Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 93
Capítulo 6 - Halloween de 1981




A noite estava úmida e ventosa, duas crianças vestidas de abóboras perambulavam pela praça. As lojas estavam cobertas de papéis com aranhas, todas as armadilhas trouxas de um mundo em que eles não acreditavam… E ele estava deslizando, aquela sensação de intenção, poder e grandeza que ele conhecia naquelas ocasiões… Não havia raiva… isso seria para as almas fracas… mas triunfo, sim… Ele tinha esperado ansiosamente por isso.

– Bela fantasia, senhor!

Ele viu o sorriso do garoto hesitando, enquanto ele corria perto para vislumbrar debaixo da capa de invisibilidade, viu o medo assolar a sua cara e a criança fugiu… Sob a capa, ele segurou o cabo de sua varinha… Um simples movimento e a criança nunca mais encontraria sua mãe… mas seria desnecessário, um tanto desnecessário…

E agora por uma nova rua escura ele seguia, e finalmente viu o que queria, o feitiço Fidelus havia sido quebrado, pensou que eles ainda não o sabiam… Assim ele fez o menor barulho possível enquanto deslizava pelo pavimento até chegar à sebe negra e avançou…

Eles não tinham cortinas; ele os viu claramente na minúscula sala de estar, o homem alto de cabelo preto e óculos, soprava fumaça colorida da sua varinha entretendo o pequeno garoto de cabelo preto no seu pijama azul. A criança ria e tentava agarrar as espirais.

Uma porta abriu-se e a mãe entrou, dizendo algo que ele não ouviu. O seu longo cabelo ruivo caía pela sua face. O pai pegando no filho ao colo entregou-o à mãe. Atirando a varinha para baixo do sofá espreguiçou-se, bocejando.

O portão rangeu enquanto ele o abriu, mas James Potter não escutou. Sua mão branca puxou a varinha debaixo da capa e apontou-a à porta, que se abriu com um estrondo.

Ele já tinha entrado quando James veio correndo para o hall. Estava fácil, muito fácil, ele nem pegara a varinha…

– Lily, pegue Harry e vá! É ele! Vá! Corra! Eu seguro-o aqui!

Segurá-lo sem uma varinha na mão!... Ele riu antes de lançar o feitiço…

– Avada Kedavra!

A luz verde encheu o apertado hall, iluminando o carrinho de bebê que estava encostado contra a parede. James Potter caiu como uma marionete cujos cordões são cortados.

Ele conseguia ouvir os gritos dela no andar de cima, presa, mas enquanto ela fosse sensata, não teria nada a temer… Ele subiu os degraus, ouvindo com leve prazer as tentativas dela se defender. Também não tinha varinha… como eram estúpidos, e quão confiantes que pensavam que repousavam tranquilos entre amigos, onde as armas poderiam ser largadas, mesmo que por momentos…

Com um movimento da varinha, ele forçou a porta, empurrando para o lado a cadeira e as caixas que precariamente se encontravam empilhadas contra a porta… e ali se encontrava ela, a criança nos seus braços. Com a visão dele, ela colocou seu filho no berço atrás e abriu os braços, como se isso fosse ajudar, como se protegendo ele da visão, ela esperasse ser escolhida ao invés…

– O Harry não, ele não! Por favor, o Harry não!

– Sai da frente garota tonta… sai da frente agora.

– O Harry não, por favor, não! Leve-me! Mate-me ao invés…

– É o meu último aviso…

– O Harry não! Por favor… Misericórdia… O Harry não! Por favor… Faço qualquer coisa…

– Sai da frente! Sai da frente, garota!

Ele poderia tê-la forçado a sair, mas era mais prudente acabar com todos…

A luz verde iluminou todo o quarto e ela caiu como o marido. A criança não havia chorado todo esse tempo. Continuava segurando nas barras do seu berço e levantou o olhar para o rosto do intruso com interesse. Pensando talvez que seria o seu pai escondido por baixo da capa, fazendo mais efeitos luminosos, e sua mãe se levantaria a qualquer momento, rindo.

Ele apontou a varinha muito cuidadosamente para o rosto da criança. Ele queria ver a destruição deste perigo inexplicável. A criança começou a chorar. Percebeu que não era James. Ele nunca tinha tido paciência para suportar os pequenos chorando no Orfanato…

– Avada Kedavra!

E então ele desfez-se. Ele não era nada, nada além de dor e terror, e precisava se esconder, não aqui nos escombros da casa em ruínas onde a criança que tinha sido emboscada gritava, mas longe… muito longe…

A cobra sussurrou no chão imundo, e ele tinha que matar o menino, e ao mesmo tempo ele era o menino…

Ele estava morto.

~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~

Como adultos maduros que eram, a atitude que Sirius e Pam tomaram depois do beijo… foi fingir que nada acontecera.

