A New Life 2.0 escrita por L Angels


Capítulo 18
Capítulo 18 - Homem ao mar.


Notas iniciais do capítulo

Chamem os salva vidas, homem ao mar...




** PDV Sophi

 

 

 

Depois de uma festa como aquela não tem nada melhor do que passar o dia inteirinho na cama, é domingo mesmo e eu tenho muita coisa para botar em ordem na minha cabeça, sem falar no meu corpo que está moído, ficar varias horas em cima de um salto 15 é complicado senhoras e senhores.

Fiquei fitando o teto branco por um bom tempo, minha cabeça parecia que ia explodir de tão rápido que meus pensamentos vinham, nunca estive tão confusa na minha vida e tudo isso por culpa daquele maldito Quiseng.

Eu odeio o Cameron e sempre odiei, mas gostei do Batman e muito. O Cameron é um minado que se acha, mas o Batman é um cara legal e super descontraído. É impossível ter uma conversa descente com o Cameron, mas passei muito tempo rindo e me divertindo com o Batman.

Só que infelizmente o Batman e o Cameron são a mesma pessoa. Eu juro que não entendo, isso parece impossível! De uma coisa eu sei, sendo Batman ou Cameron aqueles olhos me causam arrepios, de formas diferentes é claro, mas mexe comigo.

Depois de muito pensar a fome me venceu! Com muito esforço me levantei e fui em direção a cozinha procurar alguma coisa pra comer.  

 

— Ei! Foi embora ontem e nem me avisou né mocinha? Eu fiquei preocupado. - O Bernardo disse assim que passei pela sala. 

— Eu te procurei, mas você se enfiou em algum canto que eu não consegui te achar! A culpa não foi minha. – Dei de ombros e continuei meu caminho até a cozinha.

— Já viu que horas são? Pensei que você tinha morrido lá dentro. - Ele disse me seguindo.

— Parece que não foi dessa vez... – Abri a geladeira.

— Eu em, acordou com o pé esquerdo hoje? Ta na TPM? - Ele perguntou.

— Ai Bernardo pelo amor de deus. Não sou obrigada a ser feliz o tempo todo. - Falei irritada. 

— Ok né... Come aí que o seu mal deve ser fome. – Ele me deixou sozinha na cozinha.

 

 

[...]

 

 

— Então... Vamos dar uma volta? - O Bernardo falou dentado com a cabeça no meu colo.

 - Pra onde? – Perguntei trocando de canal sem parar.

— Ah sei lá... Na casa de algum amigo meu... Você conhece o Ted? – Ele perguntou.

— Aquele que vive achando o amor da vida dele em todos os lugares, mas no final das contas ele não dura uma semana com a garota? – Eu ri.

— Esse mesmo! – Ele riu também.

— Não sei... Eu posso ser a próxima vítima dele... – Brinquei.

— Eu te protejo!! – Ele disse já se levantando.

 

Fui para o meu quarto enquanto ele ligava para o tal de Ted e troquei de roupa rapidinho, quando fiquei pronta meu irmão já estava me esperando no carro.


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— Não estávamos indo pra casa do Ted? – Perguntei olhando pela janela do carro.

— Aham... – Ele concordou.

— Mas esse não é o caminho pra casa do Ted. – Encarei meu irmão.

— Eu sei... Vou passar em um lugar antes. – Ele disse entrando em uma rua conhecida.

— Não acredito que você está me levando para a casa dos Quiseng de novo Bernardo. Eu não vou entrar lá. – Disse irritada.

— Ah... Qual é Sophia, é rapidinho! Eu só quero dar parabéns pro Cameron. Nem falei com ele ontem... – Meu irmão falou e eu bufei.

— Também... Ficou brincando de pirata a noite toda. – Revirei os olhos.

— Anda, vem... Vai ser rápido, prometo. – Ele disse estacionando o carro.

— Se vai ser rápido eu posso esperar aqui mesmo! – Dei de ombros.

— Para de frescura Sophia! Sai logo desse carro. – Meu irmão falou autoritário.

 

Não respondi, saí do carro com uma cara nada feliz e bati a porta com tanta força que achei que o Bernardo fosse arrancar meu fígado.

Fomos recebidos pela sempre simpática Vovó Quiseng, e grassas a deus nenhum sinal do Cameron.

 

— Ele está por aí... Não deve demorar. Eu fiz bolo estão servidos? – Ela perguntou.

— Claro! – Meu irmão aceitou na hora e eu revirei os olhos.

— Não obrigada! Vou dar uma volta por aí... – Falei tentando parecer simpática.

