Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 142
Capítulo 142


Notas iniciais do capítulo

Desculpem não ter postado ontem como prometido, mas o nosso dia foi uma confusão para arranjar os bilhetes para o concerto dos 1D cá em Portugal... Felizmente conseguimos para o balcão 2. Não ficamos à beira deles, mas pelo menos vamos lá estar e isso é o mais importante. Lamentamos profundamente pelas directioners portuguesas que não tenham conseguido bilhete ou que não podem por algum outro motivo ir e nunca percam a esperança! De certeza que eles cá voltam e mais depressa do que nós pensamos! Eles vão amar Portugal e as directioners portuguesas! ;)




Enquanto Zayn estava no funeral e antes de Niall e Liam irem lanchar com as namoradas, Harry estava em casa a stressar! Aquelas malditas fotos tinham-lhe dado cabo da vida tão feliz que ele estava a levar.

- Mas tu já olhaste bem para as fotos? Tens de encontar alguns pormenores que provem que não és tu. – Aconselha-o Louis. – O gajo pode ser parecido contigo, mas igual não é.

- Eu também acho que deves parar, respirar um pouco e depois procurares analisar cada pormenor das fotos. – Concorda Liam.

Entretanto Niall observava as fotos.

- Esta é a tua ex-namorada? Aquela que tu sempre disseste que, mesmo insuportável, não podias negar que era “hot”? – Questiona Niall, rindo-se e passando as fotos a Louis.

- Eu, além de tudo, acho-a bonita… - Confirma Harry.

- Mas olha lá, tu não eras mais alto que ela, mesmo quando ela estava de saltos? – Questiona-lhe o namorado de Lúcia, que também conhecera Caroline no passado. – Ela aqui está de sapatilhas e o moço é do mesmo tamanho que ela.

Harry pegou nas fotos e observou-as.

- Realmente…

- Boa! – Festeja Liam. – Já encontraste a primeira prova.

O rapaz de Holmes Champel ganhou algum alento. Começou a observar as fotos com todo o cuidado e atenção.

-x-x-x-

Entretanto, depois de tudo contar sobre a conversa com Hermione a Sofia, Zayn levou-a a casa com intenção de se dirigir depois para a sua. No entanto, a meio do caminho, ele sentiu necessidade de ver a bebé. Aquela história tinha-o deixado preocupado com ela.

Quando lá chegou, aproximou-se de Jane e ficou a olhá-la embevecido. Era tão pequenina, tão desprotegida e tão bonita! Não sabia o que havia de fazer… Por momentos pensou em não querer saber do que a amiga de Sylvia lhe tinha dito e ficar com Jane ainda assim, mesmo que acreditando em Hermione. Mas por outro lado pensava em Sofia. Era injusto para com ela. Para não falar de todos os problemas que uma filha lhe traria. Era uma grande responsabilidade. E depois tinha o problema da família. Por muito que já tivesse falado com a mãe, nem o pai nem mais ninguém sabia daquilo. Era tudo muito complicado. No final de contas, o que ele tinha desejado saber sobre a paternidade da bebé, acabou por acontecer. Só que agora, olhando para aquela coisinha, era complicado ceder de a levar para casa. Porém, era necessário assentar os pés em terra. Sabia o que tinha de fazer e não hesitou em começar a tratar do assunto.

Depois de resolver, mesmo lá no hospital, o que tinha em mente, voltou à beira da criança. No mesmo momento, aparecem os avós da bebé acompanhados por Hermione. A mãe de Sylvia, mais uma vez, olhava para ele com um olhar desconfiado. Não era propriamente simpática. Já o pai, cumprimentou-o.

- Ainda bem que o menino está aqui. Acho que já sabe de toda a história… - Começa a mulher, determinada.

- Sim, sim…

- Pois então, temos de falar sobre a Jane.

- Concordo perfeitamente.

- Eu não sei o que acha, mas na minha opinião, para não restar mais dúvidas e acabar com todas as confusões da nossa filha, seria melhor fazer-se o teste de paternidade. Depois, com tudo bem clarificado, começamos a tratar do assunto. – Sugere o homem.

- Relativamente a isso, não tem com o que se preocupar porque eu, há pouquinho, tratei disso. Daqui a bocado vou ser atendido para recolherem sangue... Depois é esperar uns dias.

- Seja qual for o resultado, eu aviso já, que não abdico da minha neta. – Afirma a mulher.

- Veronica… Tem calma. O moço é bom moço. Antes fosse mesmo ele o pai da Jane e não aquele crápula. – Repreende-a calmamente o marido.

A mulher desprezou o comentário do marido e aproximou-se de Hermione que estava com a bebé.

- Não ligue à minha mulher. O choque da perda da filha deixou-a assim mais fria.

- Não se preocupe. Eu compreendo.

Entretanto, uma enfermeira chamou Zayn. Tinha de proceder à recolha de material genético para o teste. O muçulmano despediu-se do pai de Sylvia e olhou para a bebé como se despedindo. Depois seguiu a enfermeira.

-x-x-x-

O fim-de-semana tinha chegado ao fim. Harry andava muito cabisbaixo e por muito que todos, principalmente Mónica, o tentassem animar, não conseguiam. Ela amava Gina cegamente mas tudo parecia os querer atrapalhar.

