Infernal Love escrita por juhpiazza


Capítulo 16
Capítulo 16


Notas iniciais do capítulo

olá! hoje posto mais um acho. não me abandonem! OHADASHOIDAS enfim. ai esta *-*




Capítulo 16 – Niall Horan

           25 de novembro – 15h49min

Eu estava tão transtornado que estava a ponto de sair dali e contar tudo para Alana sem me importar com mais nada. Giorgia me parou antes que eu pudesse fazê-lo.

-Aqui... – ela tirou do bolso de trás da calça um cartão e me entregou. - Meu celular. Ligue-me caso precisar de alguma coisa.

Concordei e ela saiu de lá antes que eu pudesse falar qualquer coisa mais. Sentei na cama e fiquei pensando no que fazer. Alguma coisa dentro de mim se mexia, e eu tive certeza que Lúcifer queria me ver, mas eu não queria vê-lo. Então decidi ignorar esse incomodo e fazer alguma coisa que me fizesse esquecer tudo. Eu sabia que Liam e Louis iriam armar algum plano e que em questão de dias tudo estaria resolvido, mas a ideia de morrer e ver Alana morrendo brava ou magoada comigo me machucava ainda mais. Eu queria contar tudo para ela. Tudo. Mas sabia que não podia fazê-lo. Se ela adquirisse tal conhecimento, eu não sabia o que Lúcifer iria fazer. Primeiro que ele não iria esperar um tempo para conhecer a vítima, não, ele iria querer matá-la logo de cara. Aquilo me fez estremecer.

Reuni toda a minha coragem e me levantei da cama. Já havia se passado um bom tempo e eu não havia percebido o quanto eu fiquei ali, sentado, apenas pensando. Peguei uma garrafa de qualquer bebida e sai da casa, andando completamente sem rumo. Bebia de vez em vez um gole da garrafa e virava em ruas desconhecidas. Sabia que eu ia demorar um bom tempo para achar o caminho de casa novamente, mas aquilo não me incomodava.

Parei só quando minha garrafa estava no fim e entrei em um bar. Sentei em uma mesa bem no canto, no escuro, sem ninguém para atrapalhar e pedi mais uma dose de tequila. Fiquei lá, no meu mundo paralelo, pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo, quando duas meninas, um pouco mais novas que Alana, sentaram cada uma do meu lado na mesa. Eu soube quais eram as suas intenções assim que a mão de uma subiu pela minha coxa e acabou parando sobre minha intimidade e apertando ali. Eu deixei um gemido baixo escapar e a outra sorriu mordendo o lábio. Eu sabia que aquilo seria a melhor coisa para se fazer para esquecer a Alana, mas eu não tinha coragem de fazer aquilo. Tirei a mão dela dali, joguei algum dinheiro, com certeza a mais, na mesa, e cambaleando sai do bar tentando achar o caminho de casa.

       Louis Tomlinson

25 de novembro - 16h37min   

Eu havia decidido fazer aquilo.

Não tinha contado para ninguém. Nem para Liam, muito menos para o Niall. Eles iriam saber depois, mas aí, já estaria tudo feito.

Avancei pelas escadas, meio temeroso. Eu nunca fui de ter coragem, o papel de corajoso era sempre o de Niall. E ele acabava ficando com toda atenção. Por ter as melhores idéias, por sempre resolver as coisas mais rapidamente e acima de tudo por ser o melhor. Eu sempre era o outro, o nunca lembrado, o “ajudante do Horan.”. Fechei os olhos e acabei tremendo de raiva. Aquilo sempre fora daquele jeito e eu nunca ia aceitar.

Cheguei ao ultimo andar. A porta com a cruz virada me dava um medo enorme, mas essa era minha única chance de me mostrar melhor que o Niall. E eu ia fazê-lo. Entrei e a porta se fechou sozinha com um baque surdo atrás de mim.

 - Soube que você tem algo para me contar, Louis. – aquela voz que eu havia escutado pouquíssimas vezes se manifestou, ali, ao meu lado.

- S-sim...  – minha voz tremeu denunciando meu medo. Respirei fundo e tentei me controlar. – Niall vai lhe trair.

O chão tremeu e eu senti a fúria. Comecei a contar tudo que Niall havia me contado antes, tudo. Naquela vez, eu seria melhor que ele.

       Alana Richards

 25 de novembro – 16h59min

Eu havia o visto saindo de casa. Então esperei até ele voltar para fazer o que eu queria.  Era loucura. Se eu estivesse errada, as conseqüências seriam graves, mas eu precisava saber se aquilo estava certo. Se aquilo realmente era verdade. Sabia que era ridículo. Ridículo eu me basear em um livro que eu nem sabia de onde era não sabia se era ou não era fantasia. Infelizmente, aquele era o único jeito de eu descobrir. E eu ia fazê-lo.

Peguei os dois livros e o jornal e desci até a cozinha. Abri a última gaveta do armário da pia e procurei em uma montoeira de talheres o que eu precisava. Acabei pegando a mesma faca que eu havia encontrado em baixo da minha cama, a segurei com firmeza e fechei a gaveta. Respirei fundo tentando assimilar tudo aquilo que eu estava fazendo e o quão absurdo tudo aquilo era. Estava quase desistindo. Quase.  Recuperando a coragem andei até a casinha que ele morava. Botei os livros e o jornal em cima da mesa e observei o lugar. Estava um caos. Ri comigo mesma pensando como ele se entendia ali.

Escutei passos na grama em direção da casa e com a coragem completamente destruída procurei um esconderijo. Em vão. A maçaneta se mexe e eu escondi a faca atrás de mim. Ele entrou sem me ver e fechou a porta, cambaleante. Com certeza devia ter bebido. Assim que me viu os olhos se arregalaram e ele veio para perto de mim. Dei passos para trás tentando manter uma distancia razoável.

- Alana, me deixa falar, por favor, eu juro que...

- O que você estava fazendo vivo em 1935? – vi ele se calar no mesmo segundo e ficar branco, mais do que já era.

Ele não me respondeu. Eu acabei ficando nervosa e pressionando a faca com força em direção ao meu pulso, e pronto. O sangue pingou para o chão e Niall me olhou como se perguntasse por que gotas vermelhas caiam das minhas costas. Fechei os olhos e o fiz. Sem pensar duas vezes.



Notas finais do capítulo

ai esta. que acharam? as coisas vao ficar legais a partir do 17, são os capitulos que eu tava ansiosa pra escrever desde o inicio. hIOAHLKSAHODIHDLKADS :3 deixem seu reviews bbs ♥