raquel andava a flutuar. Sentia-se renovada. Eram aventuras destas que davam cor à vida. Pena pensar que depois daquela noite provavelmente nunca mais o teria daquela forma.

À hora do concerto de Cody, lá estava ela. O professor não tinha vindo nem lhe atendia as chamadas. Estranhou, mas não podia perder o concerto.

Quando ela estava a sair, o mesmo segurança do dia anterior viu-a e puxou-a explicando-lhe que a leveria aos bastidores para estar com Cody. Talvez ele se quisesse depedir dela. Sabia que ele partiria nessa noite para Paris. Sempre seria simpático da parte dele fazer isso.

Ao chegar lá pôde ver com os seus próprios olhos a confusão dos bastidores. Ele estava a falar qualquer coisa com dois homens, mas logo reparou na chegada dela. Pediu-lhe para esperar uns minutos para que ele se trocasse e depois saírem dali. Ela iria com ele para o hotel.

Ao sair dali no carro, Raquel tentou ser cuidadosa para que ninguém a visse. Os vidros fumados ajudavam. Cody parecia não ter nada de especial para lhe dizer e ela estranhava, mas continuava a deixar-se ir com ele.

- Então? Chamaste-me só para te fazer companhia no caminho até ao hotel?

- Também… Mas porque me queria despedir de ti. Gostei de te conhecer.

- Ó fofinho, eu também…

- Isso é normal… Sou o Cody Simpson.

Ela riu-se.

- Convencido…

- Gostava era de te conhecer melhor… Tenho pena não poder ficar mais tempo por cá para nos conhecermos.

- Oh! Tu vais andar por aí a viajar… Quem me dera! Não te queixes da tua sorte. E ainda por cima és natural do sítio que eu mais gostaria de visitar. O meu sonho é ir à Australia.

- E porque não vens comigo?

- Quem me dera! Não me tentes!

- Eu não estou a brincar. Estou a falar a sério.

- Oh! Não…

- Porque não? Não tens de pagar nada. Só tens de vir comigo…

Raquel ficou sem saber o que dizer. Ele só podia estar a brincar.

- Tipo… Não sei…

- A sério! Anda. – Pediu-lhe com esperança no olhar.

- É complicado. Eu tenho aulas, tenho amigos, família, tudo cá… E ainda por cima tu vais daqui a bocado!

Ele pegou-lhe na mão e olhou-lhe nos olhos.

- Eu sei que apenas te conheci ontem, mas… Não sei… Mexeste comigo logo que te vi pela primeira vez. É prematuro pedir-te algo do género, mas tudo o que quero é conhecer-te melhor. Não estou a pedir mais nada em troca. Só para nos conhecermos e, se der em algo mais… No entanto, é preciso que queiras. Se te fartares de mim, vens-te embora. Eu juro que me responsabilizo por tudo.

- Mas e os estudos?

- E vais perder a oportunidade de conhecer o mundo?

Raquel parou para pensar.

- Pois... Mas, mais lixada de se perder é a oportunidade de estar contigo todos os dias…

Ele sorriu.

- Estou a falar a sério. - Insiste ela, como se lhe estivesse a revelar que, também para ela, ele era importante.

Era fantástico de se ouvir aquilo, para Cody. Afinal o amor à primeira vista existia e aconteceu-lhe logo a ele, que não acreditava nisso. Beijou-a sem hesitar.

- Anda comigo, por favor.

Os sentimentos dela andavam em turbilhão! Como iria ela sem avisar ninguém, assim de um momento para o outro? Mónica nunca lhe perdoaria… Mas por outro lado, ao pensar nela própria, sentia necessidade de uma aventura. E era o Cody! Por muito que lhe custasse, ela tinha de arriscar, se não vir-se-ia a arrepender no futuro. Mesmo custando-lhe, não podia falar com Mónica naquele momento, porque se o fizesse perdia a coragem de ir. Era melhor falar depois. Estava já determinada em ir. Mónica, como amiga mais próxima dela, tinha de entender. Além do mais, precisava de uma folga da vida que levava. Viajar ao lado de um rapaz, que parecia poder vir-se a tornar alguém importante, era tudo de bom. Cody era muito especial…

- Eu vou.

- A sério?

- A sério.

O cantor voltou a beijá-la. Os olhos dele sorriam. Notava-se a felicidade.

- Eu juro que não te vai faltar nada.

O carro parou em frente ao hotel, mas Cody não quis subir ao quarto e pediu aos seguranças que iam na parte da frente do carro para trarem do necessário lá no hotel, inclusive de ir buscar o que faltava. Depois seguiram para o aeroporto onde o jato privado dele os esperava.

- Eu nem acredito que estou a ir sem nada, sem avisar ninguém...

- Não precisas de nada. Amanhã compras o que precisares. E relativamente aos teus amigos e família, depois avisas. Eles vão compreender.

- Não sei não…

Cody abraçou-a pela cintura.

- Onde está o teu espírito de aventura? Vai valer a pena. Por mim já está a valer.



Notas finais do capítulo

Próximo capítulo na sexta-feira :)



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Just In One Direction" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.