Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 18
Capítulo 18


Notas iniciais do capítulo

hey. mais um como o prometido :3 cês tão gostando? to achando as reviews de vocês tão fraquinhas ): se vcs nao estao gostando falem etc. enfim, espero que realmente estejam curtindo e tal. ♥




Capítulo 18 – Louis Tomlinson

25 de novembro – 17h48min

– Eu vou precisar de sua ajuda Tomlinson. – a voz de Lúcifer sussurrou baixa perto de mim.

Ele havia ficado completamente furioso ao descobrir tudo e ainda mais quando sentiu o alívio que venho do coração de Niall e soube que ela havia descoberto tudo. Agora mesmo sem saber, ela estava mais forte. Senti a energia de Lúcifer preencher a sala e por uns minutos tive medo e vontade de sair correndo dali, mas não, eu iria em frente.

– Você esta disposto? A me ajudar a derrotar Niall e Alana? Esta Louis?

– Estou. – controlei minha voz. Eu sabia que ele estava me pedindo muito, mas eu faria qualquer coisa para ser melhor que Niall. - O que você precisar.

Então o chão tremeu e tudo ficou escuro. Senti uma força enorme aos meu pés e escutei murmúrios vindo ao longe, palavras sussurradas em línguas há muito esquecidas. Lamentos profundos e gemidos baixos. Aquilo me gelou o sangue. Senti um espectro me abraçando e rodeando meu corpo, me arrepiei por inteiro. Alguém forçava. Minha alma estava espremida e meu corpo estava fraco, frágil, quase morto. Lúcifer disse palavras baixas no meu ouvido:

et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris” (E temos, muito firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.)

Meus olhos se fecharam e eu cai. Minha cabeça bateu no chão e eu não vi mais nada. Aquelas palavras ecoavam na minha cabeça, minha alma gritava por rendição e espaço. Tudo estava nublado, negro.

Voltei a abrir meus olhos.

Finalmente. Eu estava em um corpo, finalmente, o senhor das Trevas tinha o controle.


Niall Horan – 25 de novembro 18:02

Senti leveza. Meu corpo parecia estar se desprendendo de tudo e parecia estar só ele mais nada. Deduzi que Lúcifer não estava mais em mim. O porquê eu não sabia, mas aquilo me aliviou ainda mais.

– Niall... Porque eu? Porque os Richards? – a voz dela estava fraca por causa do choro.

– Quando Circe estava quase morrendo, ela se sacrificou, amor. Deu sua alma, toda sua sabedoria, para a menina mais ingênua que estava nascendo. E essa foi uma Richards. Essa menina era especial. Mantinha a alma de Circe e a sua mescladas, juntas em um mesmo corpo. Desde então, cada nova geração da família recebia a alma de Circe. Entenda, quando nós matávamos a “mãe”, a “filha” ainda era muito pequena, sua alma não estava de todo completa. Então, a alma de Circe saia do corpo morto da mulher velha e se movia para o pequeno corpo do bebê ou da criança. E isso dificultava para nós, nós não conseguíamos matar. Era uma alma muito pura sendo violada por uma alma muito experiente. Você Alana, não abriga apenas sua alma, mas sim a de Circe.

Ela tremeu contra o meu corpo e se levantou. Estava inquieta e eu não a culpava.

– E porque você matou minha mãe? Ela... Não fez nada contra você.

– Alana, matá-la era a única forma de eu poder morrer. Você não sabe o quão angustiante é ficar preso por mais de milênios em um mundo que eu já não quero mais viver. E na verdade, quem a matou foi Louis. Mas, matá-la, assim como todas suas ancestrais, é uma forma de poder me matar.

– Eu não quero ter Circe dentro de mim. Eu quero ser só eu, eu quero que ela saia! – a voz dela estava rouca e desesperada.

Ela deslizou pela parede com as lágrimas correndo livremente pelo seu rosto. Ela soluçava e vê-la naquela situação me deu um aperto enorme no coração. Peguei meu celular que estava no fundo da mochila e vi que tinha quatro chamadas não atendidas de Louis, decidi tentar me lembrar para ligar para ele depois. Peguei o papel que tinha o número de Giorgia e o disquei rapidamente. Dois segundos depois ela atendeu.

– Preciso de você aqui. Agora. – eu falei em um tom baixo e rápido.

– Agora você precisa de mim? – ela devolveu. – Acabei de sair daí Niall. Não vou voltar.

– Não é de você que eu preciso Giorgia. É de Hécate. Agora. É urgente. – ela deve ter notado a preocupação da minha voz. Eu estava desesperado.

– Ok. Estou chegando.

Desliguei o telefone e joguei em cima da cama, indo para perto de Alana. Ela chorava baixo agora com o rosto escondido nas mãos. Ajoelhei-me perto dela e tirei as mãos do seu rosto. Limpei as lágrimas dela e lhe dei um beijo, ela retribui tremendo. Alana rompeu o beijo algum tempo depois, tempo curto demais para a minha opinião, e me olhou nos olhos. Ela estava com medo.

– Ei, que foi?

– Você vai me matar então? – ela fez aquela pergunta com temor.

– Você acha que eu seria capaz de te matar? – olhei nos olhos dela e apertei suas mãos. – Eu te amo. Não suportaria te ver morrer Alana. Eu nunca vou te matar, vou te proteger.

– Eu também te amo Niall. Mas eu tenho medo. – ela deixou um sorriso tímido escapar nos seus lábios e aquilo me fez sorrir.

