The Dark Side Of The Moon - Damon & Bella escrita por Vi Bolton


Capítulo 22
Capítulo 17- Casamento


Notas iniciais do capítulo

Voltei a ter internet!! Consegui escrever este capitulo!!
E vou dar o titulo do próximo no fim do capitulo!! Desculpem a demora, mas fiquei sem net... Estou planejando os de Just Tonight e o de Dear Sister...
É isso.
bjs



Por Bella

Ouvi arranhões discretos no vidro da minha janela, uma bela coruja branca batia na minha janela, este era o sinal... Significava que eu tinha que tomar um banho e estar apresentável dentro de dez minutos, pois Elena estaria me esperando em seu belo Jaguar vermelho.

Bufei irritada, não era porque hoje era o grande dia, que eu não precisava dormir, mas rapidamente me animei ao imaginar meu belo vampiro no altar me esperando...

Damon Salvatore e Isabella Swan se casariam neste domingo... Esta era a fofoca, ops notícia do momento em Forks.

Sorri maliciosa, ao ver a cara de Lauren a qual recebera um convite... Quando virasse vampira, adoraria mata-la... Talvez Elena me ajudasse...

Com coragem, puxei as cobertas e estremeci de frio, mas ainda com coragem peguei roupas intimas meias, jeans e uma camiseta branca de manga comprida. Entrei no banheiro, escovei os dentes, me despi e fui tomar um banho quente. A água parecia tirar todo o meu nervosismo, e o cheiro de morango do familiar xampu, me acalmava... Respirei fundo e contei mentalmente até três. Afinal se demorasse mais, Elena arrancaria minha cabeça.

Sequei meu cabelo da melhor maneira que pude me vesti, e para meu azar esqueci-me de pegar as botas...

Procurei por todo meu quarto até achar uma em baixo da cama e outra em cima do meu guarda-roupa... Sorri maliciosa me lembrando... Deve ter sido quando Damon veio aqui há uma semana! Mas nos últimos dias ele estava proibido de vir, afinal precisava de descanso.

Ainda calçando as botas, desci a escada, e não foi surpresa alguma ao ver Elena me esperando com um olhar homicida... Charlie estava sentado no sofá com minha “tia” Ana... E Klaus?

Aquele homem loiro, de olhos azuis serenos, uma aura levemente cruel... Era meu pai?

Minha mãe me olhava, depois com um gesto discreto me incentivou a falar.

-Pai? – Charlie se virou, mas quem eu queria que se mexesse o fez.

Klaus que ao me ver abriu um largo sorriso... Diferente de Charlie, ele parecia muito novo, lembrava um pouco Carlisle. E minha mãe também... Será que ela tinha algum feitiço?

-Bella... Você esta tão grande! – e se levantou para me abraçar.

-Pai... Senti sua falta. – mesmo sem nunca tê-lo visto antes, suas feições eram familiares, por lembrarem as minhas... Mas seu toque e seu cheiro... Faziam parte de lembranças antigas.

-O que esta acontecendo aqui? – berrou Charlie.

Me soltei de Klaus e corri até Charlie.

-Charlie... Pai. O senhor sabe o que esta acontecendo eu inevitavelmente descobriria. – ele me abraçou. – Você e Renée sempre serão meus pais, mas minha ligação com Ana e Klaus é muito forte... É mais do que biológica.

Quando ele me soltou vi pequenas lágrimas em seus olhos, e com o dedo mínimo sequei-as.

-Agora vão se arrumar... – olhei de canto para Elena, parada a porta. – Preciso ir me aprontar, ou Elena me mata.

Ao andar até a porta, ouvi meus pais conversando. Bom, pelo menos eles não se odeiam...

Caminhei até o jaguar, e Lena entrou do outro lado.

-Juro que se ele não fosse seu pai, eu o mataria! – falou ela irritada. – Mas mudando de assunto, que tal você me falar porque demorou tanto?

-Bem... É que eu não achava minhas botas. – seu olhar me censurava. – Culpe o Damon!

Sem dúvida alguma corei o que fez Lena dar uma gargalhada maliciosa.

-Ainda não acredito que ele achou alguém igual a ele... – dizia balançando a cabeça.

Depois disso Lena, começou a tagarelar alegremente sobre a decoração, e sobre o vestido que eu nem sequer havia visto.

Ela estacionou o carro na frente da casa.

