Opposite Attraction escrita por Giu, Bloody Mari


Capítulo 37
Bônus 02 - The End





Sentada numa cadeira em meu quarto, olhando pela janela e segurando uma coisa minúscula nos meus braços que a muito já havia dormido. Corria o risco de levantar dali e ele acordar, então preferi ficar sentada, olhando o céu cheio de nuvens brancas, e pensando na vida.

Vamos ficando mais velhos e os anos parecem passar mais rápidos...

Quem disse isso estava coberto de razão. A cada ano da minha, à cada vela a mais no bolo de aniversário, eu sentia que mais depressa o tempo ia passando. Tinha momentos que eu nem mesmo conseguia parar para raciocinar o que estava acontecendo. Talvez tenha sido as responsabilidades que aumentaram, e com isso quero dizer o trabalho.

Mas eu não reclamo, porque nunca deixei de aproveitar esse tempo. Foram anos felizes na minha vida. Acabei a faculdade no tempo previsto,  e consegui me manter na empresa em que fazia estágio. Ao mesmo tempo eu saia do campos e ia para um apartamentozinho no Brooklyn junto com Jacob. Alguns meses depois, trabalhando impecavelmente, recebi uma promoção, e ganhei uma coluna mensal no jornal, mais alguns meses e a coluna virou semanal. Não me gabo, mas eu trabalho bem, e tenho convicção disso.

Quando eu já ganhava um bom salário, suficiente para ter boas mordomias como passear pela quinta avenida e comprar roupas – que foi uns dois anos depois de começar a trabalhar – e Jacob estava crescendo bastante, se tornando gerente de uma das muitas oficinas do Sr.Grew.

E acho que por isso foi nesse ano que ele me pediu em casamento. Consigo me lembrar detalhadamente de tudo, do dia, da hora, do pedido inusitado e da minha reação.

Flashback

- Estou ansiosa Jake. Deixa eu olhar logo! – Pedi. E ele tirou as mãos dos meus olhos.

Your Song – Ellie Goulding 

Pisquei algumas vezes até meus olhos se adaptarem com o ambiente. A única claridade que tinha eram das velas espalhadas por todo o chão, e das imagens projetadas numa das paredes. Um tapete grande envolvia quase toda a extensão do local, e tinham várias almofadas por ele, em frente a parede do projetor tinha um balde discreto com uma garrafa de vinho.

- Oh Jake.. – Foi a única coisa que consegui falar, olhando aquilo que ele tinha preparado para mim. Eu com certeza não fazia ideia de que seu presente de namoro seria isso, e estava feliz.

- Vem. – Ele disse, pegando minha mão, e me guiando até um aglomerado de almofadas, sentei-me, ele sentou do meu lado. Esticou minhas pernas, e cuidadosamente tirou meus sapatos. Depois se esticou um pouco e pegou a garrafa de vinho e duas taças. Sentamos frente a frente, e na nossa frente passavam fotos nossas, juntos todos esses anos.

Eu sorria bobamente, com olhar mais apaixonado do que nunca, enquanto bebíamos nossos vinhos, praticamente em silêncio se não fosse a música baixinha que sai de algum lugar dali.

- Obrigada.. isso é incrível. – Murmurei as palavras.

- Renesmee, eu fiz isso tudo, com um único propósito. Eu preciso te fazer um pedido mais que especial. – Ele falou, olhando fixamente para mim. – Oito anos juntos, mas na verdade, nós nunca tivemos uma união maior, uma união que o mundo todo possa saber. Você é única, você é minha, você me completa como ninguém nunca conseguiu, você é minha alma gêmea, você é a pessoa por quem eu mataria, você é a pessoa com quem eu quero viver por toda minha vida, você é a única pessoa que eu quero que esteja ao meu lado quando meu rosto estiver enrugado, e eu mal conseguir andar. Você é meu amor, minha vida, meu porto, minha pedra preciosa. Você é quem eu quero viver por todo o sempre, com quem eu quero me casar. – Lágrimas desciam pelo meu rosto tamanho era a emoção, quando ele parou de falar, virou-se, e tirou se trás de uma das almofadas uma caixinha de veludo preta. Ele a abriu na minha frente. Ali dentro jazia um lindo anel prata, com uma pedra solitária, extremamente linda. – Renesme Cullen,  você aceita se casar comigo? – Ele perguntou, por pouco não embaralhando as palavras. Eu assenti, com um sorriso enorme, e o rosto molhado de lágrimas. Não tinha como falar nada. Ele tirou o anel da caixa, pegou minha mão, e colocou o anel cuidadosamente, enquanto eu observava suas mãos tremerem. Quando terminou de colocar, beijou minha mão e eu a levantei para ver.