– Não tenha, eu vou estar sempre aqui. Sempre.

Ela me deu um beijo e voltou a se abraçar em mim. Ficamos assim até Giorgia chegar. Alana se estremeceu quando a viu. Com certeza ainda se lembrava do episódio do beijo. Levantei-me e puxei Alana junto. Notei que os passos e ações e Giorgia estavam bem robóticos e milimetrados, fiquei feliz ao ver que iríamos conversar com Hécate e não Giorgia.

– Alana. Essa é Hécate. – as sobrancelhas de Alana se uniram indicando o quão confusa estava. Provavelmente pensando porque eu estava beijando Hécate. – Giorgia é só o corpo, e hoje, Hécate esta dentro dele, em alguns dias, ela não... hm, está.

– Ah, Alana, parece que Niall lhe contou tudo então. – Hécate deu aquele sorriso e Alana apertou forte a minha mão. – Não fique com medo minha querida. Estamos todos no mesmo barco. O que você precisa?

– Lúcifer vai vir atrás dela. Precisamos pará-lo Hécate. Eu não quero que ela se machuque.

– Agora você admite amá-la? – Hécate deu um sorriso fraco e andou pelo quarto. – Niall, entenda meu bem. Lúcifer é poderoso. Pará-lo iria despertar forças obscuras, teríamos que nos aliar com forças antigas Niall.

– Que assim seja. Eu faço de tudo para proteger ela.

Hécate concordou. Ela ia começar a falar quando alguém bateu na porta. Larguei a mão de Alana com relutância e abri a porta. Soltei uma exclamação ao ver Louis ali. Ele estava realmente abatido, entrou na casa e fechou a porta rapidamente atrás de mim, parecia estar desesperado.

– Ela tem que sair daqui. – ele sussurrou. A voz dele estava rouca.

– Que? Louis o que você esta falando? – olhei para Hécate que o olhava com um pingo de desconfiança.

– Ele sabe Niall. De tudo. Liam... Ele contou, não sei por que, mas ele sabe. Ele esta vindo para cá. Niall!

Eu me virei para Alana diante daquela revelação. Ela estava encolhida, corri até ela e a abracei forte. Olhei para Hécate que ainda analisava Louis, ele estava andando de um lado para o outro com os olhos arregalados.

– Alguma ideia? – eu estava realmente desesperado.

Tentei organizar tudo na minha cabeça. Não teria porque Liam contar tudo para Lúcifer. Aquilo era um absurdo, porque ele me trairia daquele jeito? Nós nunca fomos muito próximos, mas não explicava ele agir assim. Liam sabia que eu amava Alana, sabia o quão importante ela era para mim e mais ainda, sabia que se ela morresse, eu nunca iria me perdoar. Olhei para Louis que se esquivava de Hécate, não o culpava, ela realmente o estava olhando com um olhar de dar arrepios.

– Tem um lugar... – Louis começou devagar. – Niall, você fica aqui com Hécate. Despiste Lúcifer, ele vai achar que Alana esta com vocês. Ela vai comigo, eu conheço um lugar aqui perto, é como uma igreja, Lúcifer não vai poder entrar lá.

– O.k. Fazemos assim então. Você me manda uma mensagem com o endereço da igreja?

Louis concordou e eu me virei para falar com Alana, ela estava tremendo. A abracei com força e lhe dei um beijo na testa.

– Vai ficar tudo bem ok? – eu falei olhando nos olhos dela enquanto ela deixava algumas lágrimas escaparem. – Eu vou chegar lá logo e tudo vai ficar bem. Nós vamos vencer essa juntos.

– Niall... E se...

– Não, não tem “e se”. Você confia em mim? – ela concordou devagar com a cabeça. – Então tudo vai dar certo. Tudo.

Ela andou devagar até Louis que lhe esticou a mão. Ele ainda estava nervoso, mas agora aparentava muito mais calmo do que anteriormente. Os olhos dele tinham um brilho estranho. Presumi que aquilo era devido à excitação de enganar Lúcifer. Hécate me olhou com os olhos em alerta. Voltou a olhar para Louis.

– Esta certo disso Niall? – ela pediu para mim, voltando a olhar para Louis. – Vai entregar para Louis tem certeza?

– Claro, porque eu não... – olhei para ela e notei que ela não gostava, ou ao menos desconfiava de Louis. – Eu confio nele Hécate.

– Claro. A decisão é sua. – ela se sentou na cama e me olhou novamente, como se tentasse me alertar. – Toda decisão é sua.

– Ok. – falei devagar sem entender seu propósito. – Louis, vai logo.

Ele segurou a mão de Alana e saiu correndo da casa, ela andava tropeçando tentado acompanhar o passo de Louis. Olhei para Hécate que me encarava como se dissesse que o que teríamos que fazer agora era esperar Lúcifer chegar. Olhei para os lados e comecei a andar pela casinha. Eu não tinha conseguido lhe dar um beijo. E a dor de saber que Lúcifer estava tão perto de tudo me angustiava. Sentei em uma cadeira e esperei.

Esperei algo que nunca ia chegar.


Louis Tomlinson - Lúcifer

25 de novembro – 18h32min

Joguei a presa na casa. Ficava mais longe do que imaginavam. Do outro lado da cidade. Ela caiu e me olhou com os olhos arregalados. Tola. Ela estava nas mãos da única pessoa que não queria estar.

Ela estava nas mãos do inimigo.




Notas finais do capítulo

tchurur. que tal? deixem reviews pra eu me animar a postar o 19 ainda hoje babes!