-Não vai coloca-lo na garagem?

-Não, afinal é lá que o casamento vai ocorrer.

Sorri imaginando a bela garagem de vidro decorada... Lá não tinha nenhum móvel, só os carros, que deveriam estar na rua.

-Certo.

Depois disso, fui arrastada até o banheiro de Elena, que começou me mandando sentar na poltrona, colocou uma pasta verde no meu rosto.

-Coloquei uma máscara em você! Vou me arrumar e já volto. – ela se virou, mas antes de sair deu um último aviso. – Não se mecha.

Fiquei sentada imaginando onde estaria Damon... Elena deve ter expulsado ele e Stefan, mas desde quando meu demônio obedece?

Poucos minutos depois Elena voltou, e assim que ela tirou a mascara, percebi o quão medíocre eu estaria... Afinal seus sedosos cabelos loiros, estavam presos em fios transparentes em uma trança lateral, ela usava um vestido de seda violeta que realçava a cor dos seus olhos... E um batom leve realçava seus lábios proporcionais.

-Acho que você vai no meu lugar... Vou parecer medíocre ao lado dele. – bufei irritada.

-Você vai ficar divina! – falou ela animada.

-Se você diz... Pelo menos Damon é bonito pelos dois! – afirmei resignada.

Elena gargalhou e começou a trabalhar em meus cabelos. Depois me deixou sozinha e voltou com um almoço. Pausamos para a humana almoçar.

-Tomei uma decisão vou te vendar, só depois de finalizada vai ver o vestido.

Ela colocou uma venda, e como se eu fosse uma boneca me trocou. Me sentou na cadeira, de uma maneira inclinada, tirou a venda e começou a me maquiar.

-Isso foi cruel Lena! – falei com ódio, em quanto ela finalizava, passando perfume.

-Foi mesmo! Mas sei que você vai se vingar! – falou ela sem um pingo de culpa.

Depois que disse isso me içou da cadeira e me colocou de frente para o espelho.

A criatura no espelho era divina.

Tinha o rosto rosado, mas era devido ao fato de ter corado ao se ver. Seus cabelos caminham em ondas até o meio das costas, e duas mechas da frente foram puxadas e presas atrás com um pente de prata com esmeraldas.

Seu vestido era de cetim branco...  Era com ombros a mostra, de manga comprida, nas costas se revelava aberto até o meio, na frente era sem decote... Ele era levemente armado...

Enfim a garota estava radiantemente linda. Ela ainda ostentava um colar de prata delicadamente adornado de esmeraldas.

Com um leve sobressalto, Bella viu que era seu reflexo, e que agora Elena se ajoelhava ao seu lado para colocar a liga branca em meu tornozelo.

-As joias são um presente de seus pais. – disse piscando.

-Ótimo. Que horas são?         

-São três horas! – disse ao verificar o relógio.

-O casamento já começou! – arfei.

-Sim, eu sei... Damon já deve estar lá. Vai entrar com Klaus ou com Charlie? – perguntou-me Lena.

-Bom... Klaus vai me conduzir até a garagem, depois Charlie me conduz ao altar, afinal seria estranho chegar com os dois. Você pode avisa-los? Afinal pensei nisso agora.

-Claro. – Lena sacou o celular e provavelmente ligou para o Stefan. -Obrigado amor. – sem dúvida, alguma era o Stef.

Dentro de alguns segundos meu pai, Klaus, estava em um elegante terno preto, ele estava lindo.

-Pronta minha pequena Lellas? – algo me soou familiar no apelido.

-O porteiro da minha escola antiga me chamava assim... Você! – encarei meu pai sorrindo.

Ele enlaçou nossos braços e começou a descer a escada comigo.

Já estávamos na porta, saindo para a rua, quando ele fez uma pergunta que, bem digamos apenas que eu não gostei...

-Tem certeza que quer casar com o Salvatore? Sabe você poderia ter com qualquer um a seus pés...

-Pai, quer mesmo uma discussão? – ele se calou. – Eu amo o Damon, e tenho certeza sim.

-Tudo bem, eu já esperava por alguma resposta do tipo...

-E quero que vocês seja mais presente! Seja um bom sogro, entendeu?

 Ele deu um risinho e deixou a pergunta no ar... Acho que vou considerar isso como um sim.

Agora atravessávamos o pátio e a garagem, de vidro, era visível.