Mas, o clima entre eles estava super estranho e momento ou outro teriam que encarar o problema de frente e conversar sobre isso. Sirius resolvera não tocar no assunto até aquela noite, véspera do aniversário de Pam, quando ele a levaria para jantar fora e então explicar seus sentimentos por ela, pronto para arcar com as consequências. Mesmo que Pam se afastasse de vez, seria melhor do que como eles estavam no memento. Nada era pior do que como estava no momento.

Antes de ir jantar, porém, eles passariam na casa de Peter, para verificar se ele estava bem. Sirius fazia isso toda a semana, afinal, a segurança do amigo implicava na segurança de Lily, James e Harry também, então era de extrema importância que Peter ficasse bem.

Naquele dia em especial, eles se demoraram mais do que o costume na frente do duplex, olhando um para o outro, e lembrando que fora exatamente ali que Sirius a beijara.

Os dois queriam dizer algo, mas não sabiam exatamente por onde começar.

E como não achassem as palavras certas, Sirius virou-se para o vaso bem cuidado com as pequenas flores azuis cujo nome desconhecia, pegando uma e colocando atrás da orelha de Pam.

Ela sorriu, olhando para ele.

Sirius não demorou a perceber que nenhum dos dois sabia o que fazer depois disso. Por fim, ele forçou um sorriso e começou a descer as escadas sendo acompanhando por ela e os dois subiram na moto dele, voando pelos ares até o prédio de Peter e subindo as escadas até a frente do apartamento dele.

Sirius bateu na porta e esperou. Sorriu amarelo para Pam quando ninguém atendeu e bateu de novo.

Como Peter não abriu a porta, Sirius começou a se preocupar seriamente. Teria acontecido alguma coisa ruim a Peter? Resolveu testar a porta e foi com grande surpresa que ela abriu. Pam e Sirius se entreolharam, e a ideia pareceu chegar a eles por osmose.

Deviam entrar.

Com o coração pulando, os dois adentraram o apartamento andando devagar, varinhas em punho, preocupados como o que poderia ter acontecido.

Não encontraram Peter em canto algum, mas foi com outra surpresa que não encontraram nenhum sinal de luta. Que estranho…

Ainda em silêncios, os dois trocaram olhares mais uma vez, concordando que algo muito fora do comum estava acontecendo.

Pam chamou por Peter, mas, como já era de se esperar, não houve resposta.

E, foi quando uma ideia atingiu Sirius. Ele arregalou os olhos e tocou o ombro de Pam, que olhou para ele.

– Lily e James… Eles…

Sirius não precisou dizer mais nada, ela entendera. Entendera e se apavorara também. Os dois saíram correndo do apartamento em direção a onde Sirius estacionara a moto, prontos para ir até a casa dos Potter.

*~~*~~*~~*~~*~~*~~*~~*

A primeira pessoa a chegar aos destroços da casa em ruina dos Potter foi, surpreendentemente, Severus. Acabara de ser informado que o traidor (e ele sinceramente não sabia exatamente de quem se tratava. Tudo o que sabia eram suas iniciais: P.P.) contara ao Lord das Trevas onde os Potter estavam se escondendo.

Os Potter… Lily!

Ele pedira para que a vida da amada fosse poupada, mas mesmo assim… Mesmo assim tinha aquela sensação em seus ossos de alguma coisa ruim acontecera… Aquela sensação…

Viu a porta escancara da casa em Godric’s Hollow e entrou por ela. A primeira coisa que viu foi James Potter, caído sem vida, os óculos amassados em seu rosto. Apenas isso o deixou sem ar. Mesmo que fosse Potter, mesmo que desejasse sua morte… Conhecia James desde os onze anos e o fato de vê-lo morto…

Não que lhe importasse muito. E daí se James estivesse morto se Lily estivesse viva? A ruiva choraria a morte do marido é claro, mas depois ficaria livre…

Mas, onde estava Lily?

Severus olhou pela sala e correu para o andar de cima, a procura da mulher. Ela devia estar em algum lugar.

Finalmente chegou ao quarto de um vinha um choro baixo. Viu o bebê no berço, mas não se importou muito com ele. O que lhe importou foi a imagem da mulher caída.

Seus joelhos falharam. Era como se de repente fossem feitos de gelatina. Ele só não caiu no chão porque conseguiu se apoiar em uma mesinha perto da porta. As lágrimas lhe molhavam as bochechas sem que ele conseguisse controla-las. Foi até a mulher que amava quando conseguiu recuperar o controle das pernas e sentou ao seu lado, pegando seu corpo e o colocando no colo, chorando mais ainda abraçado a ela.

Lily, sua Lily… Sua ruiva… Morta.