— Ok querida, fique á vontade. – Ela sorriu e foi pra cozinha com o meu irmão.

 

Fui para o fundo da casa, mas dessa passei direto pelo jardim e fui até a beira da piscina enorme que tinha lá no final. Estava ventando um pouco e aquela água devia estar muito gelada então resolvi nem me atrever em colocar o pé na agua.

Fiquei fitando o meu reflexo na água cristalina com os braços cruzados para tentar me aquecer. Eis então que vejo outro reflexo surgindo ao meu lado. Mas que merda! Porque esse imbecil nunca fica dentro de casa?

 

— Não aguentou de saudades e veio me ver? – O Cameron brincou.

— Não se iluda! Meu irmão babaca me obrigou a vir aqui porque ele quer falar com você. Agora me faz um favor e vai logo lá dentro falar com ele para que eu, finalmente, possa ir embora e não tenha mais que olhar pra essa sua cara sínica. – O encarei.

— Nossa isso foi cruel... – Ele colocou a mão no peito.

— Eu nem comecei. – Fechei a cara.

— Tá ok, eu já entendi... Me desculpa por ontem ok? Eu fui um babaca e... – Ele começou a falar.

— Você não “foi” um babaca, você “é” um babaca! Agora me poupe das suas desculpinhas que eu não estou afim de ouvir. Vai enrolar sua namoradinha aquela vadia. Se bem que né... Você está no mesmo nível que ela. Agora entendo porque vocês fazem um par perfeito. – O Interrompi.

— Pra sua informação eu não estou mais com a Selina, eu terminei com ela na minha festa. – Ele começou a falar.

— Você estava vestido de que? Batman, Harry Potter ou de Zorro? Vai saber quantas pessoas você foi ontem... – o Cutuquei.

— Eu estava vestido de Cameron. E não me compare com ela jamais. Não sou e nunca vou ser como ela. É mais fácil você ser o par perfeito da Selina! São duas malucas, controladoras, se revoltam com qualquer coisa e acham que são as donas da razão!! – O Cameron provocou.

— Como que é? Você está me comparando com aquela vadia? Você não sabe nada sobre mim. Não tem o direito de falar o que não sabe! – Me irritei.

— Engraçado você falar isso, porque você não sabe absolutamente nada sobre mim e vive me julgando e me crucificando por coisas que eu te fiz com oito anos de idade, eu não pensava direito. – Ele se defendeu.

— Não mudou muita coisa então não é mesmo? Não sei como as pessoas conseguem gostar de você! Você não merece esses amigos maravilhosos que tem! – Bufei de raiva.

— Quer saber... Cansei disso... - Ele me agarrou com força contra o seu corpo.

— Me larga seu idiota! - Disse me debatendo na expectativa me de soltar.

— Não vou largar. – Ele me apertou mais ainda.

— Você está me machucando! Seu ogro, imbecil... – Comecei a falar.  

— Fica quietinha vai! – Ele calou minha boca com um beijo.

 

Tentei me soltar, mas ele segurava o meu rosto com uma mão e me prendia junto ao corpo dele com a outra. Então eu comecei uma luta interna comigo mesma, minha mente gritava não, mas meu corpo dizia sim.

Era um tal de Sim, Não. Não, SIM.

Já não estava raciocinando direito e cabei correspondendo o beijo. Ao contrário de como foi com o Batman, esse beijo começou meio agressivo e foi ficando mais suave com o passar do tempo. O Cameron foi me soltando aos poucos então eu finalmente recuperei minha sanidade e empurrei o Cameron fazendo o mesmo cair com tudo na piscina.

 

— QUAL O SEU PROBLEMA GAROTA? TA QUERENDO ME MATAR? - O Cameron gritou assim que voltou a superfície.

 

Saí de lá o mais rápido que consegui, mas diminuí o passo quando cheguei na sala e encontrei meu irmão e a Vó do Cameron conversando.

 

— Ber, lembrei que eu tinha combinado de passar na casa da Manu hoje. Vamos no Ted outro dia! Tchau Sra. Quiseng. - Disse já me aproximando da porta.

 - Quer que eu te leve? - O Bernardo perguntou se levantando. 

— Não precisa! É aqui pertinho. - Disse batendo a porta logo em seguida.

 

 

*Telefone on*

 

 

M: Oi Sophi

S: Oi Manu, me diz que você está em casa!

M: Estou sim, Por...

S: To indo aí! Chama a Carol!

M: Ok. Mas o que acon...

S: Quando eu chegar aí eu te conto, Beijo!

M: Ta bom então. Beijos...

 

 

*Telefone off*





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