Just In One Direction escrita por CostaSalazar


Capítulo 115
Capítulo 115


Notas iniciais do capítulo

Olá leitoras! Desculpem a nossa ausência. Estamos de volta para continuar a publicar :)
O capítulo de hoje é especial: 3 casais, histórias diferentes, felicidades, infelicidades... Esperemos que gostem.




Louis desde a entrada que se conservava algo cabisbaixo. Ele e a amiga encostaram-se à parede e ali ficaram. Ela queria falar, mas não sabia como o fazer. Notara o olhar que Lúcia lhe mandara e começava a sentir-se algo culpada. Respeitava muito Louis. No passado amara-o, mas tudo agora se resumia a um enorme respeito e carinho. Tinha ali um grande amigo e só o queria ver feliz ao lado da rapariga que ele amava.

- De que estás à espera?

- Ah?

- De que estás à espera para ires falar com ela?

- Ela está com o Josh e parece estar a divertir-se. Olha para ela.

Ela riu-se dos ciúmes sem lógica dele.

- Aquele vestido fica-lhe mesmo bem. Nota-se que queria arrasar. – Começa Eleanor de outra forma.

- Está linda!

- Só lhe falta uma coisa.

- O quê?

- Esse colar que tu tens aí para lhe oferecer. Vai lá Louis!

O inglês olhou para a portuguesa mais uma vez enquanto a amiga continuava a encorajá-lo.

- Não percas a tua felicidade por orgulho. Tu ama-la e ela a ti. Corre atrás do amor. Vai!

- Mas falo lá com ela?

- Quem falou em falar? – Sugere ela. – Não compliques.

- Mas e…

Ela interrompeu-o.

- Nenhuma mulher resiste a um ato de tal confiança de um homem... quanto mais uma mulher apaixonada?

Ele entendeu a ideia. Encheu os pulmões de ar, olhou para amiga, sorriu-lhe como agradecendo e caminhou para lá com o olhar fixo no que lhe interessava. Eleanor estava felicíssima por eles. Ficou a observar a cena como se de um filme se tratasse. Louis, confiante, pousou a mão no ombro do amigo que dançava com Lúcia. Ela olhou para ele, mesmo sem que ele lhe tivesse ainda voltado o olhar desde que à beira deles chegara. Segredaram ambos qualquer coisa durante uns dois minutos. Lúcia ficou ali parada, já a odiar Louis por lhe ter ido estragar a dança. Estava a divertir-se bastante com Josh. Depois de tanto cochicho, ambos olharam para ela com um sorriso estranho. Foi então que o baterista virou costas e Louis se conservou no mesmo sítio por mais uns segundos. Ela, já farta daquela palhaçada, sem entender o que se estava a passar e furiosa com Louis por pensar que ele estava a armar alguma para lhe estragar a noite, ia perguntar-lhe onde ia o amigo, mas Louis, em rápidas passadas, reduziu a distância que os separava, unindo os seus lábios aos dela num beijo egocêntrico, daqueles beijos que fazem esquecer tudo o resto. Era o beijo que há muito estava para acontecer. Era indiscritível a felicidade que ambos suportavam. Não eram precisas mais palavras. Estava tudo dito.

- Louis… - Disse ela por fim, ainda sem fôlego.

- Shh… - Pediu-lhe que se calasse mantendo a sua testa colada à dela, como recuperando de uma excitação de todos os sentidos.

Ficaram assim por segundos, meio adormecidos, sentindo o calor do corpo um do outro. Depois ele abraçou-a fortemente como com medo de a voltar a perder. Ela correspondia.

- Desculpa… - Disse-lhe ele com uma voz rouca ao ouvido enquanto a abraçava.

Uma lágrima escorreu pelo rosto dela. Uma lágrima de felicidade. Ele limpou-a, beijou-lhe o rosto e levou a mão ao bolso do casaco tirando de lá de dentro uma bolsinha de veludo vermelho.

- Dia dos namorados… - Explicou ele entregando-lhe em mão.

- Mas eu…

- Espero que gostes.

