A New Life 2.0 escrita por L Angels


Capítulo 3
Capítulo 03 - O terror da escola nova.


Notas iniciais do capítulo

Agora vocês começam a conhecer um pouco os outros personagens da história. Quais são suas primeiras impressões?




** PDV Sophi

 

 

 

Acordei em cima da hora e me arrumei o mais rápido que consegui. Ninguém merece chegar atrasada logo no primeiro dia.

Look: 

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Desci pra tomar café e meu irmão já estava na cozinha preparando algumas panquecas. Na bancada perto de onde ele estava também tinha uma jarra de suco, café e todas essas coisas de café da manhã.

 

— Bom dia! Nossa que chique esse café da manhã, você não vai ficar me mimando assim todo dia? - Perguntei me sentando na bancada e começando a beliscar algumas coisas.

— Bom dia! E o café da manhã vai depender da minha disposição. - Ele disse colocando a panqueca em um prato na minha frente.

— Então vai ser raro mesmo – Eu disse e ele riu.

— Vou te levar pra escola hoje tá? – Ele perguntou se sentando na minha frente.

— Sem problemas!! – Até parece que eu iria negar uma carona.

 

 

[...]

 

 

Assim que cheguei na escola fui direto para a secretaria, uma mulher já me encheu de papeis com os horários das aulas, numero e senha do meu armário, um pequeno mapa das salas... etc.

Comecei a andar pelos corredores procurando o meu bendito armário, eu estava toda atrapalhada com todos aqueles papeis e algumas pessoas me olhavam como se eu fosse de outro mundo. Mas deixa isso pra lá, vamos focar em achar o armário nº 101.

 

— 101, 101, 101 – Falava comigo mesma até que alguém esbarrou em mim me fazendo derrubar todos os papeis no chão.

— Não olha por anda não? – Falei em português enquanto catava as coisas.

 

Droga Sophia você está na Califórnia xinga ele em inglês pensei comigo mesma.

 

— Olha por onde anda na próxima vez imbecil. – Disse dessa vez em inglês, agora ele me entendeu.

— Desculpa, foi sem querer! Eu juro que não te vi. – O garoto começou a me ajudar a catar os papeis.

— Eu não sabia que era invisível, obrigada por me avisar. – Disse sarcástica e olhei para o garoto.

 

Até que ele era bonito! Moreno, olhos castanho escuro, cabelo bem preto e liso cortado bem curtinho, ele também tinha umas covinhas na bochecha o que fazia qualquer pessoa parecer simpática.

 

— Já pedi desculpas gata, não precisa ficar irritada. - Ele sorriu e me entregou os papéis.

— Tudo bem... Deixa pra lá. - Dei de ombros e nós nos levantamos.

— Bem tenho que ir... Se me pegarem aqui não vai ser legal. – Ele disse olhando pros lados.

— O que? Porque? – Perguntei confusa.

— Digamos que não estudo aqui, mas isso fica entre nós ok? A Gente se vê por aí - Ele deu uma piscadinha e saiu andando.

— Ok... Isso foi bem estranho. - Falei e fui caminhando na direção oposta.

 

Finalmente achei meu armário e assim que eu me livrei de toda a papelada e esvaziei minha mochila o sinal tocou.

 

— Droga ainda tenho que achar a sala!

 

 

[...]

 

 

— Licença. - Falei me aproximando da porta e todos me encararam.

— O sinal já tocou faz um tempo. - A professora falou sem ao menos ver quem era.

— Desculpa, é que eu não estava achando a sala. – Entreguei uma folha para ela, como a moça da secretaria tinha mandado.

— Tudo bem... Sophia. - Ela leu meu nome na folha.

— Turma, essa é Sophia. Ela veio do Brasil e agora vai estudar conosco. Digam olá pra ela! – Ela disse fingindo ser simpática.

— Olá! - Todos falaram sem o mínimo de animo (Ótimo, não foram com a minha cara... Que se dane também).

— Sophia porque você não nos conta algo sobre você? – Ela falou fazendo todos me encararem mais uma vez.

— Bom... Meu nome é Sophia, tenho 17 anos, cheguei ontem na cidade e estou morando com meu irmão... Hum... É isso, nada de mais... – Dei de ombros e umas meninas da sala fizeram aquela cara de nojentas, não todas, mas a maioria.