Já na terça-feira, em casa, estava no quarto sozinho e em silêncio a observar as fotos. Não as largava! Faria o que fosse preciso para recuperar Gina. Foi então que reparou no pescoço do rapaz. Ele não tinha os fios que Harry habitualmente usava. Para além disso, se se reparasse bem, numa das fotografias, parecia que o rapaz estava a usar um alargador na orelha., coisa que Harry não tinha. Era uma prova bastante contundente. Com estes pormenores e o da altura, Gina não podia deixar de o ouvir. O rapaz estava agora com esperança que, no dia seguinte, ao mostrar-lhe aquilo na universidade, que ela acreditasse finalmente. Só que as horas custavam a passar. Parecia que nunca mais ia chegar o dia seguinte. Já sabia que não ia conseguir dormir a noite toda. Por isso, depois do jantar, pegou num casaco, nas fotografias e seguiu caminho para a casa dela. Não aguentava mais esperar. Pelo caminho, só conseguia imaginar voltar a abraçá-la. Era tudo o que ele necessitava. Finalmente chegou ao prédio. Subiu e tocou à campainha. Sofia estava a tomar banho e Lúcia a estudar. Sobrou à morena a tarefa de abrir a porta. Antes de o fazer, olhou pelo olho da porta e, constatando que era Harry, não abriu. Ele continuou a tentar. Tinha sentido alguém a aproximar-se da porta. Só poderia ter sido Gina. Começou então a tentar falar com ela.

- Gina! Eu sei que estás aí. Abre por favor.

Ela não lhe dava resposta.

- Abre Gina! Eu tenho como te provar que não sou eu nas fotos. Tens de me dar uma oportunidade. É só isso que te peço. Por favor Gina!

- Vai-te embora Harry. Eu não quero falar contigo. Deixa-me em paz.

- Abre!

Ela rejeitava ceder ao pedido dele.

- Eu não vou sair daqui enquanto não me deres a oportunidade de te mostrar o que eu tenho para te mostrar.

- Então vê se arranjas uma posição confortável para dormires ai no chão. Boa noite Harry.

- Oh Gina, não me faças isso. Deixa-me entrar para falarmos.

Entretanto Sofia, chega à sala e aprecia toda aquela situação.

- Gina, deixa o rapaz explicar-se. Coitado… Deixa-o entrar.

- Não! Não quero falar com ele. E tu também não lhe abres a porta!

A namorada de Zayn levanta as mãos em sinal de rendição.

- Ok, ok… Eu não me meto na vossa relação. Resolvam-se que vocês são maiores e vacinados. Mas tu sabes qual a minha opinião…

- Não vais abrir Gina? – Continuava o rapaz a implorar, sem obter resposta do outro lado da porta.

- Ok. Eu vou embora, mas ouve-me: vou-te deixar aqui o envelope com as fotos. Repara bem nelas. Repara na altura do rapaz. Ele é do tamanho da Caroline em sapatilhas. Eu sou mais alto do que ela, mesmo quando ela está de saltos; repara, na primeira foto, que o rapaz tem um alargador na orelha; depois, olha para o pescoço do rapaz: ele não tem os fios que tu sabes que eu nunca deixo. Está tudo aqui. Eu vou-me embora.

Do outro lado, Gina ouvia. Como curiosa que era, ficou em pulgas para observar as imagens. Mesmo Sofia, que também tinha ouvido tudo, ficou ansiosa para comprovar o que ele estava a dizer e para finalmente ver as famosas fotografias. Foi ela que observou pelo olho da porta o rapaz a afastar-se.

- Ele já foi. Vou abrir a porta para pegar no envelope. – Avisou ela a amiga.

Ela pegou no envelope e sentou-se à beira da amiga no sofá. A outra, arrancou-lhe o envelope das mãos, ansiosa para tirar a limpo toda aquela história.

- Está aí! O alargador! Não é o Harry! – Apontou Sofia.

Gina continuou a passar a fotos. Realmente, a altura daquele rapaz não poderia ser a do Harry. E os colares também não pareciam estar presentes.

- De que estás à espera? Não é o Harry! Reage! Ele ainda deve estar lá em baixo. Vai Gina!

Ela correu à janela. O rapaz estava a chegar ao carro. Ela gritou pelo nome dele, mas o barulho da chuva não ajudava a que ele ouvisse. Ela gritou ainda mais alto e ele olhou para ela.

- Espera! – Gritou ainda.

Ela correu para a porta, saindo de casa sem se preocupar por estar de pijama e de chinelos. Correu pelas escadas, saiu pela porta do prédio e viu Harry parado no mesmo sítio, todo molhado, debaixo de chuva. Correu para os braços dele e beijou-o. A mistura de sensações que eles estavam a viver era algo mágico! Tudo o que queriam era parar o tempo. Ficar assim, com a chuva a correr-lhes pelos rostos e pelos corpos quentes; entre os braços um do outro; ligados pelo símbolo de entrega: o beijo. Mas só o sorriso de Harry no final de tudo, a forma tão lenta de abrir os olhos, mostravam que aquilo era o que ele mais desejava. Era um sonho do qual ele tinha medo de acordar. Ela sentia-se amada e isso era o mais importante.

- Promete-me, por favor, que não nos vamos chatear mais. Estou cansado de estar longe de ti por motivo nenhum.

Ela sorriu.

- Prometo.



Notas finais do capítulo

Próximo capítulo quarta-feira :)



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