A New Life 2.0 escrita por L Angels


Capítulo 5
Capítulo 05 - Casa dos Quiseng.


Notas iniciais do capítulo

Será que finalmente teremos Sophi vs Cameron??




** PDV Sophi

 

 

 

— Nossa que bom, a Sophia está na mesma escola que o Cameron, isso não é ótimo? – A Vovó Quiseng falou animada.

— Ooo nossa, uma maravilha! – Respondi com ironia e meu irmão me lançou um olhar de reprovação.

 

Esse papo está azedando meu bolo senhora, será que dá para mudar de assunto? De que adianta fazer um bolo de chocolate tudo de bom, se o papo não está agradável?

 

— Falando no Cameron onde você disse que ele foi mesmo? – Meu irmão tirou o foco de mim graças a deus!

— Na casa de um dos amigos dele, um loirinho, nunca lembro o nome. Mas ele já devia ter voltado. - Ela começou a ficar preocupada.

— Grassas a deus que ele não chegou. - Falei baixinho e meu irmão me beliscou, deixando claro que ele escutou o que eu falei.

— Vou dar uma volta se vocês não se importam. – Disse me levantando.

 

A Vovó fez uma cara tipo “Fique a vontade” e meu irmão fez uma cara tipo “Não mexe em nada”, respondi o olhar dele com um “Eu não sou mais criança, da um tempo” sem som atrás da velha.

Os deixei conversando lá na cozinha e fui para o quintal, não sei como meu irmão arranja tanto assunto com uma senhora. O quintal era lindo, tinha uma grama bem verdinha, uma piscina enorme, e um espaço com um banco de concreto circular com um espaço no meio, o lugar era perfeito para curtir acender uma fogueira e tocar um violão...

Espera um pouco... Aquilo encostado no banco é um violão? Será que o babaca do Quiseng sabia tocar violão? Até que ele não é inútil completo então...

Sentei no banco de madeira, peguei o violão e comecei a tocar pra passar o tempo.

 

 

 

** PDV Cameron

 

 

 

Cheguei em casa um pouco mais tarde hoje porque estava ensaiando com os caras. Eles não paravam de falar dos acontecimentos na escola hoje, já estava enchendo o saco. E olha que o Mike nem é da minha escola, é sempre assim, nada acontece quando eu estou, aí eu falto um dia e tudo vira de pernas pro ar, como pode?

 

— Vó cheguei! Desculpa a demora, hoje os caras estavam impossíveis! - Eu disse seguindo o cheiro de bolo que vinha da cozinha.

— Eai cara! - O Bernardo disse assim que eu cheguei na cozinha. Se eu soubesse que ele vinha eu tinha chegado mais cedo.

— Eai Bernardo! O que você está fazendo aqui? Por que não me disse que vinha? – Perguntei em quanto o cumprimentava.

— Mais eu te disse. Sua vó me convidou pra vir almoçar aqui. - Ele disse rindo.

— Sério? Eu esqueci então... Foi Mal. – Pedi desculpas e ele deu de ombros tipo “Tudo bem”.

— Meu anjo o Bernardo trouxe a irmã, você lembra dela? - Minha vó disse sorridente.

— Irmã? Que irmã? – Perguntei confuso.

— Cara, a Sophia! Eu tenho outra irmã por acaso? – Ele disse voltando a se sentar.

— Verdade, até esqueci que você não era sozinho no mundo. O que ela está fazendo aqui? – Perguntei ainda confuso.

— Ela vai morar comigo agora. Longa história... - Ele disse e depois colocou um pedaço de bolo na boca.

— Isso você não me contou! Eu acho que lembraria. - Eu ri.

— É, não contei mesmo. - Ele não estava nem ligando pra mim, estava tendo um caso amoroso com o bolo da minha vó.

— Ela cresceu, ta um mulherão! - Minha vó e as frases clichês de vó.

— É claro que cresceu vó, já faz o que uns dez anos? – Eu brinquei.

— Verdade, acho que estou ficando velha mesmo, eu ainda lembro de vocês pequenos brincando. – Ela sorriu.

— Eu só lembro que ela não gostava muito de mim, eu era uma peste! – Eu disse rindo.

— Bobeira, coisa de criança. Ela nem deve mais lembrar disso. – Minha vó disse fofa como sempre.