Quando nos aproximamos da porta, meu pai sussurrou em meu ouvido.

-Quando suas mãos tocarem as de Damon, vou mandar ele honra-la, em sua cabeça! – depois entrou na “igreja” e se sentou em um banco a frente. 

-Pronta Bells? –me perguntou meu outro pai, Charlie que já enganchava nossos braços.

-Sempre.

Antes de entrarmos meu pai me alcançou um buquê de Frésias majestosas.

Respiremos fundo e entramos. A tradicional música começou a tocar, e eu reparei na decoração sofisticada. Nos cantos delicados arranjos de Frésias caiam em uma intrincada teia viva.

Os bancos de madeira com apoios e encostos intrincados de desenhos florais, em dúvida eram de madeira de lei.  O tapete de um vermelho vivo, era de veludo sem dúvida.

Antes de encarar quem mais me interessava, passei como rostos gentis, como os de Angela, Bem, Mike, Eric, Stefan, Elena, meus pais... E rostos invejosos como os de Jéssica e Lauren.

Depois de uma breve análise voltei meu rosto para o altar...

Quase sufoquei, sempre achei Damon perfeito... Mas hoje um querubim pareceria um rabisco feito por uma criança de um monstro do armário.

Imaculadamente vestido de preto, Damon ostentava seu sorriso característico, que hoje, porém transparecia a pura excitação causada pela alegria. Seus sedosos cabelos pretos pareciam mais rebeldes que o normal... E eu tinha uma vontade de acariciar seus fios... Seus lábios vermelhos levemente entreabertos eram um convite para um beijo demorado... E seus olhos! Olhos divinos, que me olhavam ansiosos cheios de uma animação contida... Tão pretos que escondiam sua real natureza... A qual só eu tinha acesso. Como pude ter tido tanta sorte?

Será que o destino quis me consolar após a partida de Edward com um prêmio menor e sem querer me deu algo melhor? Será que foi só ao acaso? Bom eu não sei só sei que daqui a alguns minutos estaremos selando esta união para sempre.

Isabella Marie Swan... Cullen? Não poderia nunca ser...

Isabella Marie Swan Salvatore... Sem dúvida a melhor, ou devo dizer, única opção. Viver sem Damon não é uma alternativa, a não ser que ele me rejeite.

Saindo de meus devaneios, me vi instintivamente agarrando aquelas conhecidas mãos, e ouvi Charlie sussurrar.

-Honre-a rapaz! – antes de ir se sentar.

Pelo olhar que Damon dirigiu a Klaus, vi que ele cumpriu a promessa.

Ao nos virarmos em direção ao sacerdote, vulgo pai da Angela, troquei um furtivo e cumplice olhar com Damon.

Nossos votos foram as palavras simples e tradicionais já pronunciados um milhão de vezes, embora nunca por um casal como nós. Só pedimos uma pequena alteração ao Sr. Weber. Ele concordou em trocar a frase “Até que a morte nos separe” pela mais adequada “Até que ambos estivessem vivos”. (n/a: trecho de amanhecer)

Quando o pastor disse as palavras, percebi que eu estava selando minha vida ao destino para o qual ela foi construída.

Só voltei a mim quando o pastor fez a famosa pergunta.

-S-Sim! – minha voz saiu fraca, devido a emoção que encheu meus olhos de lágrimas prontas para sair. Comecei a piscar para afasta-las.

Ele se virou para Damon que com uma voz vitoriosa e firme, disse como se esta fosse a decisão mais certa e importante de sua vida.

-Sim. – e sorrindo olhou para mim ao sussurrar. – Como poderia dizer não a você?

Corei vergonhosamente, o que arrancou uns risinhos dos convidados e do próprio noivo.

Como de praxe ao final de tudo o pastor declarou.

-Pode beijar a noiva!

Damon se aproximou e com ternura segurou meu rosto, e com um casto selinho terminamos os ritos, antes de se afastar, Damon afagou meu rosto, de leve.

Entrelaçamos as mãos, e saímos da “igreja”, vulgo garagem, e fomos para a parte de trás da garagem onde uma festa estava armada. Mesas ricamente adornadas, sobre um tablado de madeira que cobria praticamente a extensão do pátio. Conduzimos os convidados a frente para a festa.

Em quanto garçons surgidos do nada começavam a oferecer petiscos e bebidas, eu e meu marido fomos a uma plataforma onde estava o bolo.

