Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 81
Capítulo 2 - Te Desafio a Me Amar


Notas iniciais do capítulo

Espero que gostem! Ah e para quem não sabe, a primeira parte é uma adaptação de um texto da J.K. Vou deixar o link do original nas notas finais.
Ah! E eu queria agradecer a Tamires pela recomendação. Obrigada, princesa! Ficou linda! Obrigada mesmo, do fundo do meu coração!



Seis meses depois…

A motocicleta de corrida fez a curva acentuada tão rápido na escuridão que os dois policiais no carro de perseguição gritaram “Uou!”. O Sargento Fisher forçou seu enorme pé no freio, pensando que a garota que estava na carona com certeza seria esmagada embaixo de suas rodas; porém, a motocicleta fez a curva sem derrubar nenhum de seus ocupantes, e com uma piscada da sua luz traseira vermelha, desapareceu na apertada rua lateral.

― Agora nós os pegamos! – exclamou animado o policial Anderson. – É um beco sem saída!

Segurando forte na direção e estraçalhando seu câmbio, Fisher destruiu metade da pintura da lataria ao forçar o carro pelo beco na perseguição.

Lá sob a luz dos faróis estava sentada a presa, finalmente parada após um quarto de hora de caçada. Os dois passageiros estavam emboscados entre uma alta parede de tijolos e o carro da polícia, que agora estava se aproximando deles como um predador rosnando, de olhos luminosos.

Havia tão pouco espaço entre as portas do carro e as paredes do beco que Fisher e Anderson tiveram dificuldade em se soltar do veículo. Feria a dignidade ter que se arrastar, que nem um siri, até os malfeitores. Fisher arrastava sua generosa barriga pela parede, arrancando botões de sua camisa enquanto ia, e finalmente arrancando o espelho retrovisor com sua parte traseira.

― Saiam da moto! – ele gritou para os jovens com sorrisos de desdém, que estavam confortáveis na brilhante luz azul como se estivessem aproveitando.

Eles fizeram o que lhes foi mandado. Finalmente se livrando do espelho retrovisor quebrado, Fisher os encarou. Eles pareciam estar no fim da adolescência. O garoto que esteve dirigindo tinha um cabelo preto até os ombros; sua boa aparência insolente lembrava desagradavelmente a Fisher do namorado vagabundo e guitarrista de sua filha. A garota tinha cabelos escuros também, mas não eram pretos, eram castanhos e caia-lhe sobre as costas; os olhos eram azuis e ela tinha um sorriso forçado. Ambos estavam vestindo camisetas com a estampa de um grande pássaro dourado; o emblema, sem dúvida, de alguma banda de rock desafinada e ensurdecedora.

― Sem capacetes! – gritou Fisher, apontando de uma cabeça descoberta para a outra. – Ultrapassando o limite de velocidade por… por uma quantia considerável! (De fato, a velocidade registrada tinha sido maior do que Fisher poderia considerar qualquer motocicleta capaz de viajar.) – Não parando para a polícia!

― Nós teríamos adorado parar para bater papo, – disse a garota. – Mas é que estávamos tentando…

― Não se faça de esperta, vocês dois estão em uma baita encrenca! – rosnou Anderson. – Nomes!

― Nomes? – repetiu o motorista de cabelos compridos. – Er… bem, vamos ver. Hestia… Marlene… Lucinda…

_Ei, você está dizendo o nome das suas ex-namoradas! – disse a garota, rindo, mesmo que tenha parecido como um riso forçado.

_Bem, isso é verdade. – disse ele, parecia pensativo. – Vejamos… vejamos… Existe Wilberforce… Bathsheba… Elvendork…

― E o legal desse aí é que você pode usá-lo para um menino ou uma menina – disse a garota de olhos azuis.

― Ah, os NOSSOS nomes, você quis dizer? – perguntou o garoto, quando Anderson balbuciou com raiva. – Você deveria ter dito! Essa aqui é Pamela Porter, e eu sou Sirius Black!

― As coisas estarão seriamente pretas para você em um minuto, seu insolentezinho…

Mas nem Pamela nem Sirius prestavam atenção. Eles estavam de repente tão alertas quanto cães de caça, encarando algo atrás de Fisher e Anderson, acima do teto do carro policial, na entrada escura do beco. Então, com movimentos fluidos idênticos, eles colocaram as mãos em seus bolsos traseiros.