Era mais do que Severus podia aguentar. Mais sofrimento do que ele podia aguentar a vida inteira, quando mais por uma noite.

Quanto tempo ele ainda ficou com o corpo frio de Lily nos braços é impossível saber. Podem ter sido alguns segundos ou algumas décadas. Mas finalmente deixou-a com cuidado no chão ao ouvir um barulho no andar de baixo e aparatou para longe… Onde ninguém poderia ver sua dor.

*~~*~~*~~*~~*~~*

O gigante entrou na casa mais ou menos ao mesmo tempo em que percebia que os vizinhos trouxas começavam a se manifestar quanto ao que acontecera na casa dos Potter, tentando entender o que acontecera com a casa que eles tinham certeza de que estava desocupada.

Foi com uma dor no coração e com lágrimas que se misturavam à barba e cabelos compridos que Hagrid viu James Potter caído. Conhecia o menino desde seus onze anos e agora se lembrava com carinho de cada pegadinha que eles haviam aprontado em Hogwarts. Ah, James Potter, o líder de um grupo animado em seus dias de glória… Morto tão jovem…

Hagrid tomou o cuidado de não tomar em James enquanto passava por ele e chegava a escada, subindo e indo para o lado direito do piso superior.

Foi ali onde encontrou o quarto destruído onde o teto caíra e o bebê chorava inconsolavelmente sem saber que sua mãe estava caída ao seu lado, que nunca mais sentiria o calor ou a voz reconfortante dela…

Hagrid agora não podia mais conter as lágrimas enquanto se aproximava o menino que tinha agora um corte sangrando na testa.

Dumbledore lhe dissera que fosse até a casa dos Potter, soubera do ataque havia pouco e também que de alguma forma milagrosa o pequeno bebê havia sobrevivido. Mas o professor provavelmente não contava que Hagrid fosse tão sentimental que fosse cair em lágrimas tão facilmente…

~~*~~*~~*~~*~~*~~

Quando chegaram à casa dos Potter e viram o lado superior direito destruído, Pam e Sirius viram seus piores temores se confirmarem. A garota mal esperou o amigo parar a moto para descer dela, correndo para dentro da casa cuja porta da frente encontrava-se aberta e o moreno correu atrás dela, tentando contê-la.

Porém, ambos tiveram que parar à porta. Pam segurou-se ao batente da porta ou teria caído. Nesse momento seu coração batia com toda a força no peito e ela achou que poderia ter morrido naquele momento.

Sirius atrás dela empalidecera e não conseguia se mexer diante da cena. Quase não conseguia piscar, quase não conseguia respirar! Estava apenas parado, olhando sem acreditar no que via.

James estava deitado no lugar em que morrera com as roupas amarotadas, os olhos fechados e os óculos tortos no rosto. Os cabelos sempre bagunçados pareciam pior ainda e uma expressão de tranquilidade em seu rosto que não condizia com a ocasião.

Ali estava James, morto, e Sirius e Pam começavam a se sentiam culpados por respirar enquanto o amigo já não mais o fazia.

Se tivessem chegado um pouco mais cedo… Se não tivessem enrolado tanto…

Talvez pudessem… Talvez…

Os dois não conseguiam nem falar, quanto mais andar, mas quando ouviram o choro no andar de cima, não foi preciso muito para voltarem aos seus sentidos.

– Lily… - Pam virou-se para Sirius, esperançosa, enquanto pega os dedos da mão dele e o puxava para a escada, indo até a origem do choro.

Se Harry estava vivo – eles teriam reconhecido o choro dele em qualquer lugar e mortos não choram – então Lily também devia estar. Os dois sabiam que a ruiva não poderia ter vencido Você-Sabe-Quem, mas se Harry estava vivo…

Porém, quando chegaram ao andar de cima, foi outro choque. Parte que haviam visto antes de entrar que fora destruída, era justamente o quarto de Harry e onde o garoto ainda se encontrava, agora no colo de um gigante cabelo que Sirius e Pam não reconheceram a primeira vista e mais que logo perceberam se tratar de Hagrid.

Não foi para ele que os amigos se dirigiram primeiro, contudo. Sirius agora tremia quando viu Lily caída no chão o marido, nada mais do que uma boneca de cera sem vida. Pam ao seu lado agora parecia prestes a cair no choro enquanto respirava com dificuldade.

– Hagrid… - Pam foi a primeira a se pronunciar, a boca seca e a voz um pouco rouca. – O que…? O que você…?

Não precisou de muito para que ele começasse a explicar as ordens de Dumbledore e o que sabia sobre a morte do casal. Depois começou a dizer que estava tudo bem, que Lily e James estavam agora em algum lugar que devia ser melhor, que era uma sorte que Harry estivesse bem e que eles deviam estar felizes com isso.