- Lindo. – Sussurrei, com a voz engasgada. Em um segundo eu já estava nos braços dele, abraçada, beijando-o com toda a paixão que eu tinha.

O resto daquela noite foi incrível, fizemos amor como nunca antes, com um fogo apaixonante que era embriagante.

-.-.-.-.-.-

O resto do final de semana passamos trancafiados no nosso apartamento, cujo a sala ele havia preparado aquela surpresa. E aquele final de semana se tornou um dos melhores da minha vida. Infelizmente a semana logo começou e tivemos que voltar para a vida real. A primeira coisa que fiz foi marcar um almoço com Rosalie e Alice e contar a novidade. Rosalie já estava casada há aproximadamente um ano, e agora faltava só alguns meses para eu ser tia da pequenina Mary. Alice estava noiva, há alguns meses, preparando o casamento.

E isso deu uma ideia brilhante a ela, realizar um casamento duplo. E foi mesmo uma boa ideia, tudo foi mais fácil de ser organizado, e o casamento foi incrível, a céu aberto num lindo dia de verão no Central Park. Foi um sonho realizado, e incrível.

Passamos a lua de mel em Cancun, o que também foi incrível. Daí para frente nossa vida pareceu melhorar ainda mais. Meu trabalho estava sendo reconhecido e consegui um cargo no New York Times. Jacob começou com ideias de começar uma empresa própria, e eu dei todo meu apoio.  Começou devagar mais ele se esforçava e eu também, e quando víamos Jacob já tinha uma filial da sua loja de produtos automotivos.

Eu pensava em filhos, e ele também. Mas ainda não era o momento. Eu ainda estava me estabelecendo no novo trabalho, e ele precisava de mais segurança na sua micro-empresa. Resolvemos esperar mais uns anos no máximo.

E foi o que aconteceu, fomos crescendo na nossa vida, apenas nós dois um com o apoio do outro, e quando vimos já estávamos empacotando nossas coisas e nos mudando para um apartamento maior, ainda no Brooklyn, esse tinha dois quartos e mais uma suíte, banheiro social, sala espaçosa e cozinha.

O plano de filhos foi sendo adiado, e era um pouco triste, ver Rosalie com a pequena Mary e grávida de mais uma menina. E Alice com o Jared recém nascido. Porém daí para frente nossa vida deu um pulo, e a prosperidade nos invadiu.

Num piscar de olhos, Jacob tinha suas lojas espalhadas por toda Nova Iorque e com planos para implantar em outras cidades. Eu ganhei uma promoção, e trabalhava num cargo desejado por muitos. É claro que foram três anos até nossa vida dar esse pulo e nos termos condições suficientes para morar no Upper East Side.

Foi quando que começamos a tentar a ter filhos. Paramos com preservativos, e em dois meses eu recebi a noticia que esperava meu primeiro filho.

Trabalhei mais alguns meses, e decidi parar de trabalhar, pelo menos por um tempo para poder me dedicar como mãe e esposa. Os nove meses de passaram e o Matthew nasceu. Foi um dos momentos mais maravilhosos da minha vida. Segura-lo nos meus braços e dar leite, ver os seus poucos cabelos de um castanho escuro, a pele morena clara, ele era metade eu e metade Jacob.

Matthew tinha dois anos quando descobri que estava grávida novamente. E mais nove meses se passaram até nascer o Nicholas. O ano que ele nasceu foi... intenso. Aconteceu tantas coisas boas em minha vida, o que foi um pouco perturbador. Jacob se tornou um empresário de sucesso, suas filiais estavam espalhadas por todo país, e dinheiro nunca foi problema para nós. Nos mudamos para uma cobertura maior no Upper East Side, onde teríamos mais espaço para criar nossos filhos.