No espaço de uma batida do coração, os dois policiais imaginaram armas brilhando na direção deles, mas um segundo depois eles viram que os motociclistas tinham retirado nada mais do que…

― Baquetas? – ironizou Anderson. – Um par de piadistas vocês, não são? Certo, estamos prendendo vocês sob a acusação de…

Mas Anderson nunca chegou a nomear a acusação. Pamela e Sirius tinham gritado algo incompreensível, e os raios de luz dos faróis se moveram.

Os policiais giraram e depois caíram de costas. Três homens estavam voando – realmente VOANDO – pelo beco em vassouras – e, no mesmo momento, o carro de polícia estava se apoiando em suas rodas traseiras.

Os joelhos de Fisher falharam; ele sentou com força. Anderson tropeçou nas pernas de Fisher e caiu sobre ele, enquanto ‘flãmp’ – ‘bang’ – ‘cranche’ – eles ouviram os homens nas vassouras baterem no carro levantado e despencarem, aparentemente inconscientes, no chão, enquanto pedaços quebrados de vassouras caíam ao redor deles.

A moto tinha ganhado vida de novo. Com sua boca entreaberta, Fisher reuniu forças para olhar novamente para os dois adolescentes.

― Muito obrigado! – disse Sirius acima do ronco do motor. – Nós devemos uma para vocês!

― É, foi legal conhecê-los! – disse Pamela. – E não esqueçam: Elvendork! É unissex!

Houve um barulho de tremer a terra, e Fisher e Anderson jogaram seus braços ao redor um do outro com medo; o carro deles tinha acabado de cair de volta ao chão. Agora era a vez da motocicleta empinar. Em frente aos olhos descrentes dos policiais, ela andou em pleno ar: Pamela e Sirius decolaram para o céu noturno, com o facho da luz traseira brilhando atrás deles como um rubi desaparecendo.

*~~*~~*~~*~~*

Lily estava preocupada. Nem Pam nem Sirius tinham aparecido ainda e os dois eram os padrinhos principais. Teria acontecido alguma coisa ruim a eles? Estariam bem? Ela suspirou.

_Lily! Você é a noiva mais linda que eu já vi! – exclamou Alice, que estava a ajudando a se arrumar.

_Obrigada. Mas você também estava linda no seu casamento.

_Ah, você está dizendo isso só por modéstia. Você está linda, Lily! Todo mundo está esperando esse casamento desde o quarto ano, quando o James começou a te pedir para sair. Eu nem acredito vou ser madrinha! – a auror deu um pulinho de excitação.

Era impressionante como Alice e Frank tinham conseguido os empregos de aurores tão rápido, sem precisar passar por muito treinamento. Aparentemente eles estavam desesperados por alguém que pudesse trabalhar nessa área então qualquer um que tivesse “O” nas N.E.I.M.s em Defesa Contra as Artes das Trevas, um mês de treinamento e passasse em um teste não muito difícil, podia ser auror, o que Alice e Frank felizmente conseguiram fazer tão rápido quanto era possível e estavam se mostrando muito melhores do que era de se esperar para o pouco treinamento deles.

Lily sorriu, mas algo em seu sorriso a denunciou.

_Está tudo bem? – perguntou Dory.

_Está, está tudo ótimo.

_Não, não está não. – a garota continuou. – Te conheço não é de hoje!

_Ahm… Ah, está bem. Estou preocupada com a Pam, é só isso. Será que aconteceu alguma coisa com ela?

_Duvido. – disse Dory, debochadamente, já que não aceitara ainda que Pam era amiga de Lily e muito menos que ela ia ser a madrinha principal. – E se aconteceu, eu não me preocuparia, eles não vão querer nada com ela. Do jeito que ela é chata…

_Eu ouvi essa, Dorcas! – disse uma voz vinda do corredor.

E Pam entrou pulando no quarto que Lily estava usando para se arrumar, se esforçando para um colocar o salto esquerdo.

_Pam! – Lily abraçou a amiga. – Onde você estava? Estava preocupada!

_Eu e Sirius estávamos vindo para cá com a moto dele quando uns pociliais trouxas…

_Policiais, Pam. – corrigi-a Lily.

