Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 38
Capítulo 6 - A Primeira de Muitas Vezes


Notas iniciais do capítulo

Então gente. Eu to indo viajar. Já to no aeroporto. To indo passar as férias na casa dos avós da Ali na California. Eu não sei se lá tem computador. Se tiver, talvez eu entre, mas uma coisa é certa, eu não vou escrever nada. Não estou nem levando o pendrive para não ter que lutar comigo mesma. Eu tenho descansar. Não vou escrever uma palavra enquanto estiver lá. Sinto muito, mas se eu continuar assim, sem descanço, enlouqueço.



Era a primeira semana de aulas depois das férias de Natal. Sirius andava apressado pelos corredores desertos. Ele estava atrasado para a aula. Por algum motivo que ele ainda não sabia qual era, seus amigos não tinha o acordado e agora ele precisava correr. A Profª. McGonagall não costumava perdoar atrasos.

            Lembrete mental, matar os outros quando os vir.

            Seus passos ecoavam pelo correr e o som entrava em seus ouvidos, o deixando mais nervoso do que ele já estava.

            Não tinha ninguém à vista. Todos já deviam estar nas classes.

            Droga! Ele amaldiçoou os amigos mil vezes enquanto continuava andando rapidamente, passos acelerados e largos.

            Um corredor deserto também queria dizer que não teria ninguém para entrar em sua frente e o fazer se atrasar mais ainda. E quanto a isso tudo estava correndo bem, até que alguém entrou na sua frente, bloqueando o caminho.

            Era um garota loira, com certeza mais velha alguns anos. Ela tinha um ar irritante, quase como se dissesse que sabia um pouco mais do que tudo mundo. Pelo uniforme preto e amarelo, era óbvio pertencia a Lufa-lufa. Sirius não tardou a reconhecê-la como sendo Berta Jorkins, que era do sétimo ano e três anos mais velha do que ele.

            Sirius quase a empurrou para longe, tentando continuar seu caminho, mas a loira disse em alto e bom som:

            _Kim disse que seu beijo é divino. Vamos ver se isso é verdade.

            Berta não hesitou ao dar dois passos largos, encurtando a distante entre eles, segurar o rosto de Sirius entre as mãos e tascar um beijo bem dado em sua boca.

            Por um momento, Sirius resistiu sem entender o que estava acontecendo. Mas, conforme o beijo ia se intensificando, ele foi se permitindo relaxar e colocar as mãos na cintura de Berta, a puxando para mais perto.

            Foi algo louco. Talvez até melhor do que o beijo de Kim, Sirius se arriscaria a dizer.

            Quando finalmente Berta se afastou para buscar ar desesperadamente, olhava para Sirius com uma expressão faminta, como se tivesse passado meses sem comer nada e todo o alimento do mundo estivesse nos lábio do moreno.

            _Kim estava certa. – Murmurou Berta, antes de voltar a colar a boca dos dois.

            Desta vez as mãos de Sirius correram ágeis, pelas costas da garota. A diferença de tamanho entre eles não fazia diferença nenhuma, uma vez que Sirius parecia mais velho e mais experiente pela qualidade de seu beijo.

            Quase sem perceber, eles começaram a andar em direção a parede. Berta apoiou as costas lá e Sirius continuou beijando seus lábios como se a boca dela fosse á única fonte de água do mundo.

            Eles se afastaram mais uma vez. Mas, desta vez, Sirius não voltou a beijar os lábios dela. Desta vez ele começou a mordiscar sua orelha e foi distribuindo beijos até seu pescoço.

            Berta miou como um gatinho.

            _Sirius, por Merlin…Por Merlin!

            Ela estava quase morrendo de prazer. Mas, ela não se importaria de morrer naquele momento. Se morresse, iria morrer feliz.

            Sirius voltou a beijar os lábios dela, sedento.

            Berta o empurrou contra a parede, mudando a posição deles. Desta vez foram as costas de Sirius que se encostaram à mesma.

            Os dedos dela procuraram desesperados, os botões do casaco dele.

            Sirius sentiu uma vontade louca, algo que nunca tinha sintido por ninguém antes. Ele queria tê-la. Queria possuí-la.

