Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 147
Capítulo 147


Notas iniciais do capítulo

Um dia antes do prometido, aqui está um novo capítulo. :D
Desculpem a tão longa demora para postar um novo capítulo, mas a escola... -.-'
Esperamos que gostem.




Os rapazes, depois de uma longa festa, chegaram a casa bastante alterados. Josh tinha-os levado. Zayn só se ria e não falava coisa com coisa. Mal entrou em casa, foi para o quarto e caiu de chapa na cama. Em segundos adormeceu. Já Niall, cantava e a primeira coisa que fez ao chegar a casa foi comer (e sujar a cozinha toda). Louis, que era o que estava pior. Vinha já a dormir ao longo de todo o caminho, deixando-se ficar no sofá quando chegou a casa. Visto que Liam tinha ido dormir com Danielle, para no dia seguinte irem dar uma volta por Southampton, e que Josh apenas fez o favor de os deixar em casa sãos e salvos, da forma que eles estavam, nem deram pela falta de Harry. Dormiram quase todo o dia seguinte. Seriam umas cinco horas quando o primeiro acordou e se preocupou em acordar também os outros. Aos poucos e poucos iam despertando e não demorou para que dessem falta de Harry. Pensando que talvez estivesse com a namorada, não stressaram. Só que as horas iam passando e nem sabiam se ele ia ou não jantar a casa. Com intenção de brincar um bocadinho com a situação, telefonaram para Gina.

- Quando é que deixas o Harry vir para casa?

- Ele não está em casa?

- Não, pensei que estava contigo...

- E eu pensei que ele estivesse aí na tua casa. Já lhe ligaste?

- Não. Queres que lhe ligue, ou ligas tu?

- Eu ligo e já te digo alguma coisa, Louis.

A rapariga pegou no telemóvel e ligou para o namorado. Contudo este não atendeu. Tentou novamente mas foi em vão. Minutos depois recebeu uma mensagem dele: "Estive a pensar e preciso de um tempo sozinho. Vou fazer um interrail pela Europa. Já tenho tudo pronto e parto agora mesmo. Não esperes por mim que eu posso não voltar. Beijo. Sê feliz."

- Mas que raio!? Este gajo está bem da cabeça? É que só pode estar a brincar!

- O que é que foi? - Intervem Lúcia.

- Lê isto.

- O Harry está parvo, ou quê?

- Ele perdeu  completamente o juízo. Liga para o Louis e conta-lhe isto que eu vou voltar a ligar para o Harry.

-x-x-x-

Como combinado, Mike e Raquel tinham ido almoçar com o sobrinho dele. A portuguesa estava um pouco nervosa por conhecer um dos ídolos dela. Estava receosa que ele não gostasse dela, ou até mesmo de se desiludir ao conhecê-lo pessoalmente. Chegaram ao restaurante do hotel onde Cody estava hospedado e sentaram-se à espera do cantor.

- Estás nervosa?

- Um bocadinho…

Ele riu-se.

- Não é preciso… É só o totó do Cody.

Dito isto, Raquel vê que à porta estava ele à procura de onde estava o tio sentado.

- Chegou.

Mike acenou discretamente para que o sobrinho o visse e num instante o rapaz caminhava até à mesa. O coração de Raquel batia forte: ele era mais giro ao vivo do que no computador, nas revistas e afins.

- Tio, há quanto tempo! – Abraçam-se eles.

- Bem, tu estás cada vez melhor… O que faz ser-se famoso…

- Sempre é melhor que se ser professor.

- Vez o quão engraçadinho ele é? – Demonstra ele a Raquel.

Raquel e Cody trocaram o primeiro olhar acompanhado de um sorriso. Ela sentiu-se derreter por completo. Estava a realizar um sonho.

- Ah, já agora, esta é a minha amiga que vim a descobrir que é tua fã, a Raquel.

- Olá. – Cumprimenta-a ele com dois beijinhos. – Devo dizer-te que estás deslumbrante.

- Obrigada.

A forma profunda como ele a estava a olhar nos olhos, fê-la ficar sem jeito.