_Tanto faz. Mas como eu ia dizendo, dois pociliais começaram a nós seguir, o que foi realmente irritante. Tentamos nos distanciar deles, o que não foi nada fácil, nada. Eles não queriam largar da nossa cola. Aparentemente passamos de um limite de velocidade ou algo assim… Daí o Sirius entrou em um beco sem saída e tivemos que descer da moto, a gente tava tentando bater um papo amigável com os pociliais…

_É polici… ah, esquece. – disse Lily, vendo que a amiga não ia falar direito.

_… e apareceram três comensais da morte. Eu e o Sirius, é claro, deixamos eles mortos ou desacordados ou sei lá eu e então nós subimos na moto e viemos voando até aqui. E fim de história.

E Pam foi para frente do espelho, agindo normalmente, começou a pentear os cabelos com as mãos.

Dory, Lily e Alice foram para perto dela.

_Eles te seguiram? – perguntou a garota de rosto redondo, parecendo ao mesmo tempo aflita e animada.

_Não, claro que não. Não seriamos burra de vir para cá se os comensais estivessem atrás de nós, metade da Ordem está aqui!

_ Na verdade, eu e o James convidamos a Ordem toda…

_Então! Entregar a Ordem não está nos meus planos, maninha. – disse Pam, sorrindo para Lily.

A ruiva sorriu com carinho para Pam e começou a ajudar a amiga a se arrumar.

Ela tirou um graveto do cabelo da morena e a ajudou a prendê-lo em um semi-coque como o das outras.

_Ei, por que vocês estão demorando tanto? – perguntou uma impaciente Lene que tinha acabado de aparecer na porta.

_A Pam teve um encontro com os comensais e chegou atrasada. – disse Dory, que estava sentada de pernas cruzadas, parecendo bastante aborrecida.

_Ah, meu Deus! – disse a morena, se aproximando das outras. – Você está bem, espero.

Pam sorriu.

_Estou ótima. Achou que um pequeno encontrozinho como esse ia me derrubar? Achou mesmo que eu ia morrer tão fácil assim? O que foi? Não está querendo de se livrar de mim, está?

Lene sorriu também.

_Não, é claro que não.

Pam passou a mão pelo vestido vermelho, para desamarrotá-lo e depois olhou para as outras, decidida.

_Estou prontíssima. Podemos ir.

Lene entregou um buque de lírios para cada uma, os das madrinhas eram infinitamente menores que o de Lily, que era perfeito.

A ruiva soltou uma risadinha.

_Lírios! – ela exclamou.

_Isso é obra do James! – disse Lene, também rindo. – Ele quem disse que fazia questão de que o seu buque fosse das flores que ele achava que eram as mais lindas do planeta. Lírios.

As cinco amigas sorriram. James sabia ser romântico quando queria.

Para Lily a escolha por lírios não tinha sido exatamente uma surpresa, já que ele disse que queria que os buques ficassem por conta dele e ela sabia que ele gostava de lírios por causa do seu nome, o que era um amor da parte dele.

_Certo, garotas. – disse Lene. – Mas já estamos atrasadas, então acho melhor nós irmos agora. Lily, seu pai já a está esperando.

Ela assentiu e as cinco saíram do quarto apertado.

*~~*~~*~~*~~*

_Nunca mais na vida… nunca mais… - disse James, entre os dentes, obviamente irritado.

Sirius sorriu displicentemente.

_Nunca mais chegue atrasado para o seu casamento? James, quantas vezes você pretende se casar com a Lily?

James sorriu e respirou fundo.

_Você me deixou preocupado.

_Ah, eu só cheguei atrasado porque eu não tinha nada mais importante para fazer. Estava batendo um papo animadíssimo com alguns comensais e a melhor maneira que eles pretendiam matar a mim e a Pam. Poderíamos ter conversado a noite inteira se você não fosse se casar, então infelizmente tivemos que deixá-los desacordados e virmos para cá.

James sorriu mais ainda, deixando uma leve risada escapar.

_É verdade, você está certo. Estou preocupado à toa. Você estava em boa companhia.

Sirius soltou sua típica risada, que mais parecia um latido, e tirou os cabelos dos olhos cinza de um jeito que ele sempre usava para atrair as garotas.

_Vamos lá.