            Ele deu alguns passos para frente, passos nos quais ela o acompanhou. Foi quando que a loira viu a porta aberta do armário de vassouras e deu alguns passos em sua direção.

            Então Berta o empurrou selvagem, para o armário apertado e escuro.

            Não é necessário contar o que aconteceu lá dentro. Todo o que é preciso dizer, é que foi naquele armário que Sirius perdeu o pouco da inocência que ainda lhe restava.

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            _Então foi uma loucura, cara. – Contou Sirius para os outros. – Eu não poderia ter tido sensação melhor na minha vida.

            Ele parecia alucinado. Não conseguia parar de sorrir por nenhum instante e seus olhos permaneciam arregalados, como se ele mal pudesse acreditar no que tinha acontecido.

            _A Berta é do sétimo ano! – Exclamou Remus, que ouvia a tudo atentamente.

            _Mas é gata, não é? Merlin, aquela garota me deixou louco!

            _E ela chegou do nada? Assim, do nada, e simplesmente começou a te beijar? – Perguntou James, pela segunda vez.

            _Isso mesmo. Queria que vocês tivessem visto. Ela simplesmente disse: “A Kim disse que seu beijo é divino. Vamos ver se isso é verdade.”. Então toda a magia aconteceu, cara.

            Pam ouvia há conversa um pouco triste. Não estava concentrada no que os outros quatro discutiam, estava distante. Quando Sirius tinha dito que tinha estado com outra garota e que tinha sido incrível, ela sentiu a mesma dor que sentira quando o vira beijar Kim. Uma sensação de vazio e derrota, como se tudo dentro dela estivesse quebrado e ela já não tivesse mais forças para lutar.

            Não queria saber das aventuras de Sirius com outras garotas.

            _E ela tinha os pe… - Sirius tinha começado, mas foi cortado.

            _Certo. – Pam interrompeu a conversa animada dos outros garotos. – Ótimo. Nós já entendemos que a Berta é incrível, agora podemos falar sobre outra coisa? E se nós fossemos jogar aquele jogo trouxa que você nos ensinou, Sirius? Porquerrer, não é?

            _Pôquer, Pam. – Remus a corrigiu.

            _Isso. Vamos jogar pôquer.

            _Agora não, Pam. – Disse Sirius. – Estou contando que…

            _Por favor, Sirius, você não está com medo, está?

            _Não, claro que não. É só que…

            _Sirius, como você pretende ganhar uma garota se não consegue nem ganhar um jogo simples como pôquer?

            _Pam, eu já disse que…

            _Vai amarelar, Sirius? E correr para o colo da sua mamãe? – Ela fez cara de cachorrinho sem dono.

            _Já chega! Vamos jogar essa droga. E eu aposto que eu vou vencer!

            Pam sorriu. Para ela, tanto fazia quem iria ganhar. Ela já tinha ganhado. Tinha conseguido fazer Sirius parar de pensar em Berta.

*~~*~~*~~*~~*~~*

            O tempo passou.

            Duas semanas depois Sirius ficou com Mary McDonald, que tinha voltado do St. Mungus quando as aulas recomeçaram depois do Natal.

            Na outra semana, ele ficou com Lucy.

            No dia seguindo, ficou com Regina Tompson, da Sonserina.

            Dois horas depois, ele já estava com Megan Harris e logo depois com Lucy de novo.

            Logo a fama de Sirius foi se espalhando e não demorou muito para ele começar a ficar conhecido entre as garotas, graças a Berta, que era a fofoqueira da escola. Todas queriam um pedaço do Black grifinório que era lindo, forte e beijava bem.

            “E quem sou eu para negar esse pedaço?” ele dizia.

            James ficou um pouco enciumado no começo. Não gostou muito do fato do amigo estar pegando várias garotas e ele não. Mas, logo percebeu que ele era bom no campo de Quadribol, correndo atrás do pomo de ouro e não de garotas. O que não o impedia de pegar uma ou outra de vez em quando. Apesar de seu verdadeiro alvo continuar sendo Lily.

            Pam também não achou nada bom ver o amigo saindo com outras meninas. Algumas vezes ele tinha dito que não podia aprontar junto com ela porque tinha um encontro com alguém. Isso estava começando a irritar a grifinória.