Estava perfeito, ver todos que eu gostava a meu redor, sempre felizes, levando vidas tão boas quanto a minha. Alice e Jasper com o Jared, o primeiro e decididamente único filho do casal, a astuta Alice que conseguiu criar sua própria marca e estava começando a ser reconhecida no mundo da moda, e Jasper que cursou publicidade e tinha sua própria agencia. Emmett e Rosalie, com suas quatro meninas – ávidas tentativas de ter um menino – também prosperaram. Emmett tinha seu escritório e era um advogado muito procurado, vencendo quase todos seus casos. Rosalie possuía sua própria galeria de artes, e era reconhecida pelo seu espetacular trabalho.

- Mamãe! Mamãe! – Matt entrou correndo no quarto, com Nick vindo atrás dele.

Me virei com olhos repreendedores para os dois.

- Xiu! Vocês vão acabar acordando sua irmãzinha! – Reclamei, ninando ela que dava alguns sinais de que iria acordar.

- É que o Nick pegou meu carrinho! – Reclamou Matt, que agora já tinha 6 aninhos.

- Você tem outros carrinhos filho. Deixe esse com ele.

- Mas..

- Mas nada, ele é menorzinho, deixe para lá.

- Ei! – Reclamou Nick, com seus quatro aninhos, e era um capetinha.. Me lembrava tanto Jacob.

- Devolve. – Falou Matt, olhando para Nick e ignorando totalmente a minha ordem.

- Não! Mamãe falou para você pegar outro! – Disse Nick. Segurando firme o carrinho no seu peito.

Matt se aproximou dele, pronto para pegar o carrinho, e Nick olhou para mim com olhar chorão. Se ele começasse a chorar acordaria a Fanny.

- Meninos.. – Tentei pedir com o tom de voz mais baixo possível. Mas eles novamente não me deram ouvidos.

- Ei rapazes. Que tal virem aqui ter uma conversa com o papai. – Ouvi a voz de Jacob, e ele estava parado na porta do quarto, chamando pelos garotos. Eles foram correndo até lá.

- Paaai! – Gritaram abraçando-o. Olhei ansiosa para Fanny, que começava a resmungar e fazer caras. Pronta para acordar.

- Xii.. Xii.. – Cantarolei, e o rosto dela suavizou.

- Problema resolvido. – Meu marido falou, entrando de novo no quarto, e vindo para perto de mim.

- Chegou mais cedo hoje. – Falei, dando um beijo rápido nele.

- Consegui escapulir antes que chegassem mais papéis para assinar. – Ele falou sorrindo, enquanto soltava a gravata.

- Quer segurá-la um pouquinho? Meus braços doem. – Pedi

- Claro – Ele falou com os olhinhos brilhando, vindo pegar cuidadosamente a Fanny.

- Não entendo essa sua recusa em ter babá. Sabe que podemos ter quantas babás você quiser. – Ele resmungou.

- Ah.. já te falei que quero que meus filhos sejam criados comigo.

- Tudo bem. – Ele falou, enquanto ninava a bebê.

- Vou preparar uma mamadeira para ela e arrumar os meninos para jantar. – Avisei levantando da poltrona e saindo do quarto.

Fui até o quarto do Matt, que tinha uma porta grande que dava pro do Nick. Parecendo ser um único quarto grande.

- Filhos, que tal vocês irem tomar um banho para jantarmos? – Pedi, parada na porta observando os dois brincarem com carrinhos na imensa pista que haviam ganhado do pai na semana passada.

- Ok. – Resmungaram os dois, deixando os brinquedos, e encaminhando pros seus banheiros.

Depois de dar banho nos dois, deixe-os brincando enquanto descia para ver se estava tudo pronto.

Gracie já tinha arrumado a mesa, e o jantar já estava lá. Pedi para ela preparar uma mamadeira enquanto subia para chamá-los.

Todos desceram, sentamos na mesa, acomodando Fanny na sua cadeirinha, e comemos amistosamente. Depois disso, nos juntamos na sala de TV e os meninos escolheram um filme para assistirmos.