- Já pediram? – Questiona Cody.

- Não, não. Acabamos de chegar também.

- Vamos então comer qualquer coisa que eu estou esfomeado! Há horas que não como nada.

Ao longo do almoço, Cody não tirava os olhos de Raquel e ela sabia disso porque também não tirava os olhos dele. Ele tinha sido o grande ídolo da adolescência dela e, naturalmente, tê-lo ali à frente dela, era um sonho realizado. Ainda mais porque o sorriso dele era ainda mais especial ao vivo…

A certa altura, os olhares começavam a intensificar-se e os calores começavam a subir. A imaginação dela rodava à volta de fantasias antigas da adolescência e cada ato dele parecia corresponder-lhe. Controlando-se, a rapariga pediu licença para ir à casa de banho.

- Tio, tenho de atender uma chamada. Eu venho já.

- Vai, vai…

Nisto, a portuguesa estava na casa de banho a tentar repreender-se frente ao espelho. Já não era mais aquela menina de 16 anos para fantasiar com o seu ídolo! Mais calma, saiu da casa de banho e uma mão a puxou novamente lá para dentro.

- Co… Cody?

- Shiiiiiu!

- Ma… ma… mas…

Sem tempo para mais gaguejar ou mesmo para respirar, o australiano beijou-a de uma forma eufórica. Ela nem tinha bem noção do que se estava a passar e só pensava que aquilo devia ser um sonho e que dali a momentos acordaria. Então deixou-se ir.

- Isto…

- Eu sabia que também querias... Eu notei.

- Eu…

- Não precisas de dizer nada. Eu agora vou ter de ir embora, mas logo anda ter comigo cá ao hotel.

- Cody…

- Até logo.

No mesmo instante o rapaz saiu cuidadosamente da casa de banho e dirigiu-se ao tio pedindo desculpa por ter de se ir embora e deixando cumprimentos para a amiga. Raquel, em choque, confusa, chegou à mesa dizendo estar mal-disposta e querer ir embora. Mike fez-lhe a vontade.

-x-x-x-

Harry acordou sentado numa cadeira com as mãos presas. Sem perceber o que se tinha passado para ali estar, começou a entrar em desespero, pedindo ajuda aos berros. Nesse instante, Caroline entra no contentor tentando-o acalmar.

- Caroline? O que é que eu estou aqui a fazer? Aliás, onde é que eu estou? O que é que tu armaste?

- Tem calma, uma pergunta de cada vez.

- Tu estás a pedir-me para ter calma? Eu não sei onde estou! E estou agarrado a uma cadeira!

- Pronto, vá… - Senta-se ela no colo dele dando-lhe um beijo na cara.

- Tu és nojenta!

- Harry Styles!

- Onde é que eu estou? – Insiste ele.

- Isso não importa. Estás comigo e agora vamos ser felizes os dois.

- Tu… tu és doente. Deixa-me ir embora!

- Ó amor, eu sei que tu agora estás ainda a pensar naquela portuguesinha, mas isso vai passar.

- Tu não entendes… Eu odeio-te Caroline! Odeio-te com todas as minhas forças!

Ela desprezou o que ele estava a dizer e começou a mexer nuns sacos que estavam em cima da mesa.

- Deves ter fome… Eu tenho aqui qualquer coisa para ti.

- Eu não quero nada.

- Comprei-te uma salada de atum.

Na verdade o rapaz estava faminto e olhar para a salada, fazia-lhe água na boca. Pensando bem, tentou juntar o útil ao agradável.

- E como queres que eu coma com as mãos presas cá atrás?

- Eu dou-te na boquinha…

- Caroline, eu tenho 19 anos… Por favor, desata-me as mãos. O que posso eu fazer?

- Eu não sou burra Harry. Sei perfeitamente que se eu te largar, que tu arranjas maneira de fugir. Ou comes como eu quero, ou não comes.

- Ok, não como então.

Nisto, o telemóvel de Harry começa a vibrar em cima da mesa.

- Pff… Gina, mais uma vez.

