Roller Coaster escrita por jgw22


Capítulo 40
Capítulo 40


Notas iniciais do capítulo

Tá, seguinte: eu sou uma pessoa horrível, mereço que vocês me odeiem, me abandonem, parem de ler aqui e tal... Masss por favor, eu imploro o perdão de vocês com um capítulo que vocês descobrem quem sequestrou a Alice, fechado? ~~hahah, eu subornando o amor de vocês, uhuhu. Maaaas enfim, boa leitura :33




ZAYN’ S POV

E a noite passou, e na sala, 8 rostos continuavam a me encarar com expressões sérias, preocupadas. Com a noite em claro, minha capacidade de chorar, pensar ou ter qualquer reação tinha sumido. Eu simplesmente estava lá, jogado no chão num canto qualquer da sala de estar, esperando que sabe-se lá o que acontecesse para que eu pudesse ter meu amor novamente pra mim, em meus braços.

Mas eu não poderia ficar ali.

Se eu quisesse minha Alice de volta, eu teria que sair dali, procurá-la por toda Londres se fosse necessário, mas eu precisava fazer alguma coisa, ficar parado não me ajudaria em nada; eu precisava reunir todas as minhas forças e encontrá-la. Mesmo que eu não tivesse nenhuma.

Levantei de onde me encontrava e, sentindo olhares seguindo cautelosamente meus passos, fui para meu quarto. Bati a porta atrás de mim e fui para o banheiro. Liguei o chuveiro quente e fiquei embaixo dele, pensando. Apenas pensando.

E eu não chegava a nenhuma conclusão. Nenhuma.

ALICE’S POV     

Fiquei ali. Naquele quartinho fétido e minúsculo que eu não fazia ideia de onde ficava, esperando que alguém ou algo abrisse aquela porta e me explicasse o que estava acontecendo.

E esperei. Esperei por um tempo imensurável, até que o sol forte que adentrou pela janela pequena pela manhã se resumisse agora apenas em um pôr do sol fraco e preguiçoso, dando lugar às apagadas estrelas que lentamente começavam a aparecer.

Mas, quando finalmente tinha desistido de ver alguém naquele dia, a maçaneta rodou, fazendo meu coração parar. E eu vi.

Soltei um silvo baixo pelos lábios, quando aquele corpo entrou com um embrulho em mãos e foi em direção a mesa para soltá-lo. Encolhi-me contra a parede, sentada no colchão, formando uma bola com meu corpo.

- Ei, trouxe comida. – sua voz, que eu dificilmente tinha ouvido antes, me assustou. Soou como se mil facas estivessem indo de encontro a meu tímpano, gélida e sem nenhum sentimento.

Não respondi. Deixei que meus cabelos caíssem sobre meu rosto e servissem como uma cortina entre mim e ela. Mas porque estava fazendo aquilo? O que eu tinha feito para ela? Me manter em cativeiro sabe-se lá o porque mudaria alguma coisa?

- Porque estou aqui, Norma? – eu perguntei reunindo praticamente toda minha força interior para fazer com que minha voz não saísse tremida, o que eu não fiz com muito sucesso. – Porque está me prendendo aqui?

E aquela senhora baixinha, que apareceu em minha casa numa certa manhã, que nunca falava muito e agia de forma sorrateira, deu-me um sorriso de escárnio, vindo em minha direção, agachando a meu lado e segurando em minhas bochechas fortemente, me obrigando a olhá-la.

- Não te interessa, docinho. Apenas seja uma boa mocinha e talvez você saia viva daqui. – falou com a voz transbordando maldade, seus olhos brilhavam de uma forma que eu era quase capaz de ver chamas em suas pupilas.

Ela levantou-se de meu lado e seguiu para a porta, ouvi barulhos na maçaneta e eu novamente estava trancada e sozinha naquele quarto. O cheiro da comida invadiu o lugar, fazendo com que meu estômago revirasse, lembrando-me que há 24 horas e não comia nada.

Mas não. Eu ainda tinha algum neurônio em funcionamento, e eles gritavam freneticamente que eu não deveria comer aquilo. De jeito nenhum. E por incrível que pareça, minha consciência estava cooperando comigo.

E eu fiquei ali, deitada, naquele colchão fino e encaroçado, num chão de um quarto qualquer. Pensando. Pensando e tentando encontrar maneiras de ligar aquela mulher a qualquer coisa que pudesse ter me levado parar ali.

E em meio a pensamentos nada otimistas sobre o futuro, peguei no sono, tentando fazer com que os sonhos fossem um pouco melhores que a realidade.

ZAYN’S POV

Saí do meu quarto, incapaz de continuar sozinho e pensar, minha cabeça latejava com o esforço e qualquer movimento fazia-a parecer ter 50 toneladas. Fui para a sala, e os olhos, que antes me encaravam com preocupação, agora tinham receio, medo de uma reação que eu teria, que nem mesmo sabia qual era.

- O que foi? – perguntei totalmente desconfiado. Jazmin veio hesitante até mim e entregou-me meu celular. No visor, tinha uma mensagem. Remetente: Alice.

Meu coração parou antes mesmo de ler o conteúdo da mensagem. Alice. Minha Alice. Era uma mensagem, apenas uma mensagem de texto. Mas isso era algo. Uma notícia, algo que me fazia ao mesmo tempo ficar aliviado e três vezes mais nervoso.

Mas depois que li a mensagem, meu coração parou.

‘Os amiguinhos da Alice realmente acham que ela está bem? Tolos, todos tolos. Vocês nunca saberão onde ela está, nunca... Na verdade, no fundo, no fundo, se vocês não fossem tão cegos até já saberiam onde encontrá-la, vocês têm o mapa em mãos... Mas não, preferem não enxergar o quebra-cabeça.

Sinto muito, acho que isso faz com que ela fique em minhas mãos. Que pena. Pra vocês, é óbvio. Pra mim, está sendo divertidíssimo. ’

Eu desabei. Não vi mais nada depois disso. Tudo preto, vozes a meu redor. Nada a que eu pudesse me agarrar mais. Nada mais que valia pena continuar vivendo.



Notas finais do capítulo

E... ???????? Muito ruim? Eu sei que tá pequeno, mas paciência, vou tentar alongar mais os próximos :3 Vou tentar postar mais um até o fim do feriado, ok? Bom, beijos pra vocês, feliz páscoa pra todos e se encham de chocolates, porque nessa época pode (: haha. fuui.



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