Opposite Attraction escrita por Giu, Bloody Mari


Capítulo 9
Capítulo 7 - Parte 1


Notas iniciais do capítulo

Oi meninas! Estou de volta. Peço desculpas, pelo capítulo, esperava ter feito algo melhor, mas foi isso ai que deu, e estou cheia cheia de problemas pessoais pós carnval, sacomé né ;/ Entao, a parte 2 vou tentar postar até quarta-feira.




Capítulo 7 - Parte 1


PDV Jacob


Abri meus olhos, e me assustei ao ver que estava na casa da Rosalie.


– Oi meu amor, bom dia. – Ela falou. Estava num roupão, com os cabelos molhados.


– Que horas são? Porra tenho que passar em casa. – Falei, levantando da cama, procurando pela minha roupa.


– Relaxa amorzinho, são seis horas ainda.. O que voce acha de tomarmos um banho juntos, e vamos juntos para a escola. – Ela falou, dando um sorriso malicioso. – Ou podemos matar aula, e passar o dia juntinhos, o que voce acha? – Ela completou, com a voz manhosa. Se aproximando de mim.


– Desculpa gatinha, mas tenho mesmo que ir. – Falei, acabando de vestir minha calça, e dando um selinho nela, enquanto pegava a minha blusa e pulava a janela do seu quarto. Ela ficou parada me olhando, meio irritada por eu não querer ficar.


Subi na minha moto, e acelerei para casa. Quando cheguei minha mãe já estava sentada na mesa do café.


– Meu filho, passou a noite fora? – Ela falou, me olhando feio.


– Estava com a Rosalie. – Respondi secamente, e subi para o meu quarto.


Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa que minha mãe deveria ter passado e deixado separada para mim em cima da minha cama, e desci.


– Não vai tomar café, querido? – Minha mãe perguntou.


– Não, tenho que ir. – Falei, indo para a porta, pegando meu inseparável casaco de couro e as chaves da moto. – Thau. – Me despedi, e ouvi ela falando, mas já havia fechado a porta.


Cheguei na escola da mesma forma de sempre, alguns olhavam para mim disfarçadamente, as meninas mais assanhadinhas arrumavam o cabelo, e ficavam me olhando. Alguns garotos ficavam prestando atenção na minha moto, e quando eu passava me cumprimentavam. Já havia me acustumado com isso, todos queriam ser amigos de Jacob Black.


– Fala ae, mano. – Disse Jasper, dando um tapa nas minhas costas.


Cumprimentei Jasper e me sentei na escada, onde Rosalie já estava, com as suas amigas insurportaveis.


Rosalie me abraçou, e me deu um beijo, retribui, sem prestar muita atenção. Conversava com os garotos sobre uma festa que a amiga da Rose daria, e estava marcando de pegar Rosalie em sua casa.


Vi Rosalie olhar de olhos afiados para a entrada do estacionamento, e virei para ver o que era. Andando, desajeitadamente, vinha Renesmee Cullen, irmã do meu melhor amigo, a menina que eu amava desde pequeno, mas que eu sabia que nunca teria, eu era totalmente errado para ela.


Rosalie esticou a perna, fazendo a menina, que andava de cabeça abaixada tropeçar. Suas amigas riam.


– Lá vem a CDF... – Comentei, fazendo todos gargalharem. Ela apressou o passo, subindo as escadas rapidamente. Eu tinha vontade de me levantar e ir pedir desculpas, mas não poderia fazer isso. Suspirei, e voltei a conversar com o pessoal.


Foi dando a hora de entrar, e a galera começou a se levantar. Me levantei, já pensando o que faria para matar essa aula.


– Rose, quer dar uma volta lá atras? – Perguntei, dando um sorriso para ela. Ela virou para mim, e sorriu maliciosa.


– Claro amorzinho. – Ela respondeu, já levantando.


– Ei, olha o que voce vai aprontar com a minha irmã.. – Falou Jasper, fazendo careta. Com certeza lembrando dos barulhos que deve ter ouvido no quarto do lado, na noite passada.


– Relaxa. – Falei, dando um tapa nele. Peguei a mão de Rosalie, e fui caminhando com ela pro jardim atras do colégio, onde ficava desabitado nesse horário.


Rose sentou numa mureta, e eu a abracei. Ela distribuía beijos pelo meu rosto.


– Fiquei com saudades amorzinho. Me largou sozinha hoje cedo.. – Ela comentou.