Ela sorriu, abriu o saquinho e retirou lá de dentro um colar com o símbolo de infinito.

- É lindo!

Ele pegou no colar e pôs-se por detrás das costas dela para lho pôr.

- Infinito é o tempo que a partir de agora quero passar contigo. Não te quero ter mais longe de mim. Já foi tempo demasiado. – Disse-lhe ele perto do ouvido, ainda por detrás dela, virando-a de seguida e olhando-a nos olhos. – Eu amo-te Lúcia.

A rapariga não conseguia reagir. Estava a viver um sonho. Acabou por beijá-lo apaixonadamente.

-x-x-x-

Por outros lados andavam os melhores amigos Liam e Danielle. Ainda não tinham parado de dançar, estavam por isso estafados! Ela já não aguentava mais com aqueles saltos altos e ele com a gravata, que, mesmo lhe ficando bem, era desconfortável. Por isso, afastaram-se um pouco. Aproveitaram para apanhar um pouco de ar e desfrutar de um pouco mais de silêncio.

- Amanhã vai chover… - Prevê Liam olhando para o céu.

- Desde que não chova esta noite… Até agora tem estado tudo perfeito, a chuva estragaria tudo.

- Não! Nada, nem a chuva. Desde que eu esteja contigo, tudo será sempre perfeito.

Liam disse aquilo de tal maneira sentida, olhando para ela de uma forma tão especial que ambos não conseguiram dizer mais palavra. Perderam as forças e sentiram-se dominar por uma força superior a eles. Sem que reparassem, iam-se aproximando e aproximando, até que começaram a ouvir pessoas a chegar. Logo eles se afastaram e olharam para a porta. Uma rapariga, carregada por dois rapazes, estava completamente bêbeda e eles tinham-na trazido para ali para vomitar. Mal se viu perto do jardim, soltou tudo. Outras raparigas vieram atrás deles. Amigas dela, certamente. Danielle puxou o amigo para dentro. Não estava com intenções de assistir a cenas degradantes. No entanto, não mais falaram sequer do que quase se iria passar. Encontraram-se com Josh e Eleanor que logo lhes contaram sobre Louis e Lúcia, e depois, claro, mostraram-lhes o casalinho que feliz da vida dançava. Todos estavam contentes com o acontecimento.

Danielle e Eleanor conheceram-se e simpatizaram muito uma com a outra. Danielle já fizera uns trabalhos como modelo e, talvez por isso, identificou-se com ela. Por fim foram os quatro ao bar beber qualquer coisa.

-x-x-x-

Harry aproveitou que Raquel se tivesse afastado dele para procurar Gina. Continuou a andar e encontrou umas raparigas do seu curso que começaram logo a elogiá-lo. Também gozavam com o seu laço e ele ria-se das piadas que elas faziam.

Gina estava a dançar com Derek, contrariada. Ele convidou para isso e Sofia, que estava com eles, incentivou-a a ir. A rapariga dos caracóis e o namorado também estavam a dançar com eles. A certo momento, a Sofia reparou que a amiga estava a olhar para Harry. O inglês dos caracóis estava a rir-se, rodeado de raparigas bonitas. A estudante de biologia não estava a gostar nada daquilo que via.

- Vai falar com ele. - Sussura Sofia ao seu ouvido afastando-se de seguida para dançar com o namorado.

A morena olhou para a amiga, voltou a olhar para Harry, encheu-se de coragem e dirigiu-se ao rapaz depois de avisar Derek de que não demoraria.

- Podemos falar?

- Não, agora estou ocupado.

- Vais ouvir-me e acabou-se a conversa... ou, não... vai começar a conversa.

Harry não conseguiu evitar rir-se da atrapalhação de Gina. Pediu licença às raparigas e levou-a para fora dali.

- Não perdeste a oportunidade de começar a engatar umas, pois não?

- Só estavamos a falar ao contrário de ti que estavas a dançar com aquele gajo.

