Roller Coaster escrita por jgw22


Capítulo 38
Capítulo 38


Notas iniciais do capítulo

Eu falei que tentaria postar mais nesse fim de semana, e como prometido, aí está! Espero que gostem, esse é bem tenso e pequeno, então vamos lá!




ALICE’S POV

Eu não acredito que ele fez isso comigo. Não, não e não. Mil vezes não.  Eu não conseguia acreditar naquilo que meus olhos me mostravam, não conseguia assimilar a ideia, não aceitava que aquilo realmente tinha acontecido.

Mas aconteceu. Eu vi. Zayn ficando com uma garota, diante de meus olhos. O mesmo garoto que há alguns dias atrás dizia me amar, que a menos de 3 horas tinha dito ter ‘meu e apenas meu’, agora estava ali, traindo minha confiança em minha frente.

Um bolo se formava em minha garganta, eu não conseguia mover nem um músculo sequer, não era mais apta a fazer isso, nem sequer respirar ou mesmo deixar as lágrimas caírem. Só o que eu fiz foi ficar parada assistindo aquela cena, sem sair dali ou mesmo interrompe-la. Parecia que quanto mais eu visse aquilo, mais eu era capaz de perceber o quão aquelas palavras que eu ouvira durante tanto tempo eram mentiras. Era como se o sentimento que me machucava ao mesmo tempo abrisse meus olhos.

E enfim, o beijo parou. Ele se afastou da garota e bateu o olhar em mim. Eu ainda não conseguia esboçar nenhuma reação. Mas vê-lo me observando, percebendo o que tinha feito em minha frente me fez não conseguir segurar mais as lágrimas, que antes mesmo que eu pudesse perceber, já rolavam livre e compulsivamente por meu rosto.

Finalmente, parecia que meu cérebro tinha novamente tomado o controle de meus atos. Eu conseguia sentir meu coração se chocando contra as costelas e minhas pernas bambas, fraquejando. Saí correndo dali, antes que ele viesse até mim e falasse qualquer coisa. Eu não queria ouvir nada. Eu não suportaria ouvir.

Eu seguia no meio de um mar de rostos borrados e sem foco, tentando sair o mais rápido possível dali. Eu chorava muito, o ar começava a faltar em meus pulmões, mas eu não me permitia parar. Não ali. Eu sabia que Zayn poderia vir atrás de mim, e eu não queria encarar uma conversa – definitiva – com ele. Não naquele momento.

Atravessei toda a pista e finalmente consegui avistar a porta. Em minha visão periférica, vi Louis e Piu tentando chegar e meu encontro. Apressei-me mais ainda em direção à saída. Eu não queria falar com eles agora, eles pareciam estar felizes, finalmente juntos. Eu não queria deixá-los mal por minha causa.

Na verdade, eu não queria falar com ninguém naquele momento. Não me parecia justo que meu coração quebrado atrapalhasse a felicidade das outras pessoas. Saí correndo, e passei pela porta do pub, passando direto pelos seguranças.

Assim que o vento da madrugada de Londres entrou em contato com minha pele, eu senti um arrepio e arqueei o corpo. Depois que me vi sozinha na rua, longe daquele ambiente, eu comecei a chorar ainda mais – se é que isso ainda era possível -, deixando todas as magoas saírem. Tirei o sapato e o comecei a levá-lo na mão, andando com os pés em contato com o asfalto frio e com orvalho. Eu caminhava lentamente, tentando clarear a mente e organizar as coisas em minha cabeça. Eu andava distraída e tentando pensar o mínimo possível no ocorrido a algum tempo atrás, mas não dava, realmente não dava. Aquela imagem invadia minha mente sem eu nem me dar conta, e quando via, já era tarde demais e meus olhos se encharcavam novamente.

Em meio a pensamentos indesejados e lágrimas involuntárias, eu comecei a escutar barulhos atrás de mim, barulhos que me pareciam passos. Comecei a andar com um pouco mais de pressa, tentei olhar de leve para trás, mas a neblina que agora pairava na rua me deixava impossibilitada de ver com clareza se o ruído realmente era real ou era só minha cabeça aturdida me deixando mais confusa ainda.

Continuei caminhando a passos apressados – pelo menos até chegar a alguma rua movimentada onde eu pudesse encontrar algum taxi – tentando imaginar que tudo o que eu estava ouvindo era mesmo só coisas da minha cabeça.

Quando virei a esquina, eu o vi. Não era coisa da minha cabeça. A pessoa era real. Havia alguém me seguindo. Comecei a caminhar com mais pressa, quase correndo. A pessoa – a qual eu só conseguia identificar uma silhueta escura e indefinida – apressou seus passos para acompanhar meu ritmo.

Agora, eu corria. Minha cabeça começou a latejar, eu respirava falha e entrecortadamente. Eu sentia meus batimentos cardíacos nas têmporas e eu jurava que estava podendo ouvir o sangue circulando de forma cada vez mais rápida em meu corpo.

Minhas pernas começaram a tremer e me obriguei a reduzir meu ritmo. Eu não via mais ninguém atrás de mim, não escutava passos, não escutava nada. A rua escura estava completamente vazia. Só eu e meus pensamentos.

Sentei-me no cordão da calçada e coloquei a cabeça para trás, fechei os olhos, tentando normalizar minha respiração e fazer com que meu corpo todo parasse se tremer. Fiquei algum tempo naquela posição, na rua deserta. O vento frio e a neblina me faziam arrepiar e tornavam impossível a tarefa de ficar sentada ali, parecia que quanto mais tempo eu ficava parada, mais meu corpo se tornava congelado. Com calma, calcei novamente os sapatos e juntei minha bolsa do chão a meu lado, ficando novamente de pé.

Mal recomecei a caminhar, e voltei a ouvir passos atrás de mim, mas antes que eu pudesse sequer virar-me para ver se o som era real, senti um braço me imobilizando pela cintura. Uma flanela no nariz, um cheiro forte e estonteante.

E tudo em minha volta tornou-se preto.



Notas finais do capítulo

E agora, o que acontece????? Gostaram, mereço reviews??? Esperem pelos próximos capítulos e vamo vê no que isso vira. uhul duhifhfifuhd Adeus ♥