            Remus, obviamente, reprovava o comportamento do amigo, mas nada podia fazer contra Sirius, que apenas ria e continuar saindo com dúzias de garotas.

            Peter estava idolatrando Sirius mais ainda. Só falta o chamar de “Vossa Majestade” e beijar seus pés. E Sirius estava tirando proveito disso. Se não estivesse, não seria Sirius. Dando seus livros e matérias para Peter carregar durante as trocar de aula e ficando sem nada para fazer, ele se divertia admirando as garotas e soltando umas cantadas aqui ou ali.

            Estranhamente Lene também não estava achando muita graça disso tudo. Estava claro que nenhuma das garotas que dividiam o dormitório com Pam aprovava a nova atitude de Sirius, mas Lene estava exagerando. Ela o desprezado ou ignorava sempre, às vezes exagerando um pouco na dose de maldade.

            Não que Sirius ligasse. Ele estava feliz e leve como uma pena. Beijar garotas a torto e a direito era divertido no final das contas e ele sabia que com o tempo os amigos iriam se acostumar.

            Naquela noite, ele tinha tido um encontro com Krista. Um piquenique à luz do luar ao lado do lago. Nada mais romântico.

            Conseguira alguns beijos da afro-descendente e James tinha razão, ela beija bem.

            Mais tarde, ele tinha levado Anna Young de volta para o dormitório da Corvinal e agora estava voltando para o seu próprio.

            Duas garotas em uma noite! Isso que era sorte!                                             

            Porém, agora, ele estava exausto. Não por causa dos encontros com as meninas, nunca se cansaria disso, mas sim por causa da hora avançada. Já passava das três da manhã e tudo o que ele queria era deitar em sua cama e dormir.

            Ele caminhou silenciosamente pelo dormitório, tentando não acordar nenhum dos meninos. Separou as cortinas vermelhas e se deparou com Pam em sua cama – de novo. Já estava se tornando um hábito encontra-la lá toda a vez que ele tinha um encontro à noite e voltava mais tarde.

            Mas, ele estava tão exausto que apenas atirou a capa da Grifinória no chão antes de se deitar junto com ela.

            Pam se remexeu na cama, se aproximando mais de Sirius e apoiando a cabeça em seu peito.

            Por um momento, em meio a todo o seu cansaço, Sirius se surpreendeu com o gesto inesperado, mas logo percebeu que ela devia estar dormindo. Porém, ele não afastou. Ao invés disso, se aproximou mais ainda, deixando-se hipnotizar por aquele toque quente e reconfortante.

            Sirius percebeu quando Pam puxou o ar com força, sem entender o que isso significava.

            _Eu estava te esperando. – ela disse sonolenta, sem abrir os olhos nem ao menos se afastar.

            Sirius não se mexeu por alguns momentos, e fez-se um terrível silêncio, que ele logo percebeu que devia quebrar.

            _Podia ter me esperado na sua própria cama…

            Ele ouviu quando Pam fez um barulho estranho que poderia ter sido uma risada, se houvesse algum humor.

            Ela se remexeu na cama de novo, se afastando de Sirius, virando para o outro lado e puxando mais o cobertor para si.

            _Mais tarde me conta quem foi que você beijou desta vez.

            Pam não deu tempo para Sirius fazer mais nada. Ele iria a deixar dormir em sua cama.

            Sua desculpa? Ele não iria a obrigar a ir para seu próprio dormitório no meio da noite. Isso seria cruel.

            A verdade? Ele não queria que ela fosse e o deixasse sozinho com uma cama toda só para si. Ele queria que alguém ficasse ao seu lado. E esse alguém tinha que ser Pam, apesar de ele poder ter todas as garotas que quisesse deitadas ali em sua cama, junto a ele.

            Sirius também virou-se de costas para Pam, sorrindo e dormiu. Mas, não sem antes murmurar:

            _Boa noite, Pam. Durma bem. Sonhe comigo. Que eu vou sonhar com você.



Notas finais do capítulo

É, isso. Espero que tenham gostado. Que tal me fazer uma surpresa quando eu voltar para o Brasil e encontrar muitos reviews? *-*