Consultas. escrita por Nine


Capítulo 11
Capítulo 11.


Notas iniciais do capítulo

Olá, sunshines, como estão? ;3
eu estou doente, por isso demorei a trazer o capt. Faltei a aula hoje e aproveitei pra passar por aqui.
Agradeço a toooooooodos os rewiens qe recebi, meninas, vocês são lindas ♥
por isso leiam as notas finais, u.u
E chorem, este é o capt 11 de 15. UIAHGSIUAHSU. é ç.ç
sem mais delongas,
enjoy it ! ~PS* A FIC PERTECE A CaHh Kinomoto. ;3



Consultas

So we built from here with love the foundation


Eram poucas as coisas no mundo das quais Sasuke deliberadamente admitia gostar.

Desafios estavam entre elas.

Gostava de tentar possuir algo que, tecnicamente, jamais poderia ser seu. Algo teoricamente inalcançável e que poderia lhe custar noites em claro e meses de planejamento apenas para no final ter o doce prazer de tê-lo nas mãos e poder chamar de seu e de, mais uma vez, provar para quem quisesse ver que para Uchiha Sasuke nada era impossível.

Mas, no entanto, estava deitado no sofá da sala do seu apartamento com o que deveria ser o sexto copo de uísque à sua frente e a maior frustração de sua vida na cabeça: Haruno Sakura.

Ela era o oposto de tudo o que ele era. Alguém como ele jamais poderia estar junto de alguém como ela... E, bem, apesar dela ter namorado Sai, sabia que ela jamais poderia ser sua. Quer dizer, em uma escala de 'o quão Bastardo um homem pode ser' Sai certamente ficava muito à sua frente – e talvez aquela fosse a única escala na qual o idiota efetivamente ficava à sua frente, e isso provavelmente se devia ao fato dela ser depreciativa – mas ainda assim isso não alterava em nada o fato de Sakura ser muito para ele.

E sendo quem era – mais especificamente, um Uchiha - aquilo era terrivelmente difícil de admitir.

Bebeu mais um gole de seu copo e passou a mão pelos cabelos negros, afrouxando o nó da gravata e fitando por instantes o paletó que deixara jogado do outro lado do sofá. Nas últimas semanas – aliás, desde que a conhecera, nos últimos meses – havia feito coisas que normalmente jamais teria feito.

Primeiro: levara o fedelho do seu afilhado no médico... O que fora o começo de seus problemas e talvez o mais afortunado incidente de toda sua vida. Segundo: o idiota do seu melhor amigo quebrara o braço tentando lhe fazer um favor e, mais uma vez, fora parar no consultório ridículo dela. Logo na seqüência a filha de seus amigos nascera e foi com certa surpresa que constatou que Sakura não apenas também os conhecia como estava lá no exato dia em que ele resolveu ir visitar. Depois Kakashi passara mal em sua casa e ele teve o prazer de descobrir que ela era também sua vizinha.

E as coincidências todas não paravam por aí e continuavam em uma vasta lista da qual ele milagrosamente gostava de ficar lembrando.

Suspirou, terminando enfim o copo e torcendo o nariz ao ouvir a música do Big Brother na Tv, se perguntando se o fim do mundo estava próximo ou se era só a humanidade provando que poderia se tornar ainda mais ridícula... Provavelmente os dois.

Na realidade, às vezes se pegava ponderando se o problema era ele ser intolerante demais ou as pessoas serem realmente muito babacas. Tinha quase certeza de que era a segunda opção, mas a dúvida ainda pairava no ar e algumas pessoas afirmavam ser a primeira.

"-Uchiha Sasuke!" – sentiu sua cabeça latejar tão logo a voz estridente demais atingiu seus ouvidos como uma marretada e as persianas de sua sala foram abertas de maneira súbita e grosseira, o obrigando a fechar os olhos devido à claridade excessiva que tomou conta do cômodo até então escuro. – "Está por acaso tentando se matar...?"

Ergueu os olhos escuros de maneira lenta para a garota à sua frente, tentando focá-los nela enquanto ponderava entre pegar mais uísque, ouvir logo o que ela tinha pra dizer ou esperar – pacientemente – que ela decidisse ir embora tão de repente quanto tinha aparecido.

Aliás, se matar? Aquelaera uma pergunta de muito impacto e com uma pitada exagerada de drama. Ele só estava tentando ignorar o problema inédito que estava tendo enquanto tentava ao mesmo tempo resolvê-lo de uma maneira um pouco estúpida e irracional: com álcool.

Mas aquilo era o que as pessoas faziam, certo? Sentavam na mesa de um bar – no caso, ele preferia o silêncio de sua casa por questões óbvias e prontamente compreensíveis – e bebiam até não conseguirem levantar ou o suficiente para conseguirem escrever alguma letra de música de teor altamente corno e depressivo.

Bem, ele odiava música, então se limitava a beber até, talvez, não conseguir levantar mais.

"-...Não acredito nisso, Sasuke. Você está sendo absurdamente ridículo!" – sentiu seu copo ser tomado de suas mãos antes mesmo que ele pudesse se servir de um pouco mais e respirou fundo, passando a mão pelos cabelos mais uma vez e procurando por uma almofada onde fosse capaz de esconder a própria cara e quem sabe sumir. – "Não pude acreditar quando Itachi me contou, mas agora estou vendo que é verdade."