_Respire, Pontas. Por favor, eu sou apenas o padrinho, não um curandeiro, se você tiver um ataque do coração eu não saberia o que fazer.

James olhou para Sirius e riu de novo, o amigo conseguia fazer piada até nos piores momentos.

O moreno respirou fundo uma vez antes de se posicionar a frente do jardim, onde um bruxo de cabelos grisalhos e óculos na ponta do nariz comprido já os aguardavam.

Sirius, Remus, Peter e Frank se posicionaram ao lado de James, todos os cinco usavam trajes a rigor.

A multidão sentada em cadeiras à frente de James começou a fazer silencio conforme uma música ia ficando cada vez mais alta. O de olhos castanhos começou a suar frio.

_Eu não estou me sentindo muito bem. – ele murmurou para Sirius ao seu lado.

Por um momento, o amigo não disse nada, provavelmente estava pensando em alguma coisa irônica para dizer, mas ao invés disso, ele apontou para o fim do corredor.

_Lá estão elas.

E, de fato, as madrinhas estavam entrando. Dory vinha à frente, com Alice, Lene e Pam logo atrás, todas as quatro sorrindo para a multidão que as observava.

Quando elas se posicionaram, do mesmo jeito que os padrinhos, a música mudou, o coração de James falhou uma batida e ele engoliu em seco quando viu a sua ruiva, vindo ao lado do pai, andando pelo corredor.

Ela estava mais linda do que James já tinha visto na vida. Seria impressão sua ou tinha um leve brilho saindo de cada parte do seu corpo? Ela usava um vestido lindíssimo, tomara que caía, de cintura baixa, que demarcava o corpo magro e a cintura fina, perfeito; uma longa saia de pregas e bem rodado; o vestido inteiro tinha linhas de brilhos.

Já a própria Lily parecia impossível estar mais feliz, sorria radiante. Seu cabelo estava parte preso e a outra parte caía como cascatas ruivas pelos ombros, os cabelos acaju, brilhantes e levemente ondulados que James tanto amava. No topo da cabeça estava uma tiara pequena, de onde escorria um véu por cima de seus cabelos.

Ela usava uma maquiagem suave, os lábios eram destacados por um batom rosa.

E James sabia que ela era tão bonita por dentro quanto era por fora.

Ele percebeu que podia ter se matado se não tivesse conseguido casar com a sua ruiva.

Esse foi um pensamento que o alegrou. Ela era dele. Dele e de mais ninguém. Sua ruiva. Ele podia gritar isso para tudo mundo, mas achou mais prudente não o fazer.

Lily caminhou devagar até ele. James foi a encontrar quando estava pouco mais do que na metade do caminho.

_Agora ela é sua, e é única. Cuide bem ela, meu rapaz. – disse o Sr. Evans.

_Seria um estúpido se não cuidasse.

_E você não é um estúpido, James. – disse Lily, ainda sorrindo. James não saberia dizer se ela estava ou não sendo irônica.

O Sr. Evans foi se sentar na primeira fileira, junto da esposa.

_Lírios? – ela sussurrou para ele.

_Achei que seriam perfeitos. – ele disse. – Além disso, sabe qual o significado de lírios? – e quando ela negou, James disse: - Te desafio a me amar.

Lily sorria para James, que sorria de volta para ela, enquanto os dois ficaram de frente para o bruxo grisalho.

O bruxo começou a falar, James ouvia as palavras, sem dar atenção real a elas, era como se as palavras entrassem por uma orelha, se enroscasse em seu cérebro e saíssem pela outra orelha. Seus pensamentos estavam inundados por imagens da ruiva a sua frente.

_Sim. – ele disse, mesmo sem saber direito como sabia que devia dizer isso naquele momento.

_Sim. – os lábios de Lily se moveram delicadamente enquanto ela levantava os olhos verdes para olhar o bruxo por breves segundos.

_… então eu os declaro unidos por toda eternidade.

James beijou os lábios de Lily com fervor, enquanto seus corpos se apertavam cada vez mais no abraço.

Uma chuva de estrelas, vindas da varinha do bruxo grisalho, envolveu os apaixonados.

As palmas da plateia entraram em seus ouvidos sem que ele percebesse exatamente o que eles estavam fazendo, tudo o que podia sentir, ver, ouvir e querer era a bruxa ruiva a quem ainda beijava.