- Dá-me o telemóvel! – Exige ele.

- Cala-te lá Harry. Claro que não te vou deixar falar com ela.

- Tu, tu… Tu não és normal!

- Pois não. Sou completamente apaixonada por ti. – Admite ela correndo para a beira dele. – Se ao menos me desses uma oportunidade…

Ele virou-lhe a cara.

- Como queiras Harry. Eu sei que mais cedo ou mais tarde vais-te apaixonar por mim e vamos ser felizes para o resto das nossas vidas.

- Tu achas mesmo que raptando-me vais-me conquistar? Achas que é assim que eu me vou apaixonar por ti?

- Claro… Assim vais estar comigo todos os dias e perceber o quanto te amo. E além disso não vais ver a outra. Somos só nós os dois no meio do nada, meu amor. – Explica-lhe ela acariciando-lhe o rosto.

- Larga-me!

- Como queiras… Só para que saibas, eu tentei de muitas formas que voltasses a ser meu. Como tu não correspondeste, agora tens de sofrer um bocadinho.

- Tentaste? Como? Inventando mentiras à Gina? Aliando-te ao Derek para destruíres a minha relação com ela? Arranjando clones de mim? Por favor Caroline…

- Como é que sabes disso?

- Isso não importa. É só para saberes que eu sei de tudo. Eu sei o quão doentia és.

A rapariga começou a chorar.

- Eu amo-te Harry, eu amo-te! Por favor, compreende que eu não consigo viver sem ti.

Nisto, ela cai de joelhos no chão e rasteja até ele, beijando-o dos joelhos à cara.

- Para Carol… Para, para, para Caroline!

- Tu não sabes o que é amar verdadeiramente, tal como eu te amo.

- Tu precisas de alguém que trate de ti. Tu não estás bem.

- Para de dizer que estou doente!

- Mas é verdade!

Ela levantou-se e caminhou para a porta.

- Espera, onde vais? Não me vais deixar aqui preso à cadeira, pois não?

- É para teu bem Harry, é para teu bem.

E assim, a rapariga saiu do contentor, deixando o inglês completamente desesperado, sem se conseguir soltar.

-x-x-x-

- O Louis também recebeu uma mensagem assim do género, a despedir-se dos quatro. Eles acham que o Harry está a gozar com as vossas caras. Se ele não aparecer amanhã é que se devem começar a preocupar. – Expõe Lúcia a Gina.

- Nem sei se é melhor ele estar a brincar ou estar a falar a sério. Quando eu o apanhar vai ficar infértil!

-x-x-x-

Raquel chegou a casa e nem Mónica, nem Débora lá estavam. Ela queria contar aquilo a alguém, mas não confiava em mais ninguém para o fazer. Assim, estava cada vez mais confusa. Tinha uma vontade enorme de ir ter com o Cody naquela noite, mas não sabia se o devia fazer. No entanto, a sua cabeça só conseguia pensar no que iria vestir, no que seria que ele queria fazer com ela, e noutras coisas que não tinham muita lógica, visto que ela nem a certeza tinha sobre ir ou não.

Entretanto, mesmo horas depois, ninguém chegava a casa. Mónica tinha ido à casa de Danielle. Como sentia que havia algum clima entre a amiga e Josh, mesmo que Mónica negasse, Raquel não quis estar a incomodar. Já Débora, como sempre, estava em gravações. Completamente perdida, os pensamentos dela apenas rondavam Cody. Era uma atração mútua e forte e isso deixava-a no mundo da lua.

Finalmente, decidida, tomou um banho, passou os seus cremes, vestiu uma lingerie simples mas sexy e um vestido vermelho para completar o conjunto. Nada como um vestido vermelho para um maior sentimento de confiança de uma mulher. Depois de uma boa maquilhagem, Raquel inspirou bem fundo e estava pronta a sair de casa. Sentia que a noite prometia…

A estudante de turismo não estava nem um pouco enganada. Chegou ao hotel, um pouco insegura, e, por sorte, Cody estava no átrio, rodeado por fãs e seguranças. Discretamente, ela conseguiu ser vista por ele, que falou qualquer coisa a um segurança que tratou de transmitir a mensagem a outro. Quando Raquel deu conta, estava a ser puxada, à pressa, por um segurança para o elevador. Era a forma de nenhuma fã reparar em Raquel. Cody sabia bem como fazer.