– Hmmm. – Falei, beijando ela. – Essa noite, eu compenço para voce, ok gatinha?


– Ta bom.. Agora vamos, o sinal bateu já faz três minutos. – Ela falou, me dispensando.


– Vamos então. – Falei, tirando ela da mureta, e colocando-a no chão. Caminhamos até a porta dos fundos do prédio, e entramos por lá. Deixei Rose em sua sala, e fui para minha aula.


Abri a porta, e o professor me olhou, parecia irritado.


– Ora, ora senhor Black. Atrasado de novo? - Ele falou, com uma voz extremamente irritante.


– Foi mal aê. – Falei.


– Se isso se repetir voc.. – Ele começou a falar.


– Aham, aham. Serei mandado para detenção. Pode deixar. – Interrompi, revirando os olhos. Fui andando para o fundo da sala, sentei numa mesa, já guardada para mim, e estiquei meus pés em cima da mesa, e colocando as mãos para trás da cabeça.


Fiquei assim, apenas para irritar o professor, que bufou e voltou a dar sua aula. Olhei para a frente e vi aqueles lindos cachos ruivos, que desde pequeno sonhei em tocar. Ela estava sentada lá na frente, e parecia concentrada na aula.


Fiquei envergonhado por ela ter presenciado minha briguinha com o professor, mas não queria pensar nela.



[...]



Passei o resto do dia no mesmo tédio de sempre, aturando minha namorada mimada e meus amigos irritantes. Quando as aulas acabaram fui para uma lanchonete com o Paul e Jared, onde era nosso point.


Meu celular tocou, e era Rosalie. Como sempre, querendo saber aonde eu estava, e se não ia me arrumar para ir na festa.


– Vou ter que ir. – Falei revirando os olhos.


Peguei minhas coisas, e parti de moto para casa. Eu me arrumaria, e teria que levar minha querida namora na maldita festa de sua amiga.




[...]




Maldita festa. Maldita festa. Fiquei pensando, enquanto fumava um cigarro na varanda da casa. Não agüentava mais ficar ali, cheio de idiotas, queria ir embora, mas tinha que esperar Rosalie querer.


Levantei frustado do chão onde fiquei sentado. Estava naquela festa a duas horas, e estava morrendo de tédio. Com certeza, essa Jessica não sabia o que era dar uma festa.


Resolvi ir na cozinha pegar uma bebida, aproveitei e passei pela porta dos fundos, peguei a bebida, a cozinha estava vazia, e mais silenciosa. Encostei na bancada, queria ficar sozinho um pouco, já tinha discutido com a Rosalie.


– Para! Sai. Me larga – Ouvi alguém falar, a voz me parecia familiar, e vinha do corredor escuro que levava a cozinha.


– Vamos aproveitar um pouco gatinha... – Uma voz de homem falou, parecia enrolada. Sai da cozinha, indo para onde vinha o barulho.


– Me solta! Ta me machucando. – Ouvi a garota falar mais alto e reconheci a voz. Era a minha doce Renesmee gritando, desesperada. Apressei o passo até onde ela estava. E fiquei com muita mais raiva quando vi um idiota do time de futebol a segurando pelo braço, com força, contra uma parede.


– Solta ela. Agora – Sibilei, sentia muita raiva, e só depois percebi que havia acertado um soco forte na cara do garoto e ele estava jogado no chão tentando se levantar.


Renesmee tremia, de olhos arregalados, continuava parada, estática encostada na parede.


– Venha – Falei, pegando em sua mão e puxando-a para a varanda que tinha ali nos fundos. Coloquei ela sentada numa cadeira.


– Está tudo bem? Ele te machucou? – Perguntei preocupado.


– S..sim – Ela gaguejou, nervosa. – Não. Ele não me machucou.


– Hm. Quer que eu te leve para casa? – Perguntei.


– Não precisa. Vou esperar a Alice. – Falou rapidamente.


– Deixa de ser boba, vamos lá. Eu não mordo. – Falei sorrindo para ela, eu já tinha me acalmado.


Ela ficou um tempo me olhando, e depois respondeu: - Ok.. eu vou com você. – Falou, me fazendo sorrir mais. – Mas primeiro eu tenho que procurar a Ali e avisar que já estou indo.


– Está bem. To esperando lá no carro. – Respondi, indo em direção a frente da casa, onde meu carro estava. Passei por todos, e fui pro carro, que peguei emprestado do meu pai. Rosalie não gostava de andar na minha moto.