Foi Pam quem se aproximou do gigante e do bebê, dirigindo-se especialmente para Harry.

Viu seus olhos verdes amendoados como os da mãe. Exatamente e estranhamente como os dos da mãe. Observou com cuidado o cabelo preto caindo nos olhos. Os cabelos pretos e arrepiados como ela só vira em James antes. A verdade era que o pequeno parecia demais com os pais e como madrinha e melhor amiga do casal recém-falecido, ela se sentia na obrigação de cuidar de Harry.

Afinal, quem melhor do que ela e Sirius para fazê-lo? Eles eram os padrinhos e Lily e James confiavam neles.

A garota usou a manga das próprias vestes para limpar o sangue da testa do garotinho, descobrindo assim um corte em formado de raio. Achou estranho. Mas devia ter sido ali que o feitiço da morte que fora incapaz de cumprir sua missão o atingira. Como Harry havia sobrevivido? Ele era só um bebê. Só um bebê e bruxo mais poderosos – como Lily e James – haviam padecido sobre o mesmo feitiço.

E alguma coisa – alguma coisa em Harry, alguma coisa no quarto – havia derrotado Você-Sabe-Quem, o bruxo temido por toda a comunidade bruxa.

Talvez nunca chegassem a saber o que acontecera de fato, mas isso pouco importava para Pam e Sirius, que sofriam com a perda de James e Lily e comemorar a derrota de Voldemort sem eles parecia pior do que matar os amigos de novo.

– Me dá o Harry, Hagrid. Somos os padrinhos dele, vamos cuidar dele… - Pam murmurou, ainda olhando para o afilhado.

– Sinto muito, Pam, mas eu não posso. Tenho ordens expressas de Dumbledore de que devo levá-lo comigo para a casa dos tios…

– Você não pode fazer isso! – Pam agora parecia irritada e lhe parecia um insulto levar Harry para viver com a irmã que Lily tanto odiava. – Não pode, eu não vou deixar…

Porém, nesse momento Sirius tocara seu ombro e se manifestara pela primeira vez.

– Deixe-o levá-lo. – disse em tom quase inaudível. – É muito perigoso para onde vamos…

E, naquele segundo, Pam entendeu o que o amigo queria dizer. Entendeu tudo. Não podiam levar um bebê em uma perseguição, podia ser perigoso. E eles não podiam deixar Peter – o traidor, agora eles entendiam – sair impune enquanto Lily e James haviam encontrado sua morte naquela noite.

A garota assentiu.

­– Tem como leva-lo para os tios? – Sirius perguntou e não esperou uma resposta para acrescentar: – Pode pegar minha moto se precisar.

Pam olhou incrédula para ele, mas enquanto entendeu o que ele queria dizer. A moto só os atrasaria.

– Você tem certeza? – perguntou Hagrid. – Pensei que adorasse a moto…

E de fato a moto de Sirius era quase como um bicho de estimação. Era tão bem cuidada que em toda a sua vida, ele apenas deixara que Pam e James a tocassem. Levara muito tempo para encantá-la do jeito que fizera e gastara muito suor. Quando você coloca toda a sua experiência e sangue em alguma coisa, isso acaba tendo um valor inestimável.

– Pode ficar com ela. – Sirius disse, decidido. – Não vou precisar mais dela.

Os três então saíram da casa, deixando os corpos de Lily e James lá dentro. Não havia o que fazer por eles, e muito que fazer por quem ainda estava vivo.

Pam e Sirius esperaram Hagrid decolar para a noite com o embrulho bem agasalhado que era Harry, tento certeza que ele estaria seguro dali em diante.

Porém, antes de partiram também, deixando a casa dos Potter, Sirius olhou no relógio uma vez, verificando que era quase meia-noite.

– Precisamos ir se quisermos alcança-lo. – Sirius disse antes de colocar a andar a frente.

Pam ainda se demorou um pouco, enquanto o bolo na garganta se transformava em algumas lágrimas silenciosas e ela as limpava. Então ela andou até onde Sirius parara e deu a mão para ele, olhando uma última vez para o rosto do amigo antes de sentido a fisgada de sempre no umbigo enquanto eles aparatavam para longe.



Notas finais do capítulo

Não vou comentar nada sobre o capítulo, porque se eu o fizer vou cair em lágrimas.
Então, vou me limitar a dizer que hoje é dia 2 de maio e aniversário de quinze anos da Guerra Final em Hogwarts.
Para todos os que morremos lutando por um mundo melhor! Nunca serão esquecidos!

PS: uma amiga fez uns vídeos para a fic. Por enquanto são só dois, mas eu gostei.
http://www.youtube.com/watch?v=ffVA4TFP01w
http://www.youtube.com/watch?v=_wOF1L4n_2o



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