— Obrigada Sophia, pode sentar-se ao lado do Sr. Porter. - Ela apontou uma cadeira ao lado de um menino magrinho, de olhos azuis.

 

Ele era branquinho, um pouco magro, mesmo sentado eu tinha certeza de que ele era muito mais alto que eu, e o cabelo dele era loiro e tão liso que alguns fios não seguravam no topete que deve ter dado um trabalhão para fazer. Ele sorriu simpático e eu só sentei no “meu lugar”.

Assim que eu me sentei, uma garota de cabelo castanho bem escuro lisos de chapinha (tava na cara) e com roupas bem curtas entrou na sala. Não fui nem um pouco com a cara dela e para piorar ela veio direto na minha direção, parou na minha frente, cruzou os braços e fez uma cara como se tivesse esperando alguma coisa.

 

— Algum problema? - Perguntei.

— Anda... sai do meu lugar. - Ela falou em um tom todo arrogante.

 

(Com quem essa vaca acha que está falando desse jeito?). Comecei a levantar minhas coisas e analisar a mesa.

 

— O que você está fazendo? - Ela perguntou confusa.

— Estou vendo a onde está escrito que aqui é SEU lugar. – Disse rude e o garoto do meu lado começou a rir, já ela não fez uma cara muito boa.

— Senhorita GOMES... Sente-se. - A professora falou irritada.

— Mas Prof... - Ela tentou protestar...

— Tem um lugar aqui na frente. - A professora fez questão de puxar a cadeira pra "Senhorita Vaca" se sentar.

 

Ela me fuzilou com os olhos durante alguns segundos e eu fiquei encarando ela com indiferença, então ela desistiu, soltou um gritinho e foi se sentar na primeira cadeira. Ótimo, meu primeiro dia e uma mimadinha já me odeia, esse vai ser um longo ano...

 

— Você não deveria provocar a Selina. - O garoto loiro sussurrou depois que a professora começou a dar a matéria.

— Por que não? – Perguntei curiosa.

— Digamos que com ela não se brinca. - Ele fez uma cara engraçada do tipo “Odeio ela”.

— Comigo também não. - Eu disse séria e ele riu.

— Bom saber! A propósito... Meu nome é Zachary mais pode me chamar de Zach. -Ele sorriu e esticou a mão pra me cumprimentar.

— Prazer... Sophia... Mais pode me chamar de Sophi, como você achar melhor! - Eu sorri e apertei a mão dele.

 

 

[...]

 

 

Assim que a aula acabou nosso horário estava vago, eu ia ficar lá na sala mesmo, não tinha nada para fazer. Mas o Zach me chamou para ficar lá no pátio conversando. Até que ele era simpático, e como eu já tinha feito uma inimizade, tentei ser legal com ele.

No final das contas eu acabei rindo muito e conversamos bastante, ele era uma daquelas pessoas super desajeitadas e engraçadas.  

 

— Uma banda, sério? E você toca o que? – Perguntei rindo, ele tem cara de ser desengonçado de mais pra tocar algum instrumento.

— Eu sou o vocalista. – Ele disse sem entender a graça.

— Ah então você é o líder. – Brinquei e ele riu. - Qual é o nome da banda?

— Allstar Weekend. – Assim que ele respondeu.

— Você está brincando né? – O encarei.

— Não porquê? – Ele estava confuso.

 

Uma luz se acendeu na minha mente. Não era possível, uma coisa dessas não acontece assim.

 

— Espera um pouco... – Eu disse pegando meu celular.

— O que você está fazendo? - O Zach perguntou sem entender nada.

 

Fui na pasta de músicas que a Rafa tinha me mandado e apertei o Play.

 

— É você cantando? - Perguntei em quanto a musica tocava e ele riu.

— É... Sou eu sim. Como você...? - Ele ficou vermelho.

— Nossa, eu não acredito. A Rafa vai surtar! – Disse empolgada.

— Quem é Rafa? – Ele perguntou.

— É minha melhor amiga que mora lá no Brasil. Ela me passou essa música. Você não tem noção, ela adora a música de vocês. Isso é muito bizarro. – Eu expliquei.

— Nossa... Sério? Eu não sabia que alguém escutava nossas músicas no brasil. Eu tenho que conhecer essa sua amiga. – Agora era ele que estava empolgado.

— Claro! Ela vai adorar, tenho certeza disso!

 

 

[...]





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