Entrei, liguei o som do carro, e fiquei esperando ela voltar.


Vi uma menina andando rápida e desajeitada até o carro, quando ela se aproximou mais abri o vidro do carro, e coloquei a cabeça para fora.


– Demorou ein.. – Falei, sorrindo para ela.


– Hm. – Ela respondeu. Abri a porta para ela, e ela entrou, sentando toda encolhida no banco.


– Você se molhou? Como isso? – Perguntei quando reparei que sua roupa estava encharcada.


– Sua namorada jogou um copo com água em mim. – Sussurrou


Balancei a cabeça, e bufei irritado.


– Ta com frio? Toma o meu casaco. –Falei, tirando o casaco e entregando a ela.


Liguei o carro, e fomos em silêncio até a casa. O clima estava tenso e eu ia passando de estação em estação do radio. Ela se remexia no banco, incomodada com o clima.


– Bom ta entregue. Se cuide, o Emmett não vai gostar nada de saber o que estava acontecendo lá. – Falei, quando desliguei o carro, ela olhou pela janela, e viu sua casa.


– Não conte para ele. Não quero ele se metendo em confusão. – Falou, abrindo a porta e saindo. - E obrigada.


– Disponha. – Respondi e pisquei para ela. Ela se virou, e disparei com o carro. Não acreditando em tudo que tinha acontecido.


Não voltei para a festa, tinha brigado com a Rosalie, e não estava com saco para aturá-la. Fui para casa, e dormi rapidamente.




[...]




Sai irritado da escola, ninguém merecia detenção. Estava chuvendo forte, e eu estava extremamente irritado, passei o dia discutindo com a Rose, e foi sempre o mesmo tédio de sempre.


Fiquei grato por meu pai ter deixado as chaves do carro em casa, pois se tivesse de moto me molharia todo. Corri até onde meu carro estava parado no estacionamento da escola, que já estava totalmente vazio, e liguei o carro.


Vi uma menina andando apressada pelo acostamento, mesmo de costas reconheci quem era. Desacelerei, parando o carro perto dela, que virou para ver quem era, e abri o vidro.


– Quer carona? – Perguntei


– Qual é. Vai andando na chuva? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.


– Não me importo. – Respondeu, e continou andando.


– Entra logo ai Renesmee, Emmett ia ficar chateado de saber que deixei a irmãzinha dele ir andando na chuva. –Falei, e ela abriu um sorriso bobo, lindo.


– Ok. – Respondeu. Abri a porta para ela.


A chuva parecia estar aumentando cada vez mais. Em cinco minutinhos chegamos.Desliguei o carro e tirei o cinto. Ela continuava parada, me olhando.


– Vai ficar ai? – Perguntei. Ela piscou algumas vezes, e depois voltou a se mexer, tirou seu sinto e abriu a porta, sai atras dela e corremos até a porta. Ficamos ensopados, a chuva tava bem forte e tava frio.


– Vou pegar uma toalha. Já volto. – Falou, me deixando parado no Hall de Entrada.


Fiquei parado no Hall de Entrada, esperando paciente por ela.


– Éerr.. o Emm não ta ai – Falou educadamente. Dei um sorriso para ela. Eu não estava lá para ver o Emmett.


– Vou preparar um chocolate quente. Só um minuto.– Falou e saiu rapidamente dali.


Alguns minutos depois ela voltou com duas chícaras na mão.


– Vou pegar uma toalha para você, só um minuto. – Disse, indo lá em cima pegar um toalha.


Voltou logo e me entregou uma toalha.


– Quer que eu coloque sua roupa na secadora? – Perguntou.


– Ok. – Respondi enquanto tirava a blusa. – Toma. – Falei, entregando a blusa a ela, que me olhava de boca aberta.


– E a calça? – Perguntou. Acabei rindo, e arqueei uma sobrancelha. Ela queria me ver de cueca? Ela corou, e abaixou a cabeça. – Ai tem roupa do Emm, se você quiser.. Falou, sem jeito.


– Pode ser. – Respondi. Desapontado. Ela subiu novamente, e desceu com uma muda de roupas na mão.


– Aí. – Ela falou, me entregando a roupa.


– Valeu. – Disse. Comecei a tirar a calça ali, adoraria ver a reação dela. Ela me olhava espantada.


– ér... o banheiro é ali. – Falou, abaixando a cabeça e apontando para a direita.


Ela era tão linda, com essa timidez toda. Com as bochechas coradas, e o rostinho de boneca.