- "Só a falar"... Eu bem vi como é que olhavas para elas! Estavas a comê-las com os olhos! E quanto ao Derek, eu só estava a dançar com ele porque não tinha mais nada para fazer.

- Desculpas! Na noite de Carnaval foi um, agora já é outro...

- Olha quem fala! Chegaste com a Raquel e já estavas lá dentro com quatro diferentes! Tens muita moral para falar, realmente... E todas elas numa noite!

Harry reparou que estavam a fazer muito escândalo ali à porta da universidade e quem por ali estava perto começava a olhar. Sabia que tinha de falar com ela e prometera ao amigo muçulmano que o faria, por isso arranjou a melhor solução.

- Anda.

- Para onde?

- Anda! – Ele insistiu puxando-a pelo braço.

Atravessaram a estrada e ele continuou a puxá-la enquanto ela ia protestando. Chegaram até ao carro.

- Entra.

- Porque raio é que eu haveria de entrar no teu carro?

- Entra!

- Só vou entrar porque estou farta destes saltos!

Ele entrou no carro e ficou a olhar em frente.

- Porque é que tinhas de vir com o Derek?

- Porque tu vieste com a Raquel.

- Ela não tinha par, só lhe fiz um favor.

- O Derek também não tinha.

O rapaz nervoso, sem se aperceber do que estava a fazer, como num ato automático, rodou a chave na ignição e pôs o carro a trabalhar. Um daqueles atos de que nem nos apercebemos quando estamos alterados.

- É diferente. Ele nem anda na universidade. E para além do mais, ele não te largou! Coisa que não aconteceu comigo e com a Raquel.

Gina estava já preocupada com a razão pela qual ele arrancara com o carro, mas teve de lhe responder.

- Ele só não me quis deixar sozinha enquanto os outros andavam a divertir-se!

- Nem acredito que caiste nessa desculpa! – Harry protestava visivelmente alterado enquanto tirava o carro do estacionamento.

- Eu não acho que seja uma desculpa. E já agora para onde é que estamos a ir?

Só aí o rapaz realizou que estava a conduzir. Não tinha destino predefinido, mas continuou.

- Para um sítio.

- Pára o carro, se faz favor.

- Não.

- Deixa de ser estúpido e para a merda do carro, caralho!

Ele não lhe respondeu. Continuou o seu caminho. Primeiro não sabia para onde ir, mas a seguir decidiu optar por ir para a sua casa.

- Já não queres sair é? - Perguntou-lhe ele, depois de um período de tempo sem Gina dizer nada. - Agora não falas... Boa...

Ao longo da viagem ambos aproveitaram para pensar. Ela no fundo sabia que aquela era a hipótese de fazer as pazes com ele, por isso, sentia um misto de raiva e felicidade. Harry nem sabia muito bem o que estava a fazer. Tinha a cabeça numa confusão. Estava a deixar-se levar. Ele amava-a mas não a queria perdoar. Já tinha sofrido demasiado por ela. Estava agora na altura de sofrer ela. Chegaram, entraram e a mesma conversa começou:

- Tu nem sabes quem é... Ainda pior, não achas?

- Eu pensei que eras tu! Não reparaste que tinham fatos iguais?

- Estavas a beijá-lo! Achas que ia reparar no fato?

- Foda-se! Quantas vezes tenho de repetir que pensei que eras tu?

- Mais nenhuma. Eu não acredito. 

- Bem, parece que estamos de papéis trocados. Agora és tu que não acreditas em mim.

- Isto é completamente diferente! Mesmo não sabendo quem ele era, beijaste-o. E eu vi!

- E se fosses tu, ah? Ias querer que eu acreditasse em ti, não? E quando recebeste aquelas mensagens? Pediste-me para acreditar em ti, e eu acreditei.

- Acreditaste, porque foram só mensagens! Eu vi um beijo. Um beijo, porra! Agora sei como o Louis se sentiu.

- Mas o Louis já perdoou a Lúcia. Logo, logo vão estar bem. E tu estás aqui a fazer este drama todo.