Itachi... Ah, claro. Cada um tinha a família que merecia, era o que diziam... E isso o fazia questionar as chamadas entidades superiores sobre o real motivo de tê-lo como irmão. Só podia mesmo ter sido uma pessoa muito ruim na vida anterior... Adolf Hitler, talvez? Mas isso era há razoavelmente pouco tempo atrás e uma nova encarnação tão rápida seria inviável. Ou não? Não entendia muito dessas idiotices, só estava levantando uma hipótese.

"-Ino, eu não chamei você pra vir aqui e-"

"-Eu sei, você nunca chama ninguém. Esse é o seu problema, Sasuke. Você espera que tudo caia no seu colo como um maldito milagre!"

Voltou a tentar olhar para cima em mais uma tentativa de fitá-la, mas não conseguiu. Era impressão ou o mundo estava girando levemente? Sua cabeça estava doendo. Talvez tivesse bebido um pouco mais do que deveria... Mas isso não mudava o fato de não querer a presença dela ali.

Quer dizer, Ino era sua amiga desde os tempos da escola... Mas falava alto demais e costumava importuná-lo por motivos bestas como aquele. Talvez devesse chamar Chouji para passar as mãos engorduradas no cabelo dela de novo e-

"-...E quando as coisas não vão do jeito que você quer ou do jeito que você planeja o que você faz? Foge! Como um maldito covarde..."

Abanou a mão no ar, um claro sinal para que ela fosse logo embora dali e parasse de falar tão alto e tão rápido... Será que era assim difícil de perceber que aquele não era um momento apropriado para o estabelecimento de diálogos? Ou até mesmo de um monólogo...? Ele simplesmente não queria ouvir.

"-Qual é o seu problema dessa vez?"

"-Você." – sentou-se no sofá, passando a mão pelos cabelos escuros pelo que deveria ser a terceira vez e respirando fundo. – "Porque não vai embora e me deixa em paz? Porque todos vocês não me deixam em paz?"

"-Você é um ridículo, Uchiha Sasuke."

"-Já ouvi isso, agora quer por favor ir embora?"

Silêncio. Mas seria em menos de 5... 4...

"-Me recuso a discutir com um bêbado." – observou-a pegar a garrafa de cima da mesa e pensou se seria apropriado oferecê-la uma dose... Mas aquilo significaria menos álcool para si próprio, e a etiqueta dizia que se deveria oferecer apenas para visitas. Ela não era uma visita. Era uma presença indesejada.

"-Sasuke, isso nem uísque 12 anos é. Isso aqui é tão classe média, tão...!" – a loira colocou a garrafa novamente sobre a mesa, por sinal bem longe do alcance de suas mãos. – "Vamos sair daqui. Agora."

"-Eu não vou a lugar algum." – abraçou-se a uma almofada e virou de barriga para cima, fitando o teto e ignorando de maneira total, completa e absoluta o discurso que a garota havia recomeçado.

Ele não iria a lugar nenhum. Não sairia de seu apartamento e continuaria seguindo o novo horário que havia cuidadosamente estabelecido para sua vida, um que estava se provando completamente capaz de fazê-lo evitar toda e qualquer espécie de encontro com uma certa médica de cabelos cor-de-rosa.

Talvez estivesse mesmo sendo um covarde, talvez fosse um covarde... Mas admitir tal coisa estava bem longe de seus pensamentos e tudo o que ele precisava naquele momento era paz – um artigo de luxo terrivelmente difícil de ser encontrado em sua vida.

Quem ligava se o uísque que ele estava bebendo não era 12 anos? Se ele não estava comendo direito? Se ele estava trabalhando de madrugada e dormindo de dia? Aliás, qual era o maldito problema daquilo?

A vida era dele, o dinheiro era dele, tudo era dele.

Menos ela.


Virou-se novamente, esquecendo completamente que entre ele e o nada havia o chão e caindo com um baque surdo no piso de madeira da sala, levantando-se bem a tempo de captar a sobrancelha arqueada de Ino e de perceber que havia conseguido o impossível: fazê-la finalmente calar a boca.

Se soubesse daquilo antes teria se atirado ao chão quando ela abriu a porta de seu apartamento... Bem, anotaria aquela nova descoberta em algum lugar e faria questão de utilizá-la caso houvesse uma próxima oportunidade – o que ele esperava que não acontecesse.

Olhou para os lados e seus olhos piscaram de maneira involuntária ao pousarem sobre sua carteira em cima da mesa. Era isso... Era exatamente isso!

Pegou o talão de cheques que estava descuidadamente largado ao lado de uma fruteira e sorriu de maneira vitoriosa.

Ele tinha tudo, ele poderia ter ela. Tudo o que precisava fazer era bater à porta dela e perguntar quanto ela queria para ser dele...

Dinheiro não seria problema.

Ignorou completamente Ino gritando às suas costas e pegou o elevador, certificando-se que a porta fechasse antes da loira poder alcançá-lo.

Sorriu de lado.

Ele era mesmo brilhante.



Notas finais do capítulo

O Dayse, se segura ai, menina! Não morre não.
O beijo não esta longe! Ops! x-x
Simsim, Jamie, ele so quera café. u.u
meninas que elogiaram, "lindo, bom.." e etc.
MUITO OBRIGADA! ♥
e as outras que estão desesperadas com o fim de Consultas,não desanimem, hohoho. Ja eu apareço com um novo projeto. u.u
será que mereço um recomendação? lalala~
AUSHAIUHSAUIHSU, amores, vou-me indo.
xoxo ~



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