Caminhei na direção que ele tinha apontado, e troquei de roupa. Voltei para onde ela estava, e ela pegou minha roupa molhada e levou para a lavanderia. Fui até a sala e me joguei no seu sofá, conhecia muito bem sua casa, desde pequeno eu vinha nela.


– ér.. acho que vai demorar um pouco para secar. – Ela falou, vindo se sentar no sofá ao meu lado, com sua chicara de chocolate quente na mão.


– Ok. Eu espero. – Respondi olhando para ela e sorrindo.


– Eu acho que o Emmett vai demorar, ele nunca volta cedo.


– Qual é? Ta me expulsando? Perguntei, me fingindo de ofendido.


– N..n...não é isso.. – Gaguejou, e abaixou a cabeça, envergonhada.


– Po, eu já vou. Mas posso esperar a chuva passar? - Falei, olhando suplicante para ela.


– Ok. – Respondeu.


Passamos uns cinco minutos sentados lá, ela parecia incomodada, e logo subiu, me deixando lá sozinho. Depois ela voltou, com vários livros nas mãos, e um laptop e os espalhou pela chão da sala, perto de onde eu estava. Fiquei olhando curioso para ela, o que ela faria com aqueles livros?


– Vai estudar? – Perguntei irônico quando entendi o porque dos livros.


– Vou – Falou sorrindo.


– Hm. – Respondi, e fiquei olhando atentamente enquanto ela fazia as coisas, tão graciosa..


– Esse é o tal trabalho que o idiota do Tunner passou hoje cedo? – Perguntei quando vi que os livros que ela manuseava eram de historia.


– É. – Respondeu, concentrada no que estava escrevendo.


– Po, acho que vai ser mais um sem fazer.. - Comentei – Eu sinto que vou acabar sendo expulso do time por causa das minhas notas. – Falei triste.


– Ué, faz o trabalho comigo então. – Falou. Fiquei totalmente surpreso, porque uma garota como ela iria querer fazer um trabalho comigo, podendo perder nota por isso. Ela abaixou a cabeça envergonhada. Estava ruborizada, e linda com os olhinhos meio fechados.


– Você tem certeza? – Perguntei, sem jeito.


– T...t...enho – Gaguejou e me olhou. Eu mantinha um sorriso no rosto. Fiquei extremamente feliz de saber que ela queria fazer o trabalho comigo. Me sentia um Nerd bobinho, quando a garota que ele gostava vinha falar pela primeira vez.


– Então já podemos começar? Não é para amanhã? – Falei, animado, e me sentei ao lado dela no chão. Decidido a fazer o trabalho


– Éer.. toma aqui – Falou me entregando uns livros – Lê o capitulo 8, nele diz tudo que voce precisa gravar para poder apresentar lá..


Peguei os livros dela, e ela continuou digitando o trabalho enquanto eu lia, ficamos em silencio, e só as vezes eu interrompia para tirar alguma duvida


Quando conseguimos terminar, já tinha escurecido.


– É, já vou indo. Valeu mesmo Renesmee. – Falei, me levantando. Infelizmente, tudo que é bom dura pouco.


– Ah sim. Eu te acompanho até a porta. – Falou baixo e foi até a porta, abrindo a porta para mim.


– Thau. – Falei, e aproveitei para lhe dar um beijo na bochecha. Me controlei, a minha vontade era de beijá-la ali, aqueles lábios rosados tentadores...


– T..t..thau. – Guaguejou, zonza. Sai sorrindo dali, ela era tão fofa, tão tímida, perfeita.


Entrei no carro e fui direto para casa. Não conseguia acreditar, que depois de tanto tempo me guardando nesse Jacob durão, eu consegui me soltar, ser quem eu sou, do lado da garota que eu amo e sempre amarei.


Deixei uma lagrima cair, quando lembrei que ela nunca poderia ser minha. Eu não servia para ela. Mas não custava nada tentar, eu faria de tudo para ficar junto dela, mesmo que fosse só como amigo, o que ela escolhesse, o que ela quisesse, eu faria.



Notas finais do capítulo

E ai, supreendidas com o Jacob? Nao sei se voces perceberam, mas essa historia é cheia de mistérios, que até o final vocês vão desvendar.
Peço que comentem, e se rolar, recomendem a fic. Obrigada, minhas dez unicas leitoras, por comentarem, não sabem como é importante ter um apoio para continuar!
Beeijos, até quarta!