Quando finalmente seus lábios se separaram, os dois olharam para as pessoas, que estava de pé, enquanto as cadeiras se juntavam em tornos das mesas, cobertas por toalhas brancas; e uma poça de ouro líquido se espalhava pelo centro do jardim, formando uma pista de dança reluzente; as velas encantadas, brilharam com mais intensidade, iluminando a noite.

James olhou para Lily e castanho encontrou verde.

_Olá, Sra. Potter. – disse ele, animado.

Ela riu.

Antes que eles tivessem tempo para respirar mais uma vez, aparentemente todo mundo que estava presente se aglomerou em volta deles, lhes desejando felicidades e lhes impedindo de respirar.

~~*~~*~~*~~*~~*~~

Pam se jogou em uma das cadeiras com um suspiro.

_Quando me casar, não vai ter toda essa palhaçada.

Sirius sorriu, se sentando ao lado dela.

_Como assim, essa palhaçada?

_Ah, você sabe. Esse negócio de aves do paraíso dentro de balões e todo mundo usando roupinhas estranhas… - disse Pam, apontando para cima de onde supostamente estariam as cabeças de Lily e James, já que não era possível ver os dois, e onde ainda voam duas aves majestosas que tinham saído de dentro de dois balões quando todos começaram a aplaudir.

Sirius riu de novo.

_Essas “roupinhas estranhas” – disse Sirius, imitando o movimento da amiga. – São trajes a rigor.

_Tanto faz.

Ele olhou para ela. Seus olhos azuis brilhantes não demonstravam nenhum sinal de lágrimas. Isso era uma das coisas que ele mais admirava nela, Pam não era fresca como as outras garotas que sempre choravam por qualquer coisa.

Ela estava linda, ele pensou. O cabelo castanho preso em um meio coque estava perfeito, apesar de o coque estar começando a se desfazer, por seu cabelo ser liso demais para segurar qualquer penteado por muito tempo. O vestido vermelho de madrinha, em uma homenagem a Ordem da Fênix, lhe caía melhor do que em qualquer outra das garotas. Talvez Lily, com seu vestido grandioso, fosse a pessoa mais linda da festa, mas Pam, com suas pernas brancas de fora, era a mais sexy e maravilhosa.

Uma espécie de valsa começara a tocar. Lily e James foram para o meio da pista de dança e começaram a dançar, acompanhados por aplausos gerais. Depois, o Sr. Potter e a Sra. Evans foram para pista também, acompanhados pelo Sr. Evans e a Sra. Potter. Aos poucos, vários casais tinham se juntado aos primeiros.

Sirius se levantou e se curvou diante de Pam.

_Me concede essa dança?

Ela sorriu, mas não disse nada, apenas pegou a mão dele, que a guiou para perto de Lily e James.

Os dois se cumprimentaram abaixando a cabeça e ela levantou de leve o vestido.

_Sr. Black. – ela murmurou.

_Srta. Porter.

Eles sorriram um para o outro enquanto se davam as mãos e ele a conduzia pela pista de dança, dando voltas e mais voltas.

Pam olhava para os olhos acinzentados dele. Como desejava que o casamento fosse o deles e não o de Lily e James!

Os dois dançaram naquela noite como nunca tinham dançado antes. Dançaram, dando voltas pela pista, até que suas pernas não aguentassem mais de cansaço.

~~*~~*~~*~~*~~

Naquela noite Pam voltou primeiro para casa e deixou Sirius na festa, porque ela já estava cansada demais e ele já estava bêbado demais para entender que ela estava voltando, então Frank disse que deixava Sirius no duplex deles antes de ir para casa com Alice.

Então Pam foi para o duplex deles, que já estava bem arrumado considerando que eles tinham se mudado fazia apenas alguns meses e ainda não tinham comprados todos os moveis.

Ela finalmente dormiu, sentindo-se tonta por causa das bebidas que tinha tomado na festa de Lily e James e pensando nos comensais da morte que tinham atacado e imaginando de certa forma aquilo tudo não fora tão grave, já tinha passado por coisa pior.



Notas finais do capítulo

E então, o que acharam?
Link do texto original: http://potterish.com/2008/06/leia-a-historia-dos-marotos-escrita-por-jk-rowling/