Foi levada para o quarto de Cody e esperou ainda uns bons minutos. Devia ser o melhor quarto que ali existia. Ela ia apreciando todo aquele luxo.

De repente, o cantor entrou no quarto.

- Sempre vieste… - Comenta ele entrando.

- Pois… - Respondeu sem jeito.

Atrevido, chegou-se a ela na tentativa de a beijar novamente, mas ela escapou, envergonhada, fazendo-o esboçar um leve sorriso.

- E então? Vamos jantar ou assim? Por acaso já estou com um bocadinho de fome… - Desvia ela o assunto.

Ele gostava daquela forma de ela lhe fugir.

- Ok… Eu vou pedir qualquer coisa ao serviço de quartos.

- Ah, obrigada.

Ela sentou-se na cama enquanto ele falava ao telefone. Depois sentou-se ao lado dela, fazendo-a ficar mais à vontade. Ele era super divertido! Ela só se ria.

Mais tarde, depois do jantar, não era difícil de se perceber que o vinho rosé a tinha deixado um pouco mais animada. Ela não costumava beber, mas aquela noite era especial. Além disso era uma forma de ficar mais à vontade.

A certa altura, a forma como ele a olhava incomodava-a pois parecia que a ia devorar com os olhos. Ela sabia bem o que ele queria, mas não tencionava ser mais uma fã que ele levava para a cama. Contudo, sentia que a dificuldade dela lhe estava a aguçar o interesse. À medida que o tempo passava, tudo aquilo se assemelhava mais a um jogo de sedução. Ela gostava de poder usar o seu poder feminino, a arma fatal para qualquer homem… pelo menos para os hétero.

- Bem… Já é meia-noite! Acho que tenho de ir andando, até porque amanhã tens o grande concerto e precisas de descansar. Se calhar ainda nos vemos lá. Tu, muito amavelmente, cedeste-me um bilhete para a primeira fila, portanto, não posso faltar! – Explica-se ela levantando-se para ir embora.

Ele levantou-se igualmente, ouvindo-a e seguindo-a até metade do caminho até à porta. Depois agarrou-a fortemente. Só aquele puxão, a forma como encostou o corpo dela ao dele, levaram-na a outro mundo… Ela beijou-o, encostou-o à parede começando a abrir-lhe o fecho das calças. Ele também começou a tirar a T-shirt. Meu Deus! Ela estava ali perante aquele peito porque tantas vezes babara na adolescência! Completamente fora de si, a portuguesa empurrou o rapaz para cima da cama e despiu, sensualmente, o seu vestido perante ele. Cody mordia os lábios ao olhar para ela… Raquel conseguia perceber que ele estava desejoso de a possuir. Ela gostava da ideia de o deixar louco. Ele puxou-a pelo braço para a cama e aí ele tomou o comando. Tendo-a por baixo do seu peito, percorreu o corpo dela com a mão enquanto a beijava. Ela estava felicíssima porque, mesmo que tarde, realizava uma fantasia da adolescência. Se contasse a todos aqueles que tinham gozado com ela por, na altura, ser apaixonada por ele… A cabeça dela estava a mil! Mas de uma coisa tinha a certeza: o prazer que sentia a cada toque era indiscritível!

Quando Cody a possuiu por completo, muito teve ela de se controlar para não largar um gemido. Pleno e puro prazer envolveu aqueles dois corpos. Era louco pensar-se que nem há um dia se conheciam e que estavam agora ali, corpo no corpo. Na verdade, algo forte os ligara e, mesmo que ela pensasse que para o australiano, ela não passava de mais que uma simples fã, para ele, algo de especial a demarcava de todas as que ele vira até àquele dia.



Notas finais do capítulo

Próximo capítulo domingo ou segunda ;)



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