As lágrimas começavam a escorrer pelo rosto dela. Ele não aguentava vê-la chorar e por isso também ele tinha os olhos cheios de água. Tinha a cabeça a mil. Não sabia como reagir. Só tinha a certeza de uma coisa: amava-a.

- Não queres acreditar, não acredites. Eu sei que o que fiz foi errado, mas não foi para te magoar. Faz o que quiseres. Continua com este drama, acaba comigo...

Ele não a deixou terminar a frase. Não aguentava vê-la assim. Beijou-a com toda a paixão, com toda a vontade de a possuir. Pela primeira vez Gina se deixava levar sem protestos, sem o afastar. Só o facto de o ter ali a beijá-la, a tocar a sua pele, a sentir o seu cheiro… A morena sentia-se dominada pela sensação de prazer. Estava sequiosa de todo o prazer que ele lhe pudesse dar. Ele agarrava-a entre os seus braços tentando sentir cada traço do seu corpo. Beijava-a loucamente enquanto a conduzia ao quarto. A cama era de solteiro, mas também não era preciso espaço para se amarem. Ela soltou o cabelo e ele despiu-lhe o vestido com todo o cuidado, como se tocasse na peça de arte mais delicada do mundo. Gina agarrou-o e beijou-o novamente, tirando-lhe o laço, o casaco e a camisa com a ajuda dele. Ao mesmo tempo ele sentou-se na cama e ela no seu colo. Por momentos ali ficaram a sentir o calor do corpo um do outro. Loucos de êxtase, não tinham nem queriam ter noção do que estavam a fazer. Harry deitou-a e tirou as calças. Beijou-lhe todo o corpo despertando-lhe sensações, cuja existência ela desconhecia. Era a sua primeira vez mas ela nem pensava nisso. Amava-o, confiava nele, por isso deixava-se levar. Harry não queria pensar, evitava fazê-lo. Nem sabia se era o que ele queria, mas não conseguia parar naquele momento. Os abdominais dele, os bíceps dele… Deixavam-na maluca! O rapaz dominou-a por completo. Os dois fundiram-se num só.

Depois de tudo, ela estava feliz. Fora a sua primeira vez e com o rapaz que amava. Tinha a certeza de que ele era o certo. Mas Harry... Ele começou a pensar em tudo. A imagem dela a beijar outro há dias atrás assombrava-o cada vez mais. Largou-a, sentou-se na cama, pensativo, de costas para ela.

 - Harry… - Chamou-o ela.

Ele, sem se voltar para Gina, destroçou-lhe o coração com as suas palavras:

- Isto... Não devia ter acontecido...

- Ora repete-me lá isso.

- Isto não devia ter acontecido!

- Ah... Estou a ver... Então porque é que aconteceu?

Ele virou-se para ela visivelmente confuso.

- Não sei.

- Eu sei porque é que aconteceu. Porque tu só querias sexo. Mais nada. Sexo! Eu é que sou burra, devia ter percebido.

- Gina... Não é...

A morena começou a pegar no que lhe aparecia à frente e a atirar-lhe para lhe acertar, à medida que o ia insultando:

- Seu estúpido! Idiota! Anormal! Imbecil! Otário! Grrrr! Agora fode-te. Sozinho!

Ela pegou nas suas roupas que estavam no chão do quarto e bateu com toda a força a porta ao sair. Vestiu-se ali mesmo, à pressa, no corredor e abandonou a casa, sem saber ao certo para onde e como ir. Talvez para casa. Sentia-se traída, ultrajada… Enganara-se ao pensar que ele talvez pudesse ser o tal. Ódiava-o com todas as suas forças! Limpou as lágrimas que lhe escorriam pela face, abriu a sua bolsa para ver quanto dinheiro tinha para ver se podia apanhar um táxi e começou a sentir a chuva cair nos seus ombros.

- Boa! Que mais me vai acontecer hoje? – Revolta-se ela.

Felizmente tinha dinheiro suficiente. Apanhou o primeiro táxi que viu, já um pouco encharcada e foi para casa, de rastos.



Notas finais do capítulo

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