— Eu não diria isso... – O Bernardo me lançou um olhar preocupante.

— Sério? Porque? Eu só era irritante, não precisa disso tudo. – Perguntei curioso.

— Ela tem fobia de sapos por sua causa. Você traumatizou a minha irmã cara, que coisa feia. - O Bernardo voltou a rir.

— Coitada! Cameron Quiseng o que você aprontou com essa menina? Esse garoto sempre foi uma peste mesmo! – Minha vó ficou séria.

— Vó dá um tempo, eu tinha oito anos, não tenho culpa de nada... – Me defendi.

 

Ficamos conversando mais um pouco e nada da Sophia aparecer, será que ela estava tentando me evitar? Isso é ridículo, não posso ser odiado por uma coisa que fiz quando era criança.

Decidi ir atrás para ver o que ela podia estar aprontando a tanto tempo pela minha casa, não demorei muito e finalmente a avistei no jardim tocando o meu violão.

Ela estava sentada de costas para a porta e olhando para o violão, então não conseguia ver seu rosto, mas eu podia ver que ela tinha uma pele bem branca principalmente comparada com a do Bernardo, seu cabelo era um castanho bem claro e ondulado até o meio das costas.

Realmente vou ter que concordar com a minha vó, que mulherão em! Não preciso dizer que era bem nítido que ela não era daqui. As garotas aqui são muito mais magrinhas e ela tem aquelas curvas bem típicas de uma brasileira.

A voz dela até que era bem bonita, pesar de eu não conseguir entender nenhuma palavra do que ela estava cantando, deve ser em Português, lembro do Bernardo falando essas palavras estranhas de vez em quando. Não quis atrapalhar então fiquei apenas escutando de longe até que o meu celular começou a tocar.

 

— Droga. - Falei baixinho e sai o mais rápido possível de lá.

 

Olhei no visor e era a Selina, que ótima hora para a minha namorada vem me ligar, parece até que ela tem um radar que sempre apita quando eu estou próximo de alguma garota que não seja ela.

Entrei no quarto e tranquei a porta.

 

 

*Ligação on...

 

— Oi amor...

 

 

 

** PDV Sophi

 

 

 

Eu estava cantando até que ouvi um celular tocando. Parei de cantar na mesma hora e olhei em volta procurando da onde aquele som tinha vindo, mas não vi ninguém, só falta eu estar ficando louca...

Voltei para dentro da casa e fui procurar meu irmão na cozinha, mas acabei os achando na sala. Meu irmão fez sinal para que eu sentasse do lado dele no sofá e foi o que eu fiz.

 

— E ai. Estava fazendo o que? - Ele perguntou baixinho no meu ouvido.

— Nada! Por quê? - Respondi do mesmo jeito.

— O Cameron foi te procurar você o viu? – A Vovó Quiseng perguntou.

— Não vi não – (Graças a deus!) Completei na minha mente. - Estou com sede posso ir pegar um copo d' água?

— Que isso querida, sinta-se em casa, vai lá. Se quiser ainda tem bolo. - Ela falou simpática.

 

Fui até a cozinha, lá não era tão longe da sala então dava para escutar tudo que eles estavam falando. Procurei um copo pelos armários, então finalmente achei, peguei um copo e comecei a encher de água.

 

— Ei cara a onde você foi? - Era a voz do meu irmão.

— Eu estava lá em cima falando com a Selina no telefone. – Outra voz masculina respondei.

— Que Selina? A Gomes - O Meu irmão perguntou.

— Claro né! A minha namorada! Que outra Selina que seria? – Ele respondeu.

 

Nesse momento eu cuspi água por todos os lados, eu tenho que parar de levar susto enquanto bebo alguma coisa, eu ainda vou morrer engasgada desse jeito.

Cameron Quiseng namorado da "Vadia Master" do colégio, sério deus? Por que não me surpreendo com isso? Dois babacas, nasceram um para o outro!

 

— Merda! Eu molhei tudo! – Resmunguei baixinho em quanto procurava algum pano.

— Infelizmente eu vou ter que sair agora, mas na próxima vez eu prometo que fico o dia todo com vocês tá? – Ouvi o Cameron falar.

— Se deus quiser não terá uma próxima vez... - Revirei os olhos.

— Tudo bem cara, sem problemas. Depois combinamos alguma coisa. - Meu irmão é um imbecil mesmo!





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