O filme ainda estava no começo quando a Fanny dormiu, coloquei-a no berço e desci para terminar de ver o filme. Quando os créditos finais já estavam subindo, os meninos ressonavam tranquilamente no meio das almofadas. Jacob pegou Matt e eu o Nick, e os colocamos na cama.

- Boa noite. – Sussurrei para cada um deles, dando um beijo em suas testas e apagando seus abajures. Jacob me esperava na porta.

Quando me despedi de todos eles, olhei para Jacob e ele tinha um sorrisinho estranho no rosto.

- Que foi? – Perguntei inocentemente.

- Ah isso tudo – Ele disse.

- Isso tudo o que? – Perguntei me aproximando dele.

- Nossa vida, nossos filhos... será que vai ser sempre tão perfeito assim?

- Sim querido,  para sempre. – Afirmei, com o mesmo sorriso no rosto, enquanto meu pensamento voava para longe, para muitos anos depois, quando moraríamos numa casa grande num lugar calmo, e estaríamos sentados em cadeiras de balanço na varanda observando nossos muitos netos correndo pela grama, rindo e gritando. 



Notas finais do capítulo

N/A Mari:
Nossa sou tão péssima em despedidas que vou desapontar a mim mesma, que quando penso em uma ultima nota final penso naquele mega texto emocionante, mas é mais provável que eu seja a unica a me emocionar por aqui. Me emocionar com cada review e recomendação carinhosa de vocês, com cada demonstração de carinho e gratidão pela fic.
Mas antes de agradecer a cada comentário de cada leitora eu preciso agradecer unicamente a Giulia, engraçado como nos conhecemos. Você uma ávida leitora de República que se disponibilizou com todo o carinho e dedicação e me ajudar e acabou tendo sua própria ideia de historia, e apesar de conviver e corrigir os meus erros em República ainda teve coragem de chamar essa louca para ajuda-la, e eu fiz com prazer. Sinto por alguns momentos em que não fui muito presente na historia, mas quando me lembro das, muitas, noites e tardes que passamos escrevemos essa historia me encho de orgulho e felicidade, foi maravilhoso escreve essa historia com você. E eu só tenho a agradecer por me deixar fazer parte dessa sua ideia. Obrigada Giulia, foi um prazer imenso escrever com você.
E esse prazer só ficou completo graças a cada uma das leitoras, a cada review a cada recomendação, eu acho que só quem escreve uma fanfic, sabe o quanto cada comentário faz diferença, e os comentários que recebemos com essa fanfic fez todo e total diferença para mim. Obrigada a todos que lerem e a cada um que comentou.
E é com muito orgulho e tristeza que me despeço de Opposite Attraction.
Obrigada a cada um por todas as emoções que me fizeram passar, e obrigada, novamente, a Giu por me deixar fazer parte disto.
N/A Giu:
To imaginando a cara de surpresa de vocês, devem tá pensando: "o que essas loucas tão fazendo aqui depois de tanto tempo?". Então, esse capítulo, tinha sido uma promessa que não teria sido cumprida, mas meu coração amoleceu quando vim dar uma olhada aqui, e vi 4 recomendações e quase 500 comentários. Nossa, isso é muito emocionante. A primeira fic que escrevo, nunca imaginei que seria assim. Sério, muito obrigada, muito mesmo. Sabe, eu sempre escrevi por bobeira, e nunca pensei que alguém iria gostar do que eu escrevo, por isso é tão gratificante.
E eu quase chorei com as notas da Mari, ela consegue ser tão fofa... Por isso que não queria me despedir dela, e com certeza escreveria outra historia com ela assim que ela quando ela me pedisse hahahah.
Mas ok gente, agora vamos nos despedir de vez de O.A., porque tudo que é bom um dia acaba, inclusive o amor. Ui, nao, que horror, não vou deprimir vcs falando essas coisas kakaakakakak Eu to enrolando aqui, porque não quero deixar essa fic ir embora, sério, queria escrever eternamente para ela, foi tão delicioso escrever aqui, e melhor ainda era como meu coração ficava quando lia os comentarios fofos e lindos de todas vocês, novamente, obrigada por isso, de todo coração, e agora, escrevendo as minhas ultimas palavras nessa fic, vejo voces em breve.
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