Uma fila se formava para nos cumprimentar.

Os primeiros foram Stefan e Elena.

-Ainda não acredito que você se casou! – Stef falava embasbacado para Damon.

-Pois caro, irmão conhecemos vadias... – Elena o fuzilou com o olhar. – Boas moças que o desprezam até que achamos... Bem eu acho! Afinal sou egoísta e não divido.

-Fecha a  privada  porque só ta saindo merda... – bufou Elena.

-Ignora é que ele andou se alimentando de uns bêbados. – sussurrei para Lena e Stef.

Damon me fuzilou e os outros caíram na gargalhada.

-Foi engraçado admita! – falei o encarando.

Ele então me puxou para um beijão, e o outro casal saiu de fininho... Afinal segurar vela não dá!

-Deixem para a lua de mel! – falou uma voz envergonhada e irritada.

-Pai! – berrei me soltando de Damon e o abraçando.

-Bells, eu desejo tudo de bom pra você... – depois estendeu a mão para Damon que apertou com força. – Cuide dela como se fosse seu bem mais precioso.

-Acredite ela é! – falou Damon.

Charlie saiu, indo conversar com Sue... O marido dela morreu e bem, ela e Charlie agora são muito “amigos”.

 Depois de Charlie estavam Ana e Klaus.

-Você esta linda... – minha mão sorria. – E você também Salvatore.

-Damon sorriu convencido e falou:

-Obrigado! Mas hoje nada de autógrafos.

-Acho bom cuidar bem dela! – a voz de meu pai era seca.

-Pai! Damon vai cuidar de mim e eu dele! Satisfeito? – falei irritada.

-Por em quanto basta Lellas.- depois envolveu a cintura de minha mãe e saíram.

Depois deles estavam... Ah não Lauren e Jéssica.

-Hey Bitches! – cumprimentei elas animada. –

-Então aqueles são seus pais de verdade? – perguntou Jéssica. – Você é adotada?

-Ou o chefe é corno?-  perguntou a venenosa Lauren cadela.

-Número um: Vai se foder. Número dois: Vai se foder... Ah é já falei! – olhei com um sorriso infantil. – E por fim encalhadas!

-Como assim o Mike ainda me namora! – falou Jes.

-Será?- fiz clima de suspense.

Elas saíram, depois cumprimentamos mais umas pessoas e fomos cortar o bolo e tal.

Me sentei em uma mesa exausta.

- E liga? – perguntou Stefan.

Todos olharam curiosos.

Eu corei e Damon riu. Me sentei mais ereta na cadeira, e Damon levantou minha saia e com os dentes arrancou a liga e jogou na cara do Mike, “sem querer”, é claro.

Dei um risinho malicioso, assim como todos. Depois de distraídos Damon me olhou debochado e perguntou.

-Quer dançar? – assenti e ele me conduziu para a pista, onde uma música lenta começava.

A mão que se apoiava em seus ombros era a qual possuía uma brilhosa aliança de prata, que não aparecia, mas eu sabia possuía as iniciais do meu marido...

Damon se inclinou e perguntou em meu ouvido me fazendo estremecer.

-Gostando... Senhora Salvatore?

-Muito meu adorado marido. – ele sorriu alegre. – Você esta muito feliz... – não fora uma pergunta, mais uma afirmação.

-Eu vivi sozinho, sendo abandonado... O vilão. E agora encontrei simplesmente a pessoa mais importante da minha vida!

Escondi meu rosto em seu pescoço, para esconder meu rosto vermelho.

-Nunca imaginei que fosse ficar tão feliz por isso... Afinal casar nunca esteve em meus planos, mas sinceramente, esta foi sem dúvida a melhor decisão da minha vida... – confessei em um sussurro.

Damon gentilmente me puxou para um beijo gentil.

Depois com selinho selou nosso beijo, encostamos nossas testas e ele murmurou.

-Minha melhor decisão foi vir para Forks... – murmurou me olhando com seus hipnóticos olhos negros.

Nos balançávamos distraidamente sem quebrar o contato visual. Até que senti uma mão forte cutucando meu ombro.

-Será que terei chance de dançar com a noiva, irmãozinho? – provocava Stefan.

Damon rosnou, quando Stef queria encher ele, era só tocar no quesito altura...

-Claro... Meu adorado irmãozinho! – mas como irmão mais velho ele tinha um dom para irritar. – Vou dançar com a feroz Elena... Será que preciso de um escudo contra tal besta fera?

Rimos da tolice do noivo.

-Então... Como é ser da família? – encarei os olhos verdes sábios de Stefan... Ele me lembrava Edward.

-Bom. – respondi vagamente.

-Ainda dá tempo de fugir... Afinal esta família é de loucos! – disse rindo.

Sorri, era isso que faltou em Edward... Alegria, ele era tão controlado se privando das coisas... Já Damon...

-Bom, sinto informar... – olhei de lado e sussurrei como se fosse um segredo. – Mas eu também sou!

-Sabe Bella. Você fez muito bem ao meu irmão. – falou Stef. – Ele era muito recluso, cheio de raiva contido... Quero dizer que ele mudou muito, Bells. – disse sorrindo.

Fiquei encarando ele curiosa, pelo que mais este irmão precisava desabafar.

-Você fez muito bem pra ele... Quer dizer nossa convivência tinha melhorado, mas os atritos em relação à Katherine e Elena, não terminavam... Mas ele encontrou uma louca, rebelde, arruaceira, que já tinha, de certa forma, enfrentado uma situação parecida com a dele.

Sorri para Stefan.

-Sinceramente, nunca achei que fosse possível um elogio estar na mesma frase que louca e arruaceira, mas você conseguiu. – abracei Stefan que do nada começou a rir.

-Acho que Damon te quer de volta. – ri em quanto Stefan me conduzia a um noivo emburrado e a uma madrinha irritada.

Elena sorriu ao voltar a dançar com seu par, e puxei para um beijo um vampiro ciumento, que logo voltou a se animar.

-O que tanto falou com meu irmão? – perguntou pela milésima vez.

-Combinamos quando trairíamos você e Lena...  Damon deixa de ser fofoqueiro! – brinquei irritada. – Além do mais sei que você ouviu.

Ele soltou uma risada exagerada em quanto me fazia dar uma rodopiada.

-Aliás, onde vai ser a lua de mel? – perguntei curiosa.

-Era segredo, mas foda-se eu não obedeço a Senhora que mando em todo mundo... – falou Damon em uma péssima imitação da minha amiga.

-Você é impossível... – revirei os olhos.

-O.K. Voltando a pergunta... Bom um lugar agitado, um mundo do rock... Cheio de pubs... – ele me olhou sorrindo malicioso. – O me diz de Londres, baby?

Ri do sotaque britânico que ele fez, mesmo perfeito, foi engraçado.

-Perfeito. – tentei imita-lo o que o fez gargalhar.

Ficamos rindo a toa até que mãos quentes e conhecidas me cutucaram.

-Pai! – era Charlie sorrindo envergonhado.

-Achei que o, ou melhor, um dos pais da noiva deveria dançar com ela, estou errado? –perguntou brincando.

-O.k. Vaza Damon!- falei brincando e empurrando-o teatralmente.

Meu pai envolveu gentilmente minha cintura e começamos com os típicos dois pra lá dois pra cá.

Meu pai pigarreou.

-Bom... Este não é o melhor lugar, mas preciso falar com você sobre...

-Faculdade? – tentei.

-Exato. Você falou no jantar com o seu namorado, quer dizer atual marido sobre Darthmouth... É verdade? – ele parecia curioso.

-Na verdade é sim... Já enviei minha carta... – e era verdade, eu realmente quero ter um pouco de cultura.

Meu pai sorriu e depois de dez minutos murmurou.

-Acho que vou te passar para outro...

E entregou minha mão, a um homem loiro, de aparência de uns vinte anos, que coincidentemente era meu pai.

-Pai. – sorri em quanto começávamos uma dança mais elaborada do que a que tive com Charlie.

-Bella... Feliz? – perguntou sorrindo.

-Muito... É bom, hã, rever o senhor e a mãe. – disse corando de leve.

-Não te assusta a ideia de ter uma parte vampira... Ou melhor, vampira original e bruxa? - perguntava com um sorriso travessa.

-Acho que não... – depois cochichei. – Gosto de ser poderosa!

Meu pai deu uma risada semelhante a um delicado sino.

-Você é tão divertida filha... Me lembra muito sua mãe.- falou ficando sério.

-O que houve pai? – perguntei preocupada.

-Bom é que decidi transformar sua mãe... Ela será meu par pela eternidade. – agora sorria. – Finalmente ela vai poder tirar o maldito feitiço de não envelhecimento.

Bufou irritado me fazendo rir.

-O senhor me lembrou Damon agora... –meu estreitou os olhos.

-Isto foi um elogio? Afinal me comparar a um Salvatore... – começou indignado.

-Não sei se sabe, mas eu sou uma Salvatore. Eles estão sendo gentis com você... – fuzilei-o com o olhar. – E você sabe muito bem por que!

Meu pai se calou.

-Sabe fiquei muito preocupado que você ideias erradas contra mim... Achei que ele tivesse te influenciado...

Me estiquei e coloquei um dedo em sua boca.

-Shh. Você é meu pai... Passado é passado. – então ele me abraçou gentilmente.

Depois de alguns minutos me soltei delicadamente.

-Pai... Se me da licença preciso achar meu demônio...

 Andei pela festa a procura do noivo, até que desisti e entrei na floresta, me encostando em uma árvore.

E parei para pensar... Para onde será que os Cullen foram? Já faz um mês que eles foram em bora da cidade...

-Uma bela dama sozinha... Tenho chances. – sorri nos braços que apareceram do nada e me envolveram.

-Só se chamar Damon Salvatore. – falei me virando e envolvendo seu pescoço.

-Que coincidência? Este é meu nome. – depois me puxou para um beijo.

Seus lábios macios eram quentes em contato com minha pela, eu começava a perder o controle do beijo que se tornava urgente, minha respiração começou a acelerar...

Empurrei Damon.

-Melhor parar! – disse para justificar.

Ele riu debochado.

-Concordo. Que tal voltarmos? – assenti, ao passo que ele enlaçou minha cintura. –Sobre o que pensava?

-Em onde estão os Cullen... Se eles vão cruzar nosso caminho de novo... Espero sinceramente que não!

Ele só gargalhou. Espero que não encontre mesmo...

Nos aproximamos do pátio e Lena apareceu gritando

-Bella você e Damon têm que trocar de roupa o voo sai daqui a pouco!

-É para onde? – perguntei inocente.

-Não se faça de sonsa... Todos sabem que ele te contou. – Ri e Damon, sim ele mesmo, corou.

Lena agarrou meu pulso e me conduziu até a casa.

-A roupa esta em cima da minha cama... Não demore.

Peguei as roupas sem olha-las e entrei no banheiro, tomei um banho rápido e vesti o que era uma calça jeans grafite, uma camisa branca e um blusão gola v preto que coloquei por cima, com uma jaqueta jeans preta. Sorri ao me olhar no espelho, depois calcei minha ankle boot preta.

Sai do banheiro e deixei o vestido em cima da cama.

Desci a escada e Lena me esperava, com Damon usando uma jeans Armani preta, blusão gola v preto, camisa preta e jaqueta de couro com o Ray Ban no bolso.

-Pronta! – falei me jogando nos braços de Damon.

Saímos pra rua, e nos despedimos de todos. Stefan e Damon tiveram uma pequena discussão idiota.

Depois demos as mãos e corremos para a Ferrari preta sendo perseguidos por uma chuva de arroz, que parou no exato momento em que chegamos perto da Ferrari, se bem que eu pararia se recebesse um olhar mortal como o de Damon.

Entramos no carro, e Damon acelerou. Ele dirigia acima de 140 km/h e a velocidade era estimulante. Colocamos óculos escuros e rock da pesada para tocar.

-Estamos no clima Londres baby!- berrou Damon ao fim de um solo de guitarra.

-Por que esta me chamando de Baby?

-Não sei... – disse rindo feito um louco.

De repente senti uma tontura e náusea...

-Bella, amor, tudo bem? – era Damon falando comigo.

Reparei que o rádio estava desligado e a velocidade tinha caído.

-T-tudo. – disse gaguejando.

-Você parecia enjoada... Pelo menos esta melhor agora. – disse sorrindo aliviado.

-É.

O que foi isso nunca tive este tipo de coisa... Mas enfim foi passageiro.

Afinal, minha lua de mel me espera! E Londres é uma criança como nós.

 (TITULO DO 18: 

Cap. 18: Aprenda a estragar uma lua de mel com Alice Cullen)



Notas finais do capítulo

Bjs